domingo, fevereiro 12, 2006

REACÇÕES

dinamarca
As reacções à minha coluna de anteontem ("Politicamente correcto?") não me surpreenderam. Fui acusado, quase sem exame do argumento em si próprio, de "islamofobia" (um novo crime), de belicismo e de medo. Comecemos pelo princípio. Não me parece que haja no Ocidente uma "islamofobia" comparável à "ocidentalofobia" (desculpem a palavra) do mundo muçulmano. A "Europa" entrou numa era, por assim dizer, post-religiosa e politicamente céptica, pouco propícia a qualquer espécie de intensidade na aversão ou no zelo. E, mesmo na América, o "revivalismo" cristão é uma cruzada contra a pornografia, o aborto, o divórcio, a eutanásia e o suicídio com assistência médica: não é uma cruzada contra o infiel. O Islão, que se acha o repositório dos valores que o Ocidente perdeu (a família, a piedade, a obediência, o sacrifício e por aí fora) tem pelo contrário uma profunda "fobia" ao Ocidente, visto como o símbolo e o vírus da decadência moral. Falando por mim, um ateu educado na tradição crítica inglesa e francesa, devo confessar que não me inclino para grandes paixões. Menos do que todas pela "islamofobia".
Quanto ao belicismo, sempre pensei que a estratégia do Ocidente para o Islão devia ser defensiva. A guerra de civilizações, que já existe, não é primariamente militar e os meios militares, como Bush provou, levam em linha recta à derrota. Se o uso da força, em certos casos, se justifica (no Kuwait, por exemplo, ou eventualmente contra a bomba iraniana), só se justifica por necessidade imediata (e manifesta) e com um objectivo preciso e limitado. Mas, posto isto, convém reconhecer uma realidade básica: o Islão não quer a paz com o Ocidente e não pode fazer a paz com o Ocidente. Do Irão ao Egipto, à Jordânia e à Síria, o único obstáculo ao caos, tanto externo como interno, é o inimigo comum. E, sendo assim, o escrúpulo oficial e oficioso de não "provocar" a fácil irritabilidade muçulmana não passa de um equívoco.

Falta a questão do medo. O medo, imagino, de explodir num restaurante e o medo, mais compreensível e mais digno, de um Ocidente sem petróleo. Como nunca me ocorreu nem uma coisa nem outra, presumo que o Islão paira como um espectro sobre a boa e bela vida da classe média "europeia" e americana. A televisão exagera e os jornais também. O pior perigo está em ceder a liberdade intelectual e política, que é a nossa essência, para conciliar o inconciliável.
vpv
(publicado no jornal Público)

61 comentários:

zazie disse...

Resta saber em que se concretizam essas guerras de civilizações e porquê agora.

Na verdade historicamente a grande mudança é um recuo do Ocidente para as suas terras no seguimento das descolonizações. Depois existe a dependência do petróleo e uma série de guerras “internas” com mais ou menos mistura “ocidentalizada”- ex: israelo-palestiniana. O terrorismo faz-se rever na jihad islâmica como forma de propaganda e a religiosidade e animosidade do Islão até é bem capaz de se rever nele (em termos de imaginário) mas daí a dizer-se que o que sucede é o contrário vai muito. Onde estão os factos que nos permitam inverter os termos e dizer que é o Islão e países que o compõe que avança sobre o Ocidente usando o terrorismo como braço armado?

Por essa ordem de ideias entrávamos na tal guerra de BD do eixo do Bem contra o Eixo do Mal e aí também nos tínhamos de incluir em qualquer tipo de avanço em nome de um outra qualquer fantasia ideológica.

(mas é saudável reler o enfado do VPV por excessos emocionais na política)

zazie disse...

para quando uma boa análise sem preconceitos da questão mais importante e que tantos pruridos causa: o centro de convergência de grande parte disto- Israel e Palestina ou Israel e islão

zazie disse...

E perguntava: que mudou do 11 de Setembro para agora para que o "islão" alargasse o alvo à Europa?

ou será que o alvo se mantém e o resto é exercício de força?

avanguardamos disse...

