sexta-feira, fevereiro 17, 2006

RIDÍCULO

Vários leitores pediram-me para explicar por que é que num post anterior considerei ridículas as afirmações de Pacheco Pereira sobre os “tempos miseráveis e humilhantes” que se arriscava a viver por criticar “livremente” a Procuradoria-Geral da República e os seus agentes. Confesso que o ridículo, o exagero levado até ao umbigo, me pareceu que dispensava explicações de maior. Aparentemente, não dispensava. Assim sendo e a bem dos leitores, passo a explicar: uma coisa é criticar as buscas feitas ao jornal 24 Horas (uma iniciativa, aliás, que ainda não ouvi ninguém defender e que ainda não foi também devidamente esclarecida) ; outra, completamente diferente, é ver na Procuradoria-Geral da República, nomeadamente em Souto Moura, um perigo à liberdade de opinião e, em particular, à liberdade de opinião de Pacheco Pereira. Ao longo dos últimos tempos, Souto Moura tem revelado um apreciável conjunto de defeitos: mas só por má fé ou por puro exibicionismo se pode considerá-lo uma perigosa ameaça à liberdade de Pacheco Pereira (ou de qualquer outro) opinar semanalmente sobre as mais diversas matérias.
P.S. Como não quero saber das "leis da blogosfera" para nada, não deixo de lembrar que Pacheco Pereira, no curto período de tempo que teve responsabilidades no grupo parlamentar do PSD, não se notabilizou propriamente pela defesa da liberdade de expressão. Por ele, os jornalistas não punham o pé nos corredores da Assembleia da República. Agora, pelos vistos, viraram heróis numa luta gloriosa contra os abusos do Procurador. Ridículo? No mínimo.
ccs

91 comentários:

Rui Borges disse...

Irra que nem com um fim de semana à porta vestem um fato mais alegre!

Unreconstructed disse...

As "Regras da Blogosfera", enunciadas no Abrupto ao jeito das Teses sobre Feuerbach (de um outro pensador, que JPP tem certamente por seu igual) são uma admirável confissão de derrota e um grito de raiva impotente que apetece saborear. A questão é a seguinte: JPP define sempre - ou pretende sempre definir - em proveito próprio as regras dos debates em que participa; é por essa razão, para maximizar a importância dos contributos próprios, fortalecendo a "marca" JPP, e desvalorizar a dos alheios, que, por exemplo, JPP não cita NUNCA outro debatente com o qual eventualmente polemique (pois isso seria fazer-lhe publicidade...) e, no seu blog, entre a tralha e os bibelots de gosto duvidoso que por lá mete (letras de cançonetas insuportavelmente arcaicas e périmées e reproduções de pintura saídas das colecções Alfa), só publica comentários DEPOIS de os ter devidamente triado e seleccionado (por idênticas razões). Mas JPP não tem sorte: outros blogs há que lhe fazem sombra (este por exemplo, porque CCS e VPV não perdem tempo a explicar-nos quão cultos são nem com que mood acordaram naquele dia, e metem logo as mãos na massa da política, que é aquilo que a gente quer ler) e porque a blogosfera, por muito que isso irrite JPP, é dada ao anonimato, permite pseudónimos como este (se tu soubesses quem eu sou, ó Zé!...) que podem existir "parasitando" os blogs alheios, escrevendo à direita e à esquerda, criando no melhor dos casos comentadores de comentadores e roubando as estes últimos algum protagonismo - e protagonismo é coisa que, já se sabe, JPP não está disposto a perder nem sequer a partilhar... Mande-o às malvas, CCS, e fique na sua.

Anónimo disse...

Eu que nem sempre concordo com a CCS só tenho a dizer uma coisa.
Muito bem dito.

Itapemirin disse...

Desde quando é que JPP dita regras? Que pena que o sumo da biblioteca da Marmeleira seja tão pobre! Nunca se desperdiçou tanto por tão pouco (ou por tão pequenos ódios que JPP foi colecionando na pequenez da sua cabeça e do seu caracter).

Itapemirin

Itapemirin disse...

Desde quando é que JPP dita regras? Que pena que o sumo da biblioteca da Marmeleira seja tão pobre! Nunca se desperdiçou tanto por tão pouco (ou por tão pequenos ódios que JPP foi colecionando na pequenez da sua cabeça e do seu caracter).

Itapemirin

Itapemirin disse...

PS: Esqueci-me. Já a Clara Ferreira Alves diz que "é disto que ele vive", referindo a JPP.

Itapemirin

Itapemirin disse...

CCS,

dá para o Vasco explicar a ilustração que escolheu para o post ali em baixo? O da chantagem!

Agradecido,

Itapemirin

Unreconstructed disse...

Já repararam que o Abrupto é o único blog conhecido que não contém uma lista de outros blogs, (tipo "as leituras d'O Espectro") nem que fosse só por cortesia? O homem inverteu aquela máxima da publicidade ("falem bem ou falem mal, mas falem de mim") no que diz respeito à concorrência, verdadeira ou suposta: é que nem para dizer mal ele fala dos outros! (Sacré caractère: vivesse ele na Rússia nos tempos do Uncle Joe e imagino no que é que ele daria... É o que eu digo: o stalinismo é um estado de espírito...)

lusitânea disse...

O JPP deve andar a trabalhar nalgum plano quinquinal e tal como Stalin quer manter a iniciativa deixando a oposição blogosférica na defensiva...

Anónimo disse...

Também eu não gostei do post do dr. Pacheco e das regras que ele quer ditar mas o tema da autocensura é muito, muito interessante.

snatch disse...

