sábado, março 04, 2006

NÃO FUI FEITO PARA ISTO

claustrophopia-01vitaly komar
Chateaubriand dizia que, se é triste envelhecer num mundo que se conhece, é muito mais triste envelhecer num mundo que não se conhece e de que não se gosta. O mundo dele, entre 1815 e 1830, apesar de tudo, não mudou muito. O meu mudou para lá de qualquer possibilidade de reconhecimento. Já sei que vou dar um exemplo ridiculamente banal, mas no fim do dia, quando me levanto da secretária e ligo a televisão, tenho sempre o mesmo choque. Não há nada que, para mim, seja "normal". O fait divers, a política do sound-byte, o soft-core, as perseguições de carro, os peritos de coisíssima nenhuma não fazem parte da civilização em que nasci. Numa parte remota da minha cabeça, admito que devia aprovar a ignorância e a vulgaridade democrática. Infelizmente, não sou capaz. Desisto e leio. De facto, cada vez mais releio os livros de antigamente, suponho que à procura de um pequeno canto de sossego e sanidade.
O Estado também aflige. Por favor, não tomem isto como propaganda política. Imaginem o Estado durante Salazar e Caetano. Existia a PIDE e a censura: e mil tiranetes por aqui e por ali. Não vale a pena repetir o óbvio. Em compensação, o Estado não queria mandar na vida de ninguém. Não proibia que se fumasse. Deixava o trânsito largamente entregue a si próprio. Não andava obcecado com a saúde e a segurança. Não regulava, não fiscalizava, não espremia o imposto até ao último tostão. Um indivíduo, pelo menos da classe média, passava anos sem encontrar o Estado: em Portugal, em Inglaterra, em Itália, na Europa. Acreditam que nunca voltei a sentir o espaço e a liberdade desse tempo?
Estou a "sentimentalizar", a "idealizar" uma realidade, no fundo, horrível? Não me parece. Escrever, por exemplo. Quando comecei a escrever, escrevia. Sob o peso da Ditadura, claro, e sob a pressão do conformismo marxista. De qualquer maneira, escrevia desprevenidamente. Agora, escrever é uma variante de pisar ovos. Os mestres do "correcto" vigiam, como nunca vigiaram os coronéis de Salazar. Até a sociedade portuguesa de repente acordou puritana. Cada cidadão, cada medíocre, cada engraçadinho pode esconder um polícia. Pior ainda: um delator e um explorador do escândalo. Os grandes crimes (como de resto os pequenos delitos) contra o corpo ou qualquer espécie de igualdade não se toleram, nem se desculpam. E, entretanto, o indivíduo morreu. Não fui feito para isto.
vpv
(publicado no jornal Público)

279 comentários:

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Anónimo disse...

o senhor VPV pode explicar porque é q o governo vai dar 6 milhões de euros aos padres para "combaterem os fogos"?

Anónimo disse...

o indivíduo morreu e o povo também!

o mundo tornou-se novilingua orwelliana, essa é que é essa.

E espero que o João Miranda concorde
";O)

zazie disse...

era eu

Zaz

Anónimo disse...

Caminhamos alegremente para um estado totalitario e como na Alemanha nos anos 30 ninguem percebe.O estado quer acabar com o mal e vai acabando conosco.

Só vamos acordar na cadeia: no beliche de cima estará o vizinho que fazia anos bebeu uns copos e foi para casa de carro,no pateo encontraremos o arrumador a quem custumavamos dar umas moedas, o homem das castanhas e o engraxador estarão a jogar à moeda nas latrinas, para não serem vistos pelos guardas, todos presos por fuga ao fisco e lavagem de dinheiro.
No refeitorio almoçaremos com homem do cafe, preso por ter dado uma latada no filho malcriado, pena agravada por fraude fiscal (o filho alem de ter feito queixa da latada denunciou o pai por fraude no IVA.)

Francisco Múrias

Anónimo disse...

Pois é.
A liberdade sempre foi e será uma questão individual. E "dantes" havia muito mais pessoas livres do que agora.
Quando o máximo de espirito crítico standardizado que esta sociedade normalizada democratica nos consegue "dar" são os P.Pereiras, M.Sousa Tavares, Vitorinos, Marcelos,(e resteantes réplicas) é porque é uma sociedade doente e viciada. Pior, mediocre.Agora, como dizia o Sartre "o inferno são os outros".Os novos caciques do pensamento importado.
Não há ninguem que surpreenda, que mande genuinamente um gajo desses "á merda" ou melhor "bardamerda" (como antigamente)ou lhes faça um valente manguito. Que nojo.

sniper disse...

VPV, isto é um post a sério, com bons comentários.

Sílvia disse...

A culpa não é só do Estado orwelliano, é também da nossa infantilidade, da ilusão de querermos afastar a desilusão.
É difícil, para alguns, manter eternamente o instinto e a impulsividade da juventude...

Carlos Malmoro disse...

É por estas e outras «anormalidades
» que VPV é o homem mais lúcido e que melhor sabe ler Portugal.

pirata vermelho disse...

Pois não terá sido. Nem eu!
Porém, assusta-me um pouco o seu desabafo. Aguente aí que há pouco quem...

pirata vermelho disse...

SUGIRO UMA ESPREITADELA A 'ISTO'

1 http://cocanha.blogspot.com/

2 http://janela-indiscreta.blogspot.com/

SÃO DOIS TERRAINS D'AVENTURES DA ZA!ZIE-IMORTAL

(A VER SE É DESTA...)

piscoiso disse...

A minha tia Dorita também não gostava de coisas que desconhecia, mas depois de as provar, não quer outra coisa.
Não me perguntem o quê, porque é escabroso.

Anónimo disse...

VPV, o senhor diz-nos, muito lucidamente, que o rei vai nú. E fá-lo com uma clareza e coragem pouco usuais. Bem haja por isso.

pirata vermelho disse...

JÁ AGORA...

http://piscoiso.blogspot.com/

( D'ENFIADA... A VERV SE VAI C'A OUTRA )

outro disse...

O Tony Soprano sofria do mesmo
e depois de umas sessões com a drª jennifer Melfi, pôs-se fino.

sniper disse...

Cara sílvia,

Se me permite, digo-lhe da sua "infantilidade" e da sua "ílusão". Sabe com certeza os nomes que chamavam, ( agora chamam pior, porque não tarda que, quem faça critícas e reparos vá para um gulag psiquiátrico ) , a quem avisava dos perigos desse "mainstream" chamado democracia do tipo "tutti fruti", de agradar a gregos e a troianos? Sou do tempo em que quando se perguntava a um dirigente de um movimento de libertação africano, da razão pela qual não implementava a democracia no país em vez de um feroz marximo-leninismo depois de tanto sofrimento, eles respondiam invariávelmente, " sabe, para a nossa cultura e tradição, a democracia não funciona" ! " Não temos que copiar o ocidente , áfrica tem a sua própria identidade ". E zás, espetavam lá russos, norte coreanos, chineses, etc, e um regime que me dispenso de comentar. Salvaguardando as devidas proporções e épocas, já estivemos mais distantes de uma nova democracia, uma democracia tutelada que está para vir depois da nossa "libertação".

Anónimo disse...

Malta,

A Zazie voltou!

Vai ser insulto que ferve! Prevejo cerca de 274 comentários nesta caixa!

Anónimo disse...

desculpem meter-me na conversa mas o que é uma democracia tutelada? Uma espécie de Estado Novo? Algo assim ...tipo...ditadura democrática?

alexandre disse...

Uma democracia tutelada é uma democracia para crianças. Alguém decide por elas, embora sejam livres de espernear, berrar e tudo o mais.

sniper disse...

Quente, muito quente meu caro...

francisco disse...

Pressão, reação. Medo, reação. Quem escreve porque pode.
Quem só vive se escrever faz dos acontecimentos e reações a folha impressa.
Desta forma, como sempre, bem feita.

Anónimo disse...

VPV
Mas temos mesmo que ser feitos para algo? É que não tem que ser como eles e, no entanto, deu-lhes espaço virtual...bem, aqui ao menos há ovos pôdres em cima deles quando a banalidade ultrapassa o aceitável...:-)não se ofendam, sabemos todos que nenhum de nós ultrapassa muito o já dito e redito...

sniper disse...

Gosto da Zazie, mas tenho saudades da Tina. Tina where are you?
P.S. - Tina, aqui neste post não há ninguém de joelhos a dizer que sim com a cabeça...Roubaram os genuflexórios. :-)

Anónimo disse...

A Tina está a beber cervejas e a ver futebol

sniper disse...

Pois é alexandre. Por vezes não sente que o estado lhe passa sucessivos atestados de menoridade? Ou precisa de uma nova constituição para ficar 100% dentro?

alexandre disse...

