quinta-feira, fevereiro 02, 2006

POR AMOR DE DEUS

Há aqui uma lógica qualquer que me escapa. Aparentemente, o principal problema está na palavra: se os homossexuais quiserem juntar os trapinhos, alinhar numa união de facto, armar em modernaços à conta do Estado, tudo bem, a malta aceita, compreende, faz-lhes o jeito e oferece-lhes até alguns direitos de borla. Casar é que não. Casar é um exclusivo heterossexual e conservador, de quem quer constituir família e está disposto a unir-se para a vida. Casar, aliás, está fora de moda, é uma prática em declínio que foi ultrapassada pelo tempo, por uma maré de divórcios e por sucessivos imbróglios sentimentais. Era o que faltava que agora que os heterossexuais começam a perceber a “armadilha” reaccionária que está implícita no contrato matrimonial, viessem os homossexuais, armados em conservadores, tentar recuperar um hábito que qualquer liberal (sem conotações polémicas), hoje em dia, despreza. Resumindo: casamento não, casamento é uma palavra que está definida no dicionário, um pequeno anacronismo da vida moderna, um luxo que já ninguém usa e que está vedado ao exterior; já uma união de facto é um facto sobre o qual se pode (e deve) conversar. Pode até ser uma união “à francesa”, com os mesmos direitos legais (se tanto insistem!) e os mesmos efeitos práticos do casamento heterossexual. Mas a questão semântica mantém-se. Quanto mais não seja por causa da poligamia e do incesto e de outras práticas menos usuais que não convém albergar sobre o sagrado manto matrimonial. Os mórmones, se quiserem, que façam uniões de facto. Que se juntem, através de um contrato estabelecido pelo Estado, com direito a repartição equitativa de heranças e acompanhamento na doença adaptado à pluralidade das várias unidas. Mas não se casem, por amor de Deus! Mesmo que, na prática e por via da lei, fiquem casados, com direitos equivalentes aos que estão, de facto, casados.
ccs

35 comentários:

João Gonçalves disse...

Constança:
No meu caso, eu apenas não simpatizo com o "instituto" independentemente dos intervenientes. Faz-me espécie, como diria a minha padeira, que, para resolver bagatelas jurídicas e/ou estabilizar situações de facto, os "same sexers" insistam numa instituição comprovadamente degradada, apenas para serem... "normais", tudo o que, afinal, não querem ser porque é chique exibir a "diferença". No fundo, a ideia é "ou casamos todos, ou há foguetório".
Um abraço amigo

Marco disse...

Creio que chegou ao cerne da questão, podem fazer o que quiserem, ter os mesmos direitos e deveres mas não lhe podem chamar casamento.
Ou então são mesmo homofóbicos e não tem coragem de o assumir...

Veliberalino, Amadora disse...

O mais caricato disto tudo é ver o pessoal de esquerda a defender com unhas e dentes o casamento gay, à revelia de Marx e Engels, que consideravam o casamento uma instituição obsoleta.
Isto só visto...

Giz disse...

CCS,
Caso os casamentos homossexuais venham a ser legalizados, a maior complicação parece-me vir a ser para os fotógrafos. Como é que um fotografo dum casamento de homossexuais consegue organizar a sessão de fotografias? Não me parece tarefa fácil! Vá-lá, agora nas escadas, em frente ao adro, uma fotografia de conjunto com os convidados do noivo, juntem-se aí os convidados do noivo .... pronto!, está logo lançada a confusão .... quem é que é convidado do noivo e quem é que é convidado do noivo, do outro? Será que ninguém pensa nisto?

Giz.

rb disse...

Confesso que fiquei com muita pena da Lena e da Teresa. Não mereciam aquele Conservador tão conservador. Aguardemos os recursos. Nunca se sabe. Desistir é que não. A verdade é que acto delas teve o efeito pretendido: TVs, jornais e até os blogs da moda, não descuraram esta polémica. Sinceramenete, não vejo que isso seja prioritário acyualmente. Há tantas outras questões sociais mais carentes de solução. Como já ouvi aqui dizer, se se quiser mexer no assunto a sério, o que deve ser repensado é o casamento enquanto instituto legal. Só que essa questão, provavelmente, ainda seria mais fracturante. E nós não estamos em tempo de muita f(r)a(r)tura, pelo contrário.

