segunda-feira, fevereiro 20, 2006

UM "NEGACIONISTA"


David Irving foi condenado a uma pena de prisão na Áustria, por ter negado o Holocausto. David Irving não é um historiador, é um homem que falsificou deliberada e muito competentemente a história. Não se enganou: quis fazer o que fez. Não se pode invocar a favor dele o "cepticismo" académico e o direito ao erro. Só se pode invocar o direito político que lhe assiste de escrever e publicar tudo o que entender. Há quem o ache "perigoso", porque, ao contrário do malfeitor comum, estudou com minúcia e seriedade a evidência arquivística para a distorcer. Talvez seja "perigoso". Mas não escapou ao exame da comunidade dos pares. Ninguém o leva a sério há mais de quinze anos. Desprezado, isolado e já sem sombra de influência, recebeu agora uma espécie de consagração perversa por culpa de uma lei estúpida e de uma atmosfera persecutória, num país que se quer livrar do seu abominável passado à custa de uma virtude postiça. David Irving estava na rua como o lixo. Se por acaso se conseguir levantar é porque esquecemos que a liberdade nos defende.
vpv

53 comentários:

João Boaventura disse...

Raymond Aron justifica:
“Se puede decir que los gobiernos son representativos, pero ni la forma de representación ni las reglas constitucionales están estrictamente determinadas en el contexto social. Todas las sociedades modernas defienden la igualdad, pero pueden ser liberales o despóticas” (Clase social, clase politica, clase gobernante, in Clase, status y poder, (II tomo),19725, 16. Madrid: Euramerica, S.A.

João Boaventura disse...

A data correcta é 1972, e não 19725, como referida no anterior comentário. com as desculpas do dedo que teclou o 5 sem querer.

Carlos Indico disse...

É ignóbil que o sujeito vá para a cadeia. Quem devia ir para a cadeia eram os ignaros que legislaram.Disse simplesmente isto: o Holausto não existiu como contam. Eu tenho a certeza que existiu.Mas esta é aenas UMA CERTEZA. E outras? Vamos pôr no papel que dá cadeia desafiar , analisar, entender outras?
São tantas, por este mundo sem data. Séc XX ou XXI não significam nada para o Mundo, e pela Comunicação Social o XX está descartado como uma bic.E a África Central, o Interior da Amazónia, aquela vasta região da Ásia Central entre a China e a Russia?
Lá não há róiteres? O Mundo é a box?

Sofocleto disse...

Tantas certezas que aqui são debitadas, e tantos julgamentos morais...

Auschwitz - Myths & Facts

Nearly everyone has heard of Auschwitz, the German wartime concentration camp where many prisoners -- most of them Jewish -- were reportedly exterminated, especially in gas chambers. Auschwitz is widely regarded as the most terrible Nazi extermination center. The camp's horrific reputation cannot, however, be reconciled with the facts.

Scholars Challenge Holocaust Story

Astonishing as it may seem, more and more historians and engineers have been challenging the widely accepted Auschwitz story. These "revisionist" scholars do not dispute the fact that large numbers of Jews were deported to the camp, or that many died there, particularly of typhus and other diseases. But the compelling evidence they present shows that Auschwitz was not an extermination center and that the story of mass killings in "gas chambers" is a myth

Alvaro Gonçalves disse...

Sofocleto, és um ignorante!
Sofocleto, vai estudar, a sério!
Só uma enorme dose de ignorância te leva a essa arrogância toda!
Estuda! Viaja!
Vai aos arquivos de Nuremberga e aos outros todos! Investiga!
Vai a Aushwitz-Birkenau!
Fala com os sobrevivente que ainda se lembram do que aquilo foi!
Nenhum te dirá que foi agradável o cheiro da morte e a cor da cinza que caía das chaminés.

Deixa-te de arrogância e de ignorância! Estuda! Aprende alguma coisinha útil.

Já agora... Se tivésses o azar de lá ir parar talvez fosses mais cuidadoso a citar as fontes, certo?

pipilota disse...

Se o Holocausto não existiu, então Deus existe.

Anónimo disse...

ÁLvaro: O Sofocleto não pode estudar. Se estudar, pelos vistos, vai preso.

xatoo disse...

sobre a Austria, da era pós colonialismo e do nazismo, convinha que lessem a entrevista dada pelo realizador de "Caché" depois de ver cuidadosamente o filme de Michael Haneke (que é austriaco)
Quanto ao artº 130 do código alemão (igual ao correspondente austriaco) foi redigido pelos americanos no pós-guerra

Anónimo disse...

Repito aqui a questão que coloquei no "Blasfemo": e se não tivessem sido assassinados mais de 6 milhões de civis judeus, se tivessem sido "apenas" um ou dois milhões, isso faria de Hitler uma espécie de Avô Cantigas?

xatoo disse...

não!
os 13 milhões de soviéticos mortos tambem não produziram nenhum Crooner

Anónimo disse...

Como alguém dizia, "o problema não é explicar porque existiu o Holocausto, o problema é explicar porque não aconteceu mais vezes", agora ficamos a saber, é que há problemas técnicos...
Também como outro dizia...amanhã somos nós e saberemos se foi de fome, de exaustão, de frio, de tifo ou gaseados que morremos depois de nos deportarem em massa (às centenas, aos milhares, aos milhões ... raios nos partam falamos de gente, se falássemos de focas estremecíamos ainda)por termos algo de errado... No entanto, não saberíamos se depois de morrermos fomos cremados ou simplesmente enterrados ou quem saberá, co-incinerados...seria problema para a História descobrir... VPV: bem faz o abrupto que efectua leitura prévia
Assina: anónimo que aqui veio por não se fazer leitura prévia

TAF disse...

O Abrupto há dias deu um exemplo parecido a propósito das caricaturas. Quando se fala em "negar o Holocausto" não se trata de dizer "não foram x milhões, foi só(!) metade", com alguma preocupação de rigor científico, de seriedade. Isso seria uma coisa. Outra é dizer: "não aconteceu nada" ou, alternativamente, "eles foram voluntariamente para as câmaras de gás, afinal até gostaram"...

O Holocausto foi algo que inequivocamente existiu e que teve o impacto que todos sabemos na vida particular de milhões e milhões de pessoas, provocando uma dor inimaginável por quem não viveu esse drama na pele. Acredito que ouvir negar o Holocausto seja uma violência literalmente insuportável para alguém que esteve em Auschwitz.

Entra-se portanto já no campo onde a lei deve limitar a libertade de expressão para proteger o cidadão relativamente à sua esfera privada. Independentemente de outras razões que pudessem existir para permitir essa liberdade de expressão, neste caso concreto elas têm menor peso do que o respeito que é devido às vítimas desta tragédia. Tratar-se-á porventura de ultrapassar ou não aquilo que uma pessoa, por mais racional que tente ser, é capaz de humanamente aguentar. Seja o Holocausto ou outro acontecimento qualquer do mesmo género, quando se atingem os limites da "capacidade de encaixe" de um ser humano.

Claro que (por exemplo) os muçulmanos podem dizer o mesmo em relação às caricaturas mas, em caso de divergência insanável, resta-nos o recurso à força bruta. Às vezes tem mesmo que ser.

piscoiso disse...

De-certo que o grupo de historiadores que chegou aos 6 milhões geralmente aceites, utilizou um método com todas as percentagens.

Luís Bonifácio disse...

Não coloco em causa o Holocausto e acho que o crime não reside no número de mortos (1, 3, 6, 12 milhões).
Quando em 1985, ainda aluno de Engenharia, estive em Dachau, ao olhar para os desenhos técnicos do Campo de Auchwitz, detectei imediatamente o "espectacular" planeamento da instalação, orientada para um único fim, que era o extermínio de pessoas.
Um discípulo de Irving (cujo nome não recordo), julgando conseguir provar as teses do seu mestre, abordou a construção dos campos sob o ponto de vista de um Engenheiro. Julgava ele que, investigando a sua construção, encontraria pedidos de compra para chuveiros comunitários e não para câmaras de gás.
Na realidade encontrou o oposto, os pedidos de fornos, das câmaras de gás, de todo o equipamento de morte, foi pedido expressamente para "matar pessoas", com as respectivas capacidades. Até o próprio caderno de encargos feito à I.G. Farben (Hoje Bayer), referia a necessidade de obter um gás capaz de asfixiar um determinado número de pessoas num curto período de tempo.
Naturalmente que o autor da investigação abandonou o campo negacionista.
O crime do Holocausto não é o número de mortos, é o simples facto de um extermínio em massa ter sido metodicamente pensado, planeado e executado durante anos, por diligentes funcionários, que nunca se questionaram a si mesmos sobre o crime que estavam a cometer.

Apesar de o holocausto ser inegável, a comunidade histórica não pode adoptar com os negacionistas, a mesma posição que a Inquisição adoptou com Galileu. O facto de existirem cépticos, mentecaptos que questionam o holocausto, deve servir para aguçar o nosso engenho e demonstrar, ainda com mais evidências, a certeza das nossas posições.
O negacionismo não deve ser visto como um crime, deve ser visto como uma oportunidade para aprofundar o conhecimento humano, de modo a que seja cada vez menos possível a existência de opiniões cépticas sobre o Holocausto. O que se aplica ao holocausto, aplica-se a qualquer outro assunto histórico, a nossa 1ª República, por exemplo.

Caro Vasco Pulido Valente! Compreendo e apoio o seu ponto de vista, pois quando você publicou "O Poder e a Guerra", o "establishment da História oficial", revista e aprovada pelo Grande Oriente Lusitano, o desejou ter colocado entre grades, pois na altura o seu livro foi visto como um "negacionismo" da versão oficialmente aprovada.

Anónimo disse...

É isso mesmo, de tanto remexerem no lixo ainda acabam por glorificá-lo. Já ninguém lhe dava 5 minutos de atenção, hoje virou tema de debate na BBC. Espero que a "nação" austríaca se sinta muito purificada depois desta.

lipemarujo disse...

Pode nos parecer que a lei que colocou Irving na cadeia é uma má lei mas, caro VPV, julgo que a sua análise pecou por escassa.
Portugal viveu longe da 2a Guerra Mundial, a Aústria viveu de perto, a lei é perfeitamente compreensível ainda hoje naquele país.
Contudo eu percebo o seu sentimento e até simpatizo mas é necessário ter passado bastante tempo num país que viveu essa guerra para se perceberem certas coisas (só tenho 25 anos mas vivi 13 na Bélgica, dos 5 ao 18, para onde regressei novamente este ano).
Dar tempo ao tempo para que esta lei não seja mais necessária.

haja pachorra disse...

Só uma coisa: a Áustria 'viveu' a II Grande Guerra? A sério?

JM disse...

Estou-me nas tintas para a porcaria do Holocausto! Quero lá saber da trampa que fizeram uns tipos louros sobre uns tipos com nariz adunco...

O que me preocupa mais é que por cá temos uma carrada de teóricos espectaculares e ratos de biblioteca que não saem das universidades, que estão sempre a olhar para o "contexto europeu" e sei lá mais o quê, e não fazem coisa nenhuma por nós. NENHUMA! Têm vergonha! Rapam as bolsas e as oportunidades com os apelidos e depois piram-se lá para fora para uns nobres doutoramentos em partículas da narrativa e do diabo a sete... Deve ser um qualquer princípio de "transferência" do potencial lusófono (que se arrasta pelo menos desde o século XIX), mas cujo motivo me escapa inteiramente.

À lareira do solar, nas peripécias do fogo, ganha-se uns cobres nos jornais, escrevem-se uns textos imaculados sobre as deficiências do Governo e sobre os detalhes de umas leis balofas, diz-se mal do Estado e da populaça estúpida, alcoólica e ignorante, e chama-se rasca à geração dos filhos que só puderam ver as televisões e os jornais inteligentes que esses excelsos doutorados e magníficos agentes culturais souberam fazer. Que palhaçada.

Bardamerda para isto! Estou farto! Farto! Estou triste por verificar como há gente (que rapou todo o conhecimento acessível), que sabem tudo sobre a merda da Guerra dos Seis Dias, do Universo, dos arrabaldes de Marte, mas não são capazes, uma só vez, de investir nas nossas pessoas.

Isto não é um comentário político. Morra a política. Mas se não tenho razão no que estou a dizer, apaguem-me já!

Obrigado.

PS: Estou farto, mas não vou emigrar! Vou chatear toda a gente! Todos os dias!

João Marques, Coimbra.

Pedro Botelho disse...

VPV: "David Irving não é um historiador, é um homem que falsificou deliberada e muito competentemente a história."

É muito interessante notar a forma como os macacos de imitação repetem, à letra e ao pormenor, os mesmos chavões sobre assuntos de que nada sabem e sobre os quais se vê a léguas que não conduziram qualquer investigação, para se descartarem do dever de registo, sem incorrerem na perigosíssima contaminação...

Será que o VPV se deu ao trabalho de ler os livros do Irving?

Será que seguiu pormenorizadamente a sua perseguição e boicote orquestrados pelas organizações judaicas, até ao julgamento Irving vs. Lipstadt (que está aliás disponível on-line no sítio do Irving)?

Dados sobre o processo Irving vs. Lipstadt (e seus importantíssimos antecedentes, sem os quais nada se consegue compreender) aqui e nos restantes links a que a pesquisa interna no sítio conduz.

Mas para perceber o que aconteceu de facto ao Irving, aconselho a recuar até ao dia em que a sua pequena editora "Focal Point" resolveu publicar em Inglaterra o "Relatório Leuchter". Para melhor compreensão da dinâmica censória em curso, aconselho a leitura do processo Zundel aqui:

-- Introduction (R. Faurisson)
-- The 'False News' Trial

Um comentário de hoje do Institute for Historical Review, bem mais informado que o de VPV, se me permite:

Prison Sentence for Irving is Outrageous
By Mark Weber - February 20, 2006

A court in Austria today sentenced British historian David Irving to three years in prison for a 16-year-old violation of that country’s “Holocaust denial” law.

This sentence is an outrage. Punishing someone for peacefully expressing an opinion about history is a step backwards to the legal standards of the Middle Ages.

The sentence points up a blatant double standard that prevails in Austria, France, Germany, Switzerland and some other European countries that punish anyone who challenges the prevailing orthodoxy about the Holocaust.

While these countries defend, in the name of free speech, the right of cartoonists and writers to mock and insult the religious sensibilities of Muslims and Christians, they deny that same right to anyone who challenges the official Holocaust historiography.

Irving's three-year sentence is particularly grotesque because it is for a “thought crime” committed 16 years ago. For most crimes committed that long ago, a statute of limitations would have prevented punishment. Irving would not have been punished if, for example, he had stolen a car 16 years ago.

Irving's case is by no means unique. The long list of those who have been fined, imprisoned, or forced into exile for “denying the Holocaust” includes Robert Faurisson and Roger Garaudy in France, Siegfried Verbeke in Belgium, Juergen Graf and Gaston-Armand Amaudruz in Switzerland, and Guenter Deckert, Hans Schmidt and Fredrick Toben in Germany.

In Germany the trial of “Holocaust denier” Ernst Zundel is still continuing. Another German citizen, Germar Rudolf, similarly faces years of imprisonment there for “denying the Holocaust.”

“Holocaust denial” laws violate ancient and universal standards of justice. If the principle of freedom of speech means anything, it means the right to express disagreeable views, particularly about history.

“Holocaust denial” laws are inherently unjust because they are selective and one-sided. They prohibit dissent about only one chapter of history. Similar laws criminalizing dissent about other chapters of history would universally be considered outrageous.

“Holocaust denial” laws inhibit robust and unfettered discussion about an emotion-laden and highly politicized chapter of history. They underscore the quasi-religious status that the Holocaust story has attained in western Europe and the United States.

With each passing year, “Holocaust denial” laws will be regarded as ever more bizarre and embarrassing. It is difficult to imagine that they will still be in place anywhere ten years from now.

Anónimo disse...

Custa muito a compreender essa lei que condena quem quer discutir a Historia, é muito incompativel com a liberdade de pensamento e expressão que defendemos.
Não interessam os numeros, o que aconteceu na 2a Guerra Mundial na Europa, fpoi que um estado europeu do sec XX, resolveu exterminar etnias, sem que tal fosse necessario aos seus objectivos militares. Foi o que aconteceu aos judeus e aos ciganos. Os nazis provocaram imensas mortes civis na russia e nos estados balticos, mas isso ainda se poderia classificar no limite de "danos colaterais". Os Turcos também tentaram acabar com os Arménios, mas são Turcos, não são Europeus. Enfim, nada disto justifica que se prendam pessoas por questionarem a Historia tam como ela é contada. A Historia deve ser sujeita a investigação e controvérsia como qualquer outro campo do saber, e isto não é digno da nossa civilização.

EUROLIBERAL disse...

Holacaustos e holocaustozinhos...

Além do mais, devemo-nos perguntar se é correcto utilizar sempre a expressão "Holocausto" (com maiúscula) como referida apenas aos judeus vítimas do nazismo. Eu mesmo cometo esse erro... Porque afinal, holocaustos há muitos. Na II Guerra morreram directa ou indirectamente 25/30 milhões de russos, os verdadeiros vencedores do nazismo. Foi de longe o maior sacrifício humano e ninguém utiliza o termo holocausto (mesmo com minúscula) para o referir. Por complexo de culpa, a Europa continua, a propósito de tudo, a praticar a política da "excepção judaica", permitindo a Israel fazer o que ninguém mais pode fazer (conquistar territórios pela força, roubar terras, casas e água, ter a bomba H e nem sequer ratificar o tratado de não proliferação, manter um sistema de exílio e de apartheid para a maioria não-judaica, com bantustões, com 15.000 presos políticos sem julgamento e milhares de execuções sumarias de opositores, com eleições apenas para 40% da pupulação de jure (e ainda, apesar disso, ser considerado "democrático), etc, etc.

Para russos, polacos, arménios, ciganos, tutsis e peles-vermelhas não há "holocausto", porque aparentemente não são "povos eleitos" ! Devemos acabar com esta palhaçada. Todos os povos são iguais, não há questões históricas imunes a críticas e novas apreciações e holocausto a sério e com letra grande é o russo (20 milhões de mortos por Estaline e mais 30 por Hitler) ou o chinês (50 milhões de mortos, 30 dos quais no Grande salto em frente do Grande Timoneiro em 59/62). Claro que também houve outros holocaustos como o dos judeus, mas é bem provável que este fosse bastante inferior ao dos propalados 6 milhões. De facto a documentação existente em Auschwitz-Birkenau, o principal campo de extermínio, aponta para 1,2 milhões de judeus mortos nas suas câmaras de gás. Mesmo se se sabe que havia mais campos de extermínio, parece-me dificil chegar aos 6 milhões e muito suspeita a proibição de contestar esse número. Em todo o caso é intolerável que tal não se possa discutir...

Anónimo disse...

para vossa participação...
http://blogdofres.blogspot.com/

Unreconstructed disse...

A Pipilota escreveu o comentário mais inteligente a este post (já vai sendo hábito): vire-se a frase ao contrário e ela disse a mais singela das verdades (Got ist Tot - e os judeus também, infelizmente).

rb disse...

Negar o holocausco é de facto uma tonteira. Mas o que me impressiona é ver que num país da UE, pertencente ao superior mundo ocidental, um homem é condenado por exercer a sua liberdade de expressão (PS: para aqueles que vêm aqui descarregar lençois de letras aconselhava-os a terem um pouco mais contenção. Deixem isso para os vossos blogs, aqui basta uma mijinha rápida, não é ficar a ocupar o WC)

magnuspetrus disse...

O perigo do seu julgamento consiste mesmo no efeito perverso do mesmo, pois assim passará a ser uma referência e um herói pois foi condenado.
O próprio Hitler experimentou um período de cárcere que o catapultou para um plano heróico do ponto de vista pessoal.

Rui Martins disse...

Sim, mas ao prendermos alguém por delito de opinião, não estamos a dar autoridade moral aos islamitas que exigem que a Europa proiba as caricatutas a Maomé? Onde fica a Moral europeia para estabelecer a diferença?

Anónimo disse...

Bem visto euroliberal.Esta diferenciação
de holocaustos é ridicula, e serve essencialmente p/"educar" o bom povo ocidental.
No caso presente, a lei é ridicula, mas por outro lado espelha bem que o "ovo da serpente" continua á espera, bem presente, por toda a Europa crescem os movimentos neo-nazis, de Lisboa a S. Petersburgo.E a "noite de cristal" dá-se do lado de cá.Não do lado de lá.

Jose Sarney disse...

"que sabem tudo sobre a merda da Guerra dos Seis Dias, do Universo, dos arrabaldes de Marte, mas não são capazes, uma só vez, de investir nas nossas pessoas."

É verdade! Quando se toca na ferida.....ninguém pia! Sempre foi assim, sabe-se de tudo e sobre tudo, mas a MERDA do país estagnou há 5 anos!

Habituem-se!

Omar Khayyam disse...

A discussão sobre a existência ou não do Holocausto, e foi um Holocausto de quantos??? está estafada. De um ou de 10 milhões, a crueldade é semelhante. Porque quem mata um milhão só não mata 10 porque não lhe foi possível, por uma ou outra razão. Mas há uma questão que, não sendo politicamente correcta, está no ar e estará por longos anos. Que é esta que aqui deixo sem mais delongas: Dos muitos genocídios conhecidos na história da humanidade, algum povo lucrou mais com o seu como os judeus???, questão que pode ser sub-dividida por esta via: Algum povo soube retirar melhor proveito da sua própria tragédia como os judeus???

Antonio disse...

Concordo (quase) pelnamente com o autor: VPV.

Estava curioso para ver a sua reação a este caso, tendo em conta tudo o qu eescreveu (e se tem escrito) sobre a liberdade de expressão relativamente a muçulmanolândia.

È qu e"nós" não somos assim tão livres e libertatários como muitas vezes nos queremos fazer parecer. Nem tão tolerantes.

A liberdade (inclusivé a de expressão) afinal tem limites.

Quer queiramos quer não.

Anónimo disse...

Este tema, como o de Fátima, são garantidos para encher as caixas de comentários de imbecilidades...

e-konoklasta disse...

Ómar profundo,

Antes dos judeus retirarem proveito da sua própria tragédia, muitos o fizeram contribuindo para a essa mesma trajédia, até o Salazar encheu os cofres cá da terra com ouro duvidoso... e fique a saber que as "melhores" anedotas sobre judeus e Haulocausto, são os judeus que as contam !

Anónimo disse...

Anonymous said...
'Este tema, como o de Fátima, são garantidos para encher as caixas de comentários de imbecilidades...'

Por exemplo, esta sua, que é das melhores.

Apatrida disse...

... O VPV hoje estava pouco inspirado e resolveu destacar esta coisa... Enfim.

Mª Lurdes Delgado disse...

Não, não me estou nas tintas para o Holocausto. À bestialidade não consigo reagir com indiferença, quer ela atinja um cidadão, quer atinja milhões. E gosto sempre de relativizar. Nós podemos estar a carpir as mágoas do país que somos frente ao computador, desancar governo e oposição, crucificar o Vara e a Celeste, estarmos atrapalhados com o saldo do cartão de crédito, com as contas do fim do mês, mas temos a certeza que não nos espera a deportação, os trabalhos forçados, a subnutrição e lá mais para o fim o gás e o forno crematório ou noutros casos a catana. Não nos espera esse horror indizível de nos olharmos e não vermos um ser humano, porque até a única coisa que pensávamos nunca alienar, a dignidade, nos foi arrancada. È por isso que, não sendo eu uma intelectual, como a maioria dos comentadores, regresso sempre ao Primo Levi “Se Isto É Um Homem”. Para não esquecer e relativizar.
Dito isto, acho um disparate a cadeia para o dito “historiador”, pois eu, que nunca o li, nem penso vir a fazê-lo, exercendo a liberdade que tenho de não ler idiotas anunciados, gostaria que lhe fosse reconhecido o direito ao disparate, e mesmo à cretinice.
Xatoo diz que o art. 130 alemão, sobre o negacionismo, presumo, foi redigido pelos americanos logo no pós-guerra. Presumo que os alemães o aceitem, senão já o teriam revisto. Pelo vistos a Áustria tem um artigo equivalente e a França tanto quanto sei também. Isto de haver gerações que sofreram directamente a guerra, ou que têm relatos dados em primeira mão pelos pais é capaz de levar a uma forma de olhar doutra perspectiva. Nós não podemos julgar, pois não interviemos {lá tivemos, segundo me contou o meu pai, a devida manifestação monstruosa e “voluntária” das mães de Portugal gratas a Salazar} e o nosso olhar é necessariamente diferente.
Quanto aos judeus terem capitalizado o Holocausto de uma forma que os ciganos não o fizeram, deve-se à nossa má consciência colectiva.{o anti-semitismo não nasceu com o Hitler} e à extraordinária organização que têm como povo. Capitalizaram o sofrimento abominável, também porque a maioria de nós sentia que tinha contribuído para a construção do horror.
Outros Holocaustos, como os do Cambodja, do Ruanda, do estalinismo não nos despertam este sentimento de co-responsabilização. Só somos culpados de não termos querido ver, mas não nos sentimos carrascos.

Davide E. Figueiredo disse...

Isto de prenderem o David Irving foi apenas um aviso a Mahmoud Ahmadinejad para ele saber o que o espera se continua assim.

Apatrida disse...

O mundo é horroroso e eu penso como o Samuel Beckett conta numa das suas peças de teatro: que Deus não deveria ter feito o mundo apenas em seis...

Resumo da peça:

Um homem mandou fazer um fato no alfaiate. Este disse-lhe: "Venha cà para a prova daqui a oito dias".
O homem foi là e o alfaiate disse-lhe: "Ainda não està bom, venha cà daqui a mais oito dias".
O homem voltou na data marcada e o alfaiate disse-lhe: "Ainda não està bem, volte daqui a oito dias".
Então, o homem retorquiu: "Fogo! Você demora mais a fazer um fato do que Deus demorou a fazer o mundo!".
O alfaiate respondeu: "Mas depois você vai comparar um com o outro... o seu fato serà perfeito!"

electra disse...

"Davide E. Figueiredo said...
Isto de prenderem o David Irving foi apenas um aviso a Mahmoud Ahmadinejad para ele saber o que o espera se continua assim. "
LOL!!!!! (comentário 5 estrelas)

piscoiso disse...

"Não nos espera esse horror indizível de nos olharmos e não vermos um ser humano, porque até a única coisa que pensávamos nunca alienar, a dignidade, nos foi arrancada.", escreve Dona Delgado.
Experimente ir ao casamento de um amigo no Afganistão e verá que a sua dignidade pode ser reduzida a cinzas em Guantánamo.
"The Road to Guantánamo" premiado no último Festival de Veneza.

cacha de graixa disse...

É natural que haja dúvidas sobre o número exacto de vítimas do holocausto.
É que não foi Vítor Constâncio a calcular.

Anónimo disse...

EUROLIBERAL said...
"Holacaustos e holocaustozinhos...

Além do mais, devemo-nos perguntar se é correcto utilizar sempre a expressão "Holocausto" (com maiúscula) como referida apenas aos judeus vítimas do nazismo. Eu mesmo cometo esse erro... Porque afinal, holocaustos há muitos. Na II Guerra morreram directa ou indirectamente 25/30 milhões de russos, os verdadeiros vencedores do nazismo. Foi de longe o maior sacrifício humano e ninguém utiliza o termo holocausto (mesmo com minúscula) para o referir."

Muito bem! Holocausto, sem mais nada, é um insulto à memória de todos os outros que morreram, e morrem todos os dias, VÍTIMAS de qualquer força maligna. Holocausto judeu, ou dos judeus, sim.

Os nazis exterminaram milhões de soviéticos (entre eles todos os judeus que lá encontraram, mas esses assim contam duas vezes).

Também houve um holocausto de alemães na época do nazismo. Não estou a falar do soldados alemães mortos (muitos também vítimas do nazismo), mas de alemães brancos "arianos" exterminados por razões políticas. Foram dezenas ou centenas de milhar. Forca, guilhotina, machado(!), tiro na nuca, pelotão de fuzilamento, fome e doença nos campos de concentração, etc, sempre, sempre a funcionar. Os Últimos Dias de Sophie Scholl, filme candidato a Óscar da melhor filme estrangeiro de 2006, conta a história do movimento Weisse Rose. Tudo estudantes "arianos", cabeças cortadas aos 22-23 anos.

jose sarney disse...

"Outros Holocaustos, como os do Cambodja, do Ruanda, do estalinismo não nos despertam este sentimento de co-responsabilização. Só somos culpados de não termos querido ver, mas não nos sentimos carrascos. "

Grande verdade.

Mª Lurdes Delgado disse...

Piscoiso,
A dignidade pode ser reduzida a cinzas em muitas situações e com protagonistas diversos, por isso escrevi o último parágrafo, não exaustivo, mas exemplificativo.
Quanto à Dona Delgado, agradecia que não usasse de novo. Nós que vamos convivendo por aqui com as nossas diferenças, podemos chamar a atenção do outro, para o que achamos errado do nosso ponto de vista, sem o Dona Delgado. Mª Lurdes é-me mais simpático.
Cordialmente

Mª Lurdes Delgado disse...

Caro Anonymous 3:12PM,
Sei que não se dirigiu a mim a indicação do filme, mas agradeço como se fosse.
Não o verei porque tenho uma impossibilidade mental de lidar com esse tipo de filmes, difícil de explicar, mas aconselharei aos meus filhos. E eles quase de certeza me dirão: tu não podes ver.

a.de anónimo disse...

Se é óbvio que esse "historiador" só escreveu barbaridades(sobre o holocausto) é também claro que, a liberdade de expressão só se aplica a alguns...
Não era na Europa civilizada e superior que cada um podia dizer o que queria?

Anónimo disse...

O mundo está cheio de tragédias que acontecem desde tempos imemoriais, umas causadas por causas naturais, outras por acção humana. Ao analisarmos estas, fazendo comparações entre acontecimentos muito distanciados no tempo, devemos ter em conta como os conceitos morais têm evoluído ao longo dos anos, já que, se o não fizermos, estamos a misturar alhos com bugalhos.
O holocausto é uma tragédia dos dias de hoje, cometida por um dos países tecnologicamente mais avançado do mundo, já na altura, pelo que mais dificilmente se compreende a babárie que então foi cometida. Após a guerra que esteve na base deste massacre a Europa viveu um dos períodos de maior acalmia da sua história.
Os acontecimentos que nos últimos anos têm, de novo, incendiado as relações internacionais, opondo agora o Oriente ao Ocidente, ou o islamismo ao cristianismo, não é mais que o reavivar de um fogo latente desde há séculos e de que a negação do holocausto é mais uma acha na fogueira.
Haver agora quem diga que os judeus tiraram vantagens desse terrível acontecimento é um disparate. Os judeus merecem a pátria que têm pelo empenho com que a construiram e pela tenacidade com que a têm defendido. Honra aos seus mártires.

Anónimo disse...

É bom saber que a liberdade de expressão é um "valor fundamental" das democracias.

Helena Romão disse...

O mais chocante é que este mesmo país que quer lavar a cara, tem antigos chefes da Gestapo e das SS sob protecção, tendo sempre recusado a sua extradição para julgamento noutros países.

Anónimo disse...

Mª Lurdes Delgado said...
"Caro Anonymous 3:12PM,
Sei que não se dirigiu a mim a indicação do filme, mas agradeço como se fosse."

Não vi o filme ainda, mas já li a história verdadeira do caso. Vá ver, que não morre:

http://en.wikipedia.org/wiki/Sophie_Scholl

Há um monumento lindíssimo a ela e à Rosa Branca, no chão, em frente da Universidade de Munique. Também pode vê-lo no site que lhe indiquei.

Mª Lurdes Delgado disse...

Anonymous das 4:59 PM,
Você só me conhece daqui, se é que me conhece daqui.
Eu sou esta imagem e é com isto que vivemos a maior parte do tempo {eu e a minha família e os meus amigos}, mas há coisas que não consigo suportar, e não há tratamento psiquátrico que me valha.
Repare que escrever as banalidades que estão mais acima encheu-me a cabeça de imagens horrorosas. A série dada há muitos anos, quando as minhas filhas eram pequeninas, Holocausto, impedia-me de olhar para elas, quando as tirava do banho, até porque eram louras e franzinas. A Escolha de Sofia só vi até meio. Salo do Pasolini, dividido em três partes no cinema, só vi a 1ª. Há dias o meu filho ficou ao pé de mim a ver o DVD Hotel Ruanda, porque tinha medo que eu me fosse abaixo. Tenho aqui junto a mim os DVDs de O Mundo Em Guerra e estou a adiar há mais de um mês o seu visionamento.
Pois é eu sou mesmo um caso psiquiátrico, felizmente benigno.
Agradeço o site e vou lá.

piscoiso disse...

Delgado,
O convívio respeitoso, descai-me para o último nome.
Se não o quiser, não o utilize.
Por mim pode chamar-me Coiso.
Cordialmente

RS disse...

Vergonha.
Direi mais: Vergonha!

Weisswurst disse...

Acho imensa piada ao sr. engenheiro que, ao olhar para as plantas de Auschwitz, discerniu imediatamente a monstruosa máquina de extermínio.
Desculpe, lá Sr. Engenheiro, mas tenho algumas questões técnicas para lhe colocar:

- Se o gás Zyklon-B é altamente inflamevel, como é possivel existir uma simples porta de madeira, separando, o forno crematório da "camara de gás"?

- Sabia que o campo foi reconstruido pelos soviéticos, aquando da sua chegada?

- Porquê que as portas da "camara de gás" abrem para dentro, tornando impossível, a remoção dos cadáveres do seu interior?

- Acredita verdadeiramente que, no campo de Treblinka, os corpos eram incenerados em grelhas, com lenha, ao ar livre?

- Acredita que uma potência tecnológica como era a Alemaha, utilizasse um motor DIESEL para injectar monóxido de carbono numa "camara", sabendo que os motores Diesel produzem MUITO menos CO que um motor a gasolina?

- Sabe calcular a quantidade de combustível para icenerar 1(um) corpo humano?

- Sabia que, Simon Wiesenthal, afirmou até à sua morte que os nazis tinham fabricado sabão, a partir da gordura dos corpos?

- Sabia que, segundo os sensos feitos anualmente, pela Cruz Vermelha, antes, durante e após a guerra, não faltam 6,000,0000 de judeus?

Também acho piada que continuam a mostrar as eternas e maçadoras fotografias do holocausto, tentando-as utilizar como provas.
Como se uma imagem de um corpo escanzelado ou de uma pilha de cadáveres, prove a existência de uma máquina infernal, montada especialmente para o extermínio em massa.

O que é FACTO, é que ainda ninguém conseguiu responder às perguntas colocadas pelos revisionistas. E é precisamente por isso, que o destino deles, é a cadeia.

Há já muitos anos que leio documentação relativa ao holocausto, proveniente de quem afirma a sua existência, bem como de quem a nega. A quantidade de incoerências nos depoimentos e impossibilidades que desafiam todas as leis da estatística, física, química e matemática, é demasiado elevada para se fechar os olhos e, pelo menos, não fazer perguntas.

A minha conclusão é de que, só há dois tipos de pessoas que acreditam no holocau$to: Os ignorantes e os que ainda têm algo a ganhar algo com isso.

P.S. Senhor Engenheiro, se isso lhe for mais cómodo, pode interpretar as minhas perguntas, como se de retórica se tratassem...