Há várias maneiras de negar o Holocausto, conforme os fins políticos de cada um:
1. Negar que o número de mortos fosse mais do que um milhão e meio, dois milhões. Esta "redução" parece em princípio moral e politicamente irrelevante, mas de facto refuta a ideia de genocídio.
2. Negar a existência ou o papel central das "fábricas da morte". Isto dá ao Holocausto um carácter vagamente aleatório e colateral à guerra e pretende passar a responsabilidade do regime para forças fora da cadeia hierárquica central, como os Einsatzgruppen SS e voluntários locais (nomeadamente da Ucrânia e dos países bálticos).
3. Negar que o Alto-Comando do exército soubesse o que estava a acontecer na sua própria área de operações. Neste caso, o objectivo é à superfície separar os militares do nazismo para absolver os militares. Só que implicitamente também separa a Alemanha (inocente e honrada), que o exército encarnava, da ignomínia nazi.
4. Negar que Hitler tivesse ordenado ou tivesse tido conhecimento do Holocausto. É uma tentativa radical de "limpar" o nazismo.
5. Negar que a natureza única do Holocausto, para o apresentar como uma resposta, se não legítima, pelo menos justificada ao Gulag: uma ideia que chegou a ganhar uma certa respeitabilidade durante a "guerra-fria" e se destinava a estabelecer a Alemanha como um parceiro democrático de confiança.
Nenhuma das cinco teses do "negacionismo" é historicamente sustentável.
vpv