Permanentemente sniper. Embora o facto de ter que os aceitar não abone muito em termos de maioridade. Quanto à constituição, opto por estar 100% fora. Uma nova teria, certamente, ainda mais artigos.

Anónimo disse...

Estou a pensar emigrar para o Bangladesh para melhorar o meu nivel de vida

Anónimo disse...

Lá ao menos não chateiam

Anónimo disse...

O ideal era termos um governo que não fizesse nada. Quando fazem é sempre para chatear alguem

Anónimo disse...

Foi por isso que o Socrates ganhou...
Como não dizia nada o povo tambem pensou que não fazia nada...
Mas o malandro enganou o povão

Anónimo disse...

Foi por isso que o Socrates ganhou...
Como não dizia nada o povo tambem pensou que não fazia nada...
Mas o malandro enganou o povão

Anónimo disse...

Não pára quieto deve ter hiperactividade...

Sílvia disse...

Caro Sniper,
sendo eu a infantilidade e a ilusão em pessoa, o que eu mais desejo é que o cidadão VPV, e outros como ele, nunca se conforme com o(s) Estado(s)de coisas a que,consciente ou inconscientemente nos vamos submetendo.
De resto, concordo consigo.

Anónimo disse...

Ao menos tem uma tribuna onde pode dizer bem alto o que pensa... há quem não possa, há em Portugal pessoas perseguidas ou prejudicadas na carreira por se oporem dentro do sistema a algumas dessas cliques , há muita discricionariedade dentro dos micro-Estados dentro do Estado, como são as faculdades e sobretudo os politécnicos…

Anónimo disse...

ja estão aqui a repetir a façanha?
mas afinal o homem anda a falar para o tecto?
não aprenderam nada ?

Anónimo disse...

Parabéns. É raro ler-se um texto lúcido sobre o nosso tempo e sobre o nosso papel para os Estados e outros correctores políticos dos nossos dias. Resta-me,se me permite, incentivá-lo a marimbar-se para todos eles.
Fernando Calado Lopes

Anónimo disse...

está bom mas.. se bem me lembro ... o Estado de antes proibia quase tudo!

Henrique disse...

«Em compensação, o Estado não queria mandar na vida de ninguém (...) Um indivíduo, pelo menos da classe média, passava anos sem encontrar o Estado»

Então e a licença de isqueiro?... e os vinte cinco tostões por atravessar a rua fora da passadeira?

sniper disse...

De acordo sílvia e alexandre. E agora ? Vamos-nos auto-flagelar ? Vamos assistir impávidos e serenos a este assalto à nossa dignidade ?

P.S.- "Dantes o estado proibia quase tudo". É verdade anónimo das 7:32 PM, mas conheciamos as regras do jogo. Agora não. São propositadamente densas e turvas. Já pensou nisto?

Anónimo disse...

O Huxley se estivesse vivo não acreditava:
Título do ABC de hoje:
«El Registo Civil sustituirá los términos padre e madre por «progenitor A y B»
Francisco Múrias

sniper disse...

Caro Francisco,

Dava um belo post.

piripiri disse...

É sempre um prazer visitar a página (ou caixa?) dos seguidores do polido Vasco... Qd li o texto só me ocorreu o seguinte paralelismo:
N foi o camarada Saramago, grande nobél, que tb disse que n tinha nascido para aquilo? Pois o polido Vasco n foi feito pra isto... é quase o mesmo. O que prova como os destinos se cruzam e os extremos se tocam...

sniper disse...

Quando falam do Saramago, esse eminente humanista, lembro-me invariávelmente dos tempos do PREC. É uma maçada..

Anónimo Plus disse...

Venho aqui só p'ra dizer
Que o post é muito lindo.
Lá vamos cantando e rindo
Mas não pago para o ler.

sniper disse...

Bom, chega de blog. Vou beber o meu whisky soda, e vou jantar.

Anónimo disse...

O Júlio Machado Vaz faz falta aqui , ele deve saber de cor aquele texto magnífico do DR do antigo regime que leu outro dia nos 5m de horário nobre que tem na antena 1, sobre as proibições várias que garantiam os bons costumes nos espaços públicos: o texto é giro a valer e tinha multas e tudo...era referido recorrentemente "aquilo" para designar o que calculamos que fosse o pénis e a vagina,pois na altura não havia telemóveis, portanto "aquilo" não era um telemóvel,isso sabemos... o legislador era criativo e engenhoso: a palavra tinha a vantagem de englobar ambos os sexos e de manter o decoro no DR, enquanto as restantes partes do corpo eram mencionadas pelos nomes já então tinham... Por exemplo, começava-se com o crime de ofensa aos bons costumes de menor gravidade-"mão na mão" e pagava-se já multa...e ía-se por aí fora, tudo previsto...

Anónimo disse...

Aquilo do DR foi só para amenizar e lembrar ao VPV que era proibido escrever livremente. Havia muitas palavras proibidas! Era proibido fazer constar que se não concordava com o regime ou com a guerra de África! Como conseguia o VPV não esbarrar por todo o lado com o Estado Omnipresente de então?

Anónimo Plus disse...

Nos tempos da ditadura
E das licenças de isqueiros,
O Vasco por essa altura
'Inda andava de cueiros.

Anónimo disse...

ficamos a saber que a classe média no antigo regime não era o funcionalismo público...

piripiri disse...

Afinal pra que se fez a revolução? foi uma maçada! O pinheiro de azevedo n gostava de ser sequestrado, aquilo era uma maçada... dizia ele. Acho que os portugueses n gostam de revoluções... são uma maçada.O polido vasco n gosta dos novos tempos... são uma maçada! Mas a guerra tb era uma maçada... Enfim, deviam ter feito a coisa sem maçar estes senhores!

lavador disse...

ÙLTIMA HORA

( puxa, sniper, só aqui
é que consigo esta chance...)

Oh VPV

acho óptimo.
O sr. está a ser apoiado pela boca dos seus leitores e da CCS.
E tem razão.
Náo é só portugal, é a comunidade TODA,
Que vai ser dominada pelos depute(a)dosecos.
Que a malta elege, estúpidamente.


Até o joãozinho soares já apareceu, a dizer que esteve a semana passada, imagine a... a "propôr" uma merdice qualquer, num fórum político, que não conhecia e muito menos dei aval ao dito filho da... Maria Barroso.

BOM; mas o que me preocupa é que soube há minutos, que o povo de Souzelas, anda aPardalado.
Então se o presidente da républica de Coimbra, não vai licenciar a Cimpor do burgo, zàs...

Mais uns caralhitos para o desemprego.
Não è?

O pr de lá, com o seu governador freguesarial(o que quer que seja...), estão feitos ao bife.

Penso eu de QUE...
E do Outão, vamos ver.

ah, só falta o superior comentário do cagão dos eles.

Que raio de espermatozóide caíu no óvulo,para dar este imbecil?

Anónimo Plus disse...

Que chatice, é só desgraças
P'ra esta gente pomposa
Mesmo vivendo com massas
Em que a vida é mais gostosa.

Impatiens disse...

Também não fui feita para isto

A leitura do artigo do vpv no Público de hoje sugere estas palavras de Arturo Pérez-Reverte em «O Mestre de Esgrima» (que bem podiam integrar a «carta de princípios» da MOFA): «E já que fala no assunto, digo-lhe que prefiro ser governado por César ou por Bonaparte, que posso sempre tentar assassinar se não me agradarem, a ver decidirem-se as minhas preferências, costumes e companhias pelo voto do tendeiro da esquina... O drama do nosso século, don Marcelino, é a falta de génio; que só é comparável à falta de coragem e à falta de bom gosto. Isso deve-se, com certeza, à irrefreável ascensão dos tendeiros de todas as esquinas da Europa.»

Anónimo disse...

no tempo do regime era proibido cuspir para o ar na via publica

Anónimo disse...

Sobre a observação "o Estado não regulava, não fiscalizava" apenas um comentário para perguntar se alguma vez ouviu falar dos "fiscais de isqueiros", tão curiosa actividade dos tempos que refere. Isto é apenas um pequeno exemplo.

Parece-me que toma como absoluta a sua visão da história e da realidade. Curto, muito curto.

maloud disse...

