sábado, fevereiro 04, 2006

A REFERÊNCIA

A "iniciativa cívica" e o "poder do cidadão" não duraram muito. Alegre voltou ao parlamento. Ficar de fora, disse ele, "não seria compreendido pelos que o apoiaram". E nós que pensávamos…Pronto, está bem. É tudo ao contrário? Perfeito. Parece que lá no "Movimento" o pressionaram tanto que ele correu para S. Bento só "para ter um pouco de sossego". Em S. Bento, sossego é o que não lhe vai faltar. Quanto ao resto, continua, evidentemente, uma "referência" para o tal "milhão". Não sei se custa muito ser uma "referência". Espero que não.
vpv

16 comentários:

Jose Sarney disse...

O comodismo e a "calãzice" foi sempre apanágio dos líderes deste povo. Já no tempo de D. Manuel, esta era a Corte mais rica da Europa, à custa da pimenta da Indía.

Quanto ao "Poeta", foi meritória a sua acção, mas ao fim de três meses de trabalho, ficou 15 dias de baixa médica! Raios partam o trabalho! Para quê que inventaram o trabalho, se a gente está ali para os lados de S. Bento tão calmamente sem nos incomodarem!

A IV República, aproxima-se. No dia 9 de Março, será o princípio do fim da III.

Anónimo disse...

E o VPV, o que é que já fez de construtivo por este país?

Sílvia disse...

Meu caro VPV:
Manuel Alegre, antes de se candidatar à presidência da República e de beneficiar do tal milhão de votos, já era uma referência entre nós, não apenas pela sua poesia em verso, mas por toda a outra poesia que V.Exª tem obrigação de conhecer e respeitar.

sniper disse...

Eu acho que o Manuel Alegre está completamente perdido na vida, e não faz a mais pálida ídeia do que vai fazer no futuro próximo e não próximo.... Já não falo das presidênciais, campanha, etc, mas desde que teve o "milhão", ele só faz e diz patetices. É patético.Os custos da "referência", seguem nos próximos episódios. Acho que vai ser trágico-cómico....

MªLudes Delgado disse...

Delaraçãozinha de interesses como agora se usa, menos entre os jornalistas: simpatizante do PS e votante {sem grande convicção, diga-se, mas tive medo de na 2ª volta ter de engolir os bustos e as coroas funerárias} no Mário Soares.
Esclarecido isto, acho que o Manuel Alegre, depois da convalescença, irá dedicar-se, e bem como sempre, à poesia e arredondar o terrível fim do mês sentando-se na última fila da bancada. Pior estará a Helena Roseta, porque ou sou uma má avaliadora de "feitios" ou o Sócrates não perdoa. Perdoar em política é fatal!

Raskólnikov disse...

Presumo que ele se encontra numa encruzilhada. O que fazer com os votos Vs. virar as costas ao Ps, de vez!!

Não acredito que ele vire as costas de vez, logo opta pelo que faz menos ondas.

Tem esse direito...

Hasta

esgoto disse...

o milhão de votos em Alegre significa um milhão de pessoas que gostavam de mandar tudo isto á merda mas foram suficientemente educadas para não o fazer.É pena.

Assumida Mente disse...

Não sei quanto aos restantes novecentos e noventa e nove mil novecentos e noventa e nove votos, quanto a mim, o voto em Alegre foi a forma mais expressiva que encontrei de votar contra a forma de organização partidária que temos em Portugal.
Se depois do meu voto Alegre tivesse fundado um partido, sentir-me-ia totalmente defraudada no meu voto!

Siracusa disse...

O que Manuel Alegre possa fazer interessa a ele e é de seu direito. Gerir 1,2 milhões de votos obtidos tendo contra si, de forma organizada, todas as estruturas partidárias é uma grande responsabilidade.Tendo contra si o seu próprio partido e Mário Soares que foram batidos, quiçá mesmo humilhados, é um fardo pesado a partir de agora.

Nas actuais circunstâncias nada podia fazer de melhor que voltar ao Parlamento e à vida política que temos.

Um conselho: Fazer o que fazia normalmente e deixar quem o apoiou organizar-se da forma que julgar por mais conveniente. É que podemos ser necessários mais rápido que o previsto.

unreconstructed disse...

Alegre sintetiza-se numa única palavrinha: Patético.

alferes disse...

um milhão de escudos;
mil contos;
já tem quase...,
sem fazer nenhum.
Além de desertor.

Descansou com baixa...
Se forsse como na PSP ou GNR, lá tinham de ir 2 ou 3 deputadosecos fazer inspecção a casa.

Mas..., o homem é mais do que guarda,é proffiteur político.
Cerca de 60% da vida que o BI refere.
É obra!!!!

dng disse...

Para "anreconstructed":

Alegre já mais se resumirá a "patético". Sabe porquê? Era feio ser caracterizado da mesma maneira que Soares.

rb disse...

Aguardemos pelo próximo episódio: o almoço com Sócrates. E que belos cartoons deve dar ...

PedroP disse...

Alegre atou-se, politicamente, ao basear a campanha num discurso anti-partidário. Criou uma situação da qual só poderia sair com dignidade de duas formas. Saindo vencedor da eleição, o que não se verificou, ou, perdendo, abandonando a vida partidária.

Não me parece que tenha mostrado novas linhas de pensamento, suficientemente profundas e articuladas para fundar um partido. Também o tal milhão de votos não lhe pertencem. Chegaram-lhe à posse por negação das outras alternativas em jogo.
Por isso, um novo partido "Alegrista" não será caminho para muitos metros.

Restava, assim, o abandono da vida partidária, que ficámos a saber que Alegre considera desprezível. Claro que isso implicaria o abandono da gamela e da vida a que o político se habituou. Mas isso, devia o homem ter pensado antes de dizer o que disse.

Aguardemos, agora, para ver se vai, a partir de dentro, lutar contra as coisas feias da lógica partidária.
Seria digno, mas não é de esperar. Já borrou a pintura com a baixa para descanso, o tal descanso que me obriga a tirar dias de férias e que me recorda que "alguns animais são mais iguais que outros".
Não era contra isso que o homem falava?

Anónimo disse...

Quem tem medo da cidadania? Qual é o problema em haver um movimento cívico?
Se este país não estivesse tão podre, não teria Alegre tido o milhão de votos...

Alex disse...

Movimento de Intervenção e Cidadania (MIC) vs 'pedra no charco':

A Carta de Intenções do MIC define o movimento como sendo «independente, transversal e aberto a filiados ou não filiados em qualquer partido político, organizado de forma não hierárquica, através de núcleos de cidadãos».
«O MIC é um espaço de cidadania que promoverá e participará em debates sobre os temas relevantes e dinamizará a realização de petições, acções populares e iniciativas legislativas de cidadãos» ...
É interessante e de louvar o aproveitamento de muitas vontades dispersas (do tal milhão de votos obtidos nas Presidenciais 2006) mas ainda assim parece pouco ... para melhorar a política portuguesa.
Curioso é o facto de haver outros Movimentos / Associações / tertúlias/ blogs ... que procuram fazer algo parecido (com nuances de dimensão e acção)(vejam-se por ex: Estatutos do Movimento Cidadão Livre http://mclivre.blogspot.com/ ). Não será mais uma dispersão (para alimentar a chama/ego de alguns)? Porque não fazer a 'focagem', o congregar esforços destas massas críticas?
Ou será que depois das ondas feitas a pedra desaparece no charco? Dissolve-se... absorvida pelo 'status quo' - espero que não!

Alex, 2006.02.21