sexta-feira, fevereiro 10, 2006

POLITICAMENTE CORRECTO?

khomeini
Nesta história das caricaturas muito gente se esforçou por provar a sua tolerância, o seu horror à xenofobia e o seu seriíssimo sentido das responsabilidades. Com toda a incorrecção política, talvez seja bom ver onde nos levam as nossas virtudes. Primeiro, a tolerância - devemos tolerar o Islão. Isto à superfície parece óbvio. Mas pede uma pergunta: também devemos tolerar a intolerância do Islão? A "Europa" respondeu que sim, mesmo à custa de se negar a si mesma. No tratado constitucional (felizmente falhado) evitou a palavra "cristandade". Mais precisamente, rejeitou a sua natureza e a sua origem, em última análise a sua liberdade, para reconhecer ao Islão um privilégio que a si própria não se reconhece. Como, de resto, na prática permite que as comunidades muçulmanas vivam segundo a sua lei e não segundo a lei geral, até quando se trata de direitos do indivíduo e, muito principalmente, da mulher. A tolerância não acabou por se tornar na defesa da intolerância?
Xenofobia significa aversão ou hostilidade ao que vem de fora, ao que é "estrangeiro". Para escapar à xenofobia - hoje um crime sem nome - temos de aceitar acriticamente o Islão, como se a nossa cultura não fosse na essência uma cultura crítica? Não ofender o sentimento religioso do próximo implica que se aceite como irrelevante ou inócua a shariah? Que se aprove, como coisa natural e permissível, qualquer fatwa contra qualquer ocidental que incorra na ira de qualquer imã? É, de facto, a nossa obrigação cívica e moral contemplar em silêncio e com respeito a sociedade da Arábia Saudita, do Irão ou do Afeganistão sob o regime Taliban? A nossa virtuosa renúncia à xenofobia não acabou por se tornar na defesa do intolerável?
Falta falar da responsabilidade. Maomé foi um profeta, mas também foi um guerreiro, um conquistador e um soberano. A shariah trata extensamente de política. Uma autoridade como o ayatollah Khomeini disse um dia: "O Islão é político ou não é nada". Tentar distinguir entre a guerra política e a guerra religiosa que o Islão move ao Ocidente não passa de um sofisma. Não se pode dividir o indivisível. A jihad deriva directamente do Corão. E o terrorismo, material e psicológico, assenta numa base doutrinal sólida, que Bin Laden, por exemplo, frequentemente invoca. Que espécie de responsabilidade leva, então, o Ocidente a não "provocar" um inimigo declarado? Não se tornou ela na pior e mais perigosa irresponsabilidade?
vpv
(publicado no jornal Público)

56 comentários:

Mª Lurdes Delgado disse...

Caro ème,
Ainda bem que não apostei?
Um abaço

lv disse...

Quem nao sabe viver no mundo é assim. Há tanta coisa que é dificil de tolerar, desde a morte pela fome, as guerras, a pena de morte, o fumo de tabaco, os crimes violento, os maltratos a crianças.

Islamofia, nao obrigado.
E se alguém se quer suicidar, suicide-se sozinho.

lv disse...

Islamofobia, nao obrigado!

Anónimo disse...

Peço-lhe que não use essas palavras. "Shariah", "fatwa" "jihad" e outras que tal, cheiram-me ao fumo das bandeiras queimadas e lembram-me os gritos dos assaltos às embaixadas.Usá-las é dar-lhes razão, é sem dúvida colaborar.

lv disse...

"Que espécie de responsabilidade leva, então, o Ocidente a não "provocar" um inimigo declarado? Não se tornou ela na pior e mais perigosa irresponsabilidade?"

Alguém vai provocar uma guerra impossível de ganhar? É cada teoria !

Anónimo disse...

o vpv tem toda a razão. daqui a pouco tenho que andar de veu!

Anónimo disse...

O Prof. Dr. Vasco PULido Valente deve ter apostado em 4 semanas dobrar o êxito do bloguista nacional, J. Pacheco Pereira. Nao sabemos é como irá ter tempo para seguir o romance via Internete da Ma. de Lurdes Delgado, fa do VG Moura e do Paulo Tunhas, cicerones do PSD presidencial. Niet.

lv disse...