Concordo com o Dr. Pulido Valente. "...realmente um indivíduo, pelo menos da classe média, passava anos sem encontrar o Estado", sendo mais seguro, para esse desencontro, não emitir opiniões que desagradassem a esse Estado, senão arriscava-se a que o Estado o procurasse.
Vou mesmo mais longe que o autor deste post, um indivíduo do povo {ler o MVC fez-me mal}, também passava a vida ignorado pelo Estado. O Estado dessa época respeitava tanto a privacidade, que não impunha a escola {diria mesmo que a desaconselhava}, não proporcionava o contacto com médicos, não dava a esmola da reforma. Desde que o dito indivíduo não se metesse com o Estado, este evitava incomodá-lo. Claro que, o Estado, e bem, se fosse incomodado pelo tal indivíduo do povo, aí a contra gosto, lá lhe invadia a sagrada privacidade, para lhe explicar "as regras claras".
Chegados imprevidentemente a esta situação, a classe média e o povo eram tratados igualmente pelo Estado. Tinham direito a um curso, dado sempre por gente qualificada que se esforçava, para que aprendessem as tais "regras". Eram tão devotados que não olhavam a meios, e não poupavam esforços, para meter as "regras" nas cabeças. Evidentemente, que nem todos os alunos eram inteligentes. Alguns demoravam ou não queriam aprender. Mas o Estado não desistia. Só quando soubessem a lição lhes restituía a privacidade. Acho que houve mesmo alguns, a quem nunca foi restituída a tal privacidade, porque não conseguiam absorver aquelas "regras simples".
Claro que nesse tempo o Dr. Pulido Valente escrevia "desprevenidamente", mas felizmente para ele e para nós, os que gostamos dele, o Estado não se apercebeu que nem sempre cumpria as tais "regras claras". Senão lá se ia a privacidade, e lá tinha tido o encontro com o Estado.

lavador disse...

oh maloud

ainda não consegui perceber se adora, detesta ou está apaixonada pelo vasco.

É que o seu comentário confunde-me.
Talvêz por eu ser um conFUnDIDO que gramei 48 mese de tropa.
Prè na recruta de 18 escudos, vencimento de 3.500 esc em ang.,perdendo 4 anos de CV, que me prejudicaram.
Recuperei, mas saiu-me do coiro e dos cornos, salvo seja.

MAS..., não fui desertor.
Estes estão bem, o regime democrático recompensou-lhes a cobardia e a incompetência.

maloud disse...

Lavador,
Um pouco de tudo, na dose certa.

Anónimo disse...

O Huxley se estivesse vivo não acreditava:
Título do ABC de hoje:
«El Registo Civil sustituirá los términos padre e madre por «progenitor A y B»
Francisco Múrias

maloud disse...

Lavador,
Agora mais a sério, lamento que tenha perdido 48 meses da sua vida nessa nossa desgraça.
Por mim bem podia ter desertado, que eu nunca o consideraria um cobarde.
Cobardes eram aqueles que não iam, porque mexiam todos os pauzinhos para isso, mas queriam que outros fossem, para defenderem os seus interesses. Infelizmente tenho exemplos na família desses cobardes.

Anónimo disse...

Legalmente em Espanha deixou de haver pai e mãe

Francisco Múrias

Anónimo disse...

“Para a esmagadora maioria dos portugueses, a revolta da tropa em 28 de Maio foi uma acção libertadora – e a chegada de Salazar ao poder foi um alívio” – Quitéria Barbuda in "O Grande Herói Popular", Revista "Espírito", nº 12, 2005.

www.territoriolivre.com.sapo.pt

Sílvia disse...

Maloud,
contava uma tia minha meia piscosia que o Estado Novo gostava tanto do meu pai que preferia vê-lo a dormir em casa que a vê-lo a trabalhar nos serviços administrativos da câmara municipal, por este ser um homem de esquerda, veja só...
Mais tarde, depois do 25 de Abril, a viúva recebeu, em sessão solene, uma medalha de mérito municipal...

João Boaventura disse...

Não sei porque dizem mal do Estado. Grandes pensadores teceram-lhe muitos louvores. O sociólogo Simmel dizia que o Estado era um rei clandestino; o poeta Octávio Paz, que o estado era um ogre filantrópico; Kapunsky, que o Estado ditadura, usa a censura, e o Estado democrático, a manipulação. Finalmente o Marx, para esclarecer tudo de uma vez, quis fazer um tratado sobre o Estado, pediu ao editor que lhe adiantase algum pagamento, mas não conseguiu tempo nem disposição para escrever a obra, e ficou em dívida para com o editor. Isto para dizer que afinal ninguém sabe o que é o Estado. Lembram-se do Moisés? Subiu ao monte sozinho como Deus recomendara, o que fez. Recebeu os mandamentos e perguntou a Deus se lhe podia ver a face. Respondeu pela negativa, que só podia vê-lo pelas costas. O apóstolo João também disse que nunca ninguém viu Deus, e até Fernando Pessoa declarou que, se ele existisse, já lhe tinha aparecido. S. Tomás de Aquino, a este propósito, desenvolveu a teologia negativa, isto é, "de Deus, não sabemos o que ele é mas somente aquilo que ele não é". Posto isto, só podemos concluir que do Estado, não sabemos o que ele é mas somente aquilo que ele não é. Como é possível falar de coisas inexistentes?

Isabel disse...

Caro Henrique, das 7.34;

ía justamente referir isso...

E mais, nos anos sessenta, no liceu, obrigaram-nos a 'dar' s.e.&.o. dois escudos e cinquenta centavos para uns nichos a Nossa Senhora, espalhados pelas estradas de Portugal, quando o que fazia falta eram creches para as mães trabalhadoras poderem deixar as crianças.

No Estado Novo não se respirava. Como é que alguém se pode ter esquecido?!

nota: não é um ataque a Nossa Senhora; eu sou católica.

Anónimo disse...

O Estado Novo e o Salazar são do tempo do calhau.São Historia...

Vivam o nosso tempo que ainda pode trazer muitas surpresas muito deagradaveis se não nos pomos a pau
Francisco Múrias

Anónimo disse...

Ganhou o premio da apneia.48 anos sem rsspira...

Anónimo disse...

Estado? não nunca vi, mas tenho um primo que o fotografou, estava desfocado, via-se mal, e o meu primo não regula muito bem afinal ...todos sabem que não há Estado, não é?

Jose Sarney disse...

Se o compreendo, VPV.

E a velocidade da mudança está realmente a aumentar.

Faz-me lembrar aqueles peixes, penso que os salmões, que andam metade da vida a descer o rio, e outra metade a subir o rio, para desovar......

Gosto e prezo muito a LIBERDADE. Tenho como objectivo nunca mexer numa arma (não fui à tropa, Graças a Deus), mas se for preciso alinho numa guerrilha, para defender a Liberdade, nem que seja contra a Nomenklatura dos "corpos" do Estado e do "politicamente correcto"!

Ás vezes, é importante cortar a direito. E que se lixem as "práxis"......e para isso, nada como uma boa rajada......por agora imaginária!

Anónimo disse...

Por onde anda o MVC?

maloud disse...

Sílvia,
Eu tenho memória.
Concordo com VPV, que hoje há uma insuportável ditadura do politicamente correcto, e que é detestável, um espírito aberto viver com ela.
Discordo no que já referi, e também que só hoje, a mesquinhez, a calúnia, a delação possam destruir uma pessoa. Isso é de sempre e tem várias causas possíveis, mas penso que a inveja está sempre presente.

paper life disse...

ó Vasco, tu leste o Admirável Mundo Novo, há muitos anos já. qual é o espanto?

Por mim só me espanta eu ainda cá estar para ver.

:)

BFS

Moi! disse...

Caro Vasco,

a memória é a última coisa que se perde.

ainda se lembra qual foi a primeira que perdeu?:)

Anónimo disse...

Nós já temos neste momento um quadro legal totalitário. Não vivemos em totalitarismo porque o estado ainda não funciona bem.Quando funcionar, e vai funcionar, passaremos a viver em totalitarismo.
fm

Anónimo disse...

Já entramos nas primeiras paginas do Admiravel Mundo Novo. Falta o resto do romance
Fm

Anónimo disse...

Aqui cheguei e vejo que melhoraram depois da minha lição de particpação civica.
é hora de vos começar a falar de Platão e das suas teorias democraticas , prontos para a lição?
as donas de casa ja estão a dormir?

manuel villaverde cabral disse...

Como dizia Habermas:

“Im Englischen wird "tolerance" als Verhaltensdisposition oder Tugend von "toleration", dem Rechtsakt, deutlicher unterschieden als im Deutschen. Wir beziehen den Ausdruck "Toleranz" auf beides: sowohl auf die Toleranz gewährleistende Rechtsordnung wie auf die politische Tugend des toleranten Umgangs.”

E Montesquieu já tinha ido mais longe:” Sobald sich die Gesetze eines Landes mit der Zulassung mehrerer Religionen abgefunden haben, müssen sie diese auch untereinander zur Toleranz verpflichten...Daher ist es zweckmäßig, dass die Gesetze von diesen unterschiedlichen Religionen nicht nur fordern, dass sie den Staat nicht beunruhigen, sondern auch, dass sie untereinander Ruhe halten."

