quarta-feira, fevereiro 15, 2006

PORTUGAL E O AFEGANISTÃO

Parece que as tropas portuguesas continuam no Afeganistão até 2007. O que se espera que lá façam com o governo cercado em Cabul e a economia dependente da papoila do ópio não é claro. Os senhores da droga, os senhores da guerra e os chefes tribais mandam no país. Pouco a pouco, os Taliban começam a voltar. A NATO precisava de 300.000 homens para impor um mínimo de segurança e ordem. Tem 15.000. Para serve esta comédia e por que razão Portugal participa tão submissamente nela? O sr. Amado, ministro, não explicou.
vpv

32 comentários:

Pés de Chumbo disse...

se em vez do belicista bush ter sucumbido ao lobby petrolifero e virasse as suas atenções para uma intervenção no iraque para satisfazer esse lobby, tivesse continuado com as forças militares que permitiram a deposição do exequerável regime taliban, de modo, a tornar o país seguro e impossibilitar o regresso dos talibans ao poder, a presença das nossas tropas se justificaria!
Tal pai, tal filho, parece sina da família bush, não acabar correctamente as intervenções bélicas! Vide, o pai bush teve uma grande oportunidade de depor em 91 o saddam hussein, sem necessidade deste alarido todo, que actualmente o iraque vive e teria uma população mais compreensiva. E o filho bush praticamente abandonou o afeganistão sem ter ajudado à sua estabilização!

Rui Borges disse...

Vão comissionar as obras de melhoramento nos (saudosos) estádios afegãos para a Taça Amaral.

Mario Figueiredo disse...

Vão manter um contingente que, juntamente com os Estados Unidos e outros aliados manterão o governo fantoche afegão no poder.

RC disse...

Infelizmente a NATO é controlada pelos EUA. Sendo o principal objectivo militar do EUA actualmente o Iraque, devido ao impacto mediático que teve, tem e continuará a ter, deixaram ao deus dará o Afeganistão. Com isto só se lixam os indefesos: as populações! O que é curioso, é que a desculpa para a invasão do Afeganistão, foi a de combate ao terrorismo e por ser aí que supostamente se escondia Bin Laden!

Portugal aceitou participar na missão, como tal, agora tem o dever moral de manter os militares no país e não fazer como outros que andam a brincar aos polícias e aos ladrões e quando se cansam de um cenário, vão para outro!

Cumprimentos,

RC

piscoiso disse...

Acho que estão a estudar o cultivo da papoila.
Pode ser viável no Alentejo.

Unreconstructed disse...

O Embaixador do Irão EM LISBOA diz que o holocausto foi uma treta, que esteve em Auschwitz e fez as contas e chegou à conclusão que exterminar 6 milhões de judeus levava pelo menos 15 anos; o MNE DA POLÓNIA considera estas declarações um escândalo e faz um protesto; o MNE PORTUGUÊS, anfitrião do senhor que disse aquelas barbaridades (à Antena Um, by the way) não tem UMA ÚNICA PALAVRA a dizer... Conclusão: o Prof. Freitas é um lamentável erro de casting e removê-lo do Governo começa a tornar-se uma exigência da higiene pública.

xatoo disse...

pois,
lá, "o governo cercado em Cabul e a economia dependente da papoila do ópio não é claro"
mas cá,
o governo cercado em Lisboa e a economia dependente do ópio dos Fundos é bem claro.
Temos 300 mil politicos, e só precisávamos de 15 mil

xatoo disse...

ou nem tantos

João Boaventura disse...

Resulta daqui constituir a NATO uma organização de países amigos com o fim de, sempre que um deles fizer asneira, os outros participarem na asneira, para ficarem coniventes solidários e cúmplices amigos. Já Raymond Aron tinha avisado que «o homem é que faz a história, mas não sabe que história é que está a fazer». Portanto ninguém sabe a que história estamos a assistir e como é que vão desenrolar-se os próximos capítulos, porque o historiador é como o meteorologista que só sabe qual o tempo real, depois de decorrido.