"...Falta a questão do medo. O medo, imagino, de explodir num restaurante e o medo, mais compreensível e mais digno, de um Ocidente sem petróleo." VPP

Sem comentários...

zazie disse...

Sem se pegar nos factos pode-se dizer tudo. Estes da “estrada” também prescindem de concretizações e até vão mais longe: o Islão quer dominar à escala planetária”

http://a-estrada.com.pt/pub/opiniao1.html

que os grupos muçulmanos radicais, no seu desejo de uma dominação planetária sem concessões, procuram agora fazer ruir.»)

zazie disse...
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zazie disse...

sim mas esse medo também pode existir do outro lado. Afinal, se compararmos os que explodiram por atentado com os que explodiram por invasão democrática não sei...

E Abu Grahib em matéria de efeito de propaganda comparado com esta treta da Dinamarca tem muito que se diga. Já para não falar de Guantanamo. Bastava termos um exemplo destes nem que fosse no Benelux para aferirmos a noção de medo por outros parâmetros

Não sei se fosse islâmica mesmo com muito petróleo se não tinha razões bem concretas e apoiadas em factos e com exemplos de países para achar que há um avanço do Ocidente e que esse avanço também pode causar medo.

Eu não acho que haja qualquer avanço do "Ocidente" mas há neo-trostkismo na principal e mais poderosa potência do mundo: os EUA

Mª Lurdes Delgado disse...

O último período do seu texto resume magnificamente semanas de discussão.

Mário Figueiredo disse...

Sem dúvida que este o o seu post mais abrangente sobre este tema.

PMF fala hoje no Blasfémias do "Mas..." e procura associá-lo a uma geração. É o "mas..." que separa o extremismo da moderação. Não é uma nuance desta geração. É parte da nossa sociedade desde a sua construção.

Não deverá nunca ser permitido a nenhum de nós viver num medo constante. Essa é a ameaça que, sem dúvida, coloca a nossa sociedade em guerra. Isto é especialmente verdadeiro se considerarmos que o que nos coloca hoje em perigo foi exactamente o exercício legítimo de um dos nossos valores; A sátira como forma de expressão livre de qualquer interferência. A liberdade de expressão.

"Mas..." o exercício dos nossos valores não se pode resumir à nossa expressão como sociedade -dita- livre. Não será correcto afirmar que deveremos também extendê-los à forma como lidamos com as ameaças externas?

Afinal do que nos servem os nossos direitos e valores culturais se a única forma que os entendemos é irresponsável? Deveremos ou não estar atentos às consequências que poderão advir de uma sua utilização... menos ponderada?

Por comparação, deverei eu continuar a ofender o meu vizinho do 2B se já verifiquei que o homem está a começar a ficar vermelho de raiva?

Defendo que não. Mas também defendo que o medo deve ter uma resposta dura e exemplar.

zazie disse...

pois resume. Este medo é uma fantasia confortável, apesar de tudo. E rende mais para politiquice interna que outra coisa.

zazie disse...

e conciliar o inconciliável também faz parte de uma fantasia politicamente correcta que se pode rever no neo-trostkismo

Anónimo disse...

Se os muçulmanos que vivem no ocidente ficaram ofendidos com as caricaturas é porque querem viver em paz, querem ser considerados iguais, sem serem constantemente associados a radicais terroristas violentos.

Porque razao alguém vai querer continuar a insistir no raio dos cartoons? Só se for doente!

Mário Figueiredo disse...

"pois resume. Este medo é uma fantasia confortável, apesar de tudo. E rende mais para politiquice interna que outra coisa."

Zazie,

Concordo que não me sinto particularmente assustado. Mas falo pelos muitos outros cidadãos europeus de outros paises para qem a realidade de ataques suícidas é muito mais concreta... e a memória dos mesmos, viva ainda.

zazie disse...

eu dei exemplos do outro lado. A ideia era comparar motivos para medo.
Ainda que o medo por sí só não sirva para nada

A ideia era comparar factos.

zazie disse...

era isto, também:

"E Abu Grahib em matéria de efeito de propaganda comparado com esta treta da Dinamarca tem muito que se diga. Já para não falar de Guantanamo. Bastava termos um exemplo destes nem que fosse no Benelux para aferirmos a noção de medo por outros parâmetros"

Mª Lurdes Delgado disse...