Sim, claro, pois. O medo e cagaço de certas pessoas é tanto que nem se permitem de pedir desculpas porque acham que assim eles pensam que somos fracos e vem aí alguém obrigar a usar burqas.

douro disse...

Os mouros que se cuidem: o Vasco puxou da trombeta para nos acordar deste torpor manso em que nos arrastamos. A nossa cultura, critica por essencia, indica-nos a "obrigação cìvica e moral" de apontar o dedo ao mal: o Corão, essa "base doutrinal sòlida" do Bin Laden. O Islão està em guerra contra nòs mas nòs temos o Vasco e o seu clarim. Aprontai-vos que isto vai fazer muita faìsca.

Anónimo disse...

Uma vez em Jerusalem visitei todos os santuários com uma colega que bem representa os "esclarecidos e evoluidos" desta sociedade. Em todos cumprimos as formalidades: descalçar os sapatos e véu na esplanada do templo,cabeça descoberta no muro, mas quando chegamos ao santo sepulcro onde só é exigida roupa modesta (alias como nos outros santuários)começou numa peixarada pela intolerância das igrejas cristãs quando um padre etiope lhe pediu educadamente que vestisse o casaco.

Jose Sarney disse...

A guerra religiosa está aí, é um facto.

Tal como, os portugueses andaram a "evangelizar" o mundo, para saquearem a pimenta, o ouro e outras coisas, das Áfricas, Indías e Amércias, mas SEMPRE com Cristo, na mão e na boca!

Mas, como diz e bem VPV, está a chegar a hora de ESCOLHER. E, evidentemente, temos que defender o "nosso modo de vida", ou então seremos convertidos!

Eu não quero ser convertido. Sou liberal, cristão (não católico), e gosto muito das liberdades individuais, e respondo aos islâmicos da mesma forma que Clint Eastwood respondeu ao Realizador do Fahrnheit 9/11, "If you take some pictures of me, inside my house, I'll kill you".

Viva o Dirty Harry!

Mª Lurdes Delgado disse...

Caro Anonymous das6.21PM,
Fã do escritor Vasco Graça Moura, mas não do político {julgava ter deixado isso claro}. Agora quanto a Paulo Tunhas agradecia, que me informasse de quem se trata. Confesso a ignorância. Quanto ao PSD je m'en fiche. Se fosse atento, como eu, saberia que o meu romance era com o PS e terminou hoje ingloriamente. Embora doa terminar uma relação de mais de 30 anos, eu recomponho-me, principalmente se ler comentários quer sarcásticos, quer humorísticos. Só não tenho poder de encaixe, para a boçalidade, a brejeirice e a falta de educação. Feitios!
Cordialmente

Rasputine disse...

O que é grave é assistir à postura do nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros que foi "mais papista que o Papa", para não dizer pior.
Com efeito, o próprio Primeiro Ministro dinamarquês, Rasmunssen, veio declarar que não iria pedir desculpas pelos desenhos publicados num jornal independente.
Mas em Portugal, como já o fizera o Governo (apesar de se vestir de cor diferente) quando da guerra do Iraque, é-se muito rápido a seguir os outros, sempre por medo e sempre aliando-se a quem não deve. Tudo para que não lhe venham bater à porta.

Anónimo disse...

Se o Vasco entende que todo o mundo árabe pode ser representado pelo fundamentalismo agressivo, que lança fatwas e homens bomba, tudo bem. Se acha que ao ódio de uma minoria devemos contrapôr uma resposta generalizada, também está muito bem. Se vê todo o Islão como uma ameaça, o raciocínio é translúcido.

Também foi cristalino o seu pavor à independência da Ucrânia e de outras ex-repúblicas soviéticas, que trariam invariavelmente o armaggedon sobre o Ocidente.

No fundo, no fundo, acho que o Vasco deseja uma catástrofe qualquer. Não há-de desistir até acertar.

Jorge

Politikos disse...

Não é tolerância, é bom senso. Se você tiver uma fobia a gatos. E todas as fobias são coisas ridículas, excepto para os que as têm. E a ccs, por exemplo, levar um gato aí para casa... É só disso que se trata... Não vale a pena fazer grandes elucubrações sobre isto...

