domingo, fevereiro 26, 2006

PORQUÊ, MARCELO?

marcelortp
O "share" de Marcelo Rebelo de Sousa desceu de 32,3 por cento na TVI para 24,6 por cento na RTP. E não foi só o "share" que desceu, desceu a influência, desceu a graça, desceu o prazer. Quando Marcelo foi corrido da TVI, fui um "fan" zeloso, que protestou, gritou, rangeu os dentes. Mas parece que ele se perturbou menos com a coisa do que eu. Agora diz tranquilamente: “na TVI o show era meu" e na RTP o show "é mais rígido e limitativo". Mas, de qualquer maneira, ele acha "melhor aquilo" do que nada. "Na vida", explica ele, "convivemos muitas vezes com o possível". Erro crasso. Se não me engano, José Augusto-França um dia disse: "A maldição dos portugueses não está em que quem tem um olho é rei. Está em que muita gente tira um olho para ser rei". Marcelo tirou um olho para continuar "rei"; e até aceitou a "parceria" com António Vitorino, que não vale uma unha do pé dele. Por que raio Marcelo, o único comentador de génio da televisão, não esperou? Porquê? Ele que se explique. Como deve.
vpv

57 comentários:

Anónimo disse...

Na TVI, quem mandava no "TeleJornal" era ele, quem fazia as perguntas e dava as respostas era ele, a estrela era elee havia uns bacanos que "punham o queixo a jeito"...

Agora, parece que a coisa mudou, o Governo comporta-se devidamente e não há "quem se ponha a jeito", a não ser o meia-leca de Fafe que está aqui está pedi-las, mas como ninguém lhe liga muito, também ná ajuda a fazer subir o share...

Assim, o Marcelo começa a criar uns factos políticos por fora e comenta-os depois ou a coisa vai dar para o torto!

josé disse...

Uma das dúvidas que me suscitam os comentários do "professor" -já agora, de quê? Qual a obra prima do dito? O ensino de Constitucional em modo mais que perfeito?- Se for isso, aceito, porque é o que todos dizem. Mas permito-me duvidar, porque nunca asssisti a nenhuma aula.
Mas dizia que uma das dúvidas é a de saber se aquilo que o mesmo diz, será exactamente o que pensa ou apenas o que pretende dizer, por motivos que só ele mesmo sabe, se é que sabe.

A importância que dou a Marcelo reside pois nisso, nessa intangível susceptibilidade de ouvir algo que surpreenda, saído da mente de alguém que pensa, sendo livre de o dizer.

Tenho a declarar que normalmente não há surpresas e o que se ouve é de uma previsibilidade desarmante.
O comentário de Marcelo é um comentário político, em todo o sentido da expressão e por isso mesmo, redutor do interesse que alguma vez poderia ter.
Tenho a certeza que só não é absoluta porque ainda o não constatei que em conversa particular, os comentários de Marcelo valem o peso de quem os produz.
Na tv, vale uma fracção disso mesmo. Em vez da lotaria do seu pensamento, Marcelo vende vigésimos, na maioria das vezes, para deitar fora, por não estarem premiados.

Assim, o jogo ao ouvir Marcelo é o de detectar as falsidade do que diz, por oposição ao que pensará.
Às vezes, serão um exercício estimulante, mas deletério.

maloud disse...

Tenho uma saudade imensa daquelas homilías dominicais do Marcelo. Aquela traquinice deliciava-me. Eu que me esqueço de ver coisas que me interessam, nunca esquecia o Marcelo. E, ao Domingo jantava-se a horas decentes para não o perder {nós não jantamos com TV}. Desde que passou para a RTP, nunca mais houve esse cumprimento escrupuloso do horário do jantar dominical. A maior parte das vezes esqueço-me dele.
Perdeu-se a graça, o delírio, o imprevisto. Acabou a traquinice.
Nunca hei-de perdoar o Pais do Amaral e o ministro irrelevante, cujo nome esqueci.

josé disse...

