sexta-feira, março 03, 2006

UM RETRATO


Já se sabia que Freitas do Amaral “compreendia” a violência suscitada pela "licenciosidade" do Ocidente e pelas ofensas da "extrema-direita". Ontem mesmo, na Assembleia da República, o ministro dos Negócios Estrangeiros achou por bem insistir na tese (e no futebol como instrumento de aproximação entre os povos) confirmando, com exuberância de pormenores, todas as críticas que lhe têm tem sido feitas. Não valeria a pena sequer voltar ao assunto, se Freitas do Amaral não estivesse em vias de transformar a política externa portuguesa numa graça de mau gosto. Infelizmente, o primeiro-ministro deve, também ele, considerar esta história dos cartoons uma "questão menor" que já deu o que tinha a dar. Com sorte, e com a posse de Cavaco Silva, pelo meio, já ninguém volta ao assunto: as polémicas não são eternas e os erros, como se sabe, desaparecem miraculosamente com elas.
Mas, com cartoons ou sem eles, o eng. Sócrates tem, no seu ministro dos Negócios Estrangeiros, um problema difícil de resolver. Nesse aspecto o debate foi esclarecedor e deixou para a posteridade (se a posteridade se vier a incomodar com estas coisas) o retrato exacto de um político movido pelo ressentimento e pela incompreensível opinião que tem de si mesmo. Freitas do Amaral visto por Freitas do Amaral é o combatente pela liberdade que dá lições de democracia a quem andava de cueiros, na altura, em que ele, como bom discípulo de Marcello Caetano, se especializava em Direito Administrativo e dirigia a Acção Académica (esse covil de revolucionários!); é o político que fala “grosso” com os ingleses obrigando-os finalmente a apresentar resultados depois do seu intolerável desleixo; é o líder renegado de um partido que se acha muito acima do partido que ele próprio abandonou quando lhe convinha; é o ministro que, com a sua superior qualidade, reforça o peso de um Governo de ilustres desconhecidos; é o eterno candidato à Presidência da República, capaz dos mais inesperados amuos e das mais improváveis ofensas. Ciente da sua importância e das muitas injustiças da história, Freitas do Amaral é o que sempre foi: um produto reciclado do Estado Novo, com o seu formalismo desajustado, as suas pequenas vaidades e as suas ilusórias hierarquias. Em tempos, referindo-se a Freitas do Amaral e às suas afinidades com o mestre, alguém dizia, a propósito destes desajustes do ego: “Marcello Caetano nunca percebeu por que é que o nome dele não aparecia na Bíblia”. Freitas do Amaral nunca há-de perceber por que é que o nome dele não aparece na história. E Sócrates, mais tarde ou mais cedo, vai acabar por perceber isto.
ccs

181 comentários:

Anónimo disse...

Baaaahhh

Anónimo disse...

O MNE e os seus ridículos diplomatas é o sítio certo para Freitas frequentar.

pirata vermelho disse...

'um produto reciclado do Estado Novo'

Caraças, Constança!
Lapidar.

Jose Sarney disse...

Brilhante Cara Constância, se me permite.

Acrescentaria, apenas as multi-presenças em Conselhos de Administração, sem o "homem" perceber nada do que é uma empresa, a não ser a "gestão diplomática do seu bolso".

Mais uma vez, um "post" dos melhores que eu vi até agora, escritos na blogosfera!

Jose Sarney disse...

Já agora, seria interessante rever a entrevista que Ana Maria Caetano, filha do "Tutor" de Fretes, viesse outra vez à tona, para que se visse CLARAMENTE, a rez do dito Senhor Professor!

piscoiso disse...

A Constança é como aqueles jogadores de futebol, que vão ao homem e não à bola.

P.L. disse...

Õ passado e mediatismo de Freitas fazem com que ele polarize a política externa portuguesa e a sua doutrina diplomática já de nada vale na actualidade.

Anónimo disse...

O Sócrates a exibir, tão orgulhoso, o seu bolo governamental e a Constança a querer estragar-lhe a cereja. Não se faz uma maldade destas!...

Anónimo disse...

Do melhor que se pode escrever.

Anónimo disse...

Touché, ma chére!Eu que o observei de perto, e o examinei como coisa atípica, não teria tanta arte e engenho para o definir tão bem.Esse cavalheiro é um perigo para a estabilidade emocional dos mortais.

Anónimo disse...

O homem que está a ser pendurado de cabeça para baixo no texto de baixo é o meu amigo S Pedro.

Não tinha liberdade de imprensa, mas tinha liberdade de expressão.Morreu porque era e é livre.

Francisco Múrias

outro disse...

Se o Ministro dos Negócios Estrangeiros não fosse o Freitas, mas o Francelino, a política era a mesma, porque é definida pelo Governo.
A biografia do Francelino até podia dar um melhor post.

Anónimo disse...

"Marcello Caetano nunca percebeu por que é que o nome dele não aparecia na Bíblia". Terá o seu discípulo esperança de vir a aparecer no Alcorão?

Sílvia disse...

F. Múrias,
ao longo dos tempos houve Homens que morreram por uma causa. Jesus Cristo foi um deles. Lembro-lhe que também aqui, em Portugal, houve muitos mártires que deram a sua vida pela liberdade. Por isso, saiba aproveitá-la. Não seja ingrato!

Anónimo disse...

Silvia
Morrer por uma causa não quer dizer que a causa seja boa.
Jesus veio cá convencer-nos que somos livres e morreu porque usou a sua liberdade. Foi uma boa causa.

Mas há muitos casos na história de gente má que morreu por más causas.
Mas só morreram porque usaram a liberdade que no fundo se resume a duas coisas. Usa-la bem ou usa-la mal
Francisco Murias

outro disse...

Se uma causa é boa
não mata a pessoa

Anónimo disse...

uma pistola boa não mata a pessoa

P.L. disse...

Isso é completamente falacioso. É sim possível morrer-se por uma causa boa. O que geralmente acontece nestes casos é que é a má que mata.
A pistola boa não mata os bons, pois não, mas a má mata, se tivermos ao lado do bem. E a boa mata, sim, as pessoas ao lado da má, quando é preciso.

Anónimo disse...

Ainda bem que na blogosfera não existem lápis azuis...
Até ver...

«produto reciclado do E.N.» ?
Eu diria mais...resíduo perigoso, sendo aconselhável a sua futura incineração...

outro disse...

Essa deve ser por uma boa causa: incinerar os adversários !

Anónimo disse...

adversários não...resíduos perigosos...

Anónimo disse...

Alguém sabe em que quadro de referências, em que modelo, em que contexto se move a actual política externa portuguesa, partindo do pressuposto que tal política externa existe de facto...

Anónimo disse...

««
E Sócrates, mais tarde ou mais cedo, vai acabar por perceber isto.»»

Nunca...

(sabem que Sócrates não tem céu da boca?)

Anónimo disse...

Sílvia, ainda não foi para a cozinha lavar a loiça do jantar? Pelos vistos a maloud já foi. Decisão acertada....Sílva você é a rainha dos clichés..Não me lixe..

O Imberbe disse...

Vai o Bush à India dizer-lhes que têm a sua altíssima autorização para continuar a fazer bombas atómicas. Irá depois ao Paquistão para a mesma função.
Até parece estar a criar um clube da bomba atómica. Só para chatear o Irão que, por ser feio e não gostar de Israel, não pode fazer parte do clube.
E nós cá pela Europa, ficamos a ver na esperança de que não sejamos excluídos deste clube tão "fashion" e para podermos deitar a lingua de fora ao Irão e outros que tais. Nãnânana!!.

lusitânea disse...

Do sr Freitas estou á espera que cumpra, uma vez que governa, de me fazer PATRÃO como prometia logo a seguir ao "cerco do Porto" onde mostrou coragem acima do normal ... DR SAMPAIO JÁ O CONDECOROU???? O seu principal patrão como de resto mais de metade dos Portugueses, tem sido o ESTADO só que com tratamento VIP...
Como MNE o melhor é calar-se para não nos envergonhar desnecessáriamente...

ruy disse...

Eu creio, que um dos males do nosso jornalismo, chamem-lhe se quiserem provincianismo, será quando alguém lhe cai em desgraça, surrarem o dito até mais não. E aqui funciona o corporativismo jornalístico, tanto o jornalista de esquerda como o de direita vá de malhar até mais não.
Não nutro qualquer simpatia especial pelo sr. ministro, não comungo do seu passado nem perfilho a sua ambição política.
Contudo reconheço-lhe uma certa coragem ao bater o pé aos falcões da guerra, estejam eles por cá ou nos States ou em Londres.
A invasão e ocupação do Iraque, do Afeganistâo e a ocupação do território palestiniano são imorais e condenáveis à luz do direito internacional. Se Freitas do Amaral contribui para a denuncia destas situações,só terei de felecitá-lo.

e-konoklasta disse...

A política externa portuguesa, a imagem internacional de Portugal, os artigos de opinião da nossa imprensa, são, como dizem os franceses "pipi de chat" (para anglófonos: xixi de gato). A Constança faz-me lembrar as intervenções dos deputados do PP na AR, também foi ao encontro com o Aznar ? e, o Sarkosy também conta no seu comentário ?

P.L. disse...

e-konoklasta,
Já me insultou no meu blog, agora vejo que insulta CCS. Se discorda, seja cordial, seja sério. Eu discordo dela muitas vezes, mas nem por isso a insulto.

paper life disse...

:)

Tal como muitos outros que não vem a esta crónica.

Anónimo disse...

Ilustre Constança
Parabéns por este magnífico post.

Anónimo disse...

É o post mais bonito da estação.
Com alças.

Carlos disse...