José Ferreira disse...

Porra.
Peço desculpa pela ordinarice, podia ter dito arroz.
Mas o Amado é que tem a culpa ?
Isto são negociações da cimeira dos Açores e da Onu, ao contrário do Iraque (piu!!).
O resto está tudo certo, menos para os ceguinhos.
Viva a papoila.

Pedro Botelho disse...

O Embaixador do Irão em Lisboa diz que o "Holocausto" foi uma treta e tem toda a razão.

Recomendo a leitura deste pequeno artigo:

*********
Iran Has the U.S.'s Number
Arthur R. Butz

I have been asked "why people are so reluctant to consider" the validity of "Holocaust" revisionism. I shall try to answer that, showing the relationship to Iranian President Ahmadinejad.
Link
*********

Que verdade é esta que precisa de censurar e encarcerar, em vez de permitir a livre investigação, para sobreviver? "It is error only, and not truth, that shrinks from inquiry" (Thomas Paine).

Mário Azevedo disse...

preso por ter cão, preso por não ter. explique-nos antes o que faria no lugar do ministro.

Anónimo disse...

Utlize lá mas é o seu veneno contra o Ministério Público!
Já xega de islão!

Unreconstructed disse...

Falando seriamente de coisas sérias: o sionismo e o eventual aproveitamento político do holocausto (a "indústria do holocausto") são discutíveis, mas o "negacionismo" é, em todo o mundo civilizado, considerado - e bem - uma forma de racismo; no mínimo, Freitas do Amaral devia ter protestado quanto as estas declarações do Embaixador iraniano, e não esperar por receber uma lição de moral da improvável Polónia (o problema é que, no fundo, o nosso Ministro´não tem fibra moral, é um appeaser por natureza).

feniana disse...

estes respeitáveis SENHORES têm um blog. ponto de exclamação. não imaginava vir ter aqui, logo no meu segundo dia por este planeta bloggosférico.

não leve a mal a minha pergunta VPV: fala como escreve? ou seja, assim, num tom, todos os dias zangado com o mundo?
é só uma curiosidade.

já agora - não resisto - gosto imenso de o ler (nos jornais) - apesar de nem sempre concordar consigo -

agora, dou conta, também o posso fazer aqui.

Jose Sarney disse...

Desde que li que Portugal ia enviar um contingente de 5 militares, para um qualquer país, com intervenção da oNU (de que agora, não me recorda), tudo é possível.

O reduzido número de militares enviados, teve uma justificação LOUVÁVEL:

- Somos um país com dificuldades orçamentais, daí mandarmos pouca gente!
- Somos um país que quer colaborar com a paz e a ONU.

Pior do que isto, só mesmo Afonso Costa, que enviou para a morte 17.000 portugueses, nas Ardenas, durante a I Grande Guerra.

Graças a Deus, sempre tivemos os "Amados", ou os "Portas" que merecemos!

EUROLIBERAL disse...

Boa, Vasco, assim já se vê uma luz ao fundo do túnel... Você ultimamente andava muito infeliz... Encore un petit effort... quand même !

Anónimo disse...

Se o Afeganistão não tem petróleo, tem papoilas!

Anónimo disse...

Hehe. Então o céptico da democracia no mundo Islâmico e pro operações "pontuais": Koweit, Bomba Iraniana(pontual?!) está agora contra uma operação pontual?

E diga-se de passagem que a Nato não está só em Cabul...


lucklucky

Unreconstructed disse...

Os desgraçados que o Partido Democrático mandou para a Grande Guerra foram para a Flandres, não foram para as Ardenas.

Jose Sarney disse...

"a Flandres, não foram para as Ardenas"

As minhas desculpas, pelo lapso.

Anónimo disse...