Vamos lá a distinguir período de parágrafo.

zazie disse...

"Vamos lá a distinguir período de parágrafo."

ehehe e a caligrafia, a caligrafia também conta, Mª de Lurdes

":O)))

zazie disse...

ainda acerca da impossibilidade de conciliar o inconciliável, vou aproveitar para deixar aqui uma pergunta:

o que pensa o VPV das análises do James Pinkerton?

Omar Khayaam disse...

Obviamente que o processo em que nos encontramos conduz direitinho a uma "coisa" estranha. Dois mundos em guerra ligados por dois pipelines: um transporta petróleo, o outro dólares em sentido contrário. Ora aqui está uma boa ideia para um cartoon. Alguém a quer??
É uma guerra de grande desgaste, prolongada no tempo, que vem do passado e continuará no futuro se não for travada. Há quem já tenha percebido que só existem duas formas de acabar com esta "coisa" indefinida mas que a palavra mais próxima para a traduzir e, de facto, GUERRA. Uma por dentro, com os estados, os que ainda não estão contaminados pelo fundamentalismo(optimista!!?? pois!!), a perceberem que vale mais travar uma guerra com os seus, mesmo se radicais, que contra o ocidente. A outra é uma guerra directa, já, antes que o desgaste seja tamanho que não poderá haver controlo da situação após o primeiro disparo. E é aqui que as "tretas" dos comunicados do MNE Diogo podem fazer algum sentido: incentivar os estados muçulmanos e árabes a combaterem o problema. Como diria o outro, o relógio da diplomacia portuguesa está mais próximo do relógio cósmico de carl Sagan que os fabricados da Suiça. Mas era muita inteligência para o Palácio das Necessidades, não era??! Mas quem sabe...
Seja como for, o VPV está no caminho certo, e, se parar um bocadinho para pensar, escusa de continuar a caminhar com um pé na estrada outro na berma. É só uma questão de corrigir minimamente o tiro.

zazie disse...

http://www.newsday.com/news/columnists/ny-oppin074616604feb07,0,687588.column

zazie disse...

e o Gary Youngue a ter ideia diferente, ainda que ambos seja anti-neocons

http://www.thenation.com/doc/20060227/younge

zazie disse...

as mascaradas do dogma

«There is nothing courageous about using your freedom of speech to ridicule the beliefs of one of the weakest sections of your society. But Rose and others like him clearly believe Muslims, by virtue of their religion, exist on the wrong side of the line. That exclusion finds its reflection in the Islamist rejection of all things Western. And so the secularists and antiracists in both the West and the Middle East find their space for maneuver limited, while dogma masquerades as principle, and Islamists and Islamophobes are confirmed in their own vile prejudices »

electra disse...

Aquilo de que tanto oiço agora falar é a islamofobia... ora vamos lá a ver se eu percebo...1º ponto: o que é o islamismo? Por aquilo que tenho tido a oportunidade de ler, foi uma das religiões monoteistas, baseada nos ensinamentos de Maomé (570-632 d.C.), contidos no livro sagrado islâmico, o Corão. A palavra islão significa submeter, e exprime a submissão à lei e à vontade de Alá. Seus seguidores são chamados de muçulmanos, que significa aquele que se submete a Deus. Muçulmano é aquele que pratica o islão... a palavra muçulmano significa aquele que se submete... Hoje em dia o islamismo transformou-se numa ideologia do sec XX, que oferece um projecto utópico para construir um novo estado, uma nova sociedade, um novo ser humano... hmmmm.... «so far so good....» Bem, os países muçulmanos apresentam a maior taxa de crescimento demográfico do mundo, já que o islão proíbe toda e qualquer forma de controle de natalidade:não há aborto, nem pílula, nem coisa nenhuma para ninguém... assim sendo o islão já é a segunda maior religião do mundo com 20% da população. 2º ponto: e o fundamentalismo islamico, onde é que fica o fundamentalismo islamico nesta cena toda? Os bombistas suicidas, as hordes de seguidores fanáticos e violentos, etc e tal... eles existem e agem em nome do islão (a submissão). O extremismo em nome do islão criou o terrorismo.3º ponto: o que é uma fobia? Fobia é um medo irracional, um medo que, sem razão aparente, existe. Um medo que não se consegue ultrapassar assim de um momento para o outro, porque nasce numa área do cérebro, onde não se consegue chegar assim às primeiras... ora, tanto quanto eu sei, geralmente as fobias tentam tratar-se com idas ao analista ou ao psicólogo... Conclusão: Então a islamofobia é o resultado de quê? Medo do islão porquê?(...eu não quero usar burqa...) Medo de ser obrigado a submeter-se pela força. Pela força?? Ahhhh... então é isso, já estou a ver... Islamofobia é então mais ou menos a mesma coisa que americanofobia...

