quarta-feira, fevereiro 15, 2006

A VIDINHA


Como seria de esperar, Sócrates lá acabou por dar cobertura às declarações do seu ministro Freitas do Amaral. Não foi ao ponto de defender um campeonato de futebol entre árabes e europeus e não consta que tenha referido os símbolos sagrados de Cristo e da Virgem Maria. Mas apelou à “moderação”, ao “sentido de responsabilidade”, explicando, pelo caminho, que é isso que tem feito o ministério dos Negócios Estrangeiros. Freitas do Amaral fez muito mais do que isso: filosofou sobre a história das religiões, evocou o colonialismo, chegou às cruzadas que parece que foram “anteontem”, criticou duramente a política “canhoneira” inglesa, dissertou sobre os limites da liberdade de expressão e terminou, em beleza, com um elogio fúnebre proferido pelo embaixador do Irão. Sócrates evitou estes desvios e ficou-se pela moderação. Em certa medida compreende-se. A alternativa era correr com o ministro elogiado. O que já custa a compreender é a passividade com que o grupo parlamentar do PS ouviu este sermão. Que se saiba, não houve uma voz que pusesse em causa a versão oficial do primeiro-ministro. As críticas em surdina que se passearam, nos últimos dias, pelas páginas dos jornais, sumiram como que por encanto. Durante a reunião entre Sócrates e os deputados socialistas, não houve uma pergunta, uma reticência, uma nota fora de tom. O poder anestesia. Manuel Alegre e o seu movimento bem podem ficar com as despesas da cidadania. O PS quer é sossego. E tratar da sua vidinha.
ccs

37 comentários:

Anónimo disse...

Hum... não tarda nada descobrimos que se está a preparar um qualquer negócio com o Irão.

Anónimo disse...

Cara CCS,

quando é que te vemos com um T-Shirt e uma caricatura contra o impotente Maomé por este país fora?

Tu não tens medo de um morto,
pois não?
O Alá deles também é impotente?
Qual o problema?
E se eles vierem até aqui?
Se tu te enganares nas tuas previsões só aparentemente lúcidas? ;-)

Então, que valores afinal defendes tu?

A irmã da Constança Cunha e Sá

P.S:
Abraço e beijoca para ti ... ;-)

Duarte Ferreira disse...

O Freitas, de facto, vai imparável, de asneira em asneira, em direcção ao abismo.
A política externa não se compadece com estes voluntarismos de políticos inexperientes e sem sentido crítico da sua própria actuação.
A política externa não é verdadeiramente um exercício de afirmação pessoal, nem o palco adequado para afirmações de inspiração momentânea sobre este ou aquele assunto. Por isso, o MNE é um dos ministérios que exige na sua direcção mais experiência e também mais inteligência. Tudo requisitos que no actual titular não abundam.
de facto, MNE está agora cada vez mais parecido com aquelas RGA (que curiosamente o Freitas nunca frequentou) onde por tudo e por nada se votavam as mais importantes moções sobre o destino do mundo.
Um país para fazer política externa tem de ter, antes de mais nada, o sentido das proporções. Tem de saber olhar o mapa e actuar em conformidade.
O Primeiro Ministro não deveria alimentar este desvario, antes lhe deveria pôr cobro, com palavras sensatas, fundado em dois ou três grandes princípios comummente aceites. E pôr ponto final neste corropio de declarações. Atitude, de resto, indispensável para daqui a mais uns tempos pôr também ponto final no Freitas.

Anónimo disse...

Apesar do furor excessivo que esta questão tem levantado, e das simpatias primárias de que quase ninguém se conseguiu libertar (o que prova que por cá, e pela blogosfera em particular, ainda muito pouca gente percebeu que a civilização, como dizia Goethe, é a capacidade de reconhecer o que é excelente), creio que Sócrates disse hoje, e com um toque de reflexão, aquilo que um Freitas menos apressado devia apenas ter pensado. Não que seja algo de extraordinária qualidade o que disse o PM, mas foi o que lhe competia dizer. Quem joga depois tem esta vantagem, e jogar depois é uma opção que faz parte das regras.

O excelente, neste caso (no nosso caso, para Portugal), é a moderação. Acho que a crítica "do silêncio" de Sócrates, que tem passado neste blogue, e nos outros, não é justa e descabida.