Telmo Correia distribuia autocolantes de Freitas do Amaral quando ainda andava de cueiros. Não sei porque não lho disse. Enfim, um é o ministro disparatado de um ministério fundamental; e o outro foi ministro de um ministério disparatado. Estão bem um para o outro.

Anónimo disse...

Gostei imenso do seu post d hoje, muito bem escrito mesmo.Achei triste a atitude do Dr.Freitas do Amaral, nem parecia um ministro de um governo.Queixa-se constantemente, será que o peso de consciência o persegue?

Agora deixo duas perguntas por curiosidade:-Como é que uma pessoa passa da direita para a esquerda?
-O hitler foi para o Ceu?

jsl

lavador disse...

o problema...é que o freitico, vai ficar na história.
DA INCORÊNCIA e OPORTUNISMO de alguns,muitos portugueses.

Inssaciável, prof que não dá aulas, vira casaco quanto convém,com velhice garantida opiparamente,imérito.

Mas... estava belíssimamente vestida de azul, travesti como devia.
Igual ao outro... .

antonio boronha disse...

são apenas...
cartoons que o freitas do amaral gosta (e eu também).

lavador disse...

a propósito de conecorações do futuro EX
pr.


não condecorou o motorista nem o porteiro do prédio onde vive, com a sra. dra. ritttttta.

porra...

Anónimo disse...

Na verdade, houve um deslocamento para direita de todo o espectro político, desde o 25Abril até aos nossos dias.
Freitas é o mesmo. Os Partidos é que mudaram.

José Barros disse...

Freitas do Amaral é o que sempre foi: um produto reciclado do Estado Novo, com o seu formalismo desajustado, as suas pequenas vaidades e as suas ilusórias hierarquias. - CCS

Brilhante definição. É mesmo isso.

Sócrates já percebeu, porque não é burro. Está à espera do momento mais conveniente para enterrar definitavamente mais uma figura política do pós-25 de Abril.
Curioso como um primeiro-ministro que andava de cueiros quando outros supostamente lutavam pela democracia é o coveiro de dois intocáveis da República. Já o fez a Soares e não terá problemas em fazê-lo a Freitas. Sem remorsos. Com toda a frieza.

crack disse...

Excelente e imperdível post.
Uma nota: é impossível que Sócrates ainda não tenha percebido o que Freitas é, o que representa e as consequências que a sua acção tem para a credibilidade de Portugal no exterior. Ao mantê-lo, está a segurar a crise e a gerir o problema por alguma razão, que não está muito clara, mas será tudo menos boa.

Antunes disse...

É a baixa política do ataque pessoal.

Anónimo disse...

jsl: Como é que uma pessoa passa da esquerda para a direita?
- O jsl é de direita?

Anónimo disse...

temos Ministro!

pelo menos podemos dormir sossegados que deve ser pouco provavel aparecer no dia seguinte numa cimeira das Lajes.

Isabel Moreira disse...

Duas coisas com que não concordo no seu artigo:
1 - A insinuação a Marcello Caetano (é uma insinuação menor,tira força ao artigo)
2 - Freitas do Amaral é uma "teimosia" (talvez "casmurrice" ficasse mais ilustrativa do sujeito) de Sócrates. Não há aqui nada que passe pelo entendimento só pela casmurrice.

Manuel Villaverde Cabral disse...

CCS diz que o Eng.º Sócrates tem um problema com o seu MNE. Eu digo que Portugal tem um problema com o seu (novo) Engenheiro!

MVC

Anónimo disse...

Portugal tem é um problema com garnde número de portugueses, que falam falam falam, sao pagos para falar e escrever e só chateiam, dizem mal de tudo e nao fazem nenhum. Sao uma especie de desmoralizador nacional. Deviam ser exportados para a Lua onde nao incomodem ninguém, ou fazer uma terapia qualquer para se livrarem da psicose pessimista. Que tal experimentar canabis e deixar os portugueses em paz?

Sílvia disse...

Ena Pá, esta malta de direita está ressabiada com a "traição" do dito cujo, ou é impressão minha?
Deve ser impressão minha, só pode! eheheheh...

Anónimo disse...

foi desde que devolveram o retrato, Silvia. Coitados. Parecem putos mimados

Anónimo disse...

Há jornalistas que se julgam ter sempre razão. Quando embirram com alguém servem-se dos meios ao seu alcance e que o comum dos mortais não têm para achincalhar. CCS do alto da sua enorme vaidade é assim. Paciência, eu até gosto de lê-la.

Margarida Ródão disse...

Silvia
Reduzir os comentários sobre o caso Freitas a ressabiamento da direita é não só uma completa estupidez como desconhecer completanente o xadrez das relações institucionais, no plano externo.
Faria melhor em pensar um pouco mais antes de comentar.

Anónimo disse...

Sílvia, enquanto a esquerda forem pessoas como você, durmo muito bem. Quanto à verdadeira direita, a civilizada e culta, e na pele de anónimo compulsivo por opção há muito tempo, não conto mais de seis neste blog, como comentadores "habituais". "Esquerdas" de aviário como você, largas dezenas. A verdadeira direita não fica ressabiada, percebe? Assim como há os novos ricos, há a nova esquerda. Um amigo meu chama a "esquerda caviar".

Anónimo disse...

Direita da sardinha.

outro disse...

São tão ressabiados que se atiraram logo à Sílvia.

maloud disse...

Lusitânea,
Quando o Freitas foi ministro da AD, lembrou-lhe essa promessa feita na sequência do "cerco do Porto"? Espero que sim, porque nessa altura a memória estava mais fresca.

OPA disse...

Quem é que devolveu o retrato da Silvia?

pirata vermelho disse...

NOVIDADE!

A D. Maloud é um programa de computador escrito em Georgetown (essa mesmo!)

pirata vermelho disse...

O josé barros, às 12.40 do dia anterior! notou uma curiosidade a ter em conta.

jose fiaes disse...

CCS sempre sonhou ocupar um lugar de adida cultural, ou coisa parecida, numa grande capital - tipo Maria Elisa.
Pelos vistos perdeu todas as esperanças, até pelos cortes que o MNE tem realizado. Daí toca a dar sarrafada! (parece o Petit).

maloud disse...

José Fiaes,
Desconhecia que a Drª Constança sofresse de fibromealgia?

rb disse...

Para todos os que andavam de cueiros quando FA lutou pela liberdade e democracia e tê o topete de não o reconhecer:

Prof. Doutor Diogo Freitas do Amaral


Nota Curricular

Dados Pessoais


O Prof. Doutor Diogo Freitas do Amaral nasceu em 21 de Julho de 1941, na Póvoa de Varzim.

É casado com Maria José Salgado Sarmento de Matos, licenciada em Filosofia, e têm 4 filhos: Pedro (38 anos de idade), Domingos (37), Filipa (35) e Joana (33).

Têm quatro netos.

Educação e Profissão


Diogo Freitas do Amaral é licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa. Depois de completar aí os 5 anos do curso, especializou-se em Ciências Político-Económicas, com a classificação de 18 valores.

Enquanto estudante, foi eleito Presidente da Assembleia Geral da Associação de Estudantes da sua Faculdade, em 1961-62.

Obteve o grau de Doutor em Direito (Direito público) em 1967, com 18 valores, e foi, desde 1970 a 1998, Professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Foi aprovado por unanimidade nas provas públicas de agregação, em 1983, e no concurso para professor catedrático, em 1984.

Foi eleito e reeleito 5 vezes para o cargo de Presidente do Conselho Científico daquela Faculdade.

Foi o promotor, juntamente com o Prof. Laureano López-Rodó, do I Encontro Luso-Espanhol de Direito Administrativo, realizado em Madrid em 1994, e do II Encontro, realizado em Lisboa, em 1995. O III Encontro teve lugar em Valladolid, em Outubro de 1997. O IV realizou-se em Coimbra, em 2000. O V teve lugar em Barcelona, em Junho de 2002, e o VI de novo em Lisboa, em 2004. De todos foi co-pesidente.

Foi o promotor e presidente do II e III Congressos Históricos de Guimarães, realizados em 1996 e em 2001.

Foi membro do Conselho Consultivo Geral da Fundação Calouste Gulbenkian, desde Março de 1995 até Julho de 2002.

Foi o fundador e primeiro Director da Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, de 1996 a 2001, e foi presidente do respectivo Conselho Científico de 1999 a 2003.

É sócio honorário da "Real Academia de Ciencias Morales y Politicas", de Madrid, desde Junho de 1997.

Foi presidente do Conselho Directivo do "Conselho Português do Movimento Europeu", de Julho de 1997 a Julho de 1999.

Foi o coordenador-geral do Curso especial de formação de magistrados para os tribunais administrativos e fiscais, realizado no Centro de Estudos Judiciários (CEJ), em 2002-03.

Foi presidente da CEDERSP – Comissão de Estudo e Debate da Reforma do Sistema Prisional, no Ministério da Justiça, em 2003-04.

Em 2004, foi vogal, e depois vice-presidente, da Comissão de Avaliação Externa dos Cursos de Direito, constituída no âmbito do CNAVES – Conselho Nacional de Avaliação do Ensino Supeiror.



Actividade Académica


Regeu até hoje – em programas de licenciatura, mestrado e doutoramento – as seguintes disciplinas: Introdução ao Direito, Ciência Política, História das Ideias Políticas, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito do Urbanismo, Direito do Ambiente, Direito Financeiro (Finanças Públicas), e Ensino do Direito.
Foi o introdutor, nas Faculdades de Direito portuguesas, do ensino – na licenciatura em Direito – das disciplinas de História das Ideias Políticas, Direito do Urbanismo, e Direito do Ambiente.

Enquanto professor universitário, participou no júri de 23 mestrados e foi arguente em 9 doutoramentos e 6 provas públicas de agregação. Levou a doutoramento em Direito Administrativo, ou matérias afins, como professor orientador, 6 doutorandos, sendo actualmente orientador de mais 5 doutorandos.