Anónimo disse...

Então caro Vasco vamos a isto! Peguemos nas caçadeiras por esse País fora, incitemos os nossos irmãos europeus e partamos para a Terra Santa, abrigo dos blasfemos infiéis islâmicos, e iniciemos uma nova e gloriosa Cruzada!
Carago! Isto sim é espírito Tuga!

...

Anónimo disse...

Vamos caro Vasco e João Sarney, que pelo seu comentário também me parece um tuga porreiro para a Cruzada...

Anónimo disse...

João não, José. Peço desculpa.

2º revisor disse...

a julgar pelos acentos, deve estar bastante vento para os lados do douro.

isso, ou fez o comentário de bicicleta.

Anónimo disse...

Recuperem-se as lições da história. Lembremo-nos como tantos governos europeus não quiseram ver a ameaça da escalada de Hitler, ou mesmo o significado dos acontecimentos que rodearam o assassinato de um certo arquiduque austríaco. O medo a um conflito armado, o pensar que se poderia ficar incólume, o apostar que o bom-senso prevaleceria...
Haverá um preço terrível a pagar, não há que ter dúvidas sobre isso. Mas vai sendo hora de acordar. A paz só é possível quando é desejada pelos dois lados. Esse não é o caso.
Ter medo à guerra é bom. Eu tenho medo de perder a mnha vida. Mas também tenho medo de viver sem liberdade. E nem sempre se pode ter paz e liberdade ao mesmo tempo. Para mim, para muitos, está chegando a hora de escolher. Se o não fizermos por nossa iniciativa, outros nos obrigarão a fazê-lo.

zazie disse...

aqui está um texto do VPV com que não concordo.

Anónimo disse...

Certo, nem todos os árabes são fundamentalistas. Também nem todos os alemães eram nazis. E nem todos os chineses eram maoistas. E etc...

Anónimo disse...

"O medo de viver sem liberdade é maior que o medo da guerra". Quase dava um poema.
Então bora lá! Vamos a eles tugas dos valores da liberdade...

...

sniper disse...

Sem querer provocar, sou obrigado afirmar que, mais cedo do que todos queriam, ( ou não queriam ), e esperavam, vamos dar razão aos americanos, e respectiva estratégia que eles encetaram relativamente ao Islão. Eu já dei, porque apoio inteiramente a invasão do Iraque e só tenho pena que toda esta estratégia não tenha sido aplicada pelo pai Bush, porque tudo isto que se está a passar não foi invenção deste Bush. Estas operações levam muitos e longos anos de preparação, com disciplina e método. O " TPC" estava feito pelos " n+1 institutos e fundações" que os americanos têm para estes ou outros estudos. Meus caros, na presente situação não há meios termos, não pode haver hesitações, ou se é a favor ou contra. "Águas de bacalhau" como os europeus gostam, já foi "chão de deu uvas", e por causa destas posições europeias, é que estamos nesta situação no minímo caricata e humilhante. O Islão está encurralado, e sabem perfeitamente que a "bomba atómica" deles está acabar. O EUA estão numa fase muito adiantada no desenvolvimento de novas tecnologias no campo energético, e o último discurso do Bush ainda veio estimular mais esta vertente, para ajudar a acabar rápidamente com o apetite insaciável por petróleo dos EUA, e da dependência do Islão. Cada noticía sobre as pilhas de hidrogénio, são facadas para o Islão. Para os árabes o petróleo é um recurso finito, (não investiram em tecnologia para investigar novas energias),assim como o dinheiro resultante da venda do petróleo foi mal aplicado, com agravante da maioria desse mesmo dinheiro que no passado era conhecido por "petrodólares" foram para enriquecer uma dúzia de famílias reais, e os amigalhaços deles. O que o Islão está a fazer é uma fuga para a frente, enquanto tem argumentos muito fortes, que nada têm a haver com religião, mas sim com o poder do petróleo, para tentar salvaguadar uma posição no futuro,( que também passa pelo facto poderem pertencer ao clube atómico, e perpetuar esta marmelada), quando petróleo fôr só necessário para acender candeias em jantares românticos, ou para o Petróleo Olex! O ataque só poderia ser contra algo que os ocidentais prezam muito, a superioridade da democracia e da civilização, tentando condicionar todas as nossas acções a todos os níveis. Estamos a ser condicionados de uma forma indecente. Tenham lá paciêcia, mas se queremos um mundo civilizado não pode haver "vacas sagradas" ou excepções.
P.S.- O convite do Putin aos líderes do Hamas para terem conversações é no minímo de irreal; para além de se estar a meter num saco de gatos, penso que ele deve saber que os irmãos do Hamas na Tchetchénia não estão e são para brincadeiras, e que vão saber capitalizar a favor deles qualquer cedência do Hamas na vertente fundamentalista. Para o Irão era a cereja em cima do bolo. Todos movimentos financiados pelo Irão da região que ficaram fora do poder na Palestina, mandavam o Hamas para as urtigas..Era a auto-estrada para Telavive, sem os pruridos que o Hamas já está a demonstrar timídamente..Vou seguir com atenção.