zazie disse...

ou a homofobia...

eheheh

paper life disse...

"O pior perigo está em ceder a liberdade intelectual e política, que é a nossa essência, para conciliar o inconciliável." E, Vaasco, nesta frase disse tudo.

É verdade, jã não o vejo há anos mas está muito bem conservado.

:)

M.

Jose Sarney disse...

Há já alternativas ao "oil". Mas, mais caras. Se o "oil" for até aos 260 dólares / barril, como já li por aí, as "alternativas" vão ser muito mais económicas, mas isso obriga a mudar os 2 lobbies mais poderosos da Terra: a indústria do "oil" e a automóvel (a que se acrescenta a militar).

Mas, os representantes do Islão perceberam que têm 40 ou 50 anos para estrebuchar, pois se não, acabou-se o "oil power". Pois, se a causa fosse EXCLUSIVAMENTE a pobreza e a miséria, então África já estava a lutar contra a pilhagem do Ocidente, desde há muito! Pois se o Médio Oriente é uma "desgraça", África é a MISÈRIA ABSOLUTA.

Ahhhh, e o aumento do preço do barril financia todas essas redes!


Ahhhh, e as indústrias militares precisam de escoar os seus produtos!

Business as usual!

PS E porquê que se fala, que a Democracia não tem que ser um sistema aceite pelos Árabes, e teve que ser aceite (e bem), para acabar com o Apartheid? ("one man, one vote", remenber?).

Euroliberal disse...

Hoje mais seis terroristas cruzados foram abatidos pela heróica resistência iraquiana.

E o célebre sniper Juma já vai em mais de cem terroristas abatidos com um tiro certeiro. Muitos do seus êxitos são filmados e circula na net um vídeo de 5 minutos com mais de 12 terroristas a cairem sob as balas do novo Zaitsev... Ver este documento impressionante em:

http:// informationclearinghouse....rticle11282.htm

ALLAH U AKBAR !

Anónimo disse...

o euroliberal é neonazi? e anda em campanha na net?

Jose Sarney disse...

"Euroliberal disse... "

De facto, compreende-se porquê que VPV escreve isto:

"classe média "europeia" e americana".

A Europa é um MITO!

Politikos disse...

O «escrúpulo oficial e oficioso» chama-se bom senso e a «fácil irritabilidade muçulmana» chama-se fé, somada - é certo - a um certo anti-colonialismo económico e cultural do Ocidente... Mas esta crónica continua a melhor tradição europeia actual - aliás, como é dito da «tradição crítica inglesa e francesa», que continua a olhar o «Outro» com os nossos olhos... É o mesmo que olharmos a Antiguidade ou a Idade Média com os «olhos de hoje»... Quanto mais estranho e diferente acharmos o «Outro» mais cavamos a distância entre nós e mais caminhamos para o «choque civilizacional« ou coisa semelhante...

Tio Gabriel disse...