Foi, até hoje, em ocasiões diferentes, professor da Universidade de Lisboa, da Universidade Católica Portuguesa, da Universidade Nova de Lisboa, da Universidade Técnica de Lisboa (Instituto Superior Técnico) e da Universidade Lusíada. Pertenceu, durante cerca de dez anos, ao Conselho Científico da Escola de Direito da Universidade do Minho, que ajudou a criar.

Tem colaborado, nos últimos anos, com as Faculdades de Direito da Universidade Lusíada de Angola (Luanda) e do ISCTEM (Maputo).

Em 2004, foi o primeiro director do CEDIS – Centro de Investigação sobre Direito e Sociedade, pertencente à Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, com financiamento trienal da FCT – Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Actividade Política


Imediatamente após a Revolução de 25 de Abril de 1974, foi nomeado membro do Conselho de Estado (Maio de 1974 a Março de 1975).

Foi Deputado, pelo círculo de Lisboa, desde 1975 a 1983, e em 1992-93.

Foi também o fundador, em 1974, do CDS (o partido democrata-cristão português), e foi seu presidente de 1974 a Dezembro de 1982 e, de novo, de 1988 a 1991. Foi, assim, o fundador de um dos 4 principais partidos políticos que estruturaram o regime democrático em Portugal.

No plano da política internacional, o Prof. Diogo Freitas do Amaral foi Presidente da União Europeia das Democracias Cristãs (UEDC), em 1982-83.

Cargos exercidos no Governo português:

- Vice-Primeiro-Ministro e Ministro dos Negócios Estrangeiros (1980-81);
- Primeiro-Ministro interino (Dezembro de 1980-Janeiro de 1981);
- Vice-Primeiro-Ministro e Ministro da Defesa Nacional (1981-1983).

Foi candidato à Presidência da República em 1986, tendo perdido a eleição (por sufrágio directo e universal) para o Dr. Mário Soares, obtendo contudo 48,8% da votação total.

Foi Presidente da 50ª Assembleia Geral da ONU (1995-1996).

Condecorações


Foi agraciado pelos Presidentes da República, General Ramalho Eanes, Dr. Mário Soares e Dr. Jorge Sampaio, respectivamente, com as Grã-Cruzes da Ordem Militar de Cristo, da Ordem do Infante D. Henrique, e da Ordem Militar de Santiago da Espada.


Bibliografia Principal


1. De carácter científico

1.1. - A utilização do domínio público pelos particulares, "Coimbra Editora", Lisboa, 1965; edição brasileira, "Juriscredi", S. Paulo, 1972.

1.2. - A execução das sentenças dos tribunais administrativos, Lisboa, "Edições Ática", 1967; 2ª ed., “Almedina”, Coimbra, 1998.

1.3. - Comentário à Lei dos terrenos do Domínio Hídrico (em colaboração com José Pedro Fernandes), "Coimbra Editora", Coimbra, 1978.

1.4. - Conceito e natureza do recurso hierárquico, vol. I, "Atlântida Editora", Coimbra, 1981.

1.5. - A Lei de Defesa Nacional e das Forças Armadas (Textos, discursos e trabalhos preparatórios), "Coimbra Editora", Coimbra, 1983.

1.6. - A revisão constitucional de 1982 (Textos e projectos), ed. do "Instituto Democracia e Liberdade - IDL", Lisboa, 1984. Contém um projecto de revisão constitucional do autor.

1.7. - Curso de Direito Administrativo, vol. I, "Almedina", Coimbra, 1986; 2ª ed., idem, idem, 1994; vol. II, Coimbra, 2001.

1.8. - Código do Procedimento Administrativo anotado (em colaboração com João Caupers, João Martins Claro, João Raposo, Pedro Siza Vieira e Vasco Pereira da Silva), "Almedina", Coimbra, 1992; 2ª. ed., 1994; 3ª ed., 1997; 4ª ed., 2003; 5ª ed., 2005.

1.9. - História das Ideias Políticas, vol. I, Coimbra, “Almedina”, 1998.

1.10. - Sumários de Introdução ao Direito, 2ª ed., Cascais, “Principia”, 2000.

1.11. – Governos de Gestão, 2ª ed., Cascais, “Principia”, 2002.

1.12. – Aspectos jurídicos da empreitada de obras públicas (com Fausto de Quadros e J.C. Vieira de Andrade), Coimbra, “Almedina”, 2002.

1.13. – Estudos sobre concessões e outros actos da Administração – pareceres (com Lino Torgal), Coimbra, “Almedina”, 2002.

1.14. – Grandes linhas da reforma do contencioso administrativo (com Mário Aroso de Almeida), Coimbra, “Almedina”, 2002; 2ª ed., 2003; 3ª ed., 2004.

1.15. – Estudos de Direito Público e matérias afins, 2 vols., Coimbra, “Almedina”, 2004.

1.16. – Manual de Introdução ao Direito (com Ravi Afonso Pereira), vol. I, Coimbra, “Almedina”, 2004.

1.17. - Numerosos artigos e conferências de Direito Constitucional, Direito Administrativo e outras matérias afins, em publicações nacionais e estrangeiras, incluindo vários estudos e projectos em matéria de Reforma Administrativa.



2. De carácter político ou literário

2.1. - Linhas gerais do processo de regionalização do Continente, in "Regionalização. A resolução Freitas do Amaral", ed. "Instituto Fontes Pereira de Melo", Lisboa, 1983, p. 23 e segs.

2.2. - Um programa de regionalização do Continente, in "Regionalização. A resolução Freitas do Amaral", ed. "Instituto Fontes Pereira de Melo", Lisboa, 1983, p. 7.

2.3. - Política externa e política de defesa (discursos e outros textos), ed. "Cognitio", Lisboa, 1985.

2.4. - Uma solução para Portugal, ed. "Europa-América", Lisboa, 1985.

2.5. - Intervenção no I Forum Eleitoral, in "Que reforma eleitoral?", ed. "Comissão Nacional de Eleições", Lisboa, 1992, p. 29 e segs., e 73 e segs.

2.6. - Um voto a favor de Maastricht. Razões de uma atitude, ed. "Inquérito", Lisboa, 1992.

2.7. - O Antigo Regime e a Revolução. Memórias políticas (1941-1976), Lisboa, “Livraria Bertrand” e “Círculo dos Leitores”, 1995.

2.8. - D. Afonso Henriques. Biografia, Lisboa, “Livraria Bertrand” e “Círculo dos Leitores”, 1999 (17 edições, até hoje).

2.9. - O Magnífico Reitor (peça de teatro em 2 actos), “Gradiva”, Lisboa, 2001.

2.10. - Em que momento se tornou Portugal um país independente, “Edições Tenacitas”, Coimbra, 2001.

2.11. - Do 11 de Setembro à guerra do Iraque, “Bertrand Editora”, Lisboa, 2002.

2.12. - D. Manuel I e a construção do Estado moderno em Portugal, “Edições Tenacitas”, Coimbra, 2003.

2.13. - Viriato (peça de teatro em 3 actos), “Bertrand”, Lisboa, 2003.

2.14. - Ao correr da memória. Pequenas histórias da minha vida, “Ber-trand”, Lisboa, 2003.

2.15. - Os poemas da minha vida (antologia), ed. “Público”, Lisboa, 2004.


N.B. – Estão em preparação, presentemente, para publicação em 2006, o vol. II do Manual de Introdução ao Direito e, ainda, a 3ª ed. do Curso de Direito Administrativo – I e a 2ª ed. do vol. II da mesma obra

Chega!

maloud disse...

Atento,
Não me diga que decidiu imitar aqueles senhores{as}, que ontem despejavam textos?
De si espero mais que o manuseamento do Ctrl.

rb disse...

Foi só para compor a caixa de coemntários. Batem tanto no homem que achei por bem puxar dos seus pregaminhos. Tb já não há muito mais a dizer sobre este assunto, post sim post não ccs e vpv lá vêm zurzir no monistro, sempre discutindo a contradição e esquecendo a posição. Enfim, tou como a Silvia, isto é ressabiamento de meninos de cuerios.

Clara disse...

Solicito à CCS que leia atentamente o comentário do Atento e se deixe de posts parvos.

rb disse...

E com topete ...

Anónimo disse...

Ó atento: 'bote lá tamém o sê curriculo' esta é de cátedra, mas lá que a CCS tem muita estaleca, lá isso tem. Foi o melhor post que li e acho muito bem que se chamem os bois pelos cornos. Parabéns. A História far-se-á sempre e estes senhores camaleões não ficam na história pelas folhas de papel impresso, podem ficar por maus ou bons motivos, mas não me parece que este sr.MNE fique pelos bons - só se for pelos bons proventos que aufere em todos os cargos. Se calhar é por isso que está tão papudinho.

paciente inglês disse...

Piscoiso,
É muito difícil alguém conseguir ainda escrever sobre o MFA (Ministro Freitas do Amaral), sem se repetir nem cair na banalidade. O texto da CCS é notável.
E, se ela parece ir mais ao homem do que à bola é porque ela não vai à bola com o homem. E, sobretudo, porque ele se põe a jeito...

O Sócrates insiste com o MFA como o Scolari manteve o Ricardo apesar dos frangos. Desculpa-se o arrogante brasileiro porque foi antes da gripe das aves. Mas, neste momento, o que parece é que o Engenheiro e o MFA são dois galos na mesma capoeira. E um deles, de cada vez que canta, só desafina. Ou serão os dois?

Anónimo disse...

São os dois, então não se topa logo? Franchement! alguém tem dúvidas do que é o sr.'Ingenheiro?' (da Independente, pois claro, como dizem alguns, porque o pupilo parece que não era muito dado à massa cinzenta - aliás, nota-se logo)

maloud disse...