If you catch my meaning…

MVC

Sílvia disse...

Maloud,
eu também tenho memória e, enquanto cidadã e docente de uma escola pública, nunca tive problemas por contrariar o "politicamente correcto", bem pelo contrário...
Sabe, eu acho que pessoas como VPV podem sentir-se ultrapassadas pelos mediáticos críticos de "cueiros"...

Anónimo disse...

volto mais tarde , qual a hora do recolher obrigatorio

Anónimo disse...

Mas porque não cita Montesqieu em Francês? Ou o homem escrevia também em Alemão?

Jose Sarney disse...

"docente de uma escola pública"

Já agora, Sílvia:

- Se é Professora do Ensino Secundário, diga-me, por favor, "quem é que manda na sala de aulas"? Não só no seu caso....mas na generalidade ! (reflexos dos MALFADADOS Carneiros e Benaventes).

maloud disse...

Ó Dr Pulido Valente corra o homem daqui.
Se para isso for preciso gritar Vivas ao Salazar, eu grito.

Politikos disse...

Oh, VPV, ou vpv, como prefere, então e o imposto de isqueiro... Tenha dó de nós com essa reelaboração da história...
Chique a valer é o MVC que cita Habermas em alemão... «Não fui feito para isto...» São estas as nossas elites...

Sílvia disse...

Caro Sarney,
na sala de aula mando eu, ou melhor,eu sou a única responsável pelo bom ou mau funcionamento das minhas aulas, em liberdade.

maloud disse...

Anónimo das 11.22 PM,
O Montesquieu era muito mais fluente em alemão. O francês dele era uma desgraça. Eu estudei-o em francês, mas o prof da Fac Letras de Lx esclareceu-nos, que era uma tradução

Jose Sarney disse...

Cara Sílvia,

Ainda bem, que assume o seu papel.

Mas, acha que a "democraticidade" da sala de aula é aceitável? Ou dito de outra forma é praticável?

João Boaventura disse...

Quem estyiver interessado em traduzir o alemão, faça o favor de o traduzir aqui
http://www.reverso.net/text_translation.asp

Anónimo disse...

é importante que se fale na primeira pessoa, a experiencia do eu é fulcral para entender kant
é isso e o google

Sílvia disse...

Caro Sarney,
só é aceitável o respeito mútuo na relação aluno/aluno e professor/aluno. Mas, o grande segredo é a afectividade no relacinamento entre todos. Depois, o resto aparece naturalmente. Sabe, apetece-me citar Sebastião da Gama, quando ele diz que o segredo(do professor) é amar...

Anónimo disse...

Televisão só depois da 24h00 na TVI Quintas-Feiras: Dr.House

lucklucky

Anónimo Plus disse...

Mastigado como hamburger
O copy-past de Cabral
Cai mal.
Ich bin ein Weltbuerger

Anónimo disse...

Parece-me que estamos a confrontar o período de Salazar com a actual situação em Portugal como se se tratasse de períodos contemporâneos, o que não é o caso.
Salazar herdou uma situação de quase bancarrota numa Europa em convulsão onde a política externa era coisa complicada! Gostaria que alguém mais competente do que eu fizesse esse enquadramento histórico para que esta discussão fosse mais intelegível. Estamos a comparar coisas de diferentes; por exemplo, quantas democracias havia na Europa naquela altura?

manuel villaverde cabral disse...

O Estado-Providência perverteu o mecanismo de concertação democrática - o espaço público; a realidade de uma democracia em acção, a expressão contraditória das informações, das opiniões, dos interesses e das ideologias!

Mas como ele também disse ao Ratzinguer: “A liberdade total sem lei torna-se anarquia”!

If you catch my meaning...

MVC

lavador disse...

oh malou
está tudo bem, lamento ter sentido bem chamar o problema.
Fiz o que entendi e safei-me.
à minha conta e dos outros 36 que em mim confiavam.

deixe-me manifestar que....não é politicamente correcto o que os chulos fazem ou dizem;

é o pliticamente conveniente , para eles.

Vamos em frente e boa noite.

A propósito, a pipi ou pililoca, nunca mais se manifestou.

Era gira...

ps eu sou danado com o chouriço e vinho do fundão. O sniper baldou-se?

Anónimo disse...

anonimo das 5.35

com essa é que você me borrou acaneta.

Então os padres nem podem usar a mangueira, homem do céu.
onde diabo é que apanhou essa?

e-konoklasta disse...

Estado inexistente ? e quem vai fazer o famoso cartão único a que nos vamos sugeitar ? só vai faltar um chip na orelha para estarmos a meio caminho entre o admirável MN e o big brother...

maloud disse...

Podem começar a lição sobre Platão e das suas teorias democráticas.
Boa noite


Mas, não vá o diabo tecê-las: Viva Salazar!

pirata vermelho disse...

silvia ...
relacionamento?!
é palavrão de economista, não é?
como racionamento.

(e eu a pensar em relação)


(vulgaridades...)

Anónimo disse...

jose Sarney said...

Se o compreendo, VPV.

E a velocidade da mudança está realmente a aumentar.

Faz-me lembrar aqueles peixes, penso que os salmões, que andam metade da vida a descer o rio, e outra metade a subir o rio, para desovar......

Gosto e prezo muito a LIBERDADE. Tenho como objectivo nunca mexer numa arma (não fui à tropa, Graças a Deus), mas se for preciso alinho numa guerrilha, para defender a Liberdade, nem que seja contra a Nomenklatura dos "corpos" do Estado e do "politicamente correcto"!

Ás vezes, é importante cortar a direito. E que se lixem as "práxis"......e para isso, nada como uma boa rajada......por agora imaginária!

10:46 PM

este pobre diabo arrasta-se pelas caixas de comentários de blogs como este e o doportugalprofundo a falar de revoluções que se irão fazer mas por enquanto ainda não, por enquanto estas caixas de comentários são os lugares indicados par se irem afinando ideias.Os comentários são vazios, limita-se a escrever banalidades mas julga-se um visionário. pobre coitado....dirige-se ao vpv como se tivesse alguma relação com ele, como se este alguma vez lhe respondesse. Inqualificável.

Anónimo disse...

Quem viu o Vasquinho e quem o vê, imagina que anda a dar bufas com o olho de vidro, tambem é bem possivel, que ande a beber agua da rata.

Com que então, no tempo do Antonio, era o tempo das amplas liberdades.

Quem diria.

Ó vasquinho, ías ao 100 da Misericordia?

pirata vermelho disse...

repare no 'aviso' do sarney.

é que a democraticidade na sala de aula tem sequelas. uma é o prof pôr-se a falar bué e a dzêr coisas qu'os putos reconhecem em si próprios.
leva a relacionamentos obtusos que ajudam pouco a qualificação do ambiente escolar em geral.

pirata vermelho disse...

(v/ malaca & ca. para palavrões de significado dúbio, no meu coment anterior)

pirata vermelho disse...

e uma de espantar resquício da sessão de tratamento d'unhas
"O Montesquieu era muito mais fluente em alemão. O francês dele era uma desgraça. Eu estudei-o em francês, mas o prof da Fac Letras de Lx esclareceu-nos, que era uma tradução "

D. Maloud (computer program) dixit

sniper disse...

Lavador, estou aqui..Companheiro, estive a ler os comentários. Lavador, o blog é como um exorcismo; as coisas vão saíndo, aos poucos, mas vão. Lavador, tenho que me controlar, se não é muito complicado. Neste país ninguém quer falar de áfrica, das colónias, da guerra colonial. Dos 48 meses que tu tiveste. Estive a ler a " Operação Mar Verde ", o livro que me acompanhou nas minhas últimas viagens, que relata e descreve a guerra colonial na Guiné Bissau, a operação na Guiné Conakry, um pedaço bom da história do PAIGC e daquela besta quadrada do Sekou Touré. Relembrei muitas coisas que já estavam a entrar na penumbra...Isto é um país de tristes, armados em sérios..Se isto se tivesse passado com os americanos ou com os ingleses, já se tinham feito 452000 documentários e filmes, 595000 livros...Temos o que merecemos. Uma merda. Uma estrumeira.

Velho disse...

Pelo contrário: o Vasco, como eu e os restantes, foi feito para isto. Para isto e para qualquer outra coisa. Agora está é velho, está desfeito para tudo.

pirata vermelho disse...

... a minha prima Teresa também não gostava de café com leite!

Sílvia disse...

