sábado, fevereiro 18, 2006

PORTUGAL E O AFEGANISTÃO

Caro Paulo Gorjão, fez bem em perguntar. "Advogo", as you put it, a retirada imediata da NATO do Afeganistão. Não acredito em qualquer espécie de nation building, sob ocupação estrangeira. De resto, falei num reforço de 300.000 homens, porque é o número geralmente indicado em Inglaterra. Por mim, acho que nem 3 milhões conseguiam mudar fosse o que fosse.
vpv

34 comentários:

biscuit disse...

Admira-me como é que ainda nenhum erudito da blogosfera não tenha comentado esta pérola de poste...

Mais Notas Soltas disse...

Deixe lá, meu caro "biscuit". VPV, se fosse mais velho, ter-se-ia oposto ao Plano Marshall (nation rebuilding de parte substancial da Europa, sobretudo da Alemanha, sob ocupação estrangeira).

biscuit disse...

Meu caro "observador", agora mesmo só o que falta para defender a vanguardista tese de VPV é só mesmo alegar que nem mesmo Alexandre da Macedónia defendeu a nation building quando ocupou o Afeganistão.

Anónimo disse...

Eu fiquei arrepiado ao ler... a frio a proposta de VPV sobre o numero de tropas necessário para pacificar o Afeganistao. Confesso que achei uma extravagância. Felizmente, tudo nao passava de mais um oximoron cheio de verve e espiritualidade da melhor cabecinha pensante de Portugal. Niet

Mª Lurdes Delgado disse...

Mas há algum Plano Marshall para o Afeganistão?
Eu julgava que era só defender Kabul e, concedo, construir lá um centro comercial.
Estou espantada! O Plano Marshall passou-me ao lado.
E já agora, também há um para o Iraque?

EUROLIBERAL disse...

A nossa expedição quixotesca ao Afeganistão é demasiado cara para o pouco que faz: apenas mostrar bandeira e coçar os tomates entre bocejos no aquartelamento. Já toda a gente percebeu que a "guerra ao terror" da buxaria é uma cruzada anti-islâmica. E nós, para esse peditório, já demos em Alcácer-Quibir...

sniper disse...

Falar sobre o Afeganistão é pura perda de tempo. Uma ficção. Num país onde é cultivada a papoíla a "céu aberto", onde a venda anual de ópio e e seus derivados dava para resolver todos os problemas financeiros e económicos de Portugal, onde os "drug lords" se confundem com os "war lords" e com quem estiver no poder naquele período, seja taliban ou não, o número de tropas estrangeiras no teatro de operações, só podem ser olhados como potenciais clientes e facilitadores do contrabando. Wake up call...

Anónimo disse...

Se comprar a Elle ou Máxima verá que existem planos Marshall para todo o mundo, mesmo até para o Iémen...

Euroliberal disse...

80% da heróina do mundo é produzida no Afeganistão. O que fazem lá os NATOS, além do óbvio frete a Bush ? Guardam as plantações ? Têm comissões como protectores do negócio ? Ou limitam-se a auferir os seus altíssimos ordenados (mais de 1000 contos/mês) ? Democracia ? Nem em Cabul ! Na Loya Jirga (assembleia constituinte) a maioria queria restaurar a monarquia, mas os americanos "democraticamente" impuseram o seu candidato-fantoche, Karzai, empregado da companhia americana interessada em construir um gasoducto no território... Business as usual...

Carlos Malmoro disse...

Existe uma frase que a minha tia de 80 anos diz e que dispensa quaisquer leituras de compêndios, consultas a análises geo-estratícas ou participações em conferências de peritos em política internacional vindos do bangladesh: «Não se deve pôr o carro na frente dos bois».
Carlos Malmoro

Jose Sarney disse...

Enquanto a discussão de "élites", for a este nível, a "maçã cairá de podre", já que está no seu estado de maduro!

Um país, que não sabe para onde vai; viveu do "Império"; vive agora da "UE"; e anda a mandar "tropas" a fingir que é importante, mas é um "deserto de idéias"!

A III República está quase a cair!

Esperamos pela IV! Com Liberdade.

Mª Lurdes Delgado disse...

Lá vem o golpe de estado!

Anónimo disse...

Este sarney é uma sarna...

Biranta disse...