Paciente Inglês,
A senhora que há dias citou, chama-se Françoise de Panafieu. Hoje a Expression Publique já a incluía.

Anónimo disse...

E, no entanto, o candidato do MRPP praticamente disse que o MFA era o melhor candidato... da esquerda. Quem esquerda esta, heim !!

Anónimo disse...

Incrivel , esta situação tem que ser reportada e considerada para a analise da blogoesfera e participação civil

inacreditável , dois bons comentadores, com posts excelentes que mereciam debate e consideração, tem o blog inundado por opiniões fraquíssimas (salvo raras excepções)

que mais não visam que demonstrar um pedigree que não tem, que nada contribuem para esclarecimento ou discussão, só hoje li os comentários porque os post são incisivos

simplesmente incrivel se não fosse a importância publica dos autores não havia uma terça parte destes comentários , ridículos, amorfos, em excesso e que impedem as boas participações

e que originam que CCS e VPV não tenha a minima vontade de responder a nenhum

Ridículas essas senhoritas do Chá das 5

Anónimo disse...

razão tem o abrupto

pirata vermelho disse...

razão tem aquele anonymous

manuel villaverde cabral disse...

se isto fosse meu já tinha mandado para o lixo piratas, anónimos, atentos, donas-de-casa e restante boçalidade que por aqui pára.

Razão tinha o Habermas...


MVC

Anónimo disse...

Em que sentido MVC ?

manuel villaverde cabral disse...

neste:

"Die Spannweite gegenwärtiger nationaler Bemühungen um die Kontrolle des free flow of information reichen von Clinton/Gore Global Information Infrastructure (GII), über die bayerischen Pornographieparagraphen bis hin zu protektionistischen und fundamentalistischen Hemmnissen aller Art. Was dabei zum Vorschein kommt, ist, daß das allgemeine Menschenrecht auf freie Meinungsäußerung und informationelle Selbstbestimmung nicht losgelöst von staatlichen Verfassungen sowie von kulturellen Traditionen aufgefaßt werden sollte."


MVC

manuel villaverde cabral disse...

e mais à frente acrescenta:

""Wir wissen nicht wie sich die rasche Ausbreitung vernetzter elektronischer Kommunikation auf den Nationalstaat auswirken wird. Die enorme kollektive Bandbreite des Internet unterscheidet es beträchtlich vom Telefon, und es besitzt das Potential, eine neue Art "Gesellschaft" zu schaffen. Wir können nicht voraussagen, ob wir eine Gesellschaft sehr lokaler Netze haben werden, die sich um Individuen und kleine Gruppen zentrieren, oder eine globale Gesellschaft, und wir wissen auch nicht, wie diese Entwicklungen zu steuern wären, selbst wenn wir uns über die erwünschten Ergebnisse klar wären."

isto era o suficiente para se despejar todo o lixo anónimo que aparece por aqui!

MVC

esfera disse...

Habermas não tem razão, na medida em que a participação das tias é desprovida de qualquer conhecimento que vá para alem da revista Hola ou do google , e sem conhecimento não há indução - há má figura!

razão tinha o Aleixo

manuel villaverde cabral disse...

como dizia Kant:

"Habe ich ein Buch, das für mich Verstand hat, einen Seelsorger, der für mich Gewissen hat, einen Arzt, der für mich Diät beurteilt u.s.w., so brauche ich mich ja nicht selbst zu bemühen"


tenho dito

MVC

paciente inglês disse...

Apesar de ser esse o nome que encabeça a declaração, nada garante que seja o próprio MVC.
Se for, surpreende e é de lamentar o tom azedo e arrogante. Nem todos podem ser (ou julgar-se) altamente eruditos e senhores de uma inteligência fulgurante.
Há quem ande aqui apenas pelo prazer de trocar alguma ideias e brincar um pouco, sem a pretensão de refazer o Mundo.
Legítimo (ingenuamente, se calhar) é esperarmos e desejarmos correcção, respeito e alguma bonomia.
Mas o Manuel VC parece estar muito acima dessas minudências...

Anónimo disse...

Com essa, MVC, calou qualquer anónimo que se preze. Fica-lhe muito bem. Não há dúvida. Habermas tinha muuuuita razão.

Anónimo disse...

Tem razão Paciente. Neste mundo virtual nada é garantido. Nem mesmo Habermas...

Sílvia disse...

AVISO

Ao abrigo da lei geral da blogosfera, cumpre-me informar todos os anónimos desta praça de que a dona de casa e professora Sílvia do Carmo veio para ficar.
Habituem-se! ou, então, fechem-me as vossas portas.

Arouca, 4 de Março de 2006.

manuel villaverde cabral disse...

Como já tinha referido, foi o jornalista José Pedro Castanheira que fez uma tese sobre o "correio do leitor" onde revelava que a esmagadora maioria dos correspondentes eram anónimos!
As ambições da blogosfera à mútua ilustração dos participantes (à moda do "espaço público" habermasiano) não vão muito longe!

[if you catch my meaning]

MVC

Anónimo disse...

Ora Sílvia, não se amofine. A lei geral da blogosfera é mais uma anomia. Aproveitemos enquanto ainda existe. Não será por muito tempo.

manuel villaverde cabral disse...

como ele dizia numa entrevista:

Internet potencia mais o anonimato do jornalista ou mais o dos leitores?

Basicamente o dos leitores. Os jornalistas estão habituados a assinar, há a cultura do texto de autor. Os jornais introduziram nos jornalistas a cultura da responsabilização. Pelo lado dos leitores, verifiquei que é a cultura oposta.

O tal anonimato...

É a cultura do não assumir a autoria dos textos, dos comentários, de não assumirem a própria identidade. Mas pior ainda, e isso é chocante, há leitores que falsificam nomes. Investiguei a proveniência de um universo de 730 comentários no Expresso Online e encontrei textos assinados por figuras públicas, que me disseram que o seu nome tinha sido abusivamente utilizado. É quase um caso de polícia.

um fenómeno que não estudei, mas é muito interessante. Têm uma identidade própria, o que é um elemento importante, porque vem ao arrepio da tendência do anonimato, que é muito perigosa. Pensava que o anonimato era a magia da Net, que surgiu como um espaço de total liberdade, mas há autores que colocaram a questão de se estaríamos perante um ambiente de magia ou de maldição.

Porque tudo acaba por ser permitido?

Sim, o anonimato acaba por permitir a total desresponsabilização das pessoas, levando a casos concretos de insultos, de difamação, de atentados ao bom nome e à reputação das pessoas. É um meio perigoso e que vem recolocar uma questão, sobre qual é o papel do jornalista.


Eu defendo a coragem de quem assina os seus próprios textos!

como o faço- porque eu tenho um nome público e sou uma personagem mundialmente conhecida!

tenho dito

MVC

Anónimo disse...

Mas, diga-me, MVC, há alguma ambição ? Não se deixe atrair por esse buraco negro. As coisas são o que são e cada um no seu lugar. O melhor, mesmo, é não frequentar sítios mal frequentados. Ou então, se se fizer muita questão, fazer de conta que se não conhece ninguém. Olhar apenas para quem interessa.

Anónimo disse...

E, já agora, o anómino não é uma personagem universalmente conhecida ?

manuel villaverde cabral disse...

a ambição é apenas a outra vertente da condenação de sermos populares.

Eu sou um homem de esquerda e popular apesar de ter um apelido sonante.

Sou pela esquerda responsável que assina com o seu próprio nome e não por esse povão cobarde e anónimo escondido atrás de marias e maneis com apelidos sempre iguais.

Assim não pode haver liberdade. No sentido que Habermas lhe atribuía.

if you catch my meaning...

MVC

manuel villaverde cabral disse...

o anónimo é a dissolução, no sentido epistémico da reiferação proletária pós moderna

MVC

Anónimo disse...

O MVC, faço questão de assim o tratar, apesar de tudo, é impagável.

pirata vermelho disse...

oh mv-cabral-d'apelido, quer traduzir o palavreado estrangeiro, a ver se s'aproveita alguma coisa?

Anónimo disse...

Afinal foi o Habermas que escreveu o que deixou no outro post?

manuel villaverde cabral disse...

Como diz o Habermas na “Offentlichkeit” se a comunicação é distorcida não há democracia!

É claro que ele também dizia que o Estado vai seletivamente excluindo determinado assuntos da discussão pública. E isso pode ser feito por meio de filtros estruturais no acesso à esfera da opinião pública-polítca, por meio de deformações burocráticas das estruturas da comunicação pública, ou por meio de um controle manipulativo dos fluxos de informação".

Mas isso foi antes de conhecer a blogosfera


[if you catch my meaning]

MVC

pirata vermelho disse...

Assustou-me, Silvia do Carmo d'Arouca!


Pensei que ia atacar outra 'coisa'

pirata vermelho disse...

(...é que sem apelido sonante nãosei se deveria dar-lhe atenção, silvia! if you catch my mining)

Anónimo disse...

«Teoria da Opinião Pública

A noção de opinião pública como processo não pode limitar-se unicamente nas bases empíricas de uma teoria, deve também enfocar a posição que essa noção ocupa num modo geral de interpretação da sociedade. A abordagem de Habermas sobre a opinião pública surge a partir de sua obra clássica (Offentlichkeit) sobre a Publicidade Burguesa Como é sabido a Teoria Normativa de Democracia de Habermas se baseia nas condições comunicativas nas quais pode ocorrer uma formação discursiva da vontade e da opinião de um público formado pelos cidadãos de um Estado. Habermas retoma o projeto histórico-filosófico da modernidade atribuindo a opinião pública a função de legitimar o domínio político por meio de um processo crítico de comunicação sustentado nos princípios de um consenso racionalmente motivado.