Que a sociedade civil discuta, deteste, prefira, tome partido ou não pela questão dos cartoons é uma coisa saudável e acho muito bem; agora que um Governo de um país que nada tem a ver com o assunto tenha uma reacção epidérmica e colada aos fenómenos de informação (como parece que toda a gente esperava), acho muito mal.

Portanto, acho que Sócrates, hoje, desempenhou bem o seu papel. Fiquei surpreendido e satisfeito, apesar de não ter simpatia (nem desagrado também) de qualquer espécie por este Governo. Felizmente já passei a fase das simpatias.

Mais neutralidade e clareza (não indiferença, note-se) faria muito bem a toda a gente. E seria uma mais valia para o bem-comum. O melhor bem-comum é o que se pode tornar verdadeiramente excelente, e não outra coisa qualquer.

Pulpfiction disse...

Este assunto enoja-me, existe uma violação dos direitos de liberdade de expressão dos mais básicos, na Ilha da Madeira, arquipélago que ainda pertence a Portugal (lembram-se), um atentado ao poder de retorquir, de se ôpor, um atentado à integridade de um homem que ousou pôr em causa, (um homem a quem perseguir não bastou, o Presidente do Governo sugeriu uma avaliação psiquiatra), o sistema montade pelo Dr. Alberto João em nome de um povo laxista e mentecapto, um autêntico regime montado de corrupção, um pequeno polvo , meus amigos para quê falar em muçulumanos... infelizmente a ùnica coisa que se fala e que interessa nos meios de comunicação (cito o Público, com pequenos artigos de meia dúzia de linhas), é de um cartoon estúpido como todos os cartoons (aqueles que nem se percebe o significado são os melhores, são muito arty), da gripe das aves, e das declarações deste e daquele,...

sniper disse...

CCS, belo conceito esse, do "poder da anestesia". Gostei, explica muita coisa, principalmente se adicionarmos o tipo e intensidade dessa mesma anestesia. Com o da "vidinha", a caracterização e os contornos da vida política portuguesa ficam mais visíveis. Os hipnóticos administrados no manicómio já não são suficientes para aguentar essas feras da nossa política. Só com anestesia...

Anónimo disse...

O ps parece que quer é governar. Habituem-se.

apatrida disse...

O que eu acho é que em Portugal fnciona tudo ao contrario... Por exemplo em França o primeiro-ministro deixa de ser o chefe do Partido e entrega o posto a outro, mesmo se seu amigo, que nem sempre é o caso. Em Portugal não! O manuel Alegre que se mexa com o seu milhão votos e coloque estas questões no seu PS! Vale a pena, acho...

Apatrida

RMR disse...

Para que a vidinha continue sem importunos:
"Executar escutas telefónicas a membros de Governo, deputados e conselheiros de Estado vai ser mais difícil. Isto, caso se confirme a intenção do Governo de alterar o actual sistema de autorização de escutas, de forma a que sejam apenas os tribunais superiores a permitirem as gravações telefónicas a estes titulares de cargos políticos."
Correio da Manhã de hoje

rb disse...

Vira o disco e toca o mesmo ...

Antonio disse...

Mas o que esperavam?!

Que o PS dê tiros nos pés e comece a criticar o seu proprio governo?! Par adepois os acusarem de desunião e instabilidade...

Que o ministro dos negócios estrangeiros (que é o que sempre foi: moderado, centrista e cristão) desate a ser agressivo para o mundo arabe??!!! Aí poderiamso acusa-lo disso mesmo....

Ele fez muito bem. radicalismo europeu só facilita a vida aos radicais do islão. temos mais que fazer do tornar a europa outra republica radical.


Criticar é fácil.

Estar como nós, atras do teclado, na blogoesfera a dizer mal de tudo é muito fácil.

Unreconstructed disse...

