quinta-feira, fevereiro 23, 2006

O NOVO ESTILO


Neste último ano, o país não mudou: os principais problemas continuam por resolver e as chamadas reformas estruturais continuam à espera de melhores dias. Em contrapartida, surgiram as pequenas medidas que compõem o “novo estilo” da “nova maioria”. O “estilo”, como foi abundantemente referido, depois da sua vitória nas legislativas, é a principal arma do eng. Sócrates. O “estilo” é tudo: apaga “episódios” consecutivos, define políticas, apresenta “planos” e disfarça o desemprego, a despesa pública, o aumento dos impostos, o ministro dos Negócios Estrangeiros e tudo o mais que cheire a sarilho. A semana passada demitiu-se o presidente do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil. Nove dias depois de ter tomado posse. Umas horas mais tarde, mostrando a extraordinária capacidade de resposta do governo, tomava posse o seu substituto. A partir daí, nunca mais ninguém ouviu falar do caso. Ainda hoje, não se conhecem as razões que levaram este amável senhor a bater inopinadamente com a porta. Num processo semelhante, o “plano tecnológico” acabou por aterrar nas mãos de Carlos Zorrinho, um indefectível socialista que tem, pelo menos, o mérito de não decepcionar socialistas. O “plano” para todos os efeitos é também um produto do “novo estilo”: as pessoas não vêem as suas vantagens mas acreditam na propaganda da Microsoft e na fortuna de Bill Gates; e acreditam num governo que consegue trazer até cá uma “estrela” mundial que se deixa fotografar ao lado do primeiro-ministro. Entretanto, entre medidas contra a burocracia e anúncios avulsos de outras medidas, o desemprego atinge níveis nunca vistos e Bruxelas desfaz as ilusões sobre o défice. O que nos vale é “o novo estilo”. E esperar que ele nunca deixe de ser "novo".
ccs

43 comentários:

Unreconstructed disse...

Uma definição possível do pós-modernismo (que inspira o estilo deste Governo) é a vitória da forma sobre o conteúdo.

Anónimo disse...

Que medidas acha a Constança que deveriam ser tomadas e Sócrates não toma? Isso ajudava a ver onde quer chegar.

Anónimo disse...

Muito melhor que o velho estilo. Só dizer mal, deitar tudo abaixo e cultivar o pessimismo geral. Disso já ninguém aguenta.

liz.v.

Carlos Medina Ribeiro disse...

Nos "Anos 60", havia aquilo a que chamávamos «A esquerda-festiva».
Agora, a pose altiva e o discurso rançoso são a norma - e aí temos «A esquerda-maldisposta» no poder.

(As excepções são aqueles 2 ou 3 patuscos que aparecem sempre a rir e «a resolver os problemas que eles próprios criam»...)

Francisco Múrias disse...

Tinha lá em casa um livro esquecido e ontem quando cheguei a casa por causa desta coisa do holocausto decidi dar-lhe uma vista de olhos. O livro chama-se «Justiça Nazi» de Richard Lawrence Miller, Editorial Noticias 1997

«Os acusadores do tribunal de Nuremberga compreenderam o espirito das leis. O direito não existe independentemente das pessoas que nele acreditam. Durante uma missa catolica romana os fieis assistem e participam num milagre. Um grupo de ateus poderia reunir-se e imitar os procedimentos, mas a actividade já não teria significado . mesmo que as palavras e a cerimonia fossem duplicados ate ao mais infimo pormenor . Os nazis eram ateus juridicos: não acrditavam no direito. Reproduziram o formalismo externo mas esvaziaram de significado o ritual das leis» pg 6

«Os nazis defenderam que a lei é neutra , uma ferramenta que pode ser utilizada para qualquer fim.Os acusadores de Nuremberga contrapuzeram que o direito não pode existir isolado da sua protecção dos individuos contra os agentes publicos e privados que agem com crueldade. Os reus acusados de crimes contra a humanidade apresentaram com frieza decretos e autorizações em triplicado e ficaram genuinam,ente chocados quando os acusdores se recusaram a aceitar todos esses documentos»pg6/7

«...os assassinios do holocausto mais não foram do que o climax da fase final do processo de destruição. Esse resultado não era incompreensivel . Era provavel a partir do momento em que o povo alemão decidiu que pessoas normais e produtivas deveriam ser excluidas da vida na sociedade normal» pg 7
«O que aconteceu no Terceiro Reich poderia acontecer em qualquer outro paisd inserido nos valores da civilização ocidental. Nãoso poderia acontecer como acontecerá se um pais escolher um grupoo de pessoas vulgares como alvo de exclusão da vida quotidiana»pg 8