Subscrevo, sem ressabiamentos, as palavras de "unreconstructed".

Anónimo disse...

Grande CCS!

Anónimo disse...

Diz-me, unreconstructed, meu filho, mas quem és tu afinal?

Truculento disse...

Imagine-se que JPP criava um blogue onde apenas estivessem textos politicos e outro para aquela parafernalia de poesia, fotos, astronomia, e tudo o mais que nao interessa nem ao menino jesus - quantos leitores teria nesse blogue "estado de alma"?

rb disse...

Boa explicação CCS, que acompanho inteiramente. De facto este JPP incha-se demasiado e subscrevo o que disse o unreconstructed. As leis do abrupto (claro está) sobre a blogsfera, dita ele agora. Simplesmente ridículo. E depois também há aquela do "abrupto escrito pelos seus leitores". E noutro dia dizia ele quaquer coisa do género: porque aqui no abrupto os leitore têm honras de primeira página. Fiquei tão indignado com aquilo que pela primeira vez mandei para lá um email a dizer-lhe que, como comentador, me sinto muito mais honrado em ter uma caixa de comentários livre e aberta, do que ficar sujeito à selecção de emails. Óbviamente não tive honras de publicação. E aquela poesia matinal e aquele "bom dia!" é simplesmente insuportável.

Teófilo M. disse...

Já tinha gostado antes, agora gostei também.

Unreconstructed disse...

É; para além do mau feitio, há também um lado pacóvio no Abrupto (já me estava a esquecer dessa coisa imperdível que é "o Abrupto escrito pelos leitores"... Parece um suplemento de fim de semana do Diário Popular, de antes do 25 de Abril...)

zeespero disse...

Pacheco Pereira não sabe o que diz

Omar Khayyam disse...

Pacheco Pereira é dos indivíduos mais perigosos a fazer opinião(ou a tentar) em Portugal. Primeiro, porque é inteligente, o que o leva a saber posicionar-se no terreno, usando a velha táctica de aproximação ao inimigo, forjando fictícias pontes de contacto, para, depois de ganha a, pelo menos isso, condescendência, largar a artilharia sobre o seu verdadeiro propósito, levando os mais incautos a dar-lhe o benefício da dúvida, fragilizando a génese dos seus argumentos. Pacheco Pereiro tem-no feito com grande mestria. Em suma, e recorrendo a velha metáfora da mais velha ainda fábula: vai deixando nacos de comida na toca para os mais afoitos e desprevenidos lobinhos, depois, quando estes estão familiarizados com a oferenda, e toda a família sai da toca para o banquete, larga metade de um frasco de 605 Forte no mais apetitodo naco de pena de vitelinha e toda a alcateia cai dentada após dentada. Mas engana-se, há velhos lobos que já conhecem a estratégia. O Pacheco Pereira sabe muito bem que o Diabo sabe muito, não por ser Diabo, mas por ser velho!

Omar Khayyam disse...

Mas o Pacheco Pereira nãoé único a fazer isto, é apenas aquele que o tem feito melhorzinho...
CCS e VPV estarão posicionados não muito longe desta realidade.

piscoiso disse...

A minha tia Carolina, quando quer fazer um arroz de miúdos, vai ao Abrupto tirar a receita.

Mª Lurdes Delgado disse...

Eu subscrevo, se ele me autorizar, os três comentários feitos pelo Unreconstructed. Só não poderei dizer que me tirou as palavras da boca, porque tem uma capacidade para verbalizar as ideias que eu invejo.

Anónimo disse...

Obrigada pela explicação, cujo teor aliás está previsto nas Leis do Abrupto sobre os Debates na Blogosfera, aquelas para as quais linka apesar de não querer saber delas: A maioria dos debates na blogosfera são ad hominem.

Mas não esperava grandes surpresas no Espectro.

Helena

Unreconstructed disse...

Para MLD: V. faz-me corar... Não tivesse eu 350 anos e não morasse V. no Porto, e gostaria de poder oferecer-lhe um café.

Anónimo disse...

A senhora Delgado ficou encantada com o unreconstructed... e faz muito bem, pena é que este também seja outro que gosta de recorrer a artimanhas e truques sumariamente retirados dos sábios textos sobre as estratégias fatais para se dar importância. E então aquela tirada, que passo a citar, é de risos: "se tu soubesses que eu sou, ó Zé". Ora, "...ó Zé" não é mais que uma madrasta tentativa de passar a ser olhado como um igual ao "Zé". Significando isto que o unreconstructed desdenha da estratégia do "Zé". E não é a minimizar o "Zé" que se consegue igualar o "Zé". Eu, por assino-me Khayyam porque invejo o original Omar. Mas hoje serei "Zé", o "Zé da regada".

Anónimo disse...

Essa referência aos tempos em que os jornalistas foram impedidos de circular em determinadas áreas do parlamento soa a vingançazinha. Por que zonas do Parlamento eram impedidos de circular? E havia uma explicação? Quando foi?

Zé da regada disse...

love is in the air...

Unreconstructed disse...

Caro Anónimo das 4:50 (aliás Omar, aliás Zé da Regada): V. deve ter carradas de razão, mas eu não consigo dizer-lhe nem que sim nem que não, pela simples razão de que não percebo metade do que V. diz (essa então "dos truques sumariamente retirados dos sábios textos sobre as estratégias fatais" ultrapassa em muito as minhas modestas capacidades de entendimento): V. fala como se eu quisesse apear o JPP do seu pedestal e pôr-me lá em cima no lugar dele, mas talvez lhe escape que eu sou um comentador anónimo, que anónimo era e anónimo serei, e não tenho nada a ganhar com isto senão o gozo de ler e escrever - o que não é exactamente o caso de JPP. Se me permite um conselho, imagine menos "urdiduras" e procure divertir-se mais.