O mal está feito: daqui para a frente, cada vez que entrar numa sala do Conselho, em Bruxelas ou noutro lugar, o Prof. Freitas do Amaral vai ser visto como o homem do campeonato de futebol euro-árabe, o defensor da Virgem Maria e o vingador da canhoneira britânica. É irremediável - e parece que nunguém tem noção disso, nem o próprio DFA, nem os sicofantas de que se rodeia no Ministério. Por uma vez, o MNE esteve no centro da actualidade política, e os resultados estão à vista: instinto político nulo, total ausência de princípios e tendência inata para a mais miserável das conciliações. Mas também pudera - aquelo é um naco da administração pública entregue ao sector privado: corre um concurso para a carreira diplomática e antes mesmo de ele fechar, só por mera análise dos apelidos dos concorrentes, já se sabe aí num blogue quem são os eleitos...

Anónimo disse...

Nada há que avance sem que haja insatisfação. Neste país, é evidente, a política tem aumentado desmesuradamente o exército dos acomodados. Depois há, ainda, os outros que sem culpa própria não atingiram a "capacidade de reconhecer o que é excelente", como lembrou um anterior comentador. Sendo assim, coloco a pergunta : com este caldo o que é que se pode fazer para melhorar qualquer coisa esta rectângulo? Naturalmente, desde logo, fomentar o espírito crítico. Aos que acharam bem o silêncio do PM, devo lembrar-lhes que fazemos parte de uma união e, o mínimo que os parceiros esperam uns dos outros é lealdade e solidariedade. No caso havia um parceiro fortemente visado e um ministro a alinhar no outro lado da barricada, o que tornava o silêncio inaceitável.
Para introduzir algumas melhoras, tenho mais esperança na imprensa desalinhada do que no parlamento acomodado. É urgente pensar também na vidinha dos outros.

CN disse...

penso que o exercício político não se resumo ao que se diz, mas essencialmente é o que se faz, mesmo quando não se diz, ou até se diz coisa diferente do que se faz... confuso? pois, também acho.
o ministro diz o quie pode, fará o que melhor convier ao estado, sob a directiva do primeiro-ministro. não tenho dúvidas de que assim é.

Anónimo disse...

O Prémio Nobel de Literatura Gunter Grass considera que as caricaturas do profeta Maomé - que desencadearam uma crise internacional junto da comunidade muçulmana - são semelhantes aos desenhos anti-semitas publicados na Alemanha nazi.



«Aconselho que todos observem esses desenhos: eles recordam os publicados num célebre jornal alemão da época nazi, Der Sturmer. Este jornal publicava caricaturas anti-semitas do mesmo estilo», afirma o escritor alemão em entrevista à revista Visão.
Segundo Gunter Grass, o jornal dinamarquês que publicou as caricaturas fê-lo como «uma provocação deliberada».

«Foram adiante porque são radicais de extrema-direita e xenófobos», afirmou Grass, de 78 anos, à revista.

cbs disse...

Já nos campeonatos de futebol e culpas no cartório (cruzadas, etc) não acompanho de todo o prof. Freitas.
Aí (porque é ministro) está mesmo a esticar-se...

Mª Lurdes Delgado disse...

O Mário Bettencourt Resendes conta hoje, no DN, uma história curiosa.
Parece que há um sacerdote que classifica os não praticantes, como "pagãos e amantes do demónio" e os ameaça com as labaredas eternas do inferno. As pregações, todas neste tom, poderiam afastar os praticantes, fartos de ouvir a mesma cassette, vai daí, o cuidador das almas, volta meia volta, deixa o mafarrico em sossego, e faz um apelo à contribuição monetária anual, equivalente ao salário de um dia de trabalho. Parece-me pouco, pois, calculo eu, entre os devotos não deve haver nenhum gestor de Empresas Públicas.
Isto não se passa em nenhuma mesquita, nem sequer nestas Igrejas novas, que crescem como cogumelos. Isto passa-se na freguesia Cabouco, na ilha de S. Miguel e o padre é um representante de Cristo.

Mª Lurdes Delgado disse...