MArcelo será provavelmente em Portugal uma das pessoas melhor posicionadas para o comentário e a análise política.
Foi e é professor de Direito dos direitos liberdades e garantias e ainda de ciência política. Logo, percebe tudo o que há a perceber das teorias de organização do poder.

FOi jornalista e dirigiu jornais e sabe como funciona um jornal e o modo como se fazem, dão e adequam notícias.

FOi político no sentido de concorrer a actos eleitorais para ser escolhido para dirigir um partido, dos maiores da democracia que temos e submeteu-se a eles. Sabe portanto, como se faz política em Portugal e com que linhas se cosem todos as vairáveis da política, da politiquice e da politiqueirice.

FOi e é comentador de media como a notoriedade que se vê.

Para emoldurar tudo isso, é fidalgo, no sentido de "filho de algo", sendo a a paternidade a avoenga, alguém também com notoriedade na vida pública, anterior ao 25 de Abril e ligada ao regime de Salazar/ Caetano.
Parece ser inteligente o suficiente para ser modesto.
Enfim, é um panorama, o Marcelo.

É um enigma, acrescento ainda.

josé disse...

E um falhado, na política.
No jornalismo também, porque o produto que produziu não prestou para grande coisa ( Semanário).
Nos comentários, deixa muito a desejar como disse.

No ensino, escapará porque todos o consideram brilhante na exposição.

Logo, Marcelo, nunca deveria ter saído de professor de Liceu. De Faculdade, vá lá, mas com condescendência, porque lá é preciso muito mais do que jeito para ensinar.

Este comentário é iconoclasta, mas ressalvo já que MArcelo seria das pessoas mais interessantes com quem gostaria de conversar.
Para saber...

sniper disse...

Sem querer ser mais papista do que o papa, e em certa medida redutor e "simplista", penso que o Prof. Marcelo já deu para aquele peditório. O público alvo era muito heterogénio, ficando agora mais homogénio. Ou seja, aqueles que o ouviam na esperança de algo mais do que o comentário, tendo em conta também os tempos de governação que viviamos, viram as suas expectativas desfraudadas. Hoje para o bem ou para o mal, a situação está mais estável, o Prof. Marcelo ou outro qualquer "vende" menos. A lei do mercado também se aplica nas "élites". Quem o ouve? A "minoria" do costume, os resistentes da cultura e da política. Penso que ir além disto pode ser complicado e mal interpretado.

piscoiso disse...

A ideia que me fica das suas intervenções, é que está sempre a vender, de forma brilhante, qualquer coisa.
Se quando era miúdo, ficava sempre fascinado nas feiras, com os vendedores da banha de cobra, com Marcelo fico hipnotizado.

maloud disse...

Várias vezes ouvi na rua, no café, nas lojas e mesmo em festas, pessoas a citarem o Marcelo das missas, nada tendo decifrado. Ria-me com a credulice. O Marcelo era uma espécie de substituto do sr. Abade, num país de católicos não praticantes.
Havia outras pessoas desse público heterogénio que o decifravam, mas que não o ouviam com a gravidade de quem está a ler um tratado político. Ouviam-no pelo que ele dizia, mas muito principalmente pela forma, que já acima referi e me encantava.
Pertenço a essa maioria do costume, pouco resistente à cultura e à política, quando estas perdem o lado lúdico. É que a vidinha é tão chata. Para quê levá-la demasiado a sério?

pirata vermelho disse...

Como disse, a entourage explique

pipilota disse...

Sempre achei que aquele cenário com a Ana Sousa Dias, silênciosa e intimista, que se exprime mais com olhar do que com as palavras, não condizia com o palrador professor Martelo. Ele não precisa dela nem ela dele.

Anónimo disse...