Paulo Pisco disse...

ccs
A questão "semântica", como lhe chama, tem toda a importância, ou não fosse o verbo o principio de tudo.
Os conceitos ou têm conteúdo ou ao pois se significarem tudo passam a significar nada.
O casamento tem um significado e uma história de milhares de anos. Não é por, no espaço de poucas décadas ter, aparentemente, caído em desuso, para alguns "modernaços" filhos dos anos 60 (cá pelo burgo estendido pelos 70) que o termo vai perder o seu significado.
Hoje, têm de ser os casais (homem/mulher) a reclamar o direito à diferença. Estranho mundo o nosso.
Lembro que mesmo em outras civilizações onde se "cultivou" a homosexualidade, isto nunca foi alvo de confusão nem mesmo semântica.

Paulo Pisco disse...

Corrijo:
Os conceitos ou têm conteúdo ou se pretenderem significar tudo passam a não significar nada.

amiga da irmã de CCS disse...

Ainda a hei-de ver casada com a sua irmã.

zazie disse...

Caríssima Constança

Se todas as questões que reportam aos tempos e às sociedades se resumissem a uma entrada de dicionário não havia História nem sociedade.

Como não havia homossexuais, bi, metro, pluri ou em estado neutro a serem manchete e muito menos a levarem à alteração dos hábitos das ditas sociedades.

Por isso a única questão que valeria a pena debater são as relações de poder e as novas formas de o alterar nas democracias em que vivemos.

Não existem questões de sexo em jogo- existem questões de propaganda e receptibilidade de propaganda a todo o tipo de calendários de interesse que por coincidência ainda usam o nome de partidárias e governamentais.

Só por coincidência. Podiam também mudar de nome e agenciarem-se a qualquer boa empresa de marketing ou passerelle de moda. Ficava tudo mais simples. Como parece que se deseja.

Francisco Bruto da Costa disse...

Cara Constança,
Aparentemente tem razão.
Compreende-se que o casamento seja resguardado de certas práticas modernistas e algo ávidas de protagonismo.
O problema é que eles têm razões lógicas para quererem casar: é que o casamento confere uma série de direitos que a simples união de facto não confere (heranças, segurança social, pensões de sobrevivência, direito ao arrendamento, seguros de vida, etc.).
Se aparecer uma lei que equipare todas as incidências patrimoniais da união de facto às do casamento, então concordo consigo.
Embora não pertença ao "clube", não me parece mal que os cidadãos homosexuais tenham os mesmos direitos (inclusive os direitos patrimoniais originados numa ligação sentimental) que todos os outros.

kyler disse...

joão gonçalves: quem lhe disse que os homosexuais, que se querem casar, o querem fazer para serem normais?

TAF disse...

Cara CCS, acho que lhe escapou um ponto: é que com a instituição de "casamentos" homossexuais querem que a sociedade reconheça que um "casamento" homossexual ou um casamento heterossexual são a mesma coisa. Ora isso, pela minha parte, eu não estou disposto a aceitar! Acho que as pessoas são livres de fazerem o que quiserem neste aspecto da sua vida privada, mas não obriguem toda a gente a partilhar a mesma opinião. Uma união homossexual não deverá, a meu ver, ter implícitos os mesmos direitos e deveres que um casamento "normal", nem pode ser considerada como uma "família" por exemplo para efeitos de adopção, etc., etc., esses assuntos que agora alguns parecem não querer referir neste contexto. Daí um nome diferente se justifique para algo que é realmente diferente. Tal como a poligamia ou o incesto entre adultos, por exemplo. Escrevi sobre isso aqui.
Saudações!

Éme disse...

Constança,

Faltam ali 4 palavrinhas:

.Portugal
.Coragem política
.Honestidade intelectual
.Cultura

Éme disse...