Oh Zé! Quanto a "deserto de ideias" falas por ti, certamente...
Com que gente é que te misturas? Com os políticos e quejandos, com os "importantes", que mantêm este País refém da sua própria cretinice (e prosápia), sem nada fazerem para resolver os nossos problemas (porque não sabem nem querem saber) nem deixarem os outros fazer... porque está tudo entulhado de lixo, no que diz respeito a cargos públicos, com qualquer responsabilidade e competência. Eles não pensam (nem sabem o qiue isso seja) e os outros, trabalhadores e cidadãos, não podem pensar, porque é "falta de respeito", É "crime" anti-democrático... Eu resolvia esse e outros problemas semelhantes em pouco tempo.
Eh! Mas onde isto já vai... Afinal o post era só sobre A NATO no Afeganistão. Sou contra a ocupação de qualquer País, seja com que pretextos forem. Os problemas dos povos só podem er resolvidos pelos próprios. Quanto a violações sérias dos direitos humanos e conflitos internacionais, a humanidade tem (deve ter) outros meios mais eficientes e pacíficos de resolver esses problemas. Em todo o caso, recomenda-se que cada País resolva, BEM, os seus próprios problemas porque lhes restará pouco tempo para andaremn a chatear outros. Mas o que está em preparação (em andamento) é a criação do IV Reich, cuja "implementação" no terreno começou com a conspiração do 11 de Setembro. Foi aí que começou a invasão do Afeganistão... que apareceu no percurso, quase por acidente... O Mundo acordará, um dia. MAS DEMOOORA!!! A censura, acérrima e cumplice, dos OCS, a todas as denúncias que não se conformem com as "versões oficiais" ajuda muito à demora. De nada valerá. "Apanha-e mais depressa um mentiroso do que um coxo".

Anónimo disse...

"Eruditos" e "blogosfera" parece, muitas vezes, uma contradição em termos. O que há muito é engraçadinhos a fazer posts e comentários compulsivamente, dar castanhadas para a esquerda e para a direita e sei lá mais o quê...

Não tenho nada contra modernices, mas no café tinha mais piada, porque a presença física retrai os comentários mais estapafúrdios.

José Ferreira disse...

A Maria de Lurdes tem razão.
Faz sentido falar no Afeganistão ?
Ou falar em aguentar a qualquer preço o poder instituído democraticamente (?) em Kabul ?
Alguém tem coragem de pôr os pés fora da capital ?
E o Iraque ??????

Mª Lurdes Delgdo disse...

Caro José Ferreira,
Fez sentido que você falasse. Talvez eu volte à minha "leveza". Afinal sempre vivi assim e não é agora que vou mudar. E os que verdadeiramente me são importantes sempre acharam fascinante que apesar da idade eu fosse assim. Acho que se mudasse ficariam atónitos e desiludidos.
Cordialmente

Anónimo disse...

Boa ideia. Convém para lá enviar a Constança Cunha e Sá e o Vasco Pulido Valente. Para onde? AFEGANISTÃO!

Preparar as malas, senhores e senhoras. E levem a maior parte destes blogistas convosco. V. são todos uns premiados pela mãe natureza. Dotados de tantas faculdades intelectivas andam por aqui a fazer o quê?

Lembre-se duma coisinha. A realidade lidera a teoria. Não é e nunca foi ao contrário. A maior parte da gente aqui, nunca o quererá entender? Percebem as implicações?

A irmã de Constança Cunha e Sá

P.S:
No AFEGANISTÃO a papoila germina em abundância. O maior empreendimento da vossa vida. Hihihi. V. já de nada têm vergonha. Liberdade de expressão. Hihihi. Não me batem, e nada de ódios contra mim. Por fim sou a irmã da Constança. E eu digo tudo a ela. Eu só desejo o vosso melhor. Ai, V. faziam óptima figura nessas terras. Ai sim. Que pena.

lusitânea disse...

Eu não acredito que da intervenção vá sair grande coisa mas se sair pelo menos um senhor da guerra que nos seja afecto(da Europa) já é uma lança.. no Afeganistão!
Se em Portugal ninguém consegue resolver os problemas caseiros obviamente que NADA NEM NINGUÉM deve dar palpites acerca do Afeganistão.Temos sim que ESTAR COM quem de facto tem essa possibilidade e que é quem nos finaçia... e GARANTE A NOSSA INDE PENDÊNCIA (por enquanto...)
Simples não é?

Maria Alfacinha disse...

O que eu tenho poupado em idas ao cinema...

Aqui divirto-me muito mais. :)

Continuo à espera de ver os 150.000 postos de trabalho anunciados pelo Sócrates antes de ser PM.

Ah! Tb gostaria de ver os cargos publicos e políticos distribuidos segundo critérios de competência.

Mª Lurdes Delgado disse...

Já percebi a minha ignorância. Ultimamente tenho-me esquecido de comprar a Elle e a Máxima.