Anónimo disse...

Estranho tanta referência a JPP e ao Abrutpo nos comentários deste blogue, e tão pouca discussão do conteudo dos posts...

Formolista disse...

O que tenho para dizer é muito importante, sobretudo em termos ortográficos. O meu comentário acaba neste preciso momento

Anónimo disse...

O JPP que vá dar banho ao cão...

Anónimo disse...

Constança
Você não é ingénua.
Eu do PGR só queria saber como é que terminaram os inúmeros inquéritos instaurados pela procuradoria relativamente às fugas de informação. Lembra-se ?
Só queria que me esclarecessem como é que se arquivou o processo disciplinar instaurado a Adelino Salvado relativamente às conversas que teve com um Octávio do CM, sobre o processo Casa Pia e cuja decisão não foi pacífica.
Matéria sensível, não é ?
É necessário coragem.
Como o Pacheco Pereira.

Anónimo disse...

A ajustar contas do passado com JPP? E a dar-lhe razão: "ad hominem"...

Anónimo disse...

Muito bem! Quem fala assim não é gago (a)...Força CCS!

Omar Khayyam disse...

unreconstructed, não faço outra coisa senão divertir-me, alias, não descortino outra razão para andar por aqui!
Anónimo é, anónimo será. Tanta certeza sugere dúvidas.
Mas não deixo de concordar consigo quando diz que não pretende apear o "Zé" do seu pedestal. Apenas concorda que ele está lá, no pedestal.
Oxala por lá fique.
Por mim, o unreconstructed já tem um pedestal igualzinho ao do "Zé".
Admiro a inteligência de ambos, não me deixo enganar por nenhum, porque sei que mesmo a mais torta das palmeiras, atira para o chão do deserto uma sombra direita se vista no momento certo e num dia solarengo.
Em suma, divirto-me apenas e não quero mal a ninguém.
Quanto às urdiduras, essas fazem apenas parte da diversão... sem elas, isto seria como uma ribeira seca.
E o seu limite para entender isto: "truques sumariamente retirados dos sábios textos sobre as estratégias fatais", é falsa modéstia sua.
Fica-lhe bem mas retira-lhe viço.
Simpatizo consigo. Não me humilhe mais.

rb disse...

Parece que até já estou a ver a PJ a entrar em directo no programa quadratura de circulo e a dizer: - Tirem as mãos dos microfones!

rb disse...

Entretanto o Van Krieken já anda por cá, no post anterior da CCS. Isto está a animar.

Cândida Pinto disse...

Agora é desporto nacional malhar no JPP. Pode ser que se tenha posto a jeito. Mas não percebo o fascínio que a Grande Loja do Queijo, contra quem JPP iniciou uma cruzada, exerce em 'quem' manda. Não há jornalista ou político que os não leia. E eu continuo sem saber que são, e eles tem influência real.

Sinceramente não percebo como é que ainda há dias a CCS trocava salamaleques nestas caixas de comentários com alguns dos que lá escrevem.

CP

Vera Cymbron disse...

ping...pong...ping...pong...
pufff... perderam a bola de vista.
Eu também!
Resta-me aplaudir de sorriso amarelo a tentativa do Sr. Pacheco Pereira fazer smash... sim, tentativa, porque a bola nem vê-la.

tina disse...

Concordo com o texto principal do post. Porém, o P.S. e a maioria dos comentários obedecem à letra à oitava lei do Abrupto sobre os debates da blogoesfera (aquela do lixo que atrai lixo).

rb disse...

E a Tina veio cá confirmá-la, foi?

Mª Lurdes Delgado disse...

Caro Unreconstructed,
Apesar dos 350 anos venha ao Porto, mas não espere pelo TGV apanhe a A1, que eu ofereço-lhe o café, no sítio mais publicitado nestes comentários. Qualquer dia começo a cobrar-lhes a publicidade em pingos. Não imagina o que seja, venha ao Porto.
Achei uma delícia a maneira como rematou a resposta ao Anonymous das 4:50 PM. É o que eu tenho feito desde que descobri isto. Estarei eternamente grata à CCS e ao VPV, mesmo que eles percam a paciência e me expulsem. O meu psiquiatra é que lhes vai rogar uma praga.
Cordialmente

Mª Lurdes Delgado disse...

Caro Atento,
Não se abespinhe tanto. A gente pode apoiar o PS, mas temos que ter fair-play. Já viu se eu não o praticasse? Quase todos os jantares tinha de expulsar a família da mesa. E, escusa de vir um engraçadinho com a piadinha que eu é que me arriscava a ser expulsa, porque nós temos um azulejo de fino recorte estético que diz: "Cá em casa manda ela" e não acrescenta mais nada.
Cordialmente
PS {não é o nosso}:4ªfeira não perco a cara dos nossos quatro marretas {'tá bem. O Jorge Coelho, não é um marreta}

Mário Azevedo disse...

até me vieram lágrimas aos olhos!

Manuel disse...

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

a/c 'Cândida Pinto' (?!)

Qual é o seu problema com a Loja ? Não impomos nada a ninguém, apenas pretendemos fazer as pessoas pensar (pela SUA própria cabeça), so what ? Já tiramos a loja do blogómetro para ninguém ficar chocado com as audiências, que raio quer mais ? que sejamos ilegalizados ?