Pirata Vermelho,
não compliques o que é simples.
Olha, queres vir acampar connosco no fim do ano lectivo? Ao todo, somos 20 pessoas e um pirata vermelho dá sempre jeito para animar a malta. Pensa nisso e depois diz-me alguma coisa.
Tem uma boa noite.

Anónimo disse...

sto é um país de tristes, armados em sérios..Se isto se tivesse passado com os americanos ou com os ingleses, já se tinham feito 452000 documentários e filmes, 595000 livros...Temos o que merecemos. Uma merda. Uma estrumeira.

e o resto é conversa.

Anónimo disse...

mas isto é alguma sala de chat ou quê?

Não sabem estar, são as liberdades, deu nisto, em vez de debaterem, debitam banalidades, é o povinho no seu melhor.

xatoo disse...

Pombas e Aves de Rapina

“Estive sempre convencida que a capacidade de compreender é directamente proporcional à responsabilidade. Quanto mais compreendemos mais somos responsáveis pelas coisas compreendidas”
Ana Blandiana, autora de “Projectos do Passado”

Na linguagem corrente das aves de rapina selvagens o verbo Ser e Ter pronuncia-se num único vocábulo. É prático e eficiente em termos de idiosincrasia tecnocrática. Nos arrulhos dos vastos pombais e capoeiras dos animais domésticos a comunicação por complexos cucurrucuscus complica muito mais a capacidade de questionamento das verdades oficiais. A linguagem é vulnerável, dispersa pelas luzes alienantes dos espectáculos, as ideias perdem-se na grande massa amorfa nas necessidades de encher o papo.
Heiddeger (1889-1976) o filósofo da ascenção do Nazismo, nomeado para a cátedra da Universidade ocupada até então por Edmundo Husserl proferiu o discurso de posse referindo-se “à glória e grandeza da Revolução alemã de 1933”. Era o começo da aplicação prática da sua obra “O Ser e o Tempo” (Sein und Zeit-1927). Nessa obra, considerada a mais importante do filósofo, se destrinça o que é Ser (ser-aí) ou o Ser-no-Mundo – que faz toda a diferença entre o Ente-que-vive (Dasein) e aqueles que se limitam a Existir (Seiende),,, entre aqueles que pela sua posição na escala hierárquica social à sombra dos aparelhos políticos do Estado podem exercer a sua acção de exploradores e activistas do Bem,,, e aqueles outros que na sua condição de submissão têm de condicionar as suas vidas a uma existência sub-humana de excluídos desse mesmo Bem. Com as suas palestras requentadas de falcões vivinhos-da-costa, que têm capacidade de compreender mas que fingem ignorar a grande massa ignara, antes querendo que ela apenas exista e lhes sirva para contabilizar cabeças, a nova Direita só nos traz ideias velhas. Para azar deles cada vez há menos pombas. Não nascemos para isto.
É por essas e por outras que os intelectuais com visibilidade consentida são sempre mais culpados do que os outros pelas doenças da Sociedade.

Anónimo disse...

a minha avó detestava estrelitas, isso é importante não é?

Anónimo disse...

não era Montesquieu mas Habermas parafraseando o primeiro, pois... nem conseguia dormir a imaginar o Montesquieu discursando em Alemão, ele há coisas que tiram o sono... tive que ir ver à net , o artigo do Habermas lá está , inteirinho...

Anónimo disse...

só agora? que lentidão o pirata ja tinha informado o programa necessario à pesquisa - desatenção a coisas serias é o que é

Rui Marques disse...

Não me lembro de ver um post com tantos comentários.(minto pois basta ver o post anterior)
Vou aproveitar para deixar aqui o link para o meu blog, pode ser que talvez alguem passe por lá e também faça um comentariozito:

http://leunamiur.blogspot.com/

Quanto ao comentário propriamente dito só posso dizer que eu também não fui feito para aquilo...

Anónimo disse...

VPV deveria (re)ler a sua crónica de ontem à luz da sua crónica de hoje.

Anónimo disse...

Um País onde o Presidente da Republica recentemente eleito e que ainda não tomou posse, deciciu dar a sua 1ª entrevista a um joprnal espanhol (ABC)onde disserta sobre politica internacional, referendo europeu, etc..
ao contrario do que fez em campamha no seu país ,em que passou caladinho como um rato e onde não tinha opinião sobre nada, com a cumplicidade da Tv Balsemão, Publico e com os habituais grandes pensadores ex-marxistas maoistas e futuros ex-neo-liberais.
Isto só mesmo num País de bananas.

electra disse...

I Thought I Saw Nietzsche


I thought I saw Nietzsche yesterday
dawdling around Germany.
He was wearing a trench coat
and listening to a CD of repressed Wagner.
He looked up at me cross-eyed
(maybe in love)
and stumbled over his tongue
trying to speak,
but because he was beyond good and evil,
he had nothing left to talk about,
so he blew a kiss
and hummed Wagner to me
and Spat
as he made what must have been an arpeggio,
were he emotional,
but arpeggios are for slaves,
not masters who don't understand
that slaves are more powerful
because they are too dumb to listen.(Elizabeth O'Quinn)

Anónimo disse...

Sniper, Maloud e banda: Portugal parece ter 20 mil Profs. Universitários. Ora, desses cerca de metade devem estar ligados às Humanidades. O problema é que a estrutura mandarinal/ burocrática e corrupta do " sistema " só permite a vissibilidade de 6 a 7 " opinion- makers". Um deles, MV Cabral chegou... atrasado ao blogue do seu dilecto amigo VPV. Ele durante anos fez intensa promocao da Filomena Mónica, que o despacha na Autobiografia em três linhitas. Vamos lá saber porquê... MVC faz parte daqueles ex-esquerdistas de pacotilha, que renegaram Pannkoek, Bakounine e os Conselhistas, tornando-se oráculo do PODER DE ESTADO luso, tendo sido mandatário da recandidatura de Jorge Sampaio. Foi ainda cooptado pelo Guterres para Reitor da Universidade Clássica de Lisboa. Pergunto-me: como é possível tanto imobilismo na classe intelectual lusa? Como é possível estar em funcoes um tipo de Inquisicao ideológica tao sanguinária, que perpétua meia dúzia de coriféus no antro do poder de Estado e dos Média? No meio deste calamitoso estado de coisas, o único que se salva é o excelente VPV que,por inteiro mérito próprio, foi conselheiro dos Princípes de todos os quadrantes, deputado com Fernando Nogueira, soarista impenitente agora e bloguista de fabuloso sucesso mediático libérrimo aos 65 anos de idade. Conheco casos de specialistas " esquerdistas " que tiveram que se unir com a padralhada para terminarem teses. Isto para nao falar da chantagem de" cama" que a representacao feminina sofre nos corredores do
claustros do Saber, um pouco por todo o País. Claro, que existem excepcoes que " só se podem vergar " aos diktats de uma casta despótica e sanguinária que distribui rebendas e colunas de Opiniao... Sobre o tema devem existir milhares de livros e teses nas Universidades USA e inglesas. Niet

MP-S disse...

Pois e', caro VPV, durante esses saudosos tempos da ditadura, o anafalbetismo (nao saber ler e escrever) era a norma, as pessoas pelo pais fora passavam fome e andavam descalsas, emigravam 'as centenas de milhares, mas a vida era doce para uma pequena minoria. Nos sabemos isso, nao e' nenhuma novidade. Nao, obrigado.

Ciumento disse...

Olha...O Pirata Vermelho e a Sílvia...Tão gostosinhos, os dois...Nunca imaginei que este blog ainda se viesse a transformar numa agência matrimonial...

Anónimo disse...

www.vandabarata.blogspot.com

fonseca disse...

as pessoas eram multadas nas grandes cidades se andassem descalças - embora não tivessem dinheiro para calçado

eram analfabetos porque os agregados eram imensos e a pobreza invadia a maioria dos paises da europa

o erro foi não abandonar com calma e inteligencia a guerra nas colonias,

o descontentamento das pessoas pode ser medido pela onda de violencia do 25 de Abril

o regime que se segue será a anarquia , rapidamente deposta por um regime misto de democracia e socialismo

Anónimo disse...

e vpv's podiam escrever sem se chatearem porque ninguém o lia, ou quem o lia era do mesmo grupo;

e vpv's nao passavam a vida a escrever só para dizer mal do governo. Por isso nao dava conta da sua existencia

Anónimo disse...

certamente não fazia parte dos grupos de tertulia juvenil , dos estudantes ou dos pensadores do Magestic

mas o antigo regime teve medidas boas - por exemplo o aumento equitativo dos funcionarios publicos , a poupança e a sereidade de Salazar que ao contrario de tanta rés que por ai anda, não enriqueceu á custa do estado

sniper disse...