A Zazie, pobre Zazie, devia ter a grende ordem da grande comentadora incontinente. No dia em que se comemora a blogoesfera pátria (ai não há?) imagino a Zazie, coitadita, com o cabelo penteado, finalmente sem pijama e ao salto alto a receber a grande comenda HaloScan. Ó "melher", e depois tem esses tiques "eheheh" e ":)" e ":O)))" e sei lá mais o quê. A quantidade de caracteres que a Zazie debita devia dar direito a bónus de desconto em cada embalagem wcpato e a um post um por mês no Espectro. Assim houvesse vontade política de amparar a Zazie.

zazie disse...

ele há outros que não pensam nada, não comentam mas ainda assim explicam com estes comentários que só o não fazem por serem absolutamente imbecis

zazie disse...

dantes ficavam á porta como os animais, aqui na net não se nota se quem ficou à porta não foi o animal

Mº Lurdes Delgado disse...

Caro Euroliberal,
Você aqui há tempos garantiu-me que a revolução verde, não chegaria até nós europeus, donde eu escusava de me pôr a milhas. Então explique-me, porque é que de há uns dias para cá, como vê eu leio-o, termina todos os seus comentários, com esse ALLAH U AKBAR! Eu vou-lhe confessar que, quando estou distraída e ouço esse grito na televisão, dou logo um salto. Imagine volta meia volta a "ouvi-lo" em O Espectro. Acho que não tenho coração que aguente.
Cordialmente

xatoo disse...

a Zazie pediu:
"para quando uma boa análise sem preconceitos da questão mais importante e que tantos pruridos causa: o centro de convergência de grande parte disto- Israel e Palestina ou Israel e islão?"

e eu estive a amanhar mais ou menos um texto que sirva os propósitos - está aqui no xatoo.blogspot.com

Como é evidente nada disto é publicável em jornais,,,

Anónomio rural disse...

xatoo,
Fui espreitar o teu blog e concordo plenamente com a análise nele expressa.

jcd disse...

«Por comparação, deverei eu continuar a ofender o meu vizinho do 2B se já verifiquei que o homem está a começar a ficar vermelho de raiva?»

O problema é que ele ofende-se quando lhe dizem bom-dia, quando não lhe dizem bom-dia, quando lhe dão atenção e quando o ignoram.

zazie disse...

ó JCD, tu ao menos já sabes tudo acerca do teu vizinho. Acerca do islão. E se ele tanto se ofenda por lhe darem bom-dia como por o ofenderem com a religião, só te pergunto em que base apoiaste a intervenção no Iraque.
Afinal de contas para que se preocupam os neo-trostkistas com a falta de democracia do vizinho?

zazie disse...

com este exemplo apenas demonstras que te contentas com o pouco que se fabrica a cada instante. Para a guerra bastou a fantasia ideológica da altura, para as caricaturas outra fantasia, o que importa é estar sempre do lado certo da História. Não é? e sem dúvidas. Principalmente isso. Que boa fé já sabemos que todos têm.

alferes disse...

oh zazie,ou lá o que é...

trate-se.
Vá para o seu país genético.
Imole-se.
Não chateie.

PQP

zazie disse...

O que vale é ser-se "branco" e estar do lado certo. Do lado dos evoluídos.

Imagine-se se com estes pensamentos "meia-bola e força" estavas do lado errado. Do lado do vizinho. Era lixado...

Anónimo disse...

zazinho
deves estar a sacar o rendimento mínimo dos tugas.
Pira-te.
Vai trabalhar e usufruir dos teus man.
Fuck you

zazie disse...

por acaso vou mesmo embora que isto por aqui nos comentários já se viu que já deu o que tinha a dar.

Caíram por cá os orfaõs barnabeicos e o resto dos deficientes mentais da blogosfera

Anónimo disse...

bem...isto é que é fervor... em 43 comentarios, 21 são da "zazie"... oh zazie, aqui para nós que ninguém nos ouve, isso é mesmo só fezada ou estás a soldo de alguém?

cócó disse...

اگه دنبالzazie یک برنامهzazie میگردین که بتونین باهاش لز روی سی دی های قفل دار کپی بگیرید همینzazie برنامه هست فقط با چند کلیک ساzazieده میتونید zazieاین کار رو انجام بدینzazie خیالتون هم از سوختن zazieسی دی راحت باشه چونzazie این برنامzazieه قبل از رایت یک ایمیج میگره بعد کپی میکنه در نتzazieیجه درصد سوختن سی دی پایین هست
(مشاهده لينک دانلود)

Anónimo disse...

bem me parecia!

jota esse erre disse...