Assim o consenso social deriva da Ação Comunicativa, ou seja, uma orientação que responde ao interesse cognitivo por um entendimento recíproco e ao interesse prático pela manutenção de uma intersubjetividade permanentemente ameaçada. Em conseqüência o objetivo de uma Teoria Crítica da Democracia fundamentada normativamente, consiste em explicar se as sociedades complexas admitem a existência de uma opinião pública baseada na garantia de condições gerais de comunicação que assegurem uma formação discursiva da vontade. Ou seja, trata de analisar se as Democracias Contemporâneas contém a possibilidade de estruturar uma praxes argumentativa pública, que vincule as validades das normas de ação a uma justificação racional, oriunda da livre discussão dos cidadãos.

No plano teórico de Habermas, os procedimentos dominantes de legitimação das democracias de massas modernas está relacionado a um processo de legitimação dirigido a nível administrativo: "o sistema político assegura o consentimento da população tanto por via positiva, quanto por via seletiva; positivamente capitalizando as expectativas de comprimento dos programas próprios do Estado Social ; seletivamente excluindo determinado assuntos da discussão pública. E isso pode ser feito por meio de filtros estruturais no acesso à esfera da opinião pública-polítca, por meio de deformações burocráticas das estruturas da comunicação pública, ou por meio de um controle manipulativo dos fluxos de informação".

Por outro lado deve também ser transposta a lógica dos processos de formação, circulação e expressão da opinião pública ao quadro de categorias fundamentais elaborado por Habermas. Assim deve argumentar-se sobre a relação entre os fenômenos de opinião pública e dos processos de racionalização historicamente conectados entre si, mas diferenciados por categorias conforme propõe Habermas: a Ação Instrumental, ou seja, a extensão do âmbito da ação técnica e o incremento das capacidades de direção e de cálculo dos processos sociais que tiveram lugar nas Sociedades Contemporâneas e a Ação Comunicativa: aqueles processos articulados em esferas comunicativas livre de domínios e que estão orientados para o consenso e o entendimento mútuo.

Assim, segundo o ponto de vista habermasiano a linguagem é concebida como garantia da democracia, isto é, uma forma política derivada de um livre processo comunicativo dirigido a conseguir acordos consensuais em decisões coletivas.

Sustentada sobre essas bases a investigação da opinião pública deveria argumentar e verificar três grandes questões: 1. O problema de como pode programar-se o sistema administrativo por meio de políticas e leis derivadas de processos públicos de formação da opinião e da vontade, 2. O problema da possibilidade de uma democratização dos processos de formação da opinião e da vontade e 3. A demonstração da factibilidade de uma praxes comunicativa que combine uma formação da opinião orientada para a verdade como uma forma de vontade majoritária.

Finalmente, os conceitos básicos da Teoria Democrática de Habermas garantem um marco teórico adequado no que diz respeito à fundamentação de uma Teoria Crítica da Opinião Pública, fundamentada em duas variáveis:

Um programa de investigação que analise processos concretos de formação de opinião no contexto das interações entre sistema e modo de vida. Só assim é possível corrigir empiricamente os excessos normativos da Teoria. Sem dúvida as Metodologias de investigação qualitativas constituem os instrumentos adequados para as finalidades dessa análise,

Desenvolver uma noção de espaço público que integre os 3 atores principais da vida social: o sistema político, o sistema dos meios de comunicação de massa e a opinião pública dos cidadãos»

pirata vermelho disse...

Oh MV Cabral-d'apelido, você fanou a citação de Kant daquela revistazinha qu'a gente sabe, não foi?


devia referir...

Anónimo disse...

Com se vê, a (falsa) erudição é fácil. E viva a blogosfera !!

Anónimo disse...

ó Manel WC ou VC ou lá como é,

Apesar do apelo à cortesia formulado pelo Paciente Inglês, perante a sua arrogância de personalidade mundialmente conhecida, sou forçado a perguntar-lhe o que traz Vossa Alteza a este antro de acéfalos.
E sou igualmente forçado a mandá-lo àquela parte.

Como é bem de ver, I don't catch your meaning...

Anónimo disse...

Kant?

manuel villaverde cabral disse...

pluralistic, differentiated civil societies" who gradually unite in communities of shared interests and understanding. Using democratized access to a new form of mass media - the Internet - these individuals engage first in self-expression, then engage each other in debate. In so doing, they begin to form new communities of discourse."


Por outras palavras: launch Kerneuropa fora do anonimato!

[if you catch my meaning]

paciente inglês disse...

Maloud,

Obrigado pelo esclarecimento relativo a Françoise Panafieu.
Vamos ver até onde consegue chegar a senhora...

pirata vermelho disse...

"o anónimo é a dissolução, no sentido epistémico da reiferação proletária pós moderna"
---
mv cabral-d'apelido 4:44 PM

outstanding!
if you catch the meaning...

manuel villaverde cabral disse...

“In Europa sind die lange nachwirkenden Klassenunterschiede von den Betroffenen als ein Schicksal erfahren worden, das nur durch kollektives Handeln abgewendet werden konnte. So hat sich im Kontext von Arbeiterbewegungen und christlich-sozialen Überlieferungen ein solidaristisches, auf gleichmäßige Versorgung abzielendes Ethos des Kampfes für "mehr soziale Gerechtigkeit" gegen ein individualistisches Ethos der Leistungsgerechtigkeit durchgesetzt, das krasse soziale Ungleichheiten in Kauf nimmt.”

Nach dem Krieg: Die Wiedergeburt Europas!

e de caminho acabem com o lixo anónimo na Internet

(if you cath my meaning...)

MVC

Anónimo disse...

Boa Paciente. Faça-se rewind porque já se viu no que dá.

Anónimo disse...

MVC: faça um blog e deixe o endereço en passant,eu vou lá ler juro. Acho que vou fazer isso também um dia destes, é que ninguém lê o meu blog....:-)
assina maria ou manel (tanto faz)

Anónimo disse...

Bom, O MVC far-me-á o favor de reconhecer que também há lixo não anómimo, embora não exactamente identificado - o chamado Li.N.E.I..

maloud disse...

Agora o Dr. Manuel Villaverde Cabral, também manda calar? A nós, que já nos tínhamos habituado a este modus vivendi, muito particular? Chega um senhor muito importante, decreta que tudo é mais ou menos cretino, mas muito principalmente as donas de casa {aqui não teve originalidade nenhuma} e bico calado. Como diria o Atento eu estou "pasma".
Andava há anos a ler este senhor, para me tornar uma dona de casa mais informada, e o ingrato zás.
Nunca mais o leio. Aquilo pode pegar-se. Acho que é um vírus e tem nome. Para o nome do vírus aceitam-se apostas.

sem paciencia disse...

não esta em causa a democracia , ou opniões,

ou que esta de facto em causa é o empobrecimento do blog , não são as piadas que o empobrecem são as frases feitas das ladyes do tea ,

com tantos blogs de conversas do dia a dia, onde podem debater a Hola e figuras publicas,

concluisse que o unico motivo porque estão aqui são os referidos por MVC

estariam melhor enquadradas nesses blogues da conversa do dia a dia, em democracia cada um deve reconhecer as suas capacidades

qualquer dia os autores desistem , não há hipotese

concordo com o anonimo que disse que Antonio Aleixo já tinha referido este problema da democracia liberatoria
-------
Co'o mundo pouco te importas
porque julgas ver direito.
Como há-de ver coisas tortas
quem só vê o seu proveito?

maloud disse...

Paciente Inglês,
Não se esqueça do "de". Para um francês faz toda a diferença.
Pergunte ao Dr. Villaverde Cabral.

manuel villaverde cabral disse...

Mais do que a reificação e consciência proletária no sentido atribuído por Lukács- como momento revolucionário da tomada de poder pela classe proletária-, o que importa é o projecto emancipatório dos trolls perdido na "via retardadora" de acordo com o conceito de Dialéctica do Esclarecimento de Adorno

(if you cath my meaning…)

MVC

paciente inglês disse...

Caro Jorge,

Em desespero de causa, apelo para a tua proverbial generosidade e para a bondade que tanta lágrima te tem trazido ao olho.
Pede aí à Maria José que veja se naquela gaveta da cómoda, não, não é essa, é a da direita, isso mesmo. Se restar uma medalhinha, uma qualquer, socorros a náufragos serve, ela que a guarde aqui para o Manel. Qual Manel? Francamente, o mundialmente conhecido, pois quem havia de ser?!
É que o homem atrelou-se aqui ao nosso blogue e já não há pachorra para o aturar.
Assim, com a medalhita... talvez...
Vê lá isso, Jorge, está bem? É que aqui entre nós, de velha cepa britânica, a solidariedade não pode ser palavra vã.
If you catch my meaning...

Anónimo disse...

MVC
Um pouco encriptado o seu discurso, qualifica-se como troll? Troll erudito?

alexandre disse...

Vai-me desculpar, Sem Paciência, que abuse da sua paciência, mas permita-me que lhe diga o seguinte :
Se os autores deste blog quiserem podem exigir a identificação por blogger, embora a mesma seja limitada e torneável;
Podem até deixar de admitir quaisquer tipos de comentários;
Enquanto o não fizerem, qualquer pessoa é livre de escrever o que bem entender, na medida dos seus conhecimentos, interesses e responsabilidade;
A democracia é assim mesmo - não vivemos numa sociedade particularmente informada e educada e, logo, uma percentagem dos comentários, anónimos, semi-anónimos, ou não, será um reflexo da mesma. Mas isso não significa que as pessoas tenham que se inibir de exprimir a sua opinião;
Também me incomoda, ao ler as caixas de comentários, de ter que passar por imensas coisas que não me interessam ou, até, que considero mal educadas, pretensiosas ou, simplesmente ofensivas. Mas prefiro isso a nada.
Escrevi, nesta caixa de comentários, vários comentários como absoluto anónimo. Tenho direito a fazê-lo, tal como tenho direito a usar esta identifcação bloguer que ora utilizo, ou de colocar o meu nome completo, número de bilhete de identidade, contribuinte e código do multibanco.
A anomia da blogosfera tem essa vantagem. Cada um é absolutamente livre e, por isso, absolutamente responsável.

manuel villaverde cabral disse...