Bolas, afinal eram seis, eheheheh

Musicologo disse...

Na mouche! Simplesmente direitos iguais para todos e acabou. Não concordo com o taf de casamento "normal" ou "homossexual". amor é amor e pronto, que tenha preconceitos culturais ou religiosos é lá para si, a tradição já não é o que era. Antigamente a mulher também era pa ficar em casa e não podia votar e ng parecia discutir isso... mas os tempos mudam... e, inevitavelemnte a sociedade sabe que tem de mudar, sob pena de ficarmos uma vez mais arredados da civilização. Basta ver Espanha aqui ao lado. Casamento e adopção para todos e tá a andar.

ccs disse...

Pois é, já vi que não me expliquei mto bem. zazie, não considero o problema do dicionário importante:pelo contrário. não percebo é qual é o nexo que existe entre o casamento "conservador" e o direito dos homossexuais ao casamento. Os homossexuais não podem ser conservadores? e pq é que se dá de barato que o casamento é uma prática exclusiva dos conservadores? qt às relações de poder, estou de acordo. mas acho que elas passam tb por este tipo de questões. ou seja, pela diferença sexual. aí não estou de acordo consigo.
um abraço

zazie disse...

Constança,

Eu também não me expliquei bem. O que queria dizer era mais simples. Que para mim tudo isto se resume ao poder de quem berra mais alto.
Se a causa é gay é porque é uma que está a dar mas há mais no pacote. E o que penso que poderia ser interessante debater é a forma como o Poder anda a toque de caixa perante o efeito mediático de pequenas coisas que não têm sequer representação numérica que as justifique.

É claro que se esquecermos este detalhe tem razão. Há birra inconsequente em nome de qualquer coisa. Simplesmente mesmo essa birra ninguém sabe qual a representação real que tem no país. Sabemos na blogosfera mas daí ao país... Ou sabemos em resultados de caça ao voto mas daí ao país...

Era isto. Porque pela minha parte vejo sempre nisto um resquício da velha história de Antígona e de Creonte.

E a voz das Antígonas foi abafada pela voz da indifirença e do espectáculo.

(obrigada pela resposta e boa noite ehehehe)

zazie disse...

porque se seguisse o seu raciocínio era obrigada a ser mais extremista.
Acabe-se de vez com o casamento civil que não é nada. E que cada um arranje a cerimónia simbólica ou religiosa que for capaz.

Ia ver como os candidatos desapareciam num instante. Há que ter em conta o maravilhoso poder afrodisíaco do IRS...

e do proselitismo. Do avanço paulatino do proselitismo. Hoje o casamento, amanhã a adopção depois de amanhã o mundo

Aestranha disse...

Toda esta discussão é maravilhosa e também penso que o casamento cívil não é mais que uma forma de andarmos a dizer ao Estado com quem vamos para a cama. Esta "cusquice" nas nossas vidas privadas deveria de ser eliminada de uma vez por todas e as cerímónias seriam como cada um quisesse, o que faz todo o sentido!
É claro que esta proposta de pensamento é ainda mais radical do que a proposta dos homossexuais, portanto isto deverá acontecer lá pelo ano 2500, o que quer dizer que já estamos a ir demasiado rápido...
Se pensarmos bem, os homossexuais portugueses que se querem casar também andam a acelerar no pensamento e devem de julgar que são espanhóis. Então não sabem que neste País ainda andamos às voltas com a questão do aborto??? Vamos a travar às quatro rodas que Portugal ainda não chegou aqui!

sniper disse...

Os homossexuais não podem ser conservadores? Claro que podem, mas o que acontece, é que já o são numa escala que ultrapassa o "convencional", isto é se pudessemos aplicar uma métrica para esta "grandeza". O que se passa é tão óbvio que até me custa escrever, que é o facto destas personagens aparecerem sempre associadas a movimentos ou partidos pseudo vanguardistas, culpando os "conservadores convencionais" por todos os males, bloqueios e atropelos das suas vontades ou desejos. Eu não enfio esse barrete.Aliás, no "post" DÚVIDAS, expressei superficialmente a minha opinião. Só espero que os homossexuais não se tornem os "muçulmanos" da europa, onde qualquer tipo de critica a este grupo, é violentamente "apedrejada" na praça pública. Já estivemos mais longe.
P.S.- Zazie, gostei dos seus comentários.