Anónimo disse...

E assim ficamos na mesma quanto ao essencial: a irrepreensível conduta do excelentíssimo e digníssimo senhor procurador-geral da república, (sim, tudo isto em minúsculas e seguido de outra vénia colossal!), DOUTOR SOUTO MOURA!

E ainda há quem diga que o lixo atrai lixo?

Ah, grande Omar, como eu te admiro...

unreconstructed: bravo, rapaz! Não é todos os dias que se tem assim uma goela tripeira aberta aos 350 ânos...

Mª Lurdes Delgado disse...

Uma pergunta,{ perguntar não ofende ou ofende?}: essa tão publicitada Loja é aquela que se diz que é dos Srs.Procuradores e que, na opinião de um pessoa que eu cá sei {não vale a pena esforçarem-se, porque não bloga}, vêm todos daqueles MLs?
Ou isto é mais um "colos"?
Colos-neologismo significando boato

Mª Lurdes Delgado disse...

Caro Mário Azevedo,
Quer um lenço para limpar as lágrimas? Terá que vir ao Porto.

Manuel disse...

dos 19 membros actuais (alguns em sabática) há três elementos ligados às magistraturas, mais quatro juristas. O resto vai desde médicos (dois), a economistas e arquitectos, passando por um matemático (muito pouco) aplicado (eu próprio).

Manuel disse...

quanto à parte dos MLs... a média etária é demasiado baixa para tal ser sequer possível.

Mª Lurdes Delgado disse...

Manuel
Gratíssima.
Afinal sempre eram "colos"
Cordialmente e com inveja da idade

Jose Sarney disse...

CCS,

Toda a razão.

Anónimo disse...

óh Manuel, eu cá gosto muito da sua GrandeLoja. Continuem!!!

sniper disse...

O JPP tem toda a razão naquilo que escreve e afirma sobre a justiça e o PGR. O JPP, é na minha opinião, um verdadeiro animal político, esclarecido, culto e com uma capacidade premonitória notável, apesar de em alguns temas estar em profundo desacordo com ele. A política da vidinha do dia a dia, é a que é feita pelos nossos políticos, os visíveis e os invisíveis, os do poder e da oposição. É esta a política que eu detesto. A política do bate e foge. Li nestes em alguns comentários referências ao blog de JPP, as quais não estou de acordo, como é óbvio, mas são reveladoras de uma grande hipócrisia e de argumentação fácil do tipo popularucho. Eu não comento no blog do JPP, mas consulto-o com frequência, atrevendo-me a classificá-lo como um blog de consulta. Os blogues não têm que ser todos assim como " O Espectro ", onde por vezes se corre o sério risco de se tornarem salas de chat, esvaziando o excelente conteúdo de alguns posts, numa algazarra de fait divers de gosto duvidoso. O trabalho, a disciplina, a inteligência, sempre fizeram inveja a muita gente, que pretendem o fast food da política ,e porque não, o de alguma blogosfera. O direito e a coragem de ser diferente, é um tema muito complicado. Sobre o PGR, e "sus muchachos", Cluny(s) e companhia, só me espanta como é que ainda não foram processados e presos por obstrucção à justiça, à democracia e à economia. Não há país democrático que vingue, sem uma justiça que funcione, que seja transparente e leal para com os cidadãos e instituições privadas ou públicas. Quem é que quer investir e arricar num país onde a justiça anda nas bocas do mundo pelas piores razões? Uma justiça onde um boçal da pior espécie, o PR da Venuzuela, Hugo Chavez, disse repondendo à nossa indignação por causa do piloto da Air Luxor estar em preventiva há um ano, que em Portugal havia venuzuelanos presos preventivamente à mais tempo em Portugal.. Ás vezes gostava de ser bruxo para perceber certas coisas.., e certos posts...

TVIstyle disse...

Desde o post à generalidade dos comentários isto é TVI STYLE!

Aprendizes de jornalista d'O Crime ou do 24 Horas, este estilo é bem pior!

Anónimo disse...

Às vezes o JPP faz-me lembrar o VGM (não os comparo intelectualmente porque acho que VGM está a milhas de distância do JPP) mas tb sabe todas as línguas, traduz tudo sozinho,não tem uma alma viva que o ajude nem a rever as páginas escritas noite adentro, por isso é o maior. O JPP gostaria de ser sp o maior, mas não o é de certeza, não pq eu ou outros comentadores o dizem, mas pq a história o há-de reconhecer. Algumas coisas que escreve são pobremente confrangedoras, mas como neste país os meios de comunicação são sp para aparecerem os mesmos, aplica-se o velho ditado:água mole em pedra dura tanto dá até que fura e ele lá vai cantando e rindo com um olho bem aberto num país de cegos. Prefiro ser estupido ou mediano no meio de inteligentes do que o contrário. Para a vaidade de alguns isso era demasiado. É o caso.

Anónimo disse...

,,,

Anónimo disse...

tanta raiva tanto ressentimento tanta inveja

Luís Goldschmidt disse...

Concordo a 100%! De tanto estudar Cunhal...ficou assim, na Marmeleira!
O Pacheco Pereira chega a falar mal de quem não conhece! O VPV só fala mal de quem conhece! É essa a diferença. E é do tamanho do Mundo!

Luis Goldschmidt disse...

Concordo com a CCS!

sniper disse...

Uns para a Marmeleira, outros para os bancos da escola de um kibutz.

Mário Figueiredo disse...