Meu caro Niet,

Gostei particularmente da "banda"..Foi óptima. Qualquer dia temos que lhe dar um nome. Niet, excelentes questões, embebidas num não menos excelente comentário. Niet, essas questões faço-as a mim próprio "todos os dias", e por vezes aqui, e não só, tento dar explicações, mas abandonei as teorias explicativas elaboradas, rebuscadas e complexas. Penso que o povo ou a nação se demitiu, rendendo-se aos tais que menciona no seu comentário, como que atraídos por um canto de uma sereia. Comodismo ? Fatalismo ? Como sabe a nossas élites são preversas e medíocres, pouca dadas a partilhar e a formar novas élites. Um obscurantismo herdado do antes do 04/25, onde as élites eram uma clique fechada e opaca. A inveja e a ganância da visibilidade pública e do poder, presidiram também a este estado de coisas. Estamos a falar de poderosos lugares comuns, que as verdadeiras élites são capazes de se libertar e merecer na pleinitude esse estatuto no país que vivem. Este estado de coisas é corroborado em toda a sua extensão pela total ausência de uma opinião pública credível e influente. É uma combinação devastadora.
Temo o pior meu caro Niet.

Muito cordialmente

Justo disse...

«« durante esses saudosos tempos da ditadura, o anafalbetismo (nao saber ler e escrever) era a norma (...)
passavam fome e andavam descalsas »»

Agora acabou-se o analfabetismo. As pessoas deixaram de andar "DESCALSAS".

«« as pessoas eram multadas nas grandes cidades se andassem descalças - embora não tivessem dinheiro para calçado»»

Isto é verdade. Mas é preciso dizer a verdade toda:
Quem precisasse ia buscar sapatos à Junta de Freguesia e Casa do Povo.
Mas mesmo assim muita gente preferia continuar a andar descalça - usar sapatos pela 1ª vez é coisa complicada... - recordo-me bem de ver descalços com os sapatos pendurados ao pescoço.

piscoiso disse...

Não seria porque a oferta de sapatos era de número único ?

Qualquerum disse...

Excelente texto, vpv!

Basta-lhe escrever um destes por ano para manter a sua categoria lá em cima.

Já agora deixe-me agradecer-lhe a resposta que me deu ao meu comentário quando usei como nickname Daniel de Oliveira.

Achei mesmo graça! Até me deu um abraço!

Anónimo disse...

Oh Fonseca, o futuro está à vista: então você não reparou ainda que os africanos não quiseram ser"abandonados com calma e inteligência" e, os que puderam, vieram connosco, enquanto os outros ficaram numa guerra ainda pior, apesar de termos "abandonado com calma e inteligência a guerra das colónias"?
Agora, como as culturas são sempre um caldo em que cada um acrescenta qualquer coisinha à panela, olhando com atenção, já se observam, por cá, resquícios de cultura africana, por agora mais visíveis no poder local. Olhe, por exemplo o presidente da minha autarquia até já parece um soba. E o resto para lá irá. Mas isto está a evoluir muito rapidamente, não sei se numa razão geométrica; na democracia socialista dos seus sonhos e de outros que reduzem tudo à dicotomia esquerda/direita o que eu não sei é se irão colocar a uns o chip na orelha esquerda e a outros na orelha direita. Eu, por mim, estou descançado: não alinho em rebanhos.

fonseca disse...

Caro anonimo

a saida podia ter sido pacifica em vez de um derrota pesada, uma derrota dos nossos homens à mãos de guerrelheiros obtusos , se assim fosse nem sequer tinha existido 25 de Abril

continuar numa guerrilha onde só tinhamos a perder foi o erro do nosso desenvolvimento, teriamos evoluido calmamente para o regime actual, sem os erros e os exageros imedito-pos-25 de abril

os homens não estavam preparados, a mata era densa, há muito que se reclamava o fim das guerras e nem Slazar nem o sucessor souberam medir as consequencias disso e o exercito revoltou-se pacificamente, mas opos-se á guerra colonial, não a outra coisa qualquer

Carlos disse...

VPV:
... no meu blog:
http://faztudo.blogspot.com faço referência a este seu último post!

Obrigado por reavivar memórias a tanta gente com sindromas de esquecimento!

Xi-coração

maloud disse...

Caro Niet,
Aqui não há elites. As elites são abertas, debatem, fazem discípulos, criam escola. Isso aqui não existe. Existem umas pessoas, que à força de tanto se auto-intitularem elites,´criam na "populaça" a ideia de que elas sim, são o supra sumo da intelectualidade. Mas têm de martelar muito, porque as chamadas elites já reconhecidas detestam partilhar um bocadinho do quintal cuja obtenção tanto os fez suar.
Cordialmente

outro disse...

Ó Vasco, com a idade que tens, dves saber que no tempo da velha senhora, se fizesses críticas ao Governo como as que agora fazes, tinhas férias asseguradas no Tarrafal. O que era uma pena, pois dificilmente chegavas à blogosfera.

brunom disse...

Primeiro gostaria de sugerir a todos os bloggers que tentem se remeter aos temas em debate. Quando começam em brincadeiras retiram qualidade a este debate. Claro que estamos num país livre e cada um faz como achar melhor...

Falando do importante:
Cada vez mais tenho conversado (o que implica falar e ouvir) com diferentes pessoas com diferentes perspectivas... E cada vez mais tento comprrender porque alguem pensa de determinada forma... Quiçá até terá alguma razão! Contudo, neste caso acho que não... Tal como já o mp-s, anounymous 6.39...

E o que fazer nestas situações? Tentar compreender a razão da perspectiva alheia.

O saudosismo aqui demonstrado por VPV não se refere aos regimes políticos em questão, mas às fases da sua vida. É óbvio o que sucede no imaginário de uma criança ou jovem com uma família sem problemas económicos(ou se preferirem de classe alta... se bem que teimem em denominar-se de classe média, considerando que média significa "assim-assim" e não a maioria da população), que não tem de se preocupar com os pais ficarem sem dinheiro e faltar comida na mesa, não tendo de trabalhar aos 10 anos (tal como a maioria da população... chamemos de média) e podendo estudar e aprender a apreciar filosofia, arte e gente bonita (ao contrário de um vazio intelectual.. actualmente ocupado por soft-core e perseguições de carro dos canais televisivos dos mesmos que se calhar na altura da "liberdade" frequentavam as mesmas praias e tertúlias).

Sr.VPV,
Este blogspot durante a Ditadura não existiria, tal como a sua vigilia enquanto mestre do correcto perante o actual governo...
E isto seria só o ínicio de uma frase numa hipotética conversa.

Obrigado pela atenção

brunom disse...

P.S. A sociedade não acordou puritana.. somente começou a compreender que também tinha voz e responsabilidades...

Anónimo disse...

O Dr Pulido Valente pode ser detido e enviado para a Alemanha para ser julgado por revisionismo histórico. Isto é verdade.

Embora cá o revisionismo histórico não seja (por enquanto) crime na Alemanha é.

Portugal assinou um acordo com todas os paises da UE em se alguem praticar um crime que não seja crime no país onde ele foi cometido mas for noutro pais da Ue pode ser extraditado para nesse país se julgado e condenado.

Francisco Múrias

Anónimo disse...

O que se sabe do Vasquinho é que era acima de tudo um protegido do Antonio da Calçada. Este sabia, que os Valentes eram do reviralho, mas eram facilmente controlaveis, era gente com dinheiro e bem posicionada no "sociaty". Nos dias de hoje, tambem toleramos a Lili Caneças, até achamos piada ás suas plasticas.

Ora, todos os regimes, precisam da sua Lili Caneças para dar alma ao povo Luso.

Daqui lanço um desafio.

Vamos colocar, nos cafes, nas tascas, nos campos de futebol, no Campo Pequeno, nas farmacias, nos Hipermercados, nas estações de metro, barcos, comboios, etç.. Cartazes a anunciar:

" O Vasquinho escreve na Bloogesfera...não percam.."

se está no hospital do mesmo nome, peça á enfermeira chefe que lhe conte o folhetim da semana

Anónimo disse...

Claro que este blog não existiria, logo, pelo simples facto de que a internet ainda nem sonho era; depois porque o Brunom está a comparar coisas diferentes. Naquele tempo a pobreza era quase generalizada na Europa e havia uma dicotomia latente e não só cá: de um lado o alastrar do bloco comunista, do outro os que não aceitavam essa ideologia. Mas os anos passaram e, agora, os incómodos, como bem diz VPV derivam de outro tipo de pressão sobre os cidadãos. Se observar bem verá que disfrutamos de uma liberdade ilusória.

pirata vermelho disse...

Você! achará piada a plásticos... e fala decerto dos seus níveis de tolerância.

pirata vermelho disse...