O 'mundo da vida' tem de servir para algo. De outro modo o anónimo atesta apenas a verdinglichung- a dissolução na coisa.


(if you cath my meaning…)

MVC

alexandre disse...

MVC - não é assim ? - leia o úlimo posto de VPL.

sniper disse...

Isto está bonito ! Só dá para rir !

Anónimo disse...

mas porque não "you know what i'm saying» bem mais actual, mais rap, mais proletário e quem sabe lá, mais emancipatório

manuel villaverde cabral disse...

é um post pouco pensativante e demissionista.

O Habermas nunca estaria de acordo

(if you catch my meaning...)

Anónimo disse...

deve ser dito "jenoworimsayin"

manuel villaverde cabral disse...

eu não sou do povo mas sou de esquerda!

(if you catch my meaning...)

sniper disse...

Dr.MVC, essa não , please. Give me a break, will you...Or you are smoking that shit that makes people laugh...?

Anónimo disse...

Manuel Villaverde Cabral, personagem mundialmente conhecida, o senhor acabou de inventar a pólvora: se os ilustres jornalistas responsáveis por este blog se sentirem incomodados por tantos comentários, podem , por exemplo, escrever em alemão, o que, por certo, reduzirá os comentários a uns cinco por cento, ou menos. Mas, se mesmo assim não ficarem satisfeitos com a redução, ainda poderão recorrer ao chinês, ou tamil que, aí sim, a redução será drástica.
Devo ainda dizer-lhe que, para o meu gosto, andam por aí muitos cruzamentos de dados, muitos radares, câmaras, enfim, um insidioso e incomodativo ambiente, que leva muita gente a um instintivo desejo de ocultação, mesmo manifestando a sua opinião com a maior correcção.
Por último, falando em positivismo, diga-nos lá, "quod erat demonstrandum" em português, para todos percebermos,qual a razão da sua preferência por Habermass em detrimento de Comte.

sem paciencia disse...

Caro Alexandre concorda portanto que cada um deve saber o lugar que ocupa , as pessoas são livres de escreverem , outros de as lerem , outros de as ignorarem

tudo certo, estou apenas no lugar dos que acham que é melhor passar à frente, daqueles que se sentem prejudicados nos interesses de ouvir opniões que se coadunem com os post e que os completem .
mas com certeza muitos desistem de discutir , por falta de argumentos , sejam os dele ou os dos outros, isso tem prejudicado o valor deste blog

Na democracia , há sempre uma parte que sai prejudicada, quantos aos autores dos post, esses nem lêem ou desistem de ler , devem ficar espantados, como se parte de um bom assunto para assunto nenhum. Não estivessem habituados e já tinham desistido

paciente inglês disse...

Maloud,

Tem toda a razão, será Mme de Panafieu.
Aliás, até os portugueses são Monsieur DA Silva ou DA Costa, bien sûr.

Já agora, aqui este Manel, será DE Villareal ou DE Bragança?

Anónimo disse...

se escreverm em alemão as meninas do chá das onze continuam para ai a falar, como tem feito até aqui.
ou quer nos convencer que a natureza dos comentarios tem alguma relação logica com as publicações?

pirata vermelho disse...

paciente inglês, não leu ?
é cabral-d'apelido
(adjectivado pelo próprio)

manuel villaverde cabral disse...

«Por último, falando em positivismo, diga-nos lá, "quod erat demonstrandum" em português, para todos percebermos,qual a razão da sua preferência por Habermass em detrimento de Comte.»

O Habermas é de esquerda e anti-americano e o Comte não

(if you catch my meaning...)

MVC

Anónimo disse...

Não percebo porque é que está toda a gente a aplaudir tão emocionada este post..
A mim parece-me um chorrilho de banalidades já recicladas de opiniões de outros analistas politicos, dos blogues, dos jornais e da televisão, misturadas com algumas observaçõezinhas destinadas ao apoucamento pessoal do visado que não dignificam nada quem as escreve. Muito pelo contrário.
Acho que o Freitas se devia demitir porque enquanto MNE tem expresso opiniões desnecessariamente polémicas, altissímamente duvidosas e contestáveis, algumas mesmo a roçar a estupidez, e que nem sequer são coincidentes com as do Governo que integra.

Mas isto que eu acho, acha muita gente e é de uma enorme banalidade como a tão elogiada opinião de CCS.

Mas convém elogiar, para podermos viver na sua caixa de comentários, não é?

Aurora

pirata vermelho disse...

(o sujeito ensandeceu!
põe-se a escrever em línguas exóticas, coisas a despropósito e a eito...)

Oh mv cabral-d'apelido-sonante-como-disse, você toma-me... nos! por abúlicos ou por estúmpidos?

pirata vermelho disse...

(o sujeito est très daté... faz lembrar outros)

Anónimo disse...

salvando 2 ou 3 ler estas caixas de comentarios é semelhante a ler no expresso a opnião de Fernando Rocha, seria muito interessante

pirata vermelho disse...

(o sujeito fana textos déjà lu)



(ou lus, oh mv cabral-d'apelido?)

sniper disse...

pirata vermelho, o Dr. MVC é um frustado com pedigree, um merdas que não sabe onde cair morto e que pensa que somos ignorantes. Quer é conversa de chácha. Quer um conselho? Desligue.

alexandre disse...

Mas, Sem Paciência, o seu lugar não tem que prejudicar o dos outros. O seu argumento parece o ser o de que os outros, ou o excesso dos outros, prejudica o seu lugar. Repare, no entanto, que o facto de procurar comentários a propósito, e com propósito, dos posts significa que a sua procura fica mais enriquecida com a abundância dos mesmos. Pode ser mais chata, mais morosa, o que quiser. Enfim, esgotar-lhe a paciência. Mas é o que lhe permite a liberdade de optar entre ler e ignorar.

maloud disse...

Dr. Manuel Villaverde Cabral ou Anónimo que indevida e abusivamente usa o nome do Dr, Manuel Villaverde Cabral,
Eu estive a lê-lo, depois de recomposta do primeiro impacto, e realmente, se há pessoas que usam nomes de personalidades conhecidas, para o dislate, o insulto ou mesmo o discurso profundo, não sei se é um caso de polícia, mas não é ético. Mas neste blog, tanto quanto me recordo, com a excepção do Daniel Oliveira, que algumas pessoas conhecem, e de um senhor da Casa Civil da PR, cuja opinião foi publicada como post, não tivemos ainda o privilégio de dialogar com as tais personalidades.
Dito isto, obviamente que às vezes se recorre ao insulto. Mas como sempre o interpretei, como uma forma muito particular de expressão, que não é a minha, passo adiante e não leio, mal percepciono que a direcção é essa. Quanto a escrevermos anonimamente, eu confesso que não percebo onde é que está o problema. Como não somos {pelo menos eu não sou} personalidades com visibilidade, qual a diferença entre pôr o meu nome e apelido e usar um nick? Para ser responsabilizada pelo que escrevo? Acho que salvaguardei esse aspecto, dando aos anfitriões o meu e-mail, para esclarecimento de qualquer mal entendido. Agora escarrapachá-lo no fim de cada pequeno comentário que faça, infernizar-me-ia a vida. Sou uma das tais donas de casa, que o senhor acha que deve estar caladinha, irmanando-se com aqueles homens, que há uns anos ao volante gritavam: Vai para casa coser meias! O senhor diz que não é do povo. Então a que casta superior pertence? Presumo que não seja à dos "tios e das tias"? Será à dos intelectuais? Se é, desconhecia que não se considerassem povo, principalmente quando se afirmam de esquerda.
PS Disse que o li, mas fiquei privada das citações e transcrições que fez em alemão, porque não sei alemão. A minha casta raramente sabe alemão, salvo quando emigra por razões económicas, mas só aprende o indispensável.

Anónimo disse...

sniper: deve dizer-se
are you smoking... se é interrogativa inverte-se o sujeito

assina uma das tias do chá das onze como diz o douto anónimo latinista do "Habermass" que obviamente prefere a missa em Latim que a missa em Alemão, em Latim ainda se percebem umas pelas outras... :-)

maloud disse...

Sniper,
Acha que era isso? E estive eu a gastar o meu latim e o dedo com que teclo!

de partida disse...

concluindo isto ate deu uma discussão, penso que ficaram claros os principios

- os comentarios são livres e não dependem do assunto principal
- é livre todo o homem de os ler ou ignorar
- tavam tramados os blogues de referencia se fossem invadidos por tal onda de participação mediocre
- Fernando Rocha nunca escreveria no expresso, porque este meio deinformação tem responsabilidade editorial
- embora kant explique
- isto nunca teria metade dos comentarios se os autores não fossem bons
- os comentadores são telespectadores de praxe, não interessam, ocuparam isto para se divertirem e travarem conheciemnto, o que é muito bom e demonstra o seu tipo de ocupação
- em democracia as minorias são sofredoras e portanto vou reduzir a minha participação à leitura dos pots
- espero em breve que estejam a discutir a Barbie , o ken e se os conhecem ou não pessoalmente
isso seria sinonimo de evolução

Anónimo disse...

Pois é , o estilo de humor do MVC não é o do Herman que também sabe Alemão, imaginem ... :-)
Quem assina MCV se não é MVC imita muito bem, eu acho que é, pena não nos deixar aqui o endereço do blog, como já disse algures. Entretanto, o VPV já postou o artigo do público e ninguém vai lá, até que está interessante

Anónimo disse...