Outra ignorância é sobre o cultivo da papoila. Dá-se em estufa?

José Ferreira disse...

Dá-se, dá-se e bem em longas planícies, secas e sem tratamento especial. Como não há plástico plantam-se ao ar livre.
Como é para consumo externo e estoirar com a saúde não são necessário grandes cuidados.
Mas há quem goste.
Julgam que vivem no paraíso e estão com os pés no inferno. Gostos !!! Modernices, mas já muito antigas.
Os americanos, e não só, parece que são grandes consumidores.
Por isso convém proteger o negócio, ou não ?

Mª Lurdes Delgado disse...

Não pensava montar negócio. Alás se o fizesse, com o jeito que tenho, arruínava a família em dois tempos.
Cá por casa, pelo menos até ver, ainda não aterraram essas "modernices já muito antigas". A nova geração só aprecia modernices dernier cri e a outra é muito conservadora.
Mas obviamente que, e nisso estamos de acordo, é preciso proteger o negócio. Mas talvez, não valha a pena o esforço de contribuir para ele. Ouvi dizer que não está em risco de falir.

Anti-critico do Freitas! disse...

O Afegansitao é essencial!

Como estimular e financiar as guerras sem o intermédio tao útil das drogas!

Por acaso os impostos chegam para tanto?!

Claro que nao.

E além disos nao é justo que os traficantes e consumidores de droga nao paguem impostos.

Ao menos que contribuam para as guerras dos seus paises.

Mª Lurdes Delgado disse...

Mas para isso não era necessário que o comércio fosse legalizado? Ou eu peco por excesso de pessimismo, e bastarão uns anúncios na TV para as Finanças serem obrigadas a abrir guichet, para acolher as declarações das mais-valias dos "tubarões" e dos dealers? Como é que o Teixeira dos Santos e o DGI ainda não se lembraram desta?

sniper disse...

Não sei a que tubarões minha cara Mª de Lurdes se refere, se a "loan sharks", ou seja agiotas, ou simplesmente "sharks", ou seja, tubarões=produtores ou grossistas da droga. O dealer é normalmente aquele que menos conta, porque é o dos últimos elos da cadeia, uma espécie de peão. O dealer pagar impostos é totalmente irrelevante. O que é muito interessante é o facto de por si só, o tráfico de drogas financiar uma enorme quantidade de actividades comerciais e indústriais, através da necessidade imperiosa dos "tubarões" terem de lavar dinheiro, para eles próprios puderem usufruir dos espantosos lucros ou mais valias geradas pela droga. Mesmos pagando comissões exorbitantes a bancos, ou a instituições parabancárias que fazem poucas perguntas, ( por vezes chegam a 50% do capital inicial ), para lavar o dinheiro gerado pela droga, ou seja torná-lo utilizável nos circuitos em nós vivemos e trabalhamos habitualmente, e o que "sobra" é de tal maneira avultado que ao ser investido mesmo em conta gotas para não levantar suspeitas, é o suficiente para nos ajudar a perceber como é possível haver tantas urbanizações de luxo no minímo asiático, vendidas antes de estarem prontas, empreendimentos turísticos e de golf de 5 estrelas, vendidos ou permanentemente cheios. Tanto o "tubarão" como os que cobram as comissões, injectam aquele dinheiro no mercado de uma forma altamente profissional, alimentando vários comércios e indústrias que pagam impostos, assim como ajudam a encher os cofres da autarquías. Tenho uns amigos "maldosos" que dizem que o estado ganha mais com este esquema, do que com muitas empresas locais ou nacionais que não entram na lista de fornecedores habituais dos negócios onde a "droga" investe mais, ( imobiliário ), e que pagam o minímo dos minímos de impostos ao estado. Ninguém queima dinheiro para o lavar....Vou seguir a OPA da PT Telecom com muita atenção.

Mª Lurdes Delgado disse...