No país onde um certo Luís, completamente desmiolado e que, portanto, nem um olho terá, comenta com poses de iluminado na rádio pública (e também embora, felizmente, só às vezes na tv) este Marcelo tem os dois olhos e não duvido que seja brilhante também nas aulas da faculdade. Escolheu a pose do bom senso bem temperado, é tudo. Mais uma vez tenho aquela impressão de que uma leitura prévia melhorava o blogue.

maloud disse...

Anonymous das 7.58 PM,
Satisfaça-me uma curiosidade. Esse Luís, "completamente desmiolado" é o Luís Delgado? Se for, sabe que uma noite acordei a rir às gargalhadas, porque sonhei com ele? Foi depois daquela conferência de imprensa do PSL e do PP em que comunicaram ao país que se separavam, para depois se tornarem a casar. O Ant.José Teixeira e o Luís Delgado foram comentar aquele número à SICN e pela primeira vez estiveram de acordo. A prestação do Luìs Delgado foi imperdível, para quem gosta deste lado lúdico, como eu.

Jose Sarney disse...

Tudo tem o seu tempo!

Marcelo gastou-se! Não digo que enjoa, mas já é "mais do mesmo"! Com a agravante, de ser um ferrenho defensor do Regime e do Sistema! Por isso, nada de novo, traz agora ele.

Anónimo disse...

Claro que me referia ao delgado, para rir havia um blogue que infelizmente desapareceu que era "ocantinhododelgado", bem divertido, mas o delgado na tv, ouvi-lo na antena 1, dizer baboseiras, ainda não me deu para rir

Anónimo disse...

É isso José. Marcelo é anos 80.
Só alguém "defensor do sistema"
pode dizer que "aumento de receitas" é algo bom para o País, ao mesmo tempo que diz a confiança é importante. Somos o único País em que se quer aumentar a confiança e crescer tirando dinheiro dos bolsos dos consumidores...quadratura do ciclo.
Va-lá que já não está como á umas semanas atrás a falar da retoma ao virar da esquina.

Depois tem aquele fascínio pelos grandes projectos e olha como boi para palácio para a Portucel ou Autoeuropa. A economia não é a Portucel nem a Autoeuropa. Elas têm estado por cá e somos um dos países que menos cresce no mundo.

Novas empresas, crescimento das pequenas, risco e ideias é a única solução. É claro que esperar isto num país em que as ordens e os sindicatos mandam é iludirmo-nos...

lucklucky

Anónimo disse...

pois claro, vamos dar cabo das ordens e dos sindicatos, Bolkestein é o maior, podemos até ter novo protagonismo na nova descoberta pela Europa do caminho da Índia... estamos a andar bem, há muitos defensores, mas é melhor ir pensando na conversão ao hinduísmo que é o que por lá mantém sossegadinhos os miseráveis ...

Pés de Chumbo disse...

a keda do "share" deve-se mais à entrevistadora! muito frakinha!

xatoo disse...

VPV: não me faça rir pq eu tenho cieiro - "o único comentador de génio da televisão"?
eheheh
experimentemos então a arranjar-lhe um programa em que se confronte com alguém contraditório, em directo.
Alguem assistiu ao debate do "génio" no lançamento do livro do Saramago "Ensaio sobre a Lucidez" na FIL o ano passado?
é que a conversa do sobrinho do antigo ministro de Salazar muda conforme o habitat,,,
eheheh

mau mau maria disse...

e porque razão tenho que levar com ele todas as semanas quer seja na tvi ou na rtp? O homem já não é militante do PSD? e se o BE tivesse ali também um comentador todas as quartas feiras? E o PCP um para as quintas? E o CDS um para as sextas? E que tal um independente para os sábados? Está tudo dito sobre a independência dos nossos orgãos de cominicação social. Felizmente que ultimamente não temos ouvido na tv os comentários do José Manuel Fernandes. Que deus nos livre.

Anónimo disse...

Sim a entrevistadora é uma verdadeira tristeza fransciscana mas o Marcelo Rebelo de Sousa é uma ave rara preocupada demais com o seu próprio umbigo, que gosta sobretudo de se ouvir a ele próprio...enfim um verdadeiro cisne, para não dizer pavão...