O Sr Amado anda a ROUBAR as justas reformas ao ex-combatentes do ultramar com o argumento de "falta de dinheiro"!
Para essas tretas e para as super reformas dos políticos e gestores de empresas públicas arranja-se sempre!!!

Mª Lurdes Delgado disse...

O Dr. Vasco Pulido Valente tem mesmo um parti-pris em relação ao governo. Valha a verdade, que tem em relação a todos. Então, o ministro não explicou que estavamos lá, com mandato da ONU e na defesa da civilização? Qual civilização? A isso ele não respondeu, fá-lo-á depois de conversar com o Diogo.
Quanto ao roubo das justas reformas, eu é que me considero roubada pelas justas reformas e não me queixo.

Antonio disse...

Para os criminosos americanos com ascendencia portuguesa não serem recambiados para os açores!

parece-me justo!

O qu eme parece impressionante é a forma como o Sr Jorge Sampaio engolio este sapo!

è tão bonito!

Mª Lurdes Delgado disse...

Caro António,
O PR não engoliu nenhum sapo. Então não vê, que os nossos rapazes e raparigas estâo lá, depois da aprovação na ONU? Desde que a ONU aprove, é só pedirem, que lá vamos nós. Às vezes até basta o pedido da NATO, como no Kosovo.

Pedro Botelho disse...

Caros VPV e Unreconstructed,

Parece que o MNE já deitou cá para fora um arrazoado a proclamar o "Holocausto" uma verdade transcendental que não permite dúvidas nem investigações, conforme requerem Israel e os seus criados polacos.

Agora é vai ser o bom e o bonito, com todos os habituais Freitas-bashers a desancarem o pobre do ministro por mais esta humilhação nacional! Valeu a pena esperar para ver.

Vou, aliás, continuar a esperar sentado, para não me fatigar muito...

cbs disse...

Por essa lógica, caro vpv, Churchill desistia antes da batalha de Inglaterra, Roosevelt depois da derrota de Pearl Harbour e Stalin antes da batalha de Moscovo.

Não consta que o desespero seja tanto em Kabul... mas você lá sabe.

sniper disse...

Caro VPV, o poder da droga, é como o poder da fé...Não se explica..Vamos sentindo. Aos senhores da guerra, que facturam biliões, esta situação é a perfeita. Os contornos desta situação são complicados.., e ultrapassam os pressupostos da UN.

douro disse...

Decididamente, não se pode levar a sério o que o Vasco diz ou escreve. Hoje é uma coisa , amanhã é o seu contrário. Nem dá gosto discordar dele. Afinal é apenas um "entertainer" que trocou o microfone pela caneta. Tão só! E não vai mais um triplo-salto com espargata?

Miguel Sousa disse...

Concordo com o douro...basta observar nos ´+ultimos cinco anos as piruetas que deu...gostava de ter ouvid a sua opinião enquanto deputado sobre os submarinos que foram bandeiras dos dois goveernos....

sniper disse...

O contabando da droga não deve ser feito por terra, onde mil perigos espreitam tão valiosa carga. Segundo consta, nem no tempo dos talibans foi produzida tanta droga. Cabul com tanta tropa e movimento, vem mesmo a calhar. Se calhar também, voltamos ao tempo da guerra das ex-colónias, ou seja, os oficiais compravam um apartamento do J.Pimenta, após cada comissão de serviço. Onde compram agora?
P.S.- O Afeganistão é maior produtor do mundo de ópio e seus derivados, ultrapassando os seus colegas de profissão no chamado triângulo dourado. É óbvio que este sinistro estatuto, condiciona qualquer tipo de definição de "segurança e ordem". A lógica aqui é outra. Não acredito que os talibans venham em "força", porque a rapaziada da droga não é para brincadeiras, salvo se eles deram maiores garantias de perenidade do negócio aos "drugs and war lords" afegãos e internacionais.

xatoo disse...

acertáste, sniper