Anónimo disse...

o Islao nao é o Irao

douro disse...

Para o 2° revisor: Não é o vento, é o sôpro das trombetas guerreiras do Vasco que me bule com os acentos, para jà não falar neste teclado manhoso que me impede o rigor fonético (sò aceita agudos nos ee).

2º revisor disse...

Ah! de facto, às trombetas de vpv, voltam-se as agulhas todas para ocidente. Olhe sò para o efeito bèlico!

Mª Lurdes Delgado disse...

E, já agora, nem todos os portugueses eram salazaristas e, lá mais para o fim, marcelistas. Mas que isto durou 48 anos, durou!

Anónimo disse...

Atencao, muita atencao. O grande comentador do The New York Times- que VPV deve conhecer...- Roger Cohen fala, na sua coluna da Pág.2 Globalist, que, " no longo termo, a colaboracao entre os EUA e o Irao, mesmo com o governo de Ahmadinejad,favorece a América ".E mais : Como primeira e segunda forcas mais influentes no novo Iraque, América e Irao têem vindo a cooperar,embora muito zangados,, nos bairros mais importantes e os seus interesses vitais convergem.Existe a possibilidade de potenciar este tipo de convergências até à prática do diálogo ", in NY Times 8.2.06.Niet

Anónimo disse...

O NY Times acusa as declaracoes de Bush em prol das propaladas energias alternativas de " atoardas eleitoralistas para fazerem esquecer os lucros miríficos da Exxon Mobil, da Halliburton , a carestia da gasolina e a guerra no Iraque que, Rumsfeld, confessa ser uma guerra " medonha "... O Mr. Sniper nao tem razao e cai por terra. Aliàs, o grosso dos comentadores do blogue parecem ser todos uns spinning-doctors de águas muito direitistas, ao arrepio das posicoes frontais e desassombradas de VPV, a única caebcinha pensante de Portugal. Niet

Mª Lurdes Delgado disse...

Caro Anonymous das 12.05,
Você não se lembra de, já na primeira presidência, ele ter feito promessas mirambolantes com o hidrogénio? Também foi num discurso sobre o estado da União. Aquela cerimónia em que se o ridículo matasse, no fim só seria preciso chamar o armador.
Cordialmente

Anónimo disse...

Se o Vasco entende que todo o mundo árabe pode ser representado pelo fundamentalismo agressivo, que lança fatwas e homens bomba, tudo bem. Se acha que ao ódio de uma minoria devemos contrapôr uma resposta generalizada, também está muito bem. Se vê todo o Islão como uma ameaça, o raciocínio é translúcido.

Também foi cristalino o seu pavor à independência da Ucrânia e de outras ex-repúblicas soviéticas, que trariam invariavelmente o armaggedon sobre o Ocidente.

No fundo, no fundo, acho que o Vasco deseja uma catástrofe qualquer. Não há-de desistir até acertar.

Jorge

sniper disse...

Caro leitor do New York Times,

Não quero pensar que o senhor está a falar para uma plateia de estúpidos, quando invoca repetidamente o NYT. Francamente, caro leitor do NYT, give me a break. Vou com muita frequência aos EUA, e nunca leio dois jornais, o NYT e o W.Post. Recuso-me. O que o senhor sabe e não diz, é que depois dos árabes, os maiores inimigos dos republicanos nos EUA são os judeus americanos, pelo

sniper disse...