A vaidade caro VPV oblige...e neste caso isso foi nítido...a fuga para a RTP a qualquer preço é disso exemplo...

O peixe mudou de aquário e nem a curiosidade conseguiu matar o gato...

maloud disse...

O Marcelo é filho de um antigo ministro do Salazar e que também foi Governador-Geral de Moçambique.

Anónimo disse...

Eu também pertenço ao grupo dos que têm saudades do Marcelo da TVI, mesmo quando sabíamos que o jornalista não estava lá a fazer nada. Mas o homem valia muitos Hermanos Saraivas, contador de histórias. Na TV é um desperdício. Eu acredito que ele é mesmo inteligente - luciferinamente inteligente, mas já não cativa ninguém. Agora nem me lembro das horas. Porém, há uma coisa que eu gostava de dizer e que já alguns atrás referiram - a Ana Sousa Dias. A sra.naquelas conversas que fazia na 2, tinha um certo charme. Aqui, parece uma simples 'marreta'
sem pingo de inteligência - está lá.Nem sequer é boa figura decorativa. Aliás, pergunto-me muitas vezes se ela não está a fazer um grande frete, porque se for mesmo inteligente deve aperceber-se que o papel dela é mesmo ridiculo. Quando olho para ela lembro-me de uma figura das gravuras da Paula Rego - a Celestina. Não sei porquê - se da pose, se do peito, se do ar cinquentona, não sei - perdeu o encanto e faz pena, porque isto não se faz a ninguém, até porque ela demonstrou poder fazer melhor. Ou será tudo encenação? - o antes e o agora, claro. Até quem a veste, penteia e maquilha não deve gostar muito da senhora, porque às vezes é um estrebucho. Coisas dos media - bem o fazem, melhor o arrastam. Pode ser que o Marcelo esclareça algumas coisas para nosso gáudio. Continuo a preferi-lo ao meia leca das 2as. feiras - esse, sim, enjoativo. Só por esquecimento ligo a TV.

pipilota disse...

um ' queque', portanto...

Anónimo disse...

Sim, pode ser, porque eu continuo a preferir as madalenas... com ou sem Proust...

Anónimo disse...

Caros Sniper e Maloud: O Marcelo é mesmo génio. Eu tentei pregar-lhe algumas partidas. Mas acabei por me render. A coisa é absolutamente genial: o sr. é de uma modernidade a toda a prova. Suporta todas as contrariedades e blasfémias. Tem um espírito virtuoso e maquiavélico. Divino .Só se lhe compara o VPV, que um dia disse com coragem, mais ou menos isto,com o Marcelo só a mais de 100 kms lhe podemos fazer confianca. Marcelo é o homem que faltava ao PS. Havia o Nuno Brederode dos Santos: que parece esta de baixa há muito. Depois, é o deserto. Ou o bom e filial " soarismo de VPV", é o que nos resta. O EPC nao funciona para oscomentários políticos. Salut!-Niet

quintoimperio disse...

Quintoimperio
Marcelo é o "clown" do regime.Sempre houve pão e circo para manter a plebe distraída.Ele está convencido de que a Pátria lhe agradece as charlas dominicais. Ao lado do Quim Barreiros é um desastre.







lhe agradece as charlas dooooodominicais.

lavador disse...

OH VPV

o que me surpreende, é que o sr. não tenha percebido que o sr.dr.prof.coments.artist.tossist.risonhist.propagandist.ricquist func public.futebolist.economist.boquist. ... generalista,
se apresentou candidato a PR daqui a dez anos, isto é, depois de ACAVADO DASESILVA, saír.

O homem, está a usar o meio económoco de promoção em tempo, a TV.
Pública, melhor.
Foi o SL,foi o JS, porque não ele?

Além disso , o homeme é que tem os livros.E... até o colega da direccçaõ de saúde, que lhe explicou a cena da gripe das aves...