Não consegui realmente perceber o comentário de PP no abrupto. No entanto, não me parece que ele tenha se referido explicitamente ao caso das buscas no 24 Horas.

"A auto-censura está a crescer exponencialmente na nossa sociedade. Já não bastava a história das caricaturas, começa-se agora a policiar o que se escreve."

Começa assim o parágrafo em que ele se refere mais adiante aos "tempos miseráveis e humilhantes". Penso que pretendeu usar de um exemplo. Uma ilustração (talves um pouco patética, aceito) do ponto fulcral do seu discurso; a auto-censura e policiamento de ideias.

Anónimo disse...

O caso do JPP é muito simples: a maioria dos blogueiros não suportam que ele esteja acima da mediocridade dominante, e querem afinar tudo por baixo
A CCS já tem a mesma escola e começa a produzir LIXO que atrai LIXO. Razõa tem as leis dele e é por isso que vos irrita.

Anónimo disse...

Olha, olha, afinal há magistrados e juristas na Grande Loja. Isto está bonito! MAGISTRADOS QUE ESCREVEM COMO ANÓNIMOS NO BLOGUE BOATEIRO!
E depois ficam indignados com o que escreve o JPP ....
É preciso é não ter vergonha na cara. Assim vai a Justiça em Portugal.

Anónimo disse...

Sim, a CCS que se cuide com os seus amigos magistrados anónimos.
Olhe como acabou o Independente....
E não se esqueça da regra do lixo!

sniper disse...

Olha, que anónimos muito intressantes. Estou a adorar. Pensava que estava a falar sózinho..Boa.

Mª Lurdes Delgado disse...

Que injusto! Então e eu? e o Niet?

sniper disse...

Cara Mª de Lurdes,

Só você é que me fazia rir hoje..O Niet e a Mª de Lurdes, sou "eu". São parte da minha identidade neste mundo virtual. São alguém que trataria por tu, ( são muito poucos ), no mundo real. Os exmos. anónimos abaixo do mário figueiredo, deram "umas respostas" que considero importantes..., e a "César o que é de César". Ah, ah Mª Lurdes, você é de filme..
Até sempre..

josé disse...

Escrevo na GLQL com o nome "josé". Por acaso é o meu nome, mas funciona como um pseudónimo para quem não saiba. Como aliás, a maioria dos nomes que vejo escritos por esses blogs fora. Que me adianta per por exemplo o nome "Gabriel" mesmo que traga o apelido "Silva"?
Embora conheça pessoalmente o visado que escreve no Blasfémias e que encontrei pessoalmente por uma única vez no Porto, num colóquio num café, posso dizer que o conheço?! Ou ele a mim?!
Não posso, porque não sei quem é exactamente; que formação tem; quem é a família; em que escolas andou e o que produziu ou faz como profissão.
Nem isso me interessa particularmentem, porque o que leio do que ele escreve me basta para perceber que é pessoa com quem se pode argumentar e discutir. E ficamos por aí. A propósito, um dos colegas de blog que assina como CAA e que me vitupera o anonimato, também me conhece pessoalmente da mesma ocasião e dele sei exactamente o que sei do Gabriel- quase nada que me permita dizer que não é anónimo, apesar do nome...


Quanto ao facto de na GLQL esceverem "magistrados":
Qual é o problema que em blogs escrevam historiadores, sociólogos, professores, empresários ou jornalistas?!
Devem as pessoas que escrevem em blogs com nome próprio ou em pseudónimo serem catalogadas por aquilo que fazem na vida profissional? E se sim, porquê?

Vamos supor que serei magistrado ou advogado ou juiz ou até jornalista. Em que é que isso interfere, altera, modifica, condiciona aquilo que com o nome "josé" escrevo em artigos de opinião pessoal, como centenas de outras pessoas o fazem?!
Nada. Simplesmente, em Portugal ainda existe a basbaquice que felizmente está a desaparecer ( pelas piores razões, aliás)de quem um magistrado é alguém que se distingue do comum dos mortais na paleta social e por isso, alguém que pode ser apontado a dedo, em termos de um prestígio postiço ou uma ignomínia provocada ( agora).

Um magistrado exerce a profissão num tribunal e dentro de um processo, naquilo que promove, diligencia, julga, decide, recorre e volta a decidir. Nada mais.
Num blog, um magistrado apenas tem de suplemento uma eventual vantagem competitiva que advém de conhecer a realidade interna de um tribunal e as particularidades de uma ou outra lei com que está habituado a lidar de mais de perto. É evidente que isso é uma vantagem relativa, mas também o seria se fosse um professor de cátedra de direito Processual penal a escrever num blog sobre os problemas processuais do caso Casa Pia, por exemplo...
Isso porém, nunca poderia ser assimiladoá profissão em moldes de se poder dizer em forma de anátema que num determinada blog há "magistrados" a escrever! E se houver?! Qual é a diferença? Só haveria diferença se esse putativo magistrado tivesse um blog em que se pusesse a discorrer em público sobre os processos em que tem que promover, investigar, decidir, julgar, recorrer, etc etc.
Será que é muito difícil de entender isto?
Parece que é...

Então peguemos num outro exemplo.
Um determinada indivíduo que assina como Rui Tavares e que se sabe que é historiador porque ele não se importa que se saiba, publicou num blog um texto em que apela a uma intervenção cívica para uma libertação de uma reclusa num convento que estaria aí sequestrada. No caso, a falecida Irmã Lúcia. Se fosse apenas uma blague daria para rir e para uma artigo no Inimigo Público! Mas não! O assunto foi levado a sério.
Assim pode muito bem questionar-se um tipo que é historiador e que escreve em blogs o que é que ele aprendeu da história da Idade Média, da história do mundo ocidental que em certos períodos se confundiu com a história da Igreja, o que percebe ele enquanto historiador, daquilo que é a vida monástica; o seu significado para quem lá está. Qual o valor das ordens religiosas e a vida em conventos.