D. Maloud (a computer program) dixit


( como é sabido um programa de computador linear repete ciclos de acordo com a intenção do programador, por conseguinte, é imprevisível o 'end' deste programa )

outro disse...

Mas há algum sítio onde a liberdade não seja ilusória ?
Experimente comprar uma ilha deserta.
Tudo o que fizer lá pode ser controlado por satélite.

Anónimo disse...

Embora não esteja cá para dar lições a quem quer que seja, quando entro em qualquer blog, tenho a sensação que estou a entrar na casa de um amigo, e, por tal, tento ser, no mínimo correcto com a pessoa que me acolhe.
Embora nem sempre concordando, há sempre maneira de expressarmos as nossas opiniões sem agredir ninguém: o respeito mútuo sempre foi, e continuará a ser, um bom princípio.

fonseca disse...

concordo plenamente com o ultimo anonimo,o regime não mudou, o nome é que se alterou , vivemos um revisionismo do antigo socialismo, mas basicamente a liberdade é igual - simplesmente já não afecta o poder , o poder encontrou forma de contornar essa relevancia, se antes se temia o povo, agora não se teme nada

Anónimo disse...

não há cultura de massa critica e os proprios criticos são tolerantes , variam conforme as conveniencias

Anónimo disse...

as damas hoje foram passear com as sombrinhas para os centros comerciais, ai que faltem fazem os seus testemunhos na primeira pessoa..........

outro disse...

É claro que o Fonseca, ao dizer que a liberdade é igual em ditadura ou em democracia, será porque não viveu em ditadura.
Ou então tem um a noção de liberdade muito restrita.

fonseca disse...

não, os poderes instalados compreenderam que a guerra não já não era possivel num mundo que evoluiu graças ao comunismo, adoptaram outra forma de consolidar poder atribuindo ao povo uma liberdade que nada muda

todos tem liberdade e isso não muda nenhuma politica governamental, a liberdade é simplesmente indiferente , já não é ameaça, em liberdade não há oposição nem temor de quedas do governo, a liberdade serve para falar e isso sempre se pode fazer entre amigos, familias , pela forma anonima , a diferença é que nesse tempo um Homem falava e isso podia ter consequencias para o regime - hoje não tem , mas o poder mantem-se roda entre os mesmos, é alheio ao povo

fonseca disse...

e de uma forma inda mais hipocrita, a solução passa por reivintar a democracia e o socialismo na forma inocente e moralizante , as duas juntas poderão ser o novo ciclo que nada altera, a mudança e a evolução dão-se por iniciativa do homem e dão-se sempre independente do regime

são tudo ciclos que só variam, pela evolução do homem, mas que mantem os erros e as lutas pelo poder é natural, é normal , a democracia e a liberdade não é o fim existirá novo regime

outro disse...

Já ouviu falar em eleições ?

fonseca disse...

partidarismos, eleitos...
poder rotativo, lutas para manter os aparelhos uniformes e dependentes dos mesmo lideres, sim já ouvia falar -


a URSS e os USA faziam acordos, que diferem em pouco do acordo actual europeu , as uniões

no poder em si há poucas diferenças, a diferença é que o homem evoluiu e portanto é necessario dar-lhe uma ideia ilusoria de liberdade - a tal que só tem consequencias se for perigosa para o Governo - Manso Preto - CM etc.,..

obvio que há alterações profundas, mas os regimes são ciclicos e basicamente foram descobertos há muito tempo, variam pouco, as bases são sempre as mesma e não há outra forma de contornar a natureza humana

maloud disse...

Anónimo das 2.15 PM,
Naquele tempo, na Europa Ocidental, a pobreza já não era generalizada.

Anónimo disse...

Uma dádiva, este blog.

Finalmente leio VPV, desde os tempos longínquos d'O Independente (sim, porque valha a paciência, ninguém tem pachorra para comprar o Público só para ler a sua coluna, seria infame).

Bem haja, e veja se arranja pachorra para este serviço público, que há muito boa gente que gosta de o ler! E não se ponha com coisas, foi mesmo feito para isto....

Alfredo Vieira

Anónimo disse...

não era generalizada ?! havia certas familias que mantinham verdadeiros monopolios lá isso é verdade, mas foi das fabricas e dos pobres que nasceu o movimento de revolta, sem pobreza não havia revolução

já te topei... disse...

o Pirata Vermelho devia andar pelas renas e veados. Fala mal do mulherio porque é roto

Anónimo disse...

é assim a nova mulherada um homem mostra gosto e selecção, chamam-lhe logo gay

já te topei disse...

ele mostra é falta de gosto e a outra ainda o convida a acampar com as criancinhas da escola...

se as famílias soubessem que anda para aqui uma professora no engate a fazer convites a um roto

Anónimo disse...

se o acampamento fosse no Porto lá ia o pirata apanhar uma pedrada com a juventude

Sílvia disse...

Caros Anónimos e afins,
aqueles que têm memória e noções básicas de História sabem que as democracias ocidentais não são sistemas estanques e perfeitos. São sistemas em constante aperfeiçoamento e muito dependente da qualidade interventiva e participativa dos seus cidadãos. Aqui, por exemplo, ainda há muito a fazer, e este muito depende do grau de exigência que depositamos nas pequenas acções do nosso quotidiano. Cada um de nós representa, pois, uma celha da construção sólida que pretendemos erigir, para nós e para as gerações vindouras.
O importante é sermos capazes de olhar para a frente, sem saudosismos ou revivalismos, e transformar a sociedade a partir da transformação de cada um de nós. É difícil, mas é possível... Está tudo nas nossas mãos.

outro disse...

Não tarda que apareça o Pirata no processo Casa Pia.

Filipe disse...

"Não regulava, não fiscalizava, não espremia o imposto até ao último tostão. Um indivíduo, pelo menos da classe média, passava anos sem encontrar o Estado:" - Isto seria verdade, como diz, da "classe média" para cima. Mas no "Portugal profundo" as coisas não se passavam assim. Reinavam as "cunhas" para tudo e mais alguma coisa, ainda mais do que agora; os homens do povo tinham de literalmente tirar o chapéu aos senhores doutores com quem se cruzavam na rua (caso contrário seriam mal vistos e podiam ter problemas, especialmente se os ditos doutores estivessem ligados ao regime); as pessoas comuns tinham de mendigar um trabalho numa fábrica ou num estaleiro, porque a mentalidade de quem as dirigia era a de quem acha que concede um favor quando dá emprego a alguém (e os ordenados miseráveis que pagavam eram também um favor, uma espécie de esmola). A economia era fortemente regulada, e não havia verdadeira concorrencia ou liberdade de iniciativa. O Estado zelava pelos bons costumes e nas aldeias - onde vivia a maioria dos portugueses - os padres tinham um enorme poder. Se um indivíduo faltasse à missa, podia ser apontado a dedo e censurado em público. Portanto, a liberdade era apenas para os que vinham do estrato social de VPV. Ainda assim, excelente texto.

Filipe disse...

P.S.: isto para não falar de aspectos hoje ridículos, como o facto de ser necessária uma licença para usar isqueiro! Ou para andar de bicicleta... ou de os pobres serem multados se andassem descalços. Onde estava então a liberdade?

bem informado disse...

a liberdade e o emprego era mais o menos semelhante à china - uns aceitam outros não

o pirata não pode ir parar a prisão! o pirata é menor de idade para quem não saiba

fonseca disse...

o Filipe quantos carros existiam nessa altura?
acha que se hoje a maioria circulasse em biciletas não teria impostos de circulação, de não sei não sei que mais, temos que analisar a liberdade no panorama historico

maloud disse...

Anónimo das 2.59 PM
Não era generalizada na Europa Ocidental, que vivia em democracia. Nós eramos um caso especial dessa Europa Ocidental

Anónimo disse...

estavamos a falar da europa generalizada - o caso de Portugal esta a ser debatido em outros commentes Maloud

piscoiso disse...

Se houvesse calculadoras no tempo de Salazar, pagava-se licença !

fonseca disse...

hoje invetaram-se novos impostos para substituir aqueles que se criticam agora

Slazar não é melhor ou pior é do seu tempo, o tempo de agora tem que ser muito melhor

maloud disse...

Anónimo das 3.28 PM,
Sabe que não me programaram para as conversas cruzadas de vários anónimos.

Anónimo disse...

o Pirata e a professora desapareceram misteriosamente

Anónimo disse...

Pois, Piscoiso, como a licença dos isqueiros....

Anónimo disse...

esta caixa de comentários é profundamente esquizofrénica

bem informado disse...

a liberdade é muito util e valida , o poder de a controlar foi dado ao povo, digam em publico coisas com o fonseca diz e vejam quanto dura a v. liberdade , no minimo são isolados e lavados para um dos poucos sanatorios resistentes

pirata vermelho disse...