É um craque.
E se o PS se zangar com ele, vai para a RTP MADEIRA, ou RTP África.
(isto, porque ainda não há rtp Timor, claro.
a sede de protagonismo, não tem fronteiras.

lavador disse...

para José

só agora li oseu comentário.

"para saber"o quê?
boa noite

paulof disse...

Bem, chamar falhado político a alguém, como disse acima o comentador "José" a alguém que já foi ministro e presidente de um Partido, vou ali e já volto.

Curiosa e irónicamente, e em contraponto a este post de VPV, Marcelo hoje citou e fez propaganda a VPV...

Sobre o "Semanário" ser uma criação de Marcelo, errado, foi co-criador com outras pessoas e instituições. A propósito qual é o partido que tem financiado "à socapa" a manutenção semi-vegetativa do jornal, sabe?

maloud disse...

Caro Niet,
Há dias li o Nuno Brederode dos Santos, julgo que no DN. Esteja atento, porque me pareceu que seria uma colaboração regular. Quanto ao Marcelo, a sua modernidade não pode ser compreendida pelos concidadãos, pois não? Têm muito menos mundo. Agora que desperta paixões assassinas, este post prova-o. Será medo que o brilho ofusque? Salut

Justo disse...

Excelente comentário, José!

.

João José da Silva Folgado disse...

E como é que é possível uma jornalista aceitar fazer aquela "figura"?

josé disse...

Para saber aquilo que Filomena Mónica escreve hoje na sua excelente crónica na Pública sobre os s.nobs:

"Qualquer malandro, doutorado por Cambridge, Harvard ou Princeton, era por mim visto como um deus. Durante anos, entretive-me a admirar os intelectuais, até que um encontro com Gore VIdal, um escritor singularmente antipático, me curou do mal. Passei então a avaliar as pessoas, não pelos títulos, nobiliárquicos ou académicos que exibem, mas pelo que são.
É uma receita que recomendo.

Aí está a resposta, caro anónimo.

Anónimo disse...

porque nao tem genio nenhum. Só tem genio porque diziam que ele tinha genio, e a tvi lhe fez a propaganda da quinta

Anónimo disse...

o que ele sempre fez na tvi foi o resumo da semana para et's

bolota disse...

Marcelo é um comentador que só diz banalidades, quando não se ultrapassa a si mesmo e entra num desenrolar de disparates. É certo que tem clareza no discurso, mas a nível de ideias não ultrapassa a exposição de tudo o que já foi dito. Quando tem uma opinião, é sempre a opinião do professor de Direito: nunca passa da visão constitucional e institucional do caso. Quanto ao que ele pensa sobre o assunto, nada. Tendo em conta o número de contactos e de fontes de informação a que tem acesso, quem não seria capaz de fazer o mesmo? Mas a palhaçada é total. O próprio presidente da República convoca Marcelo para o desanuviar das dúvidas que tem sobre os assuntos mais melindrosos. Dar a importância que se dá a um comentadorzeco destes é um bom exemplo da cidadania a que chegámos. Admira-me que VPV o considere como o único comentador de génio que temos na televisão. VPV, não se importa de explicar melhor? Terá alguma coisa a ver com a troca de galhardetes neste fim-de-semana? Só mais uma sugestão: experimentem ouvir (e não ver) Marcelo a metade da velocidade e percebem onde está o seu segredo.

Anónimo disse...

Estará Marcelo a antecipar a concorrência de Portas comentador? E a temê-la?

paciente inglês disse...

