
O jornalista inglês Julian Manyon conta na Spectator que um dia, em 1997, disse ao chefe do Hamas, Khaled Meshal: "Mas com certeza que a permanência do Estado de Israel tem de ser aceite!". "Não se esqueça de Hattin", respondeu Meshal. Hattin foi a batalha em que Saladino (ou Salah al-Din) destroçou e destruiu os cruzados do Estado cristão de Jerusalém. Em 1187. "O Estado cristão de Jerusalém durou 88 anos", concluiu Meshal. "Inshallah, o Estado judaico não vai durar tanto". Isso foi em 1997! Pois, foi. Manyon perguntou há uma semana a Abu Tir, outro chefe do Hamas: "Vão acabar com as missões suicidas contra civis?". E Abu Tir nem sequer fingiu: "Se o ocupante tem medo dessas operações, que saia da nossa terra".
É com esta gente que, atrás de Chirac e de Putin, Freitas do Amaral se prepara para "dialogar". Um "diálogo" que dispensa a garantia do reconhecimento de Israel e da extinção do braço armado do Hamas. Pior ainda, um "diálogo" que desfaz gratuitamente a posição comum da América e da "Europa"na matéria. O homem perdeu a cabeça.
É com esta gente que, atrás de Chirac e de Putin, Freitas do Amaral se prepara para "dialogar". Um "diálogo" que dispensa a garantia do reconhecimento de Israel e da extinção do braço armado do Hamas. Pior ainda, um "diálogo" que desfaz gratuitamente a posição comum da América e da "Europa"na matéria. O homem perdeu a cabeça.
vpv