اگه دنبالHvad er det? Kan du ikke taller Portuguisisk? Hvorfor skriver du pa em talle ingen forstar?
Do you understand that? NO. Well I don't understand Arabic. So write in a common languagezazie یک برنامهzazie میگردین که بتونین باهاش لز روی سی دی های قفل دار کپی بگیرید همینzazie برنامه هست فقط با چند کلیک ساzazieده میتونید zazieاین کار رو انجام بدینzazie خیالتون هم از سوختن zazieسی دی راحت باشه چونzazie این برنامzazieه قبل از رایت یک ایمیج میگره بعد کپی میکنه در نتzazieیجه درصد سوختن سی دی پایین هست
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10:51 PM

11ª placa disse...

Um tipo chega aos comentários e: Pelo Profeta! Eis a Babel!

AHAH! Lindo! É o fum do mindo!

Anónimo disse...

Vou-me embora. Isto sem a Zazie perdeu interesse. É que embora tapada pela burca, perccebia-se que era uma revolucionária coerente. O que é que algum Ocidental lhe terá feito?

avanguardamos disse...

"...Falta a questão do medo. O medo, imagino, de explodir num restaurante e o medo, mais compreensível e mais digno, de um Ocidente sem petróleo." VPP

Ora desde quando é que o medo de ficar sem petróleo, pode ser mais digno e compreensível do que o medo de perder a própria vida?

É claro que para um burgês de merda como este, é muito fácil mandar este tipo de bocas, e acreditar que alguém o leva a sério. A ele nunca lhe deve ter faltado petróleo, concerteza, nem qualquer outro tipo de comodidades. Mesmo assim, com todas e mais algumas, não passa de uma pessoa frustrada. Dar opiniões como esta, para legitimar quem pensa que a invasão de países por petróleo é justificável, reflecte bem o seu próprio medo de algum dia vir a perdê-lo (bem como às restantes comodidades),nem que para isso se passe por cima de tudo e de todos (inúmeras vidas humanas inclusivé; sim, porque a vida de um iraquiando não tem menos valor do que a de um europeu, tem o mesmo).

Imagine-se agora como será estar do outro lado. Imagine-se quais serão as perspectivas de vida e a esperança no futuro destas gentes? O grau de desespero e de revolta que os leva a cometer estes actos "pouco dignos", como dar a vida por uma causa, é o que tipos como VPP nunca entenderam, nem nunca entenderão. É que para isso era preciso chegar à última fase de desenvolvimento cognitivo (Piaget) e adquirir a plena capacidade de abstracção. Ou ultrapassar o 4º estádio do desenvolvimento moral de Kholberg. E se não chegaram lá até agora...

alferes disse...

A zazie,ou lá o que é,
afinal é o que pensava:

Chula,
ressaiviada (alguma queca infeliz...),
malcriada,
mal instalada,
mal formada e...
provocadora cobarde.

Vai-se...
Porque não se veio.
É optimo, é menos uma terrorista a chatear.

se não sabe, PQP quer dizer PUTA QUE A PARIU.OU, O PARIU.

Anónimo disse...

Se a informações não eram falsas, no Iraque, no tempo do Sadan,nos estádios, subtituiram os espectáculos futebolísticos pela chacina de pobres vítimas que, às 30 e 40 de cada vez, eram sacrificadas à exaltação da turba enfurecida. Nunca me passou pela cabeça que houvesse gente capaz de lamentar esta invasão. Naturalmente que a guerra não é uma coisa inocente. Pra quem lá está há sempre o dilema "matas ou morres".
Quanto a esta recente irritabilidade muçulmana a melhor imagem que aqui vi, foi a dos dois pipelines, um a trazer petróleo e outro a levar dólares. E, acrescento eu, para que um venha cada vez mais vaziu e outro vá mais cheio, não se importam de chantagiar, desenterrando os cartooms publicados em Setembro, com se estivessem a lidar com uma bomba de efeito retardado. Rebenta quando der mais jeito.
E por cá vão tendo adeptos, o que se explica pelo estado, sem conserto a que "isto" chegou.