É evidente que Marcelo tinha mais espaço e vivacidade na TVI. é certo que ninguém percebe o papel de Ana Sousa Dias. Não é ali o seu lugar, está muito melhor a fazer de cândida nas suas entrevistas. Até aqui, muito bem.
Mas este comentário do VPV é perfeitamente diabólico, visto que põe o Marcelo nos cornos da lua para depois lhe ferrar uma farpa de todo o tamanho, atirando-o às feras que esfarrapam o homem e o acusam de tudo.
A Maloud surpreende-me quando põe o acento tónico na ligação do pai de Marcelo ao antigo regime. E então? Quer o Marcelo no Campo Pequeno?
Pelo que se lê, há aí uma mão muito cheia de génios à solta capazes de substituir com grande vantagem o filho de Baltasar.
Atenção, refiro-me a génios verdadeiros, não aos que o erudito sniper coloca em homoGÉNIOS e heteroGÉNIOS.
É tão fácil dizer mal.
Presunção e água benta...

Al Mocreve Satânico disse...

Cheira-me que o Vasco vai ter um concorrente de peso nesta cruzada contra o Cavaco.
Ou muito me engano ou o Nuno Brederode Santos vai regressar às lides.
Por duas razões: o seu ódio de estimação por Cavaco e a vontade de mostrar (por comparação) que o amigo Jorge foi um grande Presidente.
Aguardemos...

maloud disse...

Paciente Inglês,
Não pretendia pôr o acento tónico na ligação do pai do Marcelo {se me ler, sabe que eu gosto do Marcelo} ao antigo regime. Estava a esclarecer alguém que disse que o Marcelo era sobrinho de um ministro do Salazar. O pai do Marcelo conheci-o, ele não me conheceu {é sempre assim que eu catalogo alguns contactos que tive com pessoas importantes} em Moçambique, num cocktail em que fui apresentada ao senhor Governador-Geral. Nunca vivi em África, mas fiz num mês a visita a Angola, Moçambique e África do Sul. Eramos jovens, o meu irmão e eu, e o meu pai que tinha "interesses" nas colónias, achou que nós deveríamos conhecê-las.
Por tudo o que disse, julgo que ficou claro que não quero o Marcelo no Campo Pequeno. Mas também não quereria ninguém. É que eu defendo intransigentemente os direitos humanos, mesmo para facínoras. O Marcelo é o contrário de um facínora.

Anónimo disse...

É uma pena o Vasco não gostar do Cavaco porque, se tal acontecesse, até o poderíamos passar a designar por CAVASCO...

É Carnaval...

e-konoklasta disse...

Mesmo que quisesse ver, os comentários do Marcelo do principio ao fim, não podia. Já não suporto aquela máquina falante, nem o ar constrangido da pobre Ana de Sousa.

paciente inglês disse...

Maloud,

Fico esclarecido e mais descansado. Também eu aprecio o Marcelo e acho injustificadas muitas das críticas acima.
No entanto, parece-me evidente que algo não funciona bem no formato da RTP.
A Ana Sousa Dias não pode sentir-se bem naquele papel a que os franceses designam por "servir a sopa". Ela merece melhor. E Marcelo merece mais, mais tempo, mais liberdade, mais palco. É um artista. Como o Vasco. E os artistas não se dão bem com espartilhos.
Fique bem, Maloud.

Anónimo disse...

" E Marcelo merece mais, mais tempo, mais liberdade, mais palco. É um artista."

artista-palhaço?

maloud disse...

Paciente Inglês,
Depois de esclarecido o assunto, estou totalmente de acordo consigo, quer no que se refere à Ana Sousa Dias, quer ao Marcelo.
Quanto às críticas acima, relativamente às que são dirigidas ao Marcelo já opinei, mas também lamento as dirigidas à Ana Sousa Dias. Mas que quer? a maioria prefere entrevistadores mais histriónicos e, às vezes até, que sejam o centro da entrevista. Gostos!

Rui Rocha disse...

São condicionantes do novo canal televisivo de Marcelo, que se vê privado de uma série de possibilidades de intervenção pública.

cumprimentos

paciente inglês disse...

O anónimo (obviamente) acima, que chama palhaço a Marcelo, faz-me lembrar os energúmenos que nunca souberam dar um chuto numa bola e, da bancada, escondidos no anonimato da multidão, insultam alarvemente os jogadores.
É este o preço a pagar pela liberdade de expressão...

josé disse...