«Os lideres que propuseram e os funcionarios que puseram ewm acção as medidas consideravam que estavam a lidar com um «problema» que parecia tornar-se cada vez pior, independentemente do que se fizesse. Os passos que deram tinham um amplo apoiop por parte dos meios de comunicação social e dos cidadãos cumpridores da lei» pg8

«O supremo Tribunal do Reich. como o mais alto tribunal alemão tem de considerar seu dever levar a cabo uma interpretação da lei que tome em consideração as alterações de ideologia e de conceitos legais a que o novo estado deu origem . O tribunal não precisa «de mostrar consideração por jurisprudencia do passado oroginada por outras ideologias e por outros conceitos legais»pg 61/62

«A finalidade das eleições não era os cidadãos fazerem escolhas mas manifestarem o seu apoio às medidas do governo» pg 62

«Um dicionario define «expropriação» como a tomada de propriedade pelo estado acompanhada de uma compensação financeira justa pela perda.No entanto a apreensão das propriedades dos judeus na Alenha nazi não teve uma compensação justa. Embora o processo seja por vezes chamado expropriação na verdade tratava-se de confisco puro e simples» pg 129

«Os direitos de terceiros sobre essas propriedade «consideram-se extintos com o confisco» Por exemplo se um emprestimo fosse garantido por uma hipoteca sobre uma casa confiscada a um judeu as obrigações do judeu não cessavam necessariamente mas o governo não tinha qualquer obrigação de ressarcir o mutuante se sofresse quaisquer perdas depois de o emprestimo ter perdido a garantia»pg135

«Mais tarde as autoridades anunciaram a criação de um Gabinete do Reich para combater o uso de alcool e do tabaco»pg 207

«Um inquerito descobriu que 90% dos rapazes de Hanover com 14 anos já tinham experimentar fumar cigarros e que 10% eram fumadores habituais. Os nazis agiram como se toda uma geração estivesse ameaçada Depois da entrada em vigor da lei de protecção da juventude em Março de 1940 os jovens copm menos de 18 anos já não podiam estar nas ruas depois do escurecer nem frequentar restaurantes teatros e outros locais de diversão depois das 9 horas da noite se não estivessem acompanhados por um adulto. Os jovens com menos de 16 anos já não podiam comprar bebidas alcoolicas e estavam proibidos de fumar em publico»pg 207

«Se os cidadãos podem ser obrigados a ter boa saude, podem ser obrigados a aceitar tratamentos involutariosa para situações que o Estado defende como não saudaveis»pg 207\\\

«Como vimos as vitimas eram pessoas vulgares . Nada as diferenciava do vizinho da porta ao lado . Apesar das identificações pseudocientificas e pseudolegais das vitimas os padroes de identificação eram tao flexiveis que podia incluir qualquer pessoa. Falando com alguem que estudou e refectiu sobre estas questões uma das mensagens basicas que pretendo transmitir aos leitores dete livro é: esqueçam as etiquetas de identificação apostas às vitimas; lembrem-nas como pessoas vulgares» PG 223

«porque as vitimas eram pessoas vulgares em larga medida a forma pela qualeram escolhidas é irrelevanteQualquer pessoa podia ser uma vitima. E esse facto era muito relevante . Significava que o reservatorio das vitimas era um poço sem fundo. Uma vez iniciado o processo aniquilaria inevitavelmente milhões.pg228

Aí reside o segundas mensagem basica que tenho para os leitores destra obra. O resultado do processo de destruição é letal. A aniquilação das vitimas só pode ser evitada pelo abadono do processo de destruição. No inicio , parece tão limitado, cada noovo aumento parece tão razoavel. Os perpetradores seduzem-se a si mesmos à medida que se transformam nos estupradores dos outros»pg 228

«Mal vemos os nossos vizinhos do lado , produtivos e vulgares , serem identificados como dissidentes pelo nosso governo , agora abemos o suficiente para saltarmos em sua defesa antes de serem votados ao pg 229

Mas iremos fazer estas coisas ? Ou iremos aceitare que os nossos vizinhos são responsaveis pelo desemprego pela pobreza pelo crime pela doença ou por qualquer outro problema social que ficara entre nos idependentemente de quem viva na porta ao lado»pg229/230

Meditem nisto, meditem que as nossas leis já prevem a prisao para quem foