Os portugueses são quem aposta mais no "Euromilhões", 27 por cento do total. Por aqui se vê a esperança que têm de ganhar uma vida decente com o seu trabalho.
Este dinheiro que os portugueses gastam no jogo, e que vai parar, em parte, aos cofres da santa casa, mais não é do que um imposto sobre o desespero. Com a vantagem de ser um imposto totalmente voluntário.
Pois apostam e como é lícito esperar não lhes sai nada. As hipóteses são 1 para 76.000.000, ou seja, 0,000000013. Portanto tudo o que for acima da aposta mínima é dinheirinho bem gasto, eheheheheheh
Não foi Fernado Pessoa que disse "Deus quer, o homem sonha, a obra nasce", É pena é que o sonho não se apoie em enprendorismo, mas sim em 7 numeros.
Já agora, a fórmula do "Em Portugal é tudo mau"e o "Lá fora é que é tudo bom" não está um bocado gasto? Eu sei que em certas pessoas, este sentimento revela ignorânica, noutras frustação e noutras é nada mais que "peer pressure". No entanto em algumas, simplesmente não consigo perceber.
Para além do exposto no post, que é deprimente de tão real que é, o interessante também é ouvir as entrevistas que as TV(s) fazem aos apostadores, sobre a aplicação que fariam ao dinheiro se jogassem. Bom, a esmagadora maioria diz que pagava a casinha ou comprava outra nova, dava outras casinhas aos filhos, e viviam muito felizes a vidinha neste manicómio. Ainda não ouvi ninguém dizer que ia viver para o Rio de Janeiro, e ficar afogado em caipírinhas e bundinhas, e passear pelo mundo numa boa a curtir, ou então investir numa fábrica ou num negócio qualquer, realizando um sonho profissional ou mesmo da escola, ou a ajudar e patrocinar algum programa de solidariedade nacional ou internacional, independente das tradicionais ONG(s), que são uma fraude e autênticas quadrilhas de malfeitores, comprar obras de arte, mecenatos, etc. Nada disto. A casinha e a vidinha. Preciso de beber um copo e fumar um cigarro. É demais.
Pois é! Eu joguei 2€ e se me saísse zarpava imediatamente. Não ia para o Rio de Janeiro, mas para a Provença {não confundir com a Côte d'Azur} e não beberia caipirinhas, mas uns Côte du Rhône e nos grandes momentos um Château Pétrus. E no Verão, quando chegam as hordas de turistas, nos quais me incluo,ia para a Puglia, onde quase só há italianos e regalava-me com os antipasti e os secondi e tavez um Montecalcino. Claro que tenho a certeza que a prole me seguiria, atendendo a que são jovens licenciadas com os magníficos e bem remunerados empregos que a pátria proprciona. O que ainda anda com os livros, olhando o exemplo das manas, escolheu um curso prático de turismo, porque não é excelente aluno como elas, mas é mais pragmático. Mas o meu zarpar não tem nada a ver com o Guterres, o Barroso, o Cavaco e muito menos o Pedro, que me restituiu as gargalhadas do PREC. Tenho 55 anos e nunca gostei da Pátria, só não tive corajem na hora certa...Afinal vivia em algodão em rama para quê arriscar. Parva!
Existem vidas decentes ganhas pelo trabalho. O problema é que vidas decentes ganhas pelo trabalho... implicam que se trabalhe. E nós por cá preferimos baixas, fins-de-semana, matar a mãe três vezes, ir buscar os meninos à escola, pontes, cumprir com a hora de saída, feriados, e já agora, jogar no euromilhões.
Pois. infelizmente para alguns, só mesmo com o jogo. Acabadinha de sair da universidade, cheia de esperanças para o meu 1º emprego, a única coisa que consegui foi trabalhar 8 horas por dia a pagarem-me 350 euros por mês! Se não fosse a esperança do jogo, bem podia esperar para poder sobreviver.
É este perigoso espírito de tanto miserar que nos pode levar ao sonho do facilitismo da taluda...ou mesmo ao desejo do regresso de um Sidónio capaz de limpar a choldra e tranquilizar a nacional mesquinhice.
Caro Mário Figueiredo, Você há-de me explicar como é que com 500€ por mês se ganha decentemente a vida com o trabalho. Estamos a falar de trabalho e não de emprego, sem nunca se ter feito uso de baixas, sem nunca se chegar atrasado 5 minutos e com o back-ground de licenciaturas na UP com as seguintes médias: 17 e 16? Ainda bem que há os papás {eu sou a mamã} para não morrerem de subnutrição. Donde, mantenho que a prole me seguiria alegre e velozmente, apesar da magnífica Pátria {agora sempre com maiúscula, senão temos que aturar o Alegre} que eu lhes dei.