Adeus De Partida. Até Sempre.

maloud disse...

Paciente Inglês,
É cumulativo. Este Manel é De Villaverde De Cabral. Lembre-se que ele é de outra casta.

Anónimo disse...

Leiam mas é a Leis do Abrupto e vejam como foram inspiradores para o autor.

Anónimo disse...

De Partida ou «A autofagia das caixas de comentários» ou ainda «A auto-poiese das caixas de comentários».

maloud disse...

Que saudades! Está na altura de verter a lágrima.

sniper disse...

Cara Maria de Lurdes,

Está recordada dos meus comentários sobre a nossas élites? Este Dr. MVC é um dos exemplares onde tudo o que escrevi se aplica. Um verdadeiro case study. Acho que estivemos todos a perder tempo. O que é mais espantoso, é que o DR. MVC deve pensar que ninguém tem memória..Fico-me por aqui.
Cordialmente

alexandre disse...

MVC é De Partida - se não é parece ser - e ou é quem é ou não é. Se é, então é um rico exemplar. Se não é, nesse caso tem humor fino, de alto recorte técnico, e permitiu-me uma tarde de boa disposição.
Sempre a considerar.

maloud disse...

Sniper,
O ridículo não mata? Se não mata, devia matar.
Cordialmente

sem paciencia disse...

era bom ficavamos reduzidos a 10 posts

Anónimo disse...

10 posts ou 10 comentários ?

Anónimo disse...

hi hi , de partida=MVC ? MVC a dar erros ortográficos de propósito para não ser identificado ? Até acho que a passagem do Harley foi menos interessante que esta do MVC pelo espectro, volte mais...

Anónimo disse...

não não isto está giro! E pensar que o post era sobre o Freitas...

Anónimo disse...

não sei se leia
ou se ignore
espero que o MVC
não se demore

quanto as nossas meninas
deixem-nas entreter
mesmo que não sejam finas
aprendem a escrever

e nesse mundo faz de conta
vão conhecendo amigos
com opniões de pouca monta
vão se tornando conhecidos

Aleixo profundo

anónimo plus disse...

Ó Aleixo, por favor
Não se meta cu Cabral
Que é polido, não faz mal,
Mas um valente estupor.

Anónimo disse...

é aqui e no blog do Murcon
tudo se faz pela protagonização
banda larga é o que preciso
já que as donas de casa não ganham juizo

sniper disse...

O mundo tende para a entropia.....

Anónimo Plus disse...

O mundo tende p'ra quê ?
Ó Sniper tenha tino.
Entrópico é você
Mais o Brandy Constantino.

lavador disse...

que grande seca...
o homem é só mestrados, doutoramentos, ensinações, medalhas,
e....... afinal, só faz
merda desde o 25 de Abril.

Incoerência, é foi e será infelizmente o seu lema.

Bem feito, que não teve cacau para ir no Falcon.
Mas, a tap,ibéria,air france,ba, têm voos todos os dias, a qualquer hora, em económica.

Mas, claro que tal personalidade, só de jet privado.Na cagança.

porque diabo não requisitou uma camionete dos transportes urbanos de lisboa?.
Também lá chegava, ou será que afinal nada lá ia fazer?
É a conclusão que tiro...

ah, e o parvalhão dos eles eclipsou-se?

Este anómalo, só pode ser ET.

rb disse...

Um post tão "bom" da CCS, é o que dizem aqui os comentadores, e ninguém o comnenta ...

Anónimo disse...

Exigimos uma análise à quantidade de AZOTO que circula dentro do Freitas!

Veja porquê!

www.territoriolivre.com.sapo.pt

خرين نسخه disse...

این برنامه خوراک خودمه امکان نداره نسخه جدیدش بیاد و نصبش نکنم. واقعا مرورگر یعنی اManuel Villaverde cabralین. تو یه کلام بگم حر
ف نداره.هم پاپ آپ بلوکر داره ٬ هم اینکه بصورت تب باز میکنه هر بنجره رو و محیط یوندوز شلوغ نمیشه ٬ هم دارای سرعت خیلی بالایی هستش و کار کردن باهاش هم مثل آب خوردنه برای هر بخشی هم یه کلید میانبر داره. ضمنا رو خودش مثل تولبار Manuel Villaverde cabralگوگل که برای اکسپلورر هستش انواع تولبارهای سایتهای مختلف رو داره که میتونید بصورت مستقیم به جستجو تو اونا بپردازید. دانلود نکنی ضرر کردی.
Manuel Villaverde cabralاين برنامه رو همين چند روز پيش نسخه جديدش رو گذاشته بودم که دو روز پيش بود ديدم نسخه جديدترش اومده و گفتم بذارم براتون .تا اينجا ميشه گفت اين نسخه آخرين نسخه از اين برنامه مشهور براي دانلود انواع فايل و برنامه از اينترنته که داراي سرعت بالايي هستش و قابليتهاي بسيار زيادي هم داره.اين برنامه رو همين چند روز پيش نسخه جديدش رو گذاشته بودم که دو روز پيش بود ديدم نسخه جديدترش اومده و گفتم بذارم براتون .تا اينجا ميشه گفت اين نسخه آخرين نسخه از اين برنامه مشهور براي دانلود انواع فايل و برنامه از اينترنته که داراي سرعت بالايي هستش و قابليتهاي بسيار زيادي هم داره.اين برنامه رو همين چند روز پيش نسخه جديدش رو گذاشته بودم که دو روز پيش بود ديدم نسخه جديدترش اومده و گفتم بذارم براتون .تا اينجا ميشه گفت اين نسخه آخرين نسخه از اين برنامه مشهور براي دانلود انواع فايل و برنامه از اينترنته که داراي سرعت بالايي هستش و قابليتهاي بسيار زيادي هم داره.

Diogo Cão disse...

Cara CCS

O Diogo foi sempre do centro... democrático e social! :)

VITUDO disse...

O currículo do Prof. não o impede de estar senil. Pode acontecer a qualquer um. Não seria o primeiro. Com uma resonância magnética se veria.

Anónimo disse...

este artista dos eles, deve ser dos que levanta o cú epõe os cornos em baixo.

Você seu merdoso, está a "puxar" demaissssssss.

Não acredito que os seus progenitores imaginassem
o esterco que iam gerar.

Ainda bem que não guardaram o cordão umbilical.
Assim, você desaparece mais rápido.

tenha uma boa gripe das aves, com 2 eles.
e desapareça do circuito.

Não chateie nem os autores, nem quem usufrui lúdicamente deste
elevado meio de comunicação.Desinteressad, mas eficiente.Anónimamente, sem pretensões e sem... eles.

eu tenho dois P´s,um Q e um o no meu simples nome.

PQoP que em português,
significa PUTA QUE o PARIU.
Em inglês, Puta que o Pariu.
em chinês, puta que o pariu.
em swahili, puta que o pariu.

em barranquenho, vá chatear os cornos do seu pai. o tal que estragou o espermatozóide na dois eles

Anónimo disse...

Não se tende para a entropia, sniper...

Anónimo disse...

até porque ela, a entropia, é maior que zero e aumenta sempre!

sniper disse...

O mundo tende para a desordem, para o caos, extrapolando do molécular para o "geral". A entropia está sempre presente, sempre existiu, maior que zero claro, mas a sua tendência é para aumentar. Nós é que a "controlamos", mas "ela" insiste em "entrar" ainda mais, e aumentar. Era óbviamente nesse sentido. Faltou-me escrever "para a entropia total", o que também em estética literária e figurativa é um exagero. Penso que a palavra entropia, empregue numa situação teóricamente civilizada e estável, fora do "atómico", já transmite muito bem a mensagem. Obrigado pelo reparo e atenção, mas a mensagem não era científica.

maloud disse...

Sniper,
O mundo não tenderá para a desordem, porque nós somos cada vez mais desordeiros?
Cordialmente

sniper disse...

Exactamente minha cara Maria de Lurdes.( ainda não me habituei a chamá-la "maloud" ).

maloud disse...

Não faz mal. Deixa~me calar, senão é chat.

maloud disse...

Adeus

Aldegundes Maria disse...

Pela amostra, tenho de concluir que, nesta caixa de comentários, campeia o atraso mental.
E não se pode exterminá-los?

guerrelheiro disse...

Andamos a tentar, já há uma baixa , a Maloud esta de partida

lavador disse...

oh maloud

não desistiu concerteza.
Queria só mandar uma boquita.

Entropia,só se constata perante a destruição de um sistema lógico.

aqui, o único sistema, é a chulice.

NÓs, só temos sistema de chulice política, não temos estratégia nacinal sustentada, não temos objectivos programados e sustentáveis.

Vagueamos entre os que "foram eleitos" e os acessores que são bem pagos.
E..., que estão sempre científicamente preparados para dar para os dois lados.
Conforme quem lhes paga.

Veja lá que até o irreverente Miguel das Belezas,"agora" acha que ... é optimo o belmiro fazer a opa na holanda.

Porque poupa os investidores...
Prejudicando os cofres do estado, que suga e só, os contribuintes.
Os de 3a., porque os de 1a., têm esses direitos.
E::::: foi ministro das finanças.
E caga opiniões.Pagas.

ora, então não há entropia. Porque a chulice, cccooonnntttiiinnnuuuaaa
IIINNNCCCÓOOLLLUUUMMME.

Este, úm exemplo, claro.
Mas tem todos, muito mais.Como sabe, mas se quiser, eu vou-lhe dando exemplos em capítulos futuros.

Euroliberal disse...

CCS não gosta de homens brilhantes como Cavaco e Freitas, está visto. É uma portuguesinha típica que tem um ressentimento inesgotável a todos que não sejam medíocres, sabujos de Bush e traidores à Pátria Europeia...