(Continua)que mimos como os do Roger Cohen são completamente idiotas, fazendo já parte do folclore anti-Bush. Uma treta caro senhor.

sniper disse...

Para terminar sr. caro leitor do NYT, sou de direita e pró-americano, mas tenho graves suspeitas que pelo seu estilo e preferências editoriais, que você pertence ao clube do "quanto pior,melhor", desde que a esquerda estalinista volte cantar os amanhãs..., que você deve sonhar..
P.S.- Sinto-me particularmente à vontade para falar de judeus e Israel. Como povo, não tenho nada contra eles, como contra nenhum óbviamente, mas contra o Estado de Israel como já aqui escrevi, e para que me conhece, sou 100% contra.

paper life disse...

Será o medo de uma guerra aberta, Vasco?

Anónimo disse...

Isto aqui ao menos é só tugas teóricos.
Vasco Pulido Valente ao menos ainda tem graça...

haja pachorra disse...

Se querem escapar à burka, deixem-se de lérias e vão... fazer filhos. Cada um faz o que pode: 'o Vasco', por exemplo deve continuar com as lérias.

Anónimo disse...

Quem nao lê o NY Times nunca sai da cepa torta ou sujeita-se a ser enganado pelo primeiro aldrabao da esquina. Thomas Friedman,Paul Krugman,David Brooks e Maureen Dowd( que escreveu um livro contra os machos...)assinam semanalmente textos/análises fundamentais. Nao é por acaso que o NY Times é o único jornal do Mundo que ganha leitores. Cada qual lê o jornal que merece. E já agora se lessem mais o NY Times, o excelente VPV, a única cabecinha pensante de Portugal, ficava mais livre e desenvolta para nos dar análises maravilhosas do mundo perigoso.
PS: O Filósofo Paulo Tunhas, aluno dilecto do único filósofo portugues verdadeiro, Fernando Gil, ensinava na Universidade privada( F. Pessoa) do Porto. Apoiou CSilva e é natural que ombreie com DPires Aurélio na recolha de uns paoéis em Belém- pelo menos em dia de festa. Niet

sniper disse...

Caro leitor do NYT,

Penso que estamos conversados sobre as nossas opções políticas e culturais. Não disse estéticas, porque provávelmente estamos de acordo num ponto sobre o NYT, que é o no facto da Maureen Dowd ser uma boazona, e que qualquer homem com um minímo de hormonas e bom gosto, não se importaria de dar uma volta..Mas só uma.. Quanto ao resto, e para não tornar esta conversa redonda, nunca irei ler jornais que declaram "guerras santas", ou seja totais ao partido republicano e ao Presidente dos EUA, G.W.Bush, caindo no perfeito e caricato ridículo, porque qualquer pessoa minímamente informada sabe o que o NYT representa. Sabe, estou farto de pessoas e opiniões redutoras, gosto de coisas e pessoas oxidantes, que tragam oxigénio à vida e ás discussões, e que promovam a renovação sem complexos, e sem lobbies castrantes. Quanto à inovação tecnológica nas novas energias, poupança, etc, todos os governos nos EUA fizeram erros estratégicos, por causa de lobbies, ou por outras razões, tanto democratas como republicanos, mas está 100% enganado quanto ao falhanço da revolução tecnológica que está em marcha nos EUA, porque são precisamente as empresas como a Exxon, a Chevron, etc, que são maiores investidores nessa área como seria de esperar, porque estão a investir naquilo que sabem, a energia. Os acionistas destas empresas arricaram e arriscam o seus capitais, para receberem dividendos durante o "reinado" do petróleo, mas também após ele acabar. O "bad luck, esta merda correu mal" só pega em Portugal. Para terminar, só a má fé e a ignorância é que tenta branquear o que já foi feito nas novas tecnologias, ( a revolução para parte do grande consumo já eatá parcialmente disponível no sector automóvel ), mas o que me alegra mais, é o nervosismo evidente, aroçar a histeria, dos membros da família real saudita face a estes novos desenvolvimentos. Esta família devia reformar-se, dar ao seu povo todo o dinheiro que roubou, e viver dos rendimentos vindos das acções de empresas americanas que compraram..., da Exxon, Chevron, etc, não vá o diabo tecê-las...

tina disse...