Este aspecto da História escapou-lhe pela certa...
Assim, se um indivíduo que escreve em blogs e que é jurista conhecido, se puser a dizer ou discorrer disparates, pode muito bem ser criticado pelo que disse em função dos conhecimentos que deveria ter.
Mas, é esse o único reparo que se poderia fazer.

Outros, não entendo.
E reivindico o direito a usar pseudónimo que continuarei a usar.
No entanto, a quem me escreve, não nego a identificação se ma pedirem.

Mª Lurdes Delgado disse...

Caro José,
Em relação ao anonimato e aos pseudónimos absolutamente de acordo consigo. Eu uso o meu nome, porque não sou mais que uma burguesinha do Porto, que não tem actividade profissional e que ninguém conhece, isto é, irrelevante. E mesmo assim omito o últmo apelido, porque esse considero que me foi emprestado e faço o possível, para se o tiver que devolver, fazê-lo em bom estado.
No entanto, acredito que o homem também é a sua circunstância. E "essa" sua circunstância não está desligada daquilo que escreve, como também não estarão ausentes as suas leituras, as suas viagens, as suas conversas com pessoas interessantes, a sua infância, a sua adolescência ...
Agora, quanto à irmã Lúcia e ao seu "sequestro", tenho poucos dados para avaliar, andando eu farta do diz que disse. E como agnóstica e desde sempre agnóstica, pois ao contrário da esmagadora maioria dos portugueses da minha geração e da classe média a que sempre pertenci, não fui educada na religião católica, dizia eu, como agnóstica aquilo ultrapassa-me.
Cordialmente

josé disse...

Cara Mª Lurdes:

Concordo com o aforismo de Ortega Y Gasset, dentro de certos limites que são estes:

O HOmem é também o seu carácter. Se isso for uma circunstância pois que seja também valorizada. E se um carácter for mesquinho, hipócrita e com limitações óbvias impostas pela inteligência com que foi provido, pois que seja por aí avaliado também.
Um nome pouco significa se a verdade por detrás for uma desgraça.Conhecida ou inominada. E se o carácter molda a personalidade, é através dos escritos e dizeres que ele se manifesta. Muito mais do que pelos afazeres da vidinha.

Termino, com cumprimentos.

Anónimo disse...

O que é verdadeiramente importante josé é que você e os seus companheiros de blogue escrevem insinuações, calúnias, boatos, fazem até afirmações em tom ligeiramente ameaçador que, quer queira quer não, um Magistrado não pode nem deve fazer.

Efectivamente, aos magistrados exige-se maior sentido ético, maior recato e um comportamento cívico exemplar uma vez que está nas suas mãos administrar um dos bens mais preciosos que a democracia nos dá: a justiça.

A sua "vantagem competitiva", como lhe chama advém de uma condição em que foi investido pelo Estado com atribuição de poderes públicos.

Não a pode usar como se fosse sua e ainda por cima sob a capa do anonimato ou pseudónimo, como agora lhe chama.

Como sabe, a GLQL é lida porque as pessoas procuram ali informação qualificada pela condição profissional de quem ali escreve, que é óbvia.

Se dá o seu nome a quem o pedir, porque é que então não assina com ele?

Eu peço-lho. Aqui, nesta caixa de comentários. Vai dar?

Outro José.

josé disse...

Queria dizer " através dos escritos e dizeres que ele se manifesta" e ainda nas atitudes reveladas e conhecidas.

josé disse...

Caro anónimo:

Aponte-me uma! Só uma!
E não estou a pedir. Estou a exigir sob pena de não passar sim, de um reles caluniador.

josé disse...

Não confunda opinião sobre factos e sobre aquilo que escrevem algumas pessoas sobre factos, como uma forma de ataque ad hominem.

Não o é. Aliás, o próprio Vasco Pulido Valente, em tempos, defendendo-se de acusações nesse sentido, explicou-se numa entrevista dizer isso mesmo.

Escrever sobre aquilo que me parecem asneiras que algumas pessoas propalam ,como é o caso do Eurico Reis, só para dar este exemplo recente ( podia acrescentar Vital Moreira e JPP) não é atacar ou vilipendiar pessoalmente esses indivíduos que não conheço pessoalmente.

Provavelmente se conhecesse até me coibiria de escrever criticando o que dizem.

Contudo, no blog em que escrevo há semprem ocasião imediata de rebater argumentos e as pretensas calúnias, em directo.

Se por acaso o anónimo acha que alguma vez o fiz, EXIJO-lhe que mo aponte.
Aqui, lá ou por mail que aqui deixo porque deixou aqui a ignomínia:
jmvc@sapo.pt

O meu nome, não o dou aqui, a si, porque não sei quem é. Afinal é anónimo...

josé disse...

Afinal, o Vital Moreira até conheço pessoalmente. Porém, até é um com exemplo.
Pessoalmente acho que é um bom professor e tem obras de grande valor. A Constituição anotada com GOmes Canotilho é uma delas.

Aqui fica a distinção que até vem a propósito.

Anónimo disse...