Armado em provedor dos direitos dos anónimos, poderia dizer ao conhecidíssimo paciente inglês que esse exercício de coragem fugaz, em bancadas de futebol ( onde não vou, aliás), serve muitas vezes como catarse para frustrações, sendo por isso que os jogadores e árbitros já nem se queixam de serem constantemente apodados como filhos das ervas ( ou dos quartos esconsos).

Não sei o que é que o pobre do Baía, ontem e hoje não terá ouvido virtualmente.

Não terá lido a manchete do 24 Horas que falava em "frango de Baía"?!

Estou em crer que o pobre guarda redes preferiria que lhe tivessem chamado palhaço...preferencialmente lá pelo Porto.
Assim...

maloud disse...

José,
Eu hoje nem saí, porque convivo mal com o "vernáculo" do burgo. Também convivo mal, valha a verdade com outros "vernáculos" mais subtis.

paciente inglês disse...

Ou eu não soube exprimir o que pretendia ou o José leu mal. Eu não me armei em provedor dos direitos dos anónimos. E nada tenho contra eles. Apenas entendo que devemos todos, sejam quais forem as nossas opiniões, ser correctos e respeitadores. Só isso.
E o facto de jogadores e árbitros fazerem ouvidos de mercador, tal não deve desculpar nem, menos ainda, legitimar os insultos cobardes.
Talvez seja catarse, é possível. Mas, nesse caso, fiquem em casa a catar-se, não chateiem os outros...

maloud disse...

Paciente Inglês,
Parece que um jogador de futebol não apreciou os insultos cobardes, saltou para a bancada e resolveu o assunto da maneira que lhe pareceu mais apropriada, dando uns tabefes ou uns socos no senhor que todas as semanas fazia dele o alvo da sua catarse. Esse jogador chama-se Cantona, é francês e jogava em Inglaterra. Não estou a advogar os tabefes, nem os socos, mas, às vezes, compreendo que a pachorra tem limites.
Andando por aqui há pouco tempo, fico espantada com o nível dos insultos {será catarse?} e da agressividade. Estamos tão mal que já perdemos a capacidade de trocarmos pontos de vista, esclarecermo-nos, discordarmos, resolver mal-entendidos, de forma minimamente civilizada? Ou sou eu que sou muito provinciana e ainda não percebi que esta forma de diálogo é que é "chique a valer"?
Se voltar aqui esclareça-me, porque deve ter muito mais mundo que eu. Eu só ando atónita.

paciente inglês disse...

José,
Mea culpa, fui eu que me precipitei na interpretação das suas palavras. Fiz como o Baía, não estive atento e dei um frango. O provedor dos anónimos era o José e não eu. Contudo, quanto ao resto, mantenho o que disse. Nada tenho contra o anonimato, tanto mais que não há qualquer diferença entre o "other" e o "anonymous". A única coisa que se pede é correcção, educação, respeito.
O anónimo que chamou palhaço ao Marcelo deve ter achado que teve o seu momento de glória. Bom proveito lhe faça...

Maloud,

Também eu percebo a irritação do Eric Cantona, mas um jogador profissional tem de ignorar os insultos anónimos, aqueles que provêm da mancha humana indiferenciada.
O pior é que nos campos ingleses, a proximidade permite identificar o autor do insulto, o que já coloca a questão num campo pessoal. "Foi aquele ali, estou a vê-lo". E o Eric foi-se a ele. Compreende-se...
Agora aqui, neste nosso jogo de comentários, nada justifica entradas a matar, sarrafadas pelas costas, cuspidelas nem cotoveladas.
Quem não gostar, pode sempre ir jogar noutros campos...

maloud disse...

Paciente Inglês,
Obrigada pelo texto. Espero que vão jogar noutros campos. Se não forem terei de ser eu a sair do campo e tenho pena, porque para mim é sempre um privilégio "conhecer" pessoas interessantes e civilizadas.
Até sempre

josé disse...