Pode ser que VPV e mais alguns outros pensem que o Islão é nosso inimigo mas essa não é de certeza a opinião da UE que está agora a preparar a adesão da Turquia.

sniper disse...

Cara Tina,
Cada um usa o veneno que quer para se matar. A UE parece gostar da versão dura, dolorosa, longa, isto é, pouco eficaz. Sem querer ser bruxo, a UE hoje deve estar a pensar duas vezes na adesão da Turquia. O meu consolo é que há aviões todos os dias para o Nordeste Brasileiro, isto para não escolher um destino final mais sofisticado, lá para as bandas do oriente...

Mª Lurdes Delgado disse...

Caro Anonymous {Niet?},
Grata pela informação sobre essa personalidade, que, pelos vistos, eu deveria conhecer. Afinal o homem filosofava cá no burgo! E arrisco-me a dizer, que continuará por cá, se não for escolhido "para recolher papeis em Belém".
Lamento não o poder acompanhar na leitura do NYTimes, mas o meu inglês é paupérrimo. Deixei-o, há 40 anos. Como o francês não me causa engulhos {também não podia ser totalmente ignorante, senão você ainda me mandava para a primária} vou lendo o Le Monde. Às vezes vale a pena.
Cordialmente.

Anónimo disse...

aonde posso ver as caricaturas ainda não consegui vê-las, excepto o maomé cabeça de bomba

Anónimo disse...

as aplicações dadas ao petróleo não se limitam ao carburante... se olharem á volta existem milhares de aplicações para ele, olhem para o rótulo dos produtos que compram... ficariam espantados com os n.º de aplicações em que petróleo (derivados) é usado, nem, tao pouco acredito que tão cedo haja um substituto para este. Agora que deveriamos trocar deveriamos. Enquanto nao o fizermos estaremos dependentes dos mouros e das suas hipócrisias...

zazie disse...

eu só perguntava ao VPV como mede o avanço do Islão.

acaso houve nesta historieta dos cartoons e das bandeiras e caixotes de lixo queimados algum indício de shariah? fatwa ou Jihad?

se colocasse no outro prato da balança: guerra do Iraque, Abu Grahib e Guantanamo onde estava o avanço, a ofensa e de quem?

este texto peca por catastrofismo. E à custa desse lema até se mistura "sociologia" com factos políticos.

zazie disse...

uma coisa é fazer-se antevisões outra pegar nos factos concretos.
A propaganda dá para tudo mas não é tudo.

Anónimo disse...

No ocidente há mesquitas por todo o lado e liberdade para qualquer culto. Em vários países do islão as bíblias são apreendidas e queimadas.
A reacção contra a publicação das caricaturas em Outubro passado e só agora desencadeada, não parece que o tenha sido sem que alguém achasse oportuno acender, só agora, o rastilho.
O mínimo que o ocidente deveria exigir aos países árabes (melhor dizendo, ao islão), era uma atitude recíproca, sem qualquer cedência. É verdade que aparece, no meio disto, o petróleo, a cobardia e as chantagens associadas. Mas o hidrogénio está aí perto e merece um esforço estratégico, de guerra, para o mais rapidamente possível, colocar o petróleo no seu devido lugar, isto é, com a oferta a exceder a procura. Nessa altura as tensões internacionais, que se situam quase exclusivamente nas regiões petrolíferas, findarão ou serão reduzidas a uma dimensão aceitável e, por acréscimo, do mesmo modo,as intolerâncias religiosas e a catástrofe ambiental que se aproxima. É que, relativamrnte ao hidrogénio, quase tão grande como Maumé é o mar!...
Quanto ao VPV que não esmoreça e continue a dar-nos os escritos mais lúcidos da imprensa portuguesa.

sniper disse...

Caro Anonymous das 1:44 PM:

A melhor caricarura, ( para mim é claro ), é a do Profeta Maomé nas "nuvens", a ver chegar os Irmãos-Bombistas Suicídas em fila indiana, e ele a dizer que a aquele ritmo de mortes, o stock de virgens no Paraíso se estava a esgotar rápidamente..Onde pode encontrar? Não sei, e ainda por cima a Secreta sueca fechou um site do Partido Democrático,( extrema direita), onde essas caricaturas constatavam. Um facto sem precedentes e que está a dar celeuma, naquele país em que ponho muito em causa a estabilidade mental daquela gente..