Caros Sniper e ème, Se quiserem bons endereços na Provença, a preços menos faraónicos que os do nosso delicioso Algarve estou disponível. Só eu sei o que penei há 15 anos, quando resolvi que a família merecia mais que o aldeamento de S. Rafael. Também posso ajudar na Toscânia e na Puglia. Abraços
Se me permite o trocadilho o sr. foi não Mateiro, mas Certeiro, perante a vergonhosa taluda que nos tem saído e ao nosso querido país n´estes ultimos anos e que são os fogos e àreas ardidas.
Como dizia tb. outro comentador venha outro Sidónio para limpar a choldra da porcaria dos políticos incompetentes que nos têm (des)governado nos ultimos anos!
E este ano tudo se prepara para o "espectaculo-filme de terror" se repetir, curiosamente os srs. jornalistas tb. se preocupam em encher páginas e "cassetes" com tricas irrelevantes e não nos informam sobre o estado de limpeza das matas nacionais!
Caro éme, Eu só lá estive como turista num magnífico agriturismo em San vito dei Normanni, pert de Ostuni, de Martina Franca e do "postal" Alberobello. Foram 3 semanas tão magníficas, que o meu filho à época com 17 anos e já sozinho com os "cotas" pediu para voltar no ano seguinte e nós fizemos-lhe a vontade {e a nossa}. Continuo a manter contacto com os proprietários e um dia hei-de voltar, não a convite como eles insistem, mas com reserva. Um abraço
Muito obrigado pela sua atenção e simpatia. A Itália é um pais maravilhoso, que felizmente conheço bem; no entanto todas a "dicas" são sempre bem vindas.
Caro éme, Este ano vou para a Provença. Será a minha 8ª saison provençal! En couple desde há três anos, porque a prole já não pode acompanhar. Lembra-se daqueles maravilhosos empregos e do curso de turismo de que eu falei na pré-história destes comments? Pois é trabalho e estágios obligent. De qualquer forma, eu continuo, todas as semanas, a apostar 2€ e se me sair fica já o convite. encontrar-nos -emos n'O Espectro. Caro Sniper, Obviamente também estará incluído na invitation Abraços
Ai muito obrigado, vejo que tenho grandes hipóteses de não ir. Mas de qualquer modo aprecio a sua sinceridade, está a mandar-me dar uma volta polidamente.
Abraço
PS - Os seus comentários deviam ser debitados à Constança e ao Vasco, são uma delícia.
Obrigado. Nunca se sabe. O mundo muda todos os dias. Este é o nosso maior desafio. As novas tecnologias tornaram-no diabólicamente dinâmico. Acho que nos estamos a ultrapassar. Perigoso. Thanks anyway for the invitation.
Caro éme, Olhe que não! Os 2 euritos semanais são um investimento de que você ainda pode beneficiar. Haja esperança! Quanto à delicia, babei-me. Isto na mimha idade é perigoso. Ainda me mandam para uma daquelas casas onde se tem de usar fraldas, jogar dominó e ver televisão, sintonizada nas novelas e nos concursos, como diz sempre,{ até já enjoa!}, o Francisco José Viegas. Seja bonzinho e não me provoque comoções. Um abraço
Caro Sniper, Concluo que aceitou a invitation {em francês, porque eu, em inglês, só balbucio o indispensável} donde temos encontro marcado n'O Espectro. Agora satisfaça-me uma curiosidade: qual foi a sua experiência sul-africana? Lembra-se que já falámos disto? Ou era outro Sniper? Um abraço
então acha que os jornalistas, agora, no Inverno, não têm mais material para nos entreter?
as grandes manchetes,só com fogo.E de preferência, com grandes desgraças. MAS calma, já temos 15 GNR´S especializados. E agora, não podem meter baixa. Se apanham diarreia, é só entrar no helicóptero e... tráz.
E pior, a mim ninguém me convida para ir não sei aonde... . este(do blog..) sniper, é mesmo sniper. boa noite
32 comentários:
Esperança....essa palavra, em Portugal, só existe bo nome de quem, consigo, faz o-espectro.
Hasta
Obrigada pelo seu contributo para a depressão nacional, que, para os menos talentosos, significa muitas vezes desemprego.
Este dinheiro que os portugueses gastam no jogo, e que vai parar, em parte, aos cofres da santa casa, mais não é do que um imposto sobre o desespero. Com a vantagem de ser um imposto totalmente voluntário.
Mas esta quantia astronomica,por mais que soubessemos que não nos ia calhar, era sempre uma tentação.
Pois apostam e como é lícito esperar não lhes sai nada.
As hipóteses são 1 para 76.000.000, ou seja, 0,000000013.