F.Viana disse...

Constança

Está a referir-se a um artigo que li no blog A Blasfémia. Podia indicar o endereço desse artigo para os leitores compreenderem melhor o cerne desta importante questão.

Francisco

Anónimo disse...

Conseguir dar a cambalhota e " esquerdizar " Cavaco, é obra. Arrastar VPV nesse desideratum, feito maior; ele solidário de Fernando Nogueira, escudo por meio ano em S. Bento, soarista reciclado e ecuménico em Dezembro 2005,merece o Nobel ou o Pulitzer. Até onde nos irá espantar CCS?!? Irá ser a confidente/ aranha negra do prof. Anibal em Belém? Como diria Guy Debord, "vo falso desespero da crítica nao dialéctica e o falso optimismo da pura publicidade do sistema sao idênticos enquanto pensamento submisso ". Niet

rb disse...

Não concordo que se estabeleça uma legislação para a união de facto com os mesmos direitos (e não com os mesmos deveres) do casamento e tudo passar a ser tratado apenas por diferenças semânticas. Isso seria desvirtuar os dois institutos: a UF e o casamento. Sinceramente não me choca o casamento entre homosexuais, enquanto contrato civil sui generis com direitos e deveres para ambas as partes e importantes efeitos patrimoniais). O problema é a conotação católica que a palavra casamento possui. Se o legislador tivesse usado a palavra contrato, pura e simplesmente, ter-se-ia separado melhor as águas entre igreja e estado e se calhar não havia tantos pruridos em admiti-lo entre homosexuais.

JAC disse...

A distorção dos significados pode ajudar a elevar mais, caso seja possível, o grau de mediocridade deste país.

A luta por direitos não é argumento que obrigue à adulteração do significado substantivo e contextual das palavras.

Não alteremos o “nome das coisas” levianamente pois corremos o risco efectivo de, no futuro, perdemos a capacidade de as identificar.

Cito, como exemplo, as palavras Amor e Sexo. A reflectir…


«Somos uma nação pobre (estéril) e castrada (infecunda) … somos um povo descaracterizado, humilhado e cobarde cujos ídolos são uns, alguns de nós, a correr atrás de uma bola num campo relvado. – JAC»

http://sal-portugal.blogspot.com/
JAC – Sal de Portugal

/me disse...

Um pequeno pormenor: antes do casamento ter sido instituido como sacramento pela Igreja Católica, aliás, antes mesmo desta existir, já havia casamentos civis. Já os romanos, por exemplo, se casavam e descasavam. Logo, o conceito de casamento é anterior ao do sacramento cristão, que se poderá quando muito argumentar que o depurou.

O que me custa a entender é isto: se duas pessoas se amam, o que custa tanto nisto a aceitar?

Do ponto de vista político, para mim a questão é simples: os homossexuais pagam impostos como os outros? Então que tenham direitos equivalentes.

Anónimo disse...

Tem tudo a ver com direitos e deveres. Apenas e só. E porque, em Portugal, é possível a adopção singular, por homens ou mulheres (obviamente responsáveis) e porque em Portugal já existem algumas famílias homoparentais ou monoparentais, esta discussão cheira-me apenas a hipocrisia com um leve toque a encíclica papal.
http://je-bois.livejournal.com

Anónimo disse...

Aliás, penso que deveriamos estar já a discutir a adopção por casais homosexuais/lesbianos. O casamento ou contrato ou como lhe quisessem chamar viria depois.
Expliquei tudo aqui:
http://je-bois.livejournal.com/2005/07/08
Um abraço

rb disse...