E não responde às questões essenciais, como: Insultar Maomé, o Profeta de 1.500 milhões de pessoas é insultar pessoalmente 1.500 milhões de muçulmanos para quem o profeta é o seu pai... Logo face a esta ofensa, os protestos em que morreram mais 50 muçulmanos e apenas um cristãos são mais que compreensíveis, ou não ? Até porque as caricaturas de uns bandalhos de extrema-direita antisemita são apenas a cereja sobre o bolo dos massacres e ocupações cruzadas que têm morto centenas de milhares de muçulmanos... Quem não fala nisso mas apenas numa embaixada ou duas incendiadas... é desonesto ou então julga que os muçulmanos são Untermenschen a exterminar...e caladinhos...

É essa a questão essencial, que referiu e muito bem Freitas do Amaral, um Homem com H grande e verdadeiramente às Direitas. O que certos direitinhas colaboracionistas e traidores aqui dizem sobre ele só merece que se puxe o autoclismo...A Nação árabo-islâmica esmagará a actual agressão em curso no Iraque e Palestina e poderá vir a tratar da saúde a todos os que apelam ao genocídio antisemita e anti-islâmico...

Anti-critico do Freitas! disse...

Obrigado por fazerem do nome do nosso MNE algo cada vez mais importante.

Ele merece.

Euroliberal disse...

A posição do Prof Freitas do Amaral:

"Sempre defendi, e defendo, a liberdade de expressão, e não propus para ela qualquer novo limite legal, censura ou sanção para o seu eventual mau uso: apenas defendi, e defendo, que essa liberdade, como todas as outras, tem limites legais e deve ser usada com bom senso, de forma responsável.
No caso presente, da crescente tensão entre o Ocidente e o islão, o meu apelo foi apenas dirigido ao bom senso: vamos contribuir para a escalada do conflito, deitando mais achas para a fogueira, ou é melhor evitar o agravamento e tentar todas as possibilidades de diálogo que existem? A minha opção, como ministro dos Negócios Estrangeiros de um país europeu, é a segunda, por ser a que melhor contribui para manter a paz e segurança internacionais;
2) Foi por alguns deturpada, por ser citada fora do contexto, a frase, que me é atribuída, de que "a culpa da crise actual entre o Ocidente e o islão é do Ocidente". Eu não disse isso.
O que eu disse - num conjunto de frases talvez demasiado longo para o espaço normalmente disponível na comunicação social - foi que, vista a crise actual do lado dos povos islâmicos, o Ocidente nunca deixou de os agredir. E citei, como exemplos, as Cruzadas (que para eles foram ontem), o colonialismo (que só acabou para muitos deles no século XX), as guerras de libertação (de que a mais violenta foi a do povo argelino com a França), a posição ocidental no conflito israelo-árabe, a intervenção militar no Iraque, e agora a questão dos cartoons (que a nós nos fazem rir, em regra, mas neste caso ofenderam tanto os muçulmanos que até o jornal dinamarquês que os publicou já pediu desculpas públicas pela ofensa cometida).
É claro que, no meio disto tudo, houve o aparecimento do terrorismo islâmico (que eu logo condenei) e a reacção imediata de derrube do regime taliban no Afeganistão (que eu logo apoiei).
O problema está em que a seguir veio a guerra do Iraque - para os que a lançaram, uma peça da estratégia antiterrorismo; para os muçulmanos (e não só), um perigoso desvio da luta contra o terrorismo internacional e uma ofensa do Ocidente aos povos islâmicos.
Em resumo: para os muçulmanos, o Ocidente é o único culpado ou, pelo menos, o principal culpado; para mim, o Ocidente também tem as suas culpas. E como somos mais ricos, mais poderosos militarmente, e temos mais a perder do que eles, se tudo isto levar a uma guerra de civilizações, entendo que devemos ser nós, os ocidentais, a tomar as primeiras iniciativas pacificadoras."

Anónimo disse...

Nunca o vi tão sensato.

godgil disse...

Na recente peroração na A.R, o nosso MNE, Freitas do Amaral, revelou-se à altura dos sofistas: uma coisa pode e não pode significar o seu contrário. Bravo! Esclareça-se que, até às recentes e inusitadas declarações sobre a tempestade lançada pelos cartoons dinamarqueses, agora explicadas ao povo e contadas às criancinhas, dele só tinha lido a sebenta de Direito Administrativo, na FDL, em 4 volumes...
Só espero que os dinamarqueses tenham assobiado para o ar com as suas rapaziadas terceiro-mundistas. Se a trapalhada e a irresponsabilidade pagassem imposto, o Professor teria que se munir de uma réplica do super-computador que o fisco norte americano usa para calcular os proveitos do Bill Gates. Na mouche, cara CCS!

Filipe Sequeira Nunes disse...

Por todas as teclas que ja foram premidas por este post ha muito que se lhe diga.

Quanto ao MVC, tenho de dizer que concordo num ponto consigo. O facto de "seres" se escudarem no anonimato apenas propicia aos insultos baratos. A irresponsabilidade de uns pelo anonimato, ou a tomada de indentidade de terceiros e totalmente desprezivel.
No mesmo nivel e desprezivel o seu snobismo e sensacao de superioridade. Nao faz parte do povo? Deve fazer parte do clero, pois desde que me lembro Portugal e uma Republica. Mesmo se por altura do 25 de ABril ainda nao fosse projecto de espermatozoide sequer.

Quanto ao sr. EuroLiberal... E triste, muito triste, que ainda hajam pessoas, desenquadradas, desadequadas, desusadas, deslavadas, e nao sei quantos des mais, que pensem que o projecto Europeu existe para contrariar os EUA. Voce pensa sinceramente que nos proximos 50 anos a Europa vai retomar o leme do mundo? Se sim voce delira, aconselha-se o uso de mais fracas, e menos drogas, aconselha-se tambem que nao beba Whisky, ou qualquer outra bebida alcoolica depois dos habituais 4 ou 5 Valiums. E se a bela Europa nao vai retomar o leme do Mundo, quem lhe parece que e mais se melhante a Europa? A Russia? A China? Nao me diga e o Magrebe! Ou talvez o belo Irao? Paquistao ou India?
Talvez o projecto Europeu devesse ser uma forma de propulsionar este bloco Atlantico, amenizando as facetas Norte-Americanas que mais nos desagradam. Fim para o qual nao temos tido capacidade de negociacao. Ja gora Sr. Euroliberal, confundir Bush com a America e coisa para quem nao tem dois neuronios que conversem um com o outro!!!

E agora si, falemos do Post. Nao concordo como muitos afirmam que o Fretes tem razao porque tem um excelente curriculo. Concordo tem um excelente curriculo, mas nao e por isso que tenho de concordar com tudo o que afirma, ultimamante revolta-me, enoja-me e envergonha-me!!! Isto porque sao comentarios de subserviencia a fundamentalistas, porque a estrutura do seu discurso coloca a linha de fronteira entre mundo Cristao e mundo Islamico, quando devia procurar colocara a fractura entre islamico radicais e moderados, e nao colocar o acento em mundo cristao, mas sim mundo ocidental (traduzindo-se em Mundo Democratico com Estados de Direito que respeitam os direitos mais basicos).
Ja para nao dizer que o Fretes ja nao e Presidente da Assembleia Geral da ONU, cargo que (sem ironias) desempenhou com excelencia. Mas agora como MNE tem que defender os interesses de Portugal e dos Portugueses a todos os prazos, curto, medio e longo. Os que aplaudem as suas besteiras relativamente aos Cartoons certamente teriam aplaudido Lord Palmerston pelas suas cedencias de apaziguamento a Hitler, felizmente o Fretes nao tem peso na Realpolitik. Ja agora para um comentario formalista que li acima a politica externa e do Governo e nao do MNE. Certamente sera essa a leitura teorica da constituicao, mas acreditar nisso e elienar-se de tudo o que e pratica politica. Se alguem define a politica externa naquele governo e em primeiro lugar o Fretes. Acha que alguem que se tem em tao grande conta para ensinar os que andavam de cueiros, Socrates incluido, ia o Fretes receber ordens de mais um puto de cueiros?!?! Ja agora ao Fretes nao lhe reconheco o estatuto de grande revolucionario, e mais o de acomodado oportunista!!!

EUROLIBERAL disse...

Desenquadrado anda você, Filipe S.N.

Nem sabe a Pátria gloriosa que tem. Somos os maiores exportadores so mundo, com um PIB superior a 10 triliões, 450 milhões de habitantes com os melhores standards mundiais em qualidade de vida, respeito dos direitos humanos e do direito internacional. O único modelo para todo o mundo seguir. E a moeda mais forte que vai destronar o dólar da cena internacional, abrindo uma crise económica catastrófica no Império do Mal, que há muito deixou de pertencer ao Mundo civilizado, com o seu "UNpatriot" Act, O gulague mundial bushista (Guantanamo, Bagram, Abu Graib, etc.), a tortura sistemática de prisionneiros secretos em cadeias secretas, as guerras sangrentas e unilaterais contra povos com petróleo, a rapina de riquezas naturais, o neo-colonialismo imperialista em que colabora o seu Mini-Me, o "estado" fundamentalista, nazi-sionista, apartheidesco e racista de iSSrael. A missão civilizadora da Europa é espalhar o seu modelo de relações internacionais, que acabou definitivamente com a guerra civil permanente europeia, a todo o mundo, já que hoje a segurança é global. O Europa deve dotar-se de umas FA'S à altura das suas emormes riquezas e responsabilidades e afastar-se rapidamente do Império do mal, o eixo busho-sionista, a fim de não sofrer as conmsequências do conduta assassina e gangster desse Eixo Pária.

BIBAUROPA !