Portanto tudo o que for acima da aposta mínima é dinheirinho bem gasto, eheheheheheh
Não foi Fernado Pessoa que disse "Deus quer, o homem sonha, a obra nasce",
É pena é que o sonho não se apoie em enprendorismo, mas sim em 7 numeros.
Já agora, a fórmula do "Em Portugal é tudo mau"e o "Lá fora é que é tudo bom" não está um bocado gasto?
Eu sei que em certas pessoas, este sentimento revela ignorânica, noutras frustação e noutras é nada mais que "peer pressure".
No entanto em algumas, simplesmente
não consigo perceber.
Para além do exposto no post, que é deprimente de tão real que é, o interessante também é ouvir as entrevistas que as TV(s) fazem aos apostadores, sobre a aplicação que fariam ao dinheiro se jogassem. Bom, a esmagadora maioria diz que pagava a casinha ou comprava outra nova, dava outras casinhas aos filhos, e viviam muito felizes a vidinha neste manicómio. Ainda não ouvi ninguém dizer que ia viver para o Rio de Janeiro, e ficar afogado em caipírinhas e bundinhas, e passear pelo mundo numa boa a curtir, ou então investir numa fábrica ou num negócio qualquer, realizando um sonho profissional ou mesmo da escola, ou a ajudar e patrocinar algum programa de solidariedade nacional ou internacional, independente das tradicionais ONG(s), que são uma fraude e autênticas quadrilhas de malfeitores, comprar obras de arte, mecenatos, etc. Nada disto. A casinha e a vidinha. Preciso de beber um copo e fumar um cigarro. É demais.
Há uma tendêncianacional para esperar que a salvação nos caia no colo. Ele é o euromilhões, o Cavaco, o D. Sebastião...
Pois é! Eu joguei 2€ e se me saísse zarpava imediatamente. Não ia para o Rio de Janeiro, mas para a Provença {não confundir com a Côte d'Azur} e não beberia caipirinhas, mas uns Côte du Rhône e nos grandes momentos um Château Pétrus. E no Verão, quando chegam as hordas de turistas, nos quais me incluo,ia para a Puglia, onde quase só há italianos e regalava-me com os antipasti e os secondi e tavez um Montecalcino. Claro que tenho a certeza que a prole me seguiria, atendendo a que são jovens licenciadas com os magníficos e bem remunerados empregos que a pátria proprciona. O que ainda anda com os livros, olhando o exemplo das manas, escolheu um curso prático de turismo, porque não é excelente aluno como elas, mas é mais pragmático.
Mas o meu zarpar não tem nada a ver com o Guterres, o Barroso, o Cavaco e muito menos o Pedro, que me restituiu as gargalhadas do PREC. Tenho 55 anos e nunca gostei da Pátria, só não tive corajem na hora certa...Afinal vivia em algodão em rama para quê arriscar. Parva!
Existem vidas decentes ganhas pelo trabalho. O problema é que vidas decentes ganhas pelo trabalho... implicam que se trabalhe. E nós por cá preferimos baixas, fins-de-semana, matar a mãe três vezes, ir buscar os meninos à escola, pontes, cumprir com a hora de saída, feriados, e já agora, jogar no euromilhões.
Somos calões enérgicos.
Por aqui se vê a esperança que tÊm de ter um trabalho decentemente pago para ganharem uma vida^.
CCS,VPV
a propósito jogos,
espero vossas apostas:
realidade florestal
fogos 2006
expectativas
até já
Mª Lurdes, como eu adorava comentar o que você escreveu...., mas posso dizer, "welcome to the club. I know the feeling"...
Mª Lurdes Delgado,
Ahhhhhhhhhhhh, como eu a compreendo.
Muito bom.
Pois. infelizmente para alguns, só mesmo com o jogo. Acabadinha de sair da universidade, cheia de esperanças para o meu 1º emprego, a única coisa que consegui foi trabalhar 8 horas por dia a pagarem-me 350 euros por mês! Se não fosse a esperança do jogo, bem podia esperar para poder sobreviver.
É este perigoso espírito de tanto miserar que nos pode levar ao sonho do facilitismo da taluda...ou mesmo ao desejo do regresso de um Sidónio capaz de limpar a choldra e tranquilizar a nacional mesquinhice.
Caro Mário Figueiredo,
Você há-de me explicar como é que com 500€ por mês se ganha decentemente a vida com o trabalho. Estamos a falar de trabalho e não de emprego, sem nunca se ter feito uso de baixas, sem nunca se chegar atrasado 5 minutos e com o back-ground de licenciaturas na UP com as seguintes médias: 17 e 16? Ainda bem que há os papás {eu sou a mamã} para não morrerem de subnutrição.
Donde, mantenho que a prole me seguiria alegre e velozmente, apesar da magnífica Pátria {agora sempre com maiúscula, senão temos que aturar o Alegre} que eu lhes dei.