Caro Apatrida,
No sistema francês quem preside`as sessões do conselho de ministros é o PR, que, anteriormente era presidente do partido. Seria, no mínimo obtuso, que o presidente de todos os franceses, acumulasse o cargo, com o de chefe do partido donde emanou. Daí ele deixar,imediatamente essa direcção. Já quanto ao primeiro-ministro, nos casos em que houve coabitação, Mitterand com Chirac e, mais recentemente Chirac com Jospin, nenhum destes abandonou os cargos partidários.
Mais recentemente é que houve uma daquelas trapalhadas chiraquians, ditadas pela embirração, que o dito senhor tem com o Sarkosy. Teorizou ele, que o presidente do partido {acabava de ser consagrado o Sarko} não deveria ter cargos governamentais, e lá saiu o homem do governo. Quando as regionais pintaram o país de rosa, à excepção da Alsácia, e com a derrota estrondosa nas europeias, o Jacques baralhou tudo e tornou a dar. Anunciou aos franceses o novo primeiro-ministro Villepin e, para espanto de todos, no mesmo discurso nomeou logo um ministro, Sarkosy. A teoria que ele tinha explicado até à exaustão, a partir daí foi deitada às malvas.
A trapalhada não é um monopólio lusitano.

Unreconstructed disse...

O seu comentário é justo, mas Sarkozy escreve-se com zê e a sua pontuação parece a do rei D.Carlos.

Rui Rocha disse...

parece-me que Freitas do Amaral tanto quis vincar a sua posição que acabou por enveredar por caminhos tortuosos e eventualmente um beco sem saída, caminhos dos quais Sócrates, e muito bem, se desviou.
no global, acredito que a posição do nosso governo é a mais correcta, a da tolerância, do pacifismo, da consciencialização, e portanto estou orgulhoso dela (apesar da contestação pública).

[opinioespublicas.blogspot.com]

Mª Lurdes Delgado disse...

Unreconstructed,
Grata pela sua correcção. Quanto à comparação com o rei D. Carlos, achei hilariante.
Cordialmente

Anónimo disse...

Liberdade de expressão ou defesa do radicalismo religioso qualquer que este seja - judaico-cristão, budista ou islâmico...

Esta é a verdadeira questão...

Sócrates como não poderia deixar de ser, sintonizou a onda do seu MNE embora num tom ligeiramente mais moderado...

Os radicalismos religiosos ou outros só se combatem eficazmente com liberdade de expressão sem delitos de opinião.

Unreconstructed disse...

MLD: Cordialmente também para si. O rei D. Carlos pontuava famosamente mal (lei as cartas do Senhor para o João Franco e perceberá o que eu quero dizer) enquanto V. pensa - e escreve - habitualmente bem: há uma diferença.

xatoo disse...

já não há esquerda nem direita,,,
só há (afinal foi o que sempre houve)- Negros, Latinos e Mulçulmanos

xatoo disse...

antes que cheguem os revisores:
a palavra era Muçulmanos

Mª Lurdes Delgado disse...

Unreconstructed,
Nunca li as cartas, mas vou tentar lê-las.
Relativamente a escrever bem, não escrevo há trinta anos, salvo os cartões de Boas-Festas e uma ou outra carta em francês, para amigos que vou fazendo nas férias. Esta coisa de escrever no computador baralha-me toda, visto só me ter iniciado há cerca de 15 dias. Volta e meia, relendo o que escrevi, descubro erros ortográficos próprios da 1ªclasse {ex.emtupir}. Claro que devia usar o Word {é assim que se escreve?}, mas não sei porquê, aquilo aparece-me com uns caracteres tão pequeninos, que, mesmo com a oculeta, tenho dificuldade em decifrar. Quanto à pontuação, reconheço que tenho de rever algumas regras elementares {afinal cá em casa há gramáticas de tudo e mais alguma coisa!} e no entretanto, você dar-me-á, espero, o devido desconto.
Cordialmente

Miguel Sousa disse...

Nunca foi tão importante haver socialistas coerentes no partido para correr com estes neo-liberais que travestiram a esquerda em extrema direita

Jose Sarney disse...

O PS está como Portugal: MORIBUNDO!

IV República, com LIBERDADE.

Anónimo disse...

A unidade do PS está à vista: apela-se a que uns corram com os outros - como diz o Miguel Sousa.
Enfim, democracias deles...

lcarvalho2004@hotmail.com disse...