Os dealers não estavam no centro das minhas preocupações. Só falei deles para "colorir" o texto, que era, como quase sempre comigo, meio a brincar. A dita "leveza". Na minha opinião é quase ricículo criminalizá-los, pois quase sempre vendem para poderem consumir e eu, já o disse no post sobre o tabagismo, sou totalmente a favor da despenalização e descriminalização dos consumidores, que são doentes e nada mais. Daí fazer todo o sentido o hospital{em sentido lato} e não o tribunal.
Agora o resto, caro Sniper, sempre me fez confusão. Não andando eu, como imagina, na alta roda da finança e desconhecendo os mecanismos dos off-shores, às vezes estranho certo sinais exteriores de riqueza de gente, como dizia "o{a} outro{a}"ontem, do meu bairro {no Porto bairro só se emprega no sentido de bairro social}. São BMW a torto e a direito, vários por ano, são andares cada vez mais faraónicos ou as vivendas com a indispensável piscina e o adereço do court de ténis. E, como no meu "bairro" todos nos conhecemos mais ou menos, dou comigo a perguntar-me: qual é o truque, para com um emprego razoavelmente banal numa fábrica do Vale do Ave ou similar, e não havendo heranças, se conseguir viver assim? Será como eu dizia no meu tempo de jovem rebelde que as côroas se casam com os escudos e têm filhinhos?
Siga a OPA e se vir algo interessante conte-me em linguagem simples para eu perceber.

sniper disse...

Minha cara Mª de Lurdes,

Você anda em grande. Vou-lhe contar um segredo; tenho muitas ligações ao Porto, e quando você escreve, parece que fala comigo...É interessante. Mª de Lurdes, quando ouço um "Joe" da nossa praça a dizer que já comprou não sei quantos milhões de ações da PT, e a dizer que o problema não é o dinheiro, mas a disponibilidade de ações no mercado, é preocupante, sabendo e conhecendo calibre deste Joe,...O Santander montar esta operação em 15 dias, sabendo da grande implantação deste banco na américa latina, e para acabar, a SONAE comprar algo muito maior que eles, quando a Optimus só dá para pagar os ordenados? Quem é que vai ser o fiador desta brincadeira? O Santander? A Sonae não pode pagar por qualquer carga de água, e lá vai a PT direitinha para os espanhóis, ou para grupos que deram a "massa" ao Santander.
Até sempre
P.S.- Qualquer dia dou-lhe uma dica sobre um restaurante 100% anónimo e de bairro no Porto, mas que é do melhor a nível nacional...

Mª Lurdes Delgado disse...

E ainda por cima tem uma grande colecção de arte, que por mim bem podia ir para a ilhota francesa que o outro mandou às malvas, para instalar a colecção dele em Veneza, aconselhado pelo ministro da Cultura do Raffarin.
PS-Fico à espera da dica, como já deve ter percebido eu sou uma meia-leca, mas um bom garfo. Só não lhe mando o meu e-mail por pombo-correio porque com o pânico do H5-N1, ainda apanhava um tiro.

Anónimo disse...

Caríssimos Ma Lurdes e Sniper: Vocês estao feitos para se entenderem. Tenho uma grande família no Porto e Miramar, aussi. Foi por amor que vim para Estugarda: a licao de Hölderlin a 38 Kms em Tübingen e Heidelberg mais acima. Vamos nos encontrar no Verao. O que eu sonho é com as paragens do Rimbaud em Aden e Eritreia. Estudei em Paris na Cité U. onde conheci a filha do VPV, a adorável Patrícia. Assisti à chegada a Paris da Maria de Medeiros e grupo do Charles Lepierre, foragidas da U Nova mediocre da época... Vivi em Paris com uma pianista alema, fui pigiste na Radio France, entrevistei o Sollers e todos os poetas-residentes lusos, como o J-Augusto Seabra, F. Echevarria, José Terra e Liberto Cruz. Os três últimos vivissimos ainda e o Seabrinha( do Porto) faleceu inopinadamente há dois anos... em Paris. Leio tudo o que se publica em Franca e nos EUA, especial via NY Review of Books: acultura anglosaxónica venceu a gaulesa. Mas,como dizia o Castoriadis( um dos meus autores-fétiches...), a Franca conserva ainda um legado etno-linguístico único no Mundo.Conheco e partilhei da geracao dos fans de Althusser-Lacan-Foucaults e Derridas... Conhecem o Levinàs e o Benny Lèvy?
Releio o Eca todos os anos... Digam coisas. Ciao Niet

Mª Lurdes Delgado disse...

Eu só posso dizer com uma pontinha de inveja: Que vida!
Ciao

sniper disse...

Meu caro Niet,

O nosso encontro é mais do que necessário. É uma prioridade absoluta. Estou certo que um almoço não vai chegar. Terá que ser um fim de semana algures. Porque não Sagres? Sagres foi a inspiração para grandes partidas dos portugueses.

Um cordial abraço

Carlos Medina Ribeiro disse...

CONTA-SE que, quando Alexandre chegou ao Afeganistão e viu onde se tinha metido, comentou:
.
-Hummmm... Pode-se conquistar isto, mas não se pode manter...

Jane Carpenter disse...

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