Anónimo disse...

lol anonymous, isso deve ter sido depois da invasao!

o mestre disse...

Esta questão poderá continuar a dar lugar a um número infinito de análises, teses, antíteses, ensaios e reflexões de natureza política, sociológica, religiosa, metafísica, ontológica, ética, o diabo a sete, e o resultado será sempre o mesmo, cada um fica na sua, não há volta a dar porque estamos perante um antagonismo tipo Benfica-Sporting, irremediavelmente inconciliáveis, visceralmente opostos. Só que os extremistas islâmicos se deleitam com o vermelho do sangue, pouco espaço restando para o verde da esperança na paz.
De facto, não parece possível dialogar com gente que se suicida a sorrir e enche a família de orgulho com o seu sacrifício. É outra gente, é outro mundo, nós não os entendemos e eles não só não nos entendem como nos odeiam. E esta é a grande diferença.
Os extremistas devem ser cegos para não verem que a miséria, a tão propalada miséria nos países árabes, não é para todos. Para onde vão os milhões do petróleo? E as ajudas astronómicas da União Europeia aos palestinianos?
A viúva de Arafat, recebeu 900 milhões de dólares para melhor chorar o infausto esposo. Ora, se ela, comparsa obscura, recebeu essa fortuna, quanto têm recebido os outros cabecilhas palestinianos? Alguém acredita que era só Arafat a "mamar"?
Não estranharão os familiares dos jovens suicidas que nenhum dirigente se disponibilize para ser mártir? Se o suicídio garante o céu e um punhado de virgens, por que não dão eles o exemplo?
Esta mentira só poderá acabar com uma acção psicológica (impossível, é claro) para mostrar àquela gente que anda a ser enganada, sacrificada... e mal paga.
A resposta é apostar no nuclear, acabando assim com a dependência e a chantagem. Se der para o torto, paciência, não fica ninguém para contar, para filosofar nem falar de cátedra nos blogues. E talvez nos toque alguma virgem zarolha...

Jorge Montenegro disse...

Começa a fazer o seu curso a ideia de que estamos, de facto, perante uma guerra de civilizações. Convém começar a contar as espingardas. Diz saber o Daily Mail on Sunday que os Americanos abriram o dossiê dos planos para pura e simplesmente destruirem as instalações nucleares do Irão. Desde que obtenham o beneplácio da Rússia, nada mais fácil, na condição de não se pôr nem um soldado no terreno, para evitar uma tragédia como a do Iraque.

JM disse...

Queria dizer «beneplácito»

alferes disse...

zazie.a 10.30 pm

que foi você, sua putéfia
asquerosa e barbuda.

que alívio... .
olhe, emprenhe e construa o seu mundo demográfico.
SE... alguém colaborar, já que inseminação artificial, me parece um
desperdício.
E isso, ainda se paga na UE.Felizmente.

Já agora, você é mesmo mestiço... carago

paper life disse...

(é de mim ou isto parece um fórum do Big Brother?)

RS disse...

"(...)ora vamos lá a ver se eu percebo...1º ponto: o que é o islamismo? Por aquilo que tenho tido a oportunidade de ler, foi uma das religiões monoteistas (...)" - Electra

"Vai-se...
Porque não se veio.
É optimo, é menos uma terrorista a chatear.
se não sabe, PQP quer dizer PUTA QUE A PARIU.OU, O PARIU." - Alferes

"E, acrescento eu, para que um venha cada vez mais vaziu e outro vá mais cheio, não se importam de chantagiar (...)" - anonymous

(etc. etc. etc...)

Obrigado, vpv, por despertar o melhor que há em nós.
;)

Capitão disse...

alferes,
Você está a precisar que lhe acertem o passo... o que faz todo o interesse dos blogues são comentadores como a Zazie, que têm ideias, não cretinos como você, que as não tem...

Nic disse...

penso que o erro grave que vpv comete e' o de generalizar e confundir a religiao que a vertente extremista e fundamentalista.

e' um erro grave, o mesmo que tem vindo a activar o extremismo!