Mª Lurdes Delgado disse...

Caro Anonymous das 1.44 PM,
Tenho a mesma opinião do nosso comum amigo Sniper, mas isto é subjectivo.
Se for ao site do Museu do Cartoon encontrá-las-á. Ficará é privado do privilégio de visionar as 3 apócrifas.
Cordialmente

Anónimo disse...

Meus caros: Estive em Estrasburgo para comprar livros, respirar e aproveitar um dia de sol portentoso.Passei na Manif contra a directiva Bolkstein, de fugida. No caminho li o NY Times do fim de semana, especialmente o Friedman. Que alerta para o perigo do hiper-consumo de crude e, consequentemente, do preco do barril a 60 dólares ir incendiar a cruzada chiita por todo o Médio Oriente. Sabe-se, por outro lado, que comecam a aparecer fissuras no topo da teocracia iraniana, de forma inquietante. O que pode levar o sinistro Ahmadinejad a tentar seduzir os sunitas para constituir uma frente alargada com a Síria, o Hamas e o Hezzbolah de funestas perspectivas para a paz mundial, se me permitem esta expressao passe. O distinto Sniper - a elogiar a Maureen- nao se perde em pormenores de maior. O pior é que a Dowd ganhou o Pulitzer e anda a sair com o Príncipe Tourki Al Faycal, o novo embaixador saudita em Washington para trocarem informacoes cruciais. Tudo isto é muito bonito mas, como matéria para discussao, queria deixar na mesa(?) a escolha de um livro de Michael Lind- The Next American Nation. The New Nationalism and the Fourth American Revolution, The Free Press, N.York, reeditado inúmeras vezes. Tenho uma certa angústia que o excelente VPV se aborreca com o nosso papo trilateral. Aliàs, onde param os neo-cons?!? Agora o old cons é o virtual vice Dick Cheney... Niet

Mª Lurdes Delgado disse...

Caro Anonymous{Niet},
Invejo {às vezes também peco} a sua visita à Petite France e ao bairro da catedral. Agradeço as informações que me dá, tiradas do NYTimes {a desgraça do meu inglês}, mas já sabe ao que vai dar, a citação do dito. Entretanto tenho uma curiosidade, e olhe que é genuina {esta vida de femme à foyer, esta foi para ver a "qualidade" do meu francês, tem vantagens, mas às vezes estreita-nos os horizontes}: o Friedman, não era o guru dos Chicago boys, que andaram pelo Chile do Pinochet?
O livro que recomenda está traduzido? Pode ser em francês. Quanto aos neo-cons, acho que um está no Banco Mundial, dos outros perdi-lhes o rasto.
Cordialmente

sniper disse...

Caro Niet,

Confesso que não sabia esse detalhe sobre a vida amorosa da Maureen, ( o outro sabia ), se bem entendi a sua frase. Só tenho que me congratular com o bom gosto do Príncipe Saudita, fazendo votos que ele tenha mastro para aquela vela...
Até sempre

Anónimo disse...

Maria de Lurdes Delgado: Procure na fabulosa livraria " Leituras " do Porto o livro, Thomas Friedman está vivissimo da costa e é o oposto do paidos monetaristas Milton, instrutor maquiavélico de Pinochet, Videla e... Spínola. O nosso best-seller VPV- que andou pelas ruas de Lisboa com J-Le Carré - é que´gosta muito de livros de Espionagem, Poder e Sexo. A propósito viram a homenagem que Filomena Mónica lhetece na " Autobiografia", livro desigual, um pouco cabotino mas, é o que agora importa, constitui um hino de louvor ao magnífico VPV. O mister Sniper, a Ma de Lurdes e eu vamo-nos vendo no éter... Ciao Niet

sniper disse...

Caro Niet,

Até sempre.

Anónimo disse...

Bravo, VPV, os meus parabéns! E não esqueça, caro leitor:

A guerra é sempre um bom negócio. Invista os seus filhos!