Paciente inglês:

Acho que a si, cultor paciente da fleuma britânica, não lhe ficava nada mal, encolher ombros virtuais perante a eminência da bocarra injuriosa.

Falo por mim que apesar de escrever com este nome que os meus pais me puseram, sou anónimo, aqui e algures, "com muita honra" como diria o "bimbo".
E falo por mim, porque já fui insultado, injuriado, vilipendiado ( não estou a exagerar e quem assim pensar pode sempre pedir-me explicações concretas) aqui na rede dos blogs.
Ligo nada. Nada, a não ser que tenha oportunidade de responder em directo.
E aí-faço-o! E já o fiz aqui mesmo, nesta caixinha de comentários em que venho como cuco.

De resto, aos caluniadores costumo desafiar para me darem o nome e deixo-lhes o e mail á vista.
Podem acreditar que nunca nenhum deles me interpelou por essa via ou deu a conhecer. COm excepção de um jornalista que me chamou uma vez, por mail, filho da puta e me desafiou a "dar a cara".
Eu dei-lha, por escrito e ele sabe muitissimo bem quem sou. Por isso, respondi-lhe que insultar-me, chamando-me fdp era vulgar demais e que preferia apesar de tudo, outros insultos mais sofisticados como por exemplo "vá-se f****" ou mesmo "vá para a p*** que o p****".
Não me ripostou...

Agora mais a sério:

O grave, num blog não são os insultos vulgares, mesmo anónimos. Se forem anónimos quem é que vai dar importância a isso?! O grave, dizia, é o enxovalho público de pessoas que nos conhecem e decidem expôr falsidades acerca da nossa intimidade ou na nossa vida profissonal e/ou privada.
Isso, evidentemente, será grave e indesculpável.
E também já me sucedeu...embora nesse casom, tivesse sorte porque li e imediatamente explquei. Mas imagine-se que não lia...

Enfim, parece-me que o anonimato tem vantagens inegáveis em meios como este. E para quem não tem necessidade alguma de se expôr, nem interesse em "fazer nome" ou aumentar notoriedade, náo vejo melhor do que um bom pseudónimo e o exercício de uma ética a toda a prova.
E esta passa pelo respeito pelos outros, o que não quer dizer o mesmo que ausência de crítica, mesmo sarcástica.

josé disse...

Como li agora o comentário da maloud, espero que não confunda o meu comentário como dirigido a ela. Que não é, porque apesar de ser anónima, já mostrou que tem apreço pelas boas maneiras e tem a ética que aprecio para poder ler á vontade.

Quanto ao Cantona, acho que o tipo se arrependeu muito do "desforço" que tomou nessa altura e que preferiria aguentar as "bocas", em vez de reagir a quente.
Tal como aqui.

Anónimo disse...

O formato da RTP evidencia o que, para mim, já se notava na TVI: (citando de memória Francisco Vanzeler)"concordo com tudo o que ele diz, mas só sobre assuntos que desconheço...". É, com efeito, Marcelo, só o desconhecimento do assunto torna relevante o que ele diz

maloud disse...

José,
Como era inexperiente comecei por dar o meu nome com o apelido de solteira. A primeira vez que falámos era essa a minha identidade. Andei assim durante uns tempos, até que, cá em casa me disseram que estava a ser "patarata", porque, como escrevo muito espontaneamente, seria fácil chegar a mim. Um dia comecei a receber uns insultos e umas insinuações baixas, que me incomodaram. Falta de hábito de quem sempre viveu em algodão em rama. Aí decidi passar à clandestinidade, embora por vezes alguns me reconheçam. Isto, porque não sendo escritora, cada um tem o seu estilo, e há pessoas que o detectam. De qualquer forma, assim aguento melhor a boçalidade e a cretinice, e isso para mim é importante.
Só mais uma coisa: grata pelo que disse.