--Esclarecimento--
D. Maloud é programa, não é programável.

pirata vermelho disse...

EU!? outro!

você... talvez.

sniper disse...

O VPV e a CCS já se estão a baldar, ou então estão de fim de semana "sabático", a cozinhar algo de espectacular...A "caldeira" pode perder pressão...Combustível precisa-se...:-)

P.S.- Tina and Zazie, where are you girls?

maloud disse...

O enigma está na "intenção do programador". Ninguém sabe quem foi o programador.

pirata vermelho disse...

obrigado... obrigado...

obrigado, silvia.

obrigado, anonymous

Não queria que perdessem tempo com coisas menores nem mesmo que sejam encomendadas.

SÍNTESE
-a D. Maloud é vã
-a za!zie também
-o piscoiso, futeboleiro
-a silvia é prof do secundário (e depois...?)
-os anonymous são de duas espécies: têm graça ou são toscos
-os 'proprietários' deste espaço merecem alguma estima mas, seguramente! consideração, razãoporque a conversa fiada deveria ficar 'lá no cabeleireiro'
(tanto para senhoras como para... rima, rima! e bem mas não comigo, lamento)

maloud disse...

Sniper,
Durante a sua ausência o ritmo mudou.

Anónimo disse...

Regressaram as Cabelereiras e os marialvas do bairro de Alfama, vão passear ao Colombo ou ao Parque das Nações,mas deixem-nos em paz. Assim as pessoas podem debater e ler perspectivas construtivas sobre o tema do post. É para isso que serve a caixa de comentários, não é uma sala de chat.

sniper disse...

Pirata Vermelho, engana-se; não tarda nada que os cabeleireiros tenham internet sem fios para os/as clientes poderem blogar em vez de lerem a Lux, a Caras e outras publicações do mesmo calibre.
P.S.-1- O chat nos blogs é directamente proporcional ao nível de hormonas do blogador(a). Não é crime...., mas pode ser chato e perturbador, ah, ah, ah!!!
P.S.-2- Maria de Lurdes, você estraga-me com mimos....Já não estou habituado a receber..., só a dar..( é melhor parar aqui, senão dizem que é chat..)

Anónimo disse...

Trinta e dois anos depois de terem tirado a mordaça ao português para que pudesse, enfim, apreciar alto e bom som a bosta que lhe é servida, eis que aparece uma mosca penada a babar-se, saudosa, da boa liberdade e do pouco Estado de outrora.

AH, VAREJEIRAS AMIGAS, A BOA BOSTA DE OUTRORA!

Não tinha que pagar impostos? Pois não, ainda não ganhava.O Estado não se metia na sua vida? Desde que a PIDE o julgasse útil ou fútil. Passavam-se anos sem dar pela existência do Estado? Só mudando para as Ilhas Britânicas.

ruy disse...

Pois é, o texto do vpv traduz o desencanto que um qualquer de nós medianamente inteligente sente em relação ao estado em que o País se encontra e à frustação que se nos apodera por não ver-mos, pelo menos a curto prazo, uma saída para o pântano político a que chegámos. A alternância PS/PSD esgotou-se, e qualquer destes partidos, mais os outros, se mostram incapazes em motivar o País e governá-lo capazmente. O que o texto do vpv adevinha já, será a mudança de regime que pouco a pouco se vai descortinando como invitável e necessária. A nossa classe política cobriu-se de previlégios ao longo dos últimos anos, desprezando o País e o seu desenvolvimento.

pirata vermelho disse...

...diz você. não tardará?

Em tod'o caso, não é ainda o caso e pode ser isso mesmo - chato, sobretudo se trazido pr'aqui requentado

maloud disse...

"Até a sociedade portuguesa de repente acordou puritana"
"Cada cidadão, cada medíocre, cada engraçadinho pode esconder um polícia".VPV
Foi preciso começar a blogar para me confrontar com isto.

pirata vermelho disse...

... e, a propósito, sílvia, defina 'democracias ocidentais', uma expressão sua cujo sentido ou significado integral se me afigura enigmático

outro disse...

Ó ruy, sem um corrector ortográfico, vai ser-lhe difícil falar grosso.

ruy disse...

erros ortográficos adivinha, privilégios,!!!OK, obrigado "outro said"5.00

Anónimo disse...

Isto aqui é um coio de regateiras de maridos embarcadiços, a começar poe aquela que tb se intitula Maloud. Vá à bola senhora, não ao homem.

AM disse...

Maloud

Já viu os e-mails?

AMNM

Anónimo disse...

Liberdade
- Liberdade, que estais no céu...
Rezava o padre-nosso que sabia
A pedir-te, humildemente,
O pão de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.
- Liberdade, que estais na terra...
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.
Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão de minha fome.
- Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.
Diário XII (1977)

Anónimo disse...

Nunca gostei do Torga, mas gosto da liberdade.

vidas foleiras disse...

oh pá que rafeiros virem aqui para o engate não basta o pirata ter que andar a fugir da professora agora é Sniper e Marilú

não há pachorra

Anónimo disse...

Oh, Ruy, os partidos não existem para motivar os desmotivados da vida, mas para formar políticos e organizar a disputa do poder. Se não fôr assim, vem o partido anti-partidos e acapara-se do poder, vem a política anti-política e dá-nos uma rolha a cada um, vem a mafia anti-corrupção e instaura a extorsão. Culpar os partidos é coisa de xexé. Culpe-se a si. O mundo actual não lhe agrada? Mude você.

Anónimo disse...

Maloud, prepare-se para se confrontar com coisas mais subtis. Dou-lhe um pequeno exemplo. A tática, que a maioria de nós julgava ser ciência essencialmente militar, começa a ter também uso político: "queremos tomar determinada medida, começamos por anunciar que pode vir a ser implementada e aprecia-se a reacção da população". O que se passou, há pouco, com o M. da Saúde a admitir o possível fim do Serviço Nacional da Saúde, pode considerar-se uma manobra de diversão: "vamos mandar uns fogachos, simulando um ataque, e veremos como o inimigo reage" - como diria um militar.
O tratado "Da guerra" de Clausewitz (Carl von) pode ser já livro de cabeceira de alguns políticos. Isto para concluir que a formação de uma sólida massa crítica, como aqui já foi referido, com aplicação na discussão pública de assuntos da nossa esfera colectiva, pode constituir uma boa terapia preventiva. A liberdade também se defende assim e a utilidade de uma caixa de comentários de dois prestigiados cronistas, como é o caso, pode ter um papel inestimável para esse desiderato.

fonseca disse...

exactamente a estrategia é militar na essencia e no desfecho, a liberdade defende-se, até se practica entre o povo, mas nada diz ao governo

António Viriato disse...

Cada vez mais este sentimento difuso de mal-estar se torna insistente. Há, de facto, um desagrado genérico, que se encaminha perigosamente para a rejeição brutal do actual estado da nossa sociedade contemporânea. Que pode isto prenunciar ? Digam-no os filósofos, os cientistas-poetas, os visionários, os santos, verdadeiramente sábios,porque os sociólogos não parecem compreender o fenómeno...
Bom momento de reflexão aqui encontrado.

deus da silva disse...

O sentimento difuso de mal-estar é comum aos que vivem sob a influência de um certo way-of-life dos States.
O problema do Iraq (e não só) aparece um remake do Vietnam, onde o sentimento de derrota tem de ser de algum modo sublimado e enviado para as margens.

pirata vermelho disse...

Porque acha que o encaminhamento que refere é perigoso, Viriato?

pirata vermelho disse...

Deus da Silva, considere que a americanização do mundo, no sentido que refere (e em outros, claro) começou, com eficácia irreversível, há mais de 50 anos. Se é lampejo, numa perspectiva historicista, é muito tempo, em termos meramente políticos.

Anónimo disse...

"tenho a sensação que estou a entrar na casa de um amigo, e, por tal, tento ser, no mínimo correcto com a pessoa que me acolhe."

Nem mais.

Quando estou a vêr o canal 18, tambem tenho sensações fortissimas.

Não há nada como uma boa sensação

Anónimo disse...

Portugal vai acabar,já só existe no futebol, no Lisboa-Dakar, na bandeira jacobina e no hino africanista.

O miserando escudo, já desapareceu. RIP.

A língua está condenada: tem pena suspensa por excesso de idade, mas o inglês já é semi-oficial.

A religião católica é de Roma. É único canal italiano que não é do Berlusconi.

O folclore é fusão e world music.

A arte e a literatura são só filiais de multinacionais.

Não temos nada nosso, a não ser o VPV, mas já muito azedado.

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