O josé é muito previsível. (Circula uma lei na blogosfera sobre isso.) Usa sempre a mesma técnica. Invoca casos alegadamente parecidos com o seu, neste caso VPV. Há uma ligeira diferença: toda a gente sabe quem é VPV. E outra menos ligeira: VPV não insinua nem é magistrado. Dá sempre jeito ter um nome sonante ao lado, mesmo que não tenha nada a ver com aquilo de que se fala.

Depois, dá exemplos que não têm nada a ver com o que está em causa, tentando desviar a atenção do verdadeiro problema. Já no seu texto mais acima dá o exemplo de um historiador que, certamente por puro acaso, usa o seu próprio nome.

E agora exige-me coisas! Isto aqui não é o Tribunal. Somos todos iguais. Embora uns mais do que outros.

Anónimo disse...

E só para recordar o veraddeiro problema é que o josé é magistrado, fala sobre a justiça, sobre processos e investigações em assuntos em curso, olhe, por exemplo o caso Eurominas que a GLQL se orgulha de ter reaberto e escreve anónimo num blogue onde há, lançados por si e pelos seus colegas de blogue, insinuações e boatos permanentes sobre temas de justiça ( a rolha de Proença de Carvalho, lembra-se?)

Essa é que é a verdadeira questão. Quer fazer justiça, anónimo, fora do seu Tribunal.

Ou, afinal, não é magistrado?

Anónimo disse...

E só para recordar o veraddeiro problema é que o josé é magistrado, fala sobre a justiça, sobre processos e investigações em assuntos em curso, olhe, por exemplo o caso Eurominas que a GLQL se orgulha de ter reaberto e escreve anónimo num blogue onde há, lançados por si e pelos seus colegas de blogue, insinuações e boatos permanentes sobre temas de justiça ( a rolha de Proença de Carvalho, lembra-se?)

Essa é que é a verdadeira questão. Quer fazer justiça, anónimo, fora do seu Tribunal.

Ou, afinal, não é magistrado?

josé disse...

São esses os factos de que me acusa?

O que acaba de escrever então, permita-me que lhe diga são CALÚNIAS!

Leia o que escrevi na Loja sobre o assunto Eurominas; a declaração de interesses que fiz nessa altura. Os comentários que aduzi e depois venha para aqui DOCUMENTADO escrever como deve ser.

Leia também o que escrevo sobre "processos em curso" e fique a saber que não sou nem poderia ser magistrado nesses processos. Isso escrevi-o aí acima, mas nem soube ler o que escrevi.
Leia também sobre esses assuntos, mormente sobre o caso Casa Pia, se em algum postal que publiquei passei algma barreira que não pudesse. Leia e diga se alguma vez acusei os arguidos de serem culpados dos crimes.
Leia e diga aqui, antes de caluniar, se sabe distinguir entre a crítica aos críticos dos investigadores e a posição pessoal sobre o que poderia ou não achar, sobre o processo.
O que vejo escrito em muitos lugares dos media são opiniões definiticas sobre a inocência dos arguidos; sobre as investigações apodadas de rascas; sobre a idoneidade dos magistrados que nelas trabalharam.
Eu pelo meu lado e sem querer ser defensor de quem não precisa, procuro equlibrar o prato dessa justiça sumária e de pelourinho.
Assim, em primeiro lugar, sempre que quiser caluniar-me leia primeiro os factos em que se baseia. E só esses, pois não sou responsável por tudo o que se escreve na LOja. Era o que mais faltava!

Até lá, não passa efectivamente de um reles caluniador. Assim, com todas as letras que é para toda a gente saber.

josé disse...

E para terminar, permito-me acrescentar:

Tudo o que escrevi sobre o processo Casa Pia poderia escrever sobre outro processo qualquer, desde que se lecantassem os mesmos problemas.

Sobre o arguido Paulo Pedroso tive ocasião de dizer pessoalmente a um grande amigo dele e que respeito muito, exactamente o que escrevi e de discorar do que ele pensa.Civilizadamente e mantendo o mesmo respeito e consideração.
Ao próprio Paulo Pedroso diria exactamente a mesma coisa.

Há quem não entenda isto...

Mª Lurdes Delgado disse...

Caro José,
Grata pela sua resposta.
Entretanto a frase com que termina a frase do seu comentário das 3.06 PM, lembrou-me o Jaime Gama a responder a alguém da direita, na minha opinião, que estaria a pôr em causa a sua actuacção sobre Timor:" O senhor ou prova o que diz ou não passa de um rels e vil canalha."
Às vezes dá vontade de chamar os bois pelos nomes. Malditas "boas maneiras"!
Cordialmente

josé disse...

Caro anónimo:
Termina aqui o diálogo, com uma citação de João César Monteiro:

Se não sabe porque é que pergunta?

Anónimo disse...

Começa a ser dificil responder, não é?

António Viriato disse...

Embora com atraso,quero deixar-lhe, cara Constança, mais uma nota concordante, porque também achei ridículas aquelas presuntivas leis da blogosfera, concebidas na cabeça de JPP, que, por vezes, se toma pelo Napoleão da Política ou dos blogues, tratando de classificar e promover este e aquele com os seus mui preclaros critérios de Mr.Knows it all, dito assim mesmo, à americana : uma vez não é costume. Continue com essa determinação a desfeitear certos Budas da Política que se julgam acima de todos os demais, de quem só esperam elogios e reverências.

Anónimo disse...

monumental pancada a que o Jose recebeu dos anonimos!!!!!
a CCS também não se sai muito bem, não admira que queira fechar os comentários

custa, não custa? é que não é só bater nos outros

O JPP é que vos dá um bofetada de luva branca

sniper disse...