Caros Sniper e ème,
Se quiserem bons endereços na Provença, a preços menos faraónicos que os do nosso delicioso Algarve estou disponível. Só eu sei o que penei há 15 anos, quando resolvi que a família merecia mais que o aldeamento de S. Rafael. Também posso ajudar na Toscânia e na Puglia.
Abraços
Caro Mateiro,
Se me permite o trocadilho o sr. foi não Mateiro, mas Certeiro, perante a vergonhosa taluda que nos tem saído e ao nosso querido país n´estes ultimos anos e que são os fogos e àreas ardidas.
Como dizia tb. outro comentador venha outro Sidónio para limpar a choldra da porcaria dos políticos incompetentes que nos têm (des)governado nos ultimos anos!
E este ano tudo se prepara para o "espectaculo-filme de terror" se repetir, curiosamente os srs. jornalistas tb. se preocupam em encher páginas e "cassetes" com tricas irrelevantes e não nos informam sobre o estado de limpeza das matas nacionais!
Porque será?
A vidinha por que anda a " passar " o dr. VPV, por causa de criticar o Prof. Anibal. Coragem .Niet
Cara Maria de Lurdes,
Conheço bem a Itália dappertutto, até já lá trabalhei.
De qualquer modo obrigado pela amabilidade.
Caro éme,
Eu só lá estive como turista num magnífico agriturismo em San vito dei Normanni, pert de Ostuni, de Martina Franca e do "postal" Alberobello. Foram 3 semanas tão magníficas, que o meu filho à época com 17 anos e já sozinho com os "cotas" pediu para voltar no ano seguinte e nós fizemos-lhe a vontade {e a nossa}. Continuo a manter contacto com os proprietários e um dia hei-de voltar, não a convite como eles insistem, mas com reserva.
Um abraço
Cara MªLurdes Delgado,
Muito obrigado pela sua atenção e simpatia. A Itália é um pais maravilhoso, que felizmente conheço bem; no entanto todas a "dicas" são sempre bem vindas.
Cara Maria de Lurdes,
Também posso ir?
Abraço
Caro éme,
Este ano vou para a Provença. Será a minha 8ª saison provençal! En couple desde há três anos, porque a prole já não pode acompanhar. Lembra-se daqueles maravilhosos empregos e do curso de turismo de que eu falei na pré-história destes comments? Pois é trabalho e estágios obligent. De qualquer forma, eu continuo, todas as semanas, a apostar 2€ e se me sair fica já o convite. encontrar-nos -emos n'O Espectro.
Caro Sniper,
Obviamente também estará incluído na invitation
Abraços
Cara Maria de Lurdes,
Ai muito obrigado, vejo que tenho grandes hipóteses de não ir.
Mas de qualquer modo aprecio a sua sinceridade, está a mandar-me dar uma volta polidamente.
Abraço
PS - Os seus comentários deviam ser debitados à Constança e ao Vasco, são uma delícia.
Cara Mª de Lurdes,
Obrigado. Nunca se sabe. O mundo muda todos os dias. Este é o nosso maior desafio. As novas tecnologias tornaram-no diabólicamente dinâmico. Acho que nos estamos a ultrapassar. Perigoso. Thanks anyway for the invitation.
Caro éme,
Olhe que não! Os 2 euritos semanais são um investimento de que você ainda pode beneficiar. Haja esperança!
Quanto à delicia, babei-me. Isto na mimha idade é perigoso. Ainda me mandam para uma daquelas casas onde se tem de usar fraldas, jogar dominó e ver televisão, sintonizada nas novelas e nos concursos, como diz sempre,{ até já enjoa!}, o Francisco José Viegas. Seja bonzinho e não me provoque comoções.
Um abraço
Caro Sniper,
Concluo que aceitou a invitation {em francês, porque eu, em inglês, só balbucio o indispensável} donde temos encontro marcado n'O Espectro.
Agora satisfaça-me uma curiosidade: qual foi a sua experiência sul-africana? Lembra-se que já falámos disto? Ou era outro Sniper?
Um abraço
oh Paulof,
então acha que os jornalistas, agora, no Inverno, não têm mais material para nos entreter?
as grandes manchetes,só com fogo.E de preferência, com grandes
desgraças.
MAS calma, já temos 15 GNR´S especializados.
E agora, não podem meter baixa.
Se apanham diarreia, é só entrar no helicóptero e... tráz.
E pior, a mim ninguém me convida para ir não sei aonde... .
este(do blog..) sniper, é mesmo sniper.
boa noite
É mesmo o desespero!!!
O meu desespero é tão grande que até leio VPV na esperança de que um dia ele escreva alguma coisa de jeito...
Agora a sério: Por favor, seja tolerante connosco. (Nós os humildes a quem ninguem paga fortunas para escrever banalidades).
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