O problema é que o nosso direito da família está todo ele embuído dum espírito católico-conservador. Ou seja o casamento civil, os direitos e deveres dele decorrentes e os importantes efeitos patrimoniais daí resultantes, nomeadamente, ao nível sucessório, estão configurados pela visão clássica do casamento, com família biológica, etc. O mundo entretanto mudou e os conceitos clássicos já não se adequam às modernas formas de vida. É preciso é que a lei também acompanhe esse progresso, reequacionando-se o instituto legal do casamento e o próprio direito da família no seu conjunto, incluindo o ditreito sucessorio, para expurgá-lo de toda essa carga axiológica intimamente ligada à família convencional e marcadamente influenciada pela igreja, no que constitui um dos resquícios dos nossos 40 anos de salazarismo e do país eminentemente católico em que vivemos. Se nos limitamos a dar aos homosexuais o direito ao casamento, sem mais, vamos tornar o sistema ainda mais confuso e incongruente. Por isso é que penso que é necessária uma mudança muito mais profunda e não meramente pontual do género alterar a nocão legal de casamento para contrato celebrado entre duas pessoas, em vez de duas pessoas de sexo diferente, como é actualmente.

Flávio disse...

O conservador que negou o casamento às intrépidas lésbicas é um perfeito imbecil. Se não fosse um manga-de-alpaca sem tomates, poderia ter ficado na História e encetado uma verdadeira revolução nos costumes.

/me disse...

Flávio, na minha opinião, há que seguir as regras, mesmo que se discorde das mesmas. Duvido que o conservador tivesse grandes competências para julgar a questão constitucional. Assim sendo, fez o seu dever, que é o de seguir a lei.

Talvez não tenha ficado na História, mas cumpriu o seu dever.

Arrebenta disse...

http://braganza-mothers.blogspot.com/

The Braganzzzzza Mothers é frontalmente CONTRA o Casamento Gay.

O país encontra-se a atravessar uma profundíssima crise económica, e não é lícito que se gaste dinheiro em mais papeladas, impostos de selo, registo e escritura de ratas e coisas afins.

Ponto 1) Em Portugal não há gays, quando muito há pessoas que quando passam ouvem sussurrar "lá vai mais um roto...", "olha bem para aquele paneleiro!...", ou "mal empregado..."

Ponto 2) Não havendo gays, o casamento gay é mais uma ficção para gastar papel ou dar de mamar a mais uma comissão instaladora.

Ponto 3) Os equivalentes a gays já se encontram casados e são sempre pais de três filhos, pelo que o apelo ao casamento gay é um descarado apelo à BIGAMIA, e uma clara violação do Artigo 247º do TÍTULO IV, CAPÍTULO I, SECÇÃO I do Código Penal.

Cuidadinho, portanto, com as brincadeiras, porque a Lei e Moral são duas coisas muito sérias.

Miles Away disse...

Sendo o casamento uma instituição que visa salvaguardar a família, sobretudo os filhos, vou mais longe e proponho o seguinte:

1) que a fertilidade de ambos os membros do casal seja atestada por declaração médica; caso contrário, não faz sentido gastar tempo e dinheiro aos próprios e ao Estado, num casamento que nunca irá dar frutos, literalmente;

2) que seja imposto um limite máximo de três anos para a primeira gravidez. Se findo esse tempo (aliás mais do que o necessário) não houver cegonha à vista, o casamento será suspenso por um período de dois anos, durante o qual os esposos deverão reflectir sobre a sua (falta de ) vocação para o exercício do casamento.

3) Proibir o divórcio voluntário. Não há motivo nenhum em particular para este último ponto. é apenas "não porque não", tal como a lei sobre o casamento não vai ser mudada apenas "porque não".

Anónimo disse...

Shame on you.

Continue a fazer uma perninha na TVI. Está como peixinho na água.

Anónimo disse...

Um post de quem ainda não percebeu nada a tentar explicar não sei o quê.
Parece mesmo escrito por MST...

Anónimo disse...

Facto:Tenho uma relação,gay, de 13 anos.

Pergunta:Não chamam a isto casamento?Não posso ter direito como um casal "normal" a questões como herança, visitas de hospital, etc...etc..??

Faz-vos assim tanta comichão aceitar este tipo de relações?De que têm medo?