A participação de magistrados em blogs, já é uma actividade reprovável, na minha óptica de cidadão e "tax payer", mas muito pior é discutir-se o "caso, a,b, ou c". É muito perigoso, independentemente da perícia do magistrado em contrapôr os seus argumentos contra as legitimas ansiedades e expectativas dos comentadores. José, provávelmente você é um "big fish" da nossa praça, mas penso que a justiça deverá ter o recato e o bom senso de ser digno do poder que tem. Vem sempre à memória quando escrevo e digo isto a célebre frase da mulher de César.. Quanto ao João César das Neves, é um calhorda bem falante e arrogante, que mostra e demonstra tudo o que há de péssimo na Igreja Católica e Opus Dei. Um frustrado que será sempre professor...Aliás, daria um post muito bom e com certeza muito concorrido, qualquer coisa que falasse sobre influência da Universidade Católica, SA, na sociedade portuguesa, com o dinheiro dos contribuintes...
Uma última palavra sobre o JPP e blogs. Já escrevi aqui o que penso, e a CCS teve a amabilidade de me dirigir duas linhas a esse respeito. No entanto, penso que não é correcto estarmos a falar de bofetadas com ou sem luva, ou que este é melhor ou pior,porque está nas mãos dos "donos do blog" e dos comentadores habituais ou não, criarmos o "environment" ideal na blogosfera, para que a inovação de uns, sejam os catalizadores para algo melhor dos outros. Como num mercado concorrencial e civilizado. A auto-regulação. Deixemos o SLB, o FCP e o SCP, na rua, por favor.

josé disse...

sniper:

Falei em João César Monteiro...falhou o tiro desta vez!

Como falhou a atoarda dirigida aos magistrados que escrevem em blogs.

Fique a saber que há cada vez mais!
Basta procurar nos blogs e já fiz uma recensão dos mais importantes, na Loja onde escrevo.

Quanto à sua opinião sobre os magistrados não deverem escrever em blogs, acho isso impressionante.
Que argumentos tem para dizer que não devem?!
Limitação da liberdade de expressão e opinião baseado em que preceito legal ou constitucional?

Os magistrados só não podem falar dos processos que tem a seu cargo. É o chamado dever de reserva que vem no estatuto dos juizes e dos magistrados do MP.
Quanto ao demais, nada nem ninguém tem o direito de lhes capar essa liberdade que todos têm.
Por acaso acha que os magistrados devem ter uma capitis diminutio, nessa matéria?!

Porquê? Porquê? Responda lá, se souber.

Por outro lado, não sou big fish coisa nenhuma. Sou josé.

sniper disse...

Caro José,

Sobre o João César Monteiro, você tem a sua opinião, eu tenho a minha. Respeito óbviamente a sua. Como é óbvio, não me interessa lavar roupa suja. Não se esqueça que o enquadrei numa perspectiva muito maior do que ele próprio. José, eu não acho impressionante o facto de os magistrados não deverem escrever em blogs, porque eu ainda sou daqueles que acha que um poder/profissão que pode, por exemplo, privar a liberdade a um cidadão, com o risco de ficar impune caso se tenha enganado, deverá ter uma vida mais recatada. Vocês têm muito poder, ( vê, não escrevi demasiado ), para andar por ai a debitar sabedoria ou opiniões técnicas sobre isto ou aquilo, apesar de não falarem em processos específicos. Também era o que mais faltava, não acha? Não falo em castração, falo em bom senso. Só. José, como pode imaginar, ou já imaginou, eu sei de assuntos que você nem sonha, ( você adoraria saber de alguns..),e vice-versa, mas também sei que o blog é uma "coisa pública" onde muita gente que não tem, modéstia à parte, não tem a nossa "estaleca" e experiência de vida, ou melhor o que eu costumo chamar de "plano B" na vida, "just in case", podem ficar perturbadas dada a importância dos temas para a vida de todos nós, pelas afirmações e discussões por vezes desagradáveis que acontecem nos blogs? Caro José, tentei usar uma linguagem o mais simples e directa possível, posso até parecer redutor, mas estou certo que você percebeu onde eu quero chegar. Só para terminar, acha que eu me sinto confortável em Portugal quando ouço o Cluny a destilar ódio sobre o governo? O mesmo com os membros dos sindicatos da polícia ? Quais são os limites ?

sniper disse...

Caro José,

Para terminar, por agora claro, só gostaria de lhe deixar algumas reflexões.
A justiça funciona bem ? Não
É rápida ? Não
Está recheada de casos vergonhosos, como as fugas de informação, enetre outros? Está.
Diga-me meu caro José, se um cidadão e contribuinte não pode exigir após tantos e tantos anos, uma mudança radical?
Diga-me porque é que quando a magistratura é sujeita a qualquer tipo de métrica sobre a sua actividade e eficácia, vocês ficam indignados e enxofrados?
Todos nós somos "medidos" na nossa vida, e por vezes muitos, pagam com o seu trabalho a penalidade máxima, o desemprego, quando não estão nas expectativas dos empregadores.
Caro José, não sou magistrado, e nem tenho qualquer licenciatura correlacionável, mas posso lhe dizer que é isto que quero discutir, e não questões técnicas que você parece saber bem. A "grande farra" da justiça tem que acabar. Custa muito dinheiro aos contribuintes, meu caro.

josé disse...

Caro sniper:

Já sabe o meu poiso habitual.
Já lá coloquei um postal sobre isto.

Espero-o lá para continuar a discussão enquanto faço outras coisas.

Cumprimentos.