O SÁBIO
Sócrates, filho de Sofronisco e Fenareta, o Filósofo de Atenas, dizia que “Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância”.
O desconhecimento e a imperícia alojada no Governo do Engº. Sócrates, político da actualidade, é colmatada pela criação de factos que, até ver, se projectam apenas em ilusórios cenários de progresso e desenvolvimento económico. A visão clara e concisa de futuro continua a ser apanágio de meia dúzia de eleitos. Mundos dourados de investimentos babilónicos irão colocar nas suas mãos a mítica espada de Damocles, que pairará como símbolo de respeito luso sobre o resto da civilização.
Os outros, os não eleitos, suportam cada novo dia que surge imbuídos na já patológica visão enevoada a que se habituaram, num repetitivo “remake” do silêncio dos inocentes.
Sócrates, o “Filósofo” de Castelo Branco, é um Sábio. Conhecendo os limites da própria ignorância, vai construindo castelos fictícios de cartas, aproveitando milagrosos corta ventos que impedem a queda do seu jogo. O último, denominado Oferta Pública de Aquisição, foi já precedido pela “estória” dos cartoons seguindo-se o Mundial de 2006.
É que enquanto “ralharem” as “comadres”, ninguém saberá das suas verdades! E a água, dengosamente, lá vai chegando ao seu moinho.
http://saladamista.blogs.sapo.pt

Filipe disse...

O que o Sr. Jose Socrates e o Sr. Freitas do Amaral ainda nao perceberam e que ha uma parte do mundo islamico, sublinho parte, que nao estao interessados em desculpas, mas sim na nossa submissao a sua vontade. Nao e com pedidos de desculpa e apaziguamentos frouxos que convecemos fundamentalistas e entidades com objectivos politicos ilimitados.
A Historia pode fornecer-nos uma lista de exemplos em que este tipo de accao apenas trouxe maus resultados.
O que e necessario fazer e defender o nosso direito a liberdade de expressao como algo que e completamente inegociavel como afirmou Durao Barroso (o homem tem direito a uma afirmacao na direccao certa de vez em quando). As pessoas que neste momento mais protestam contra a liberdade de expressao sao incapazes de compreender o que e isso, o que e um Estado relativamente bem gerido, o que sao poderes independentes, como e que a religiao nao conduz o Estado e mais uma lista de requisitos indispensaveis para uma Democracia. No fundo nao compreendem o que e a Democracia, e infelizmente e a estes que mais tentamos levar a Democracia actualmente.
O que precisamos de fazer e distinguir entre os que aceitam as regras da vida em Democracia e os que nao a aceitam. A meu ver faz parte destas regras o chavao "posso detestar o que o outro diz, mas vou defender a liberdade que ele tem de dize-lo".
O segundo passo e obrigar aqueles que aceitam as regras da vida em democracia a demarcarem-se dos radicais. A fractura tem que ser esta, entre os muculmanos que aceitam a democracia e os que nao aceitam.
Nao fazermos isto e prejudicar-nos a nos proprios, e nao e com paninhos quentes que la vamos.

Anónimo disse...

Assino por baixo Filipe.

Apatrida disse...

... REpito em França mesmo o PM sai do cargo de chefe do partido... e isso aconteceu com o Jospin e os outros todos, madame!

Apatrida disse...

...Confirme...Apesar das trapalhadas também serem DEMAIS por aquelas bandas gaulesas!

propanoLoL disse...

Dar o título "Vidinha" a um artigo sobre "vidinhas", não pode ser mais oportuno. Nós e as nossas vidinhas nesta santa terrinha. Qual Freitas, qual Sócrates, qual catoons, qual treta. As nossas vidinhas, isso sim. Mas não esquecer que vem aí um novo Presidente da República, alguém que não está nada preocupado com a sua (dele) "vidinha", mas sim com a nossa. Sabemos perfeitamente que ele sabe perfeitamente que Portugal pode vencer e que Portugal pode perfeitamente ser maior. O Freitas que se cuide, o Irão que se cuide. E os cartoons. E o antitabagismo. E etc. e tal. Nós acreditamos que nada vai ser como dantes com o novo Presidente. Nós acreditamos em tudo o que ele diz! Nós até acreditamos que ele é suprapartidário. Ele ao menos não fica a pensar na "vidinha" dele, ele preocupa-se mesmo é com os desígnios da pátria e os destinos do mundo.

propanolol disse...

Espero que se perceba que o que eu disse atrás, não significa que não esteja de acordo com este ponto de vista de CCS. PropanoLoL.

Mª Lurdes Delgado disse...

Monsieur,
A Madame também reafirma o que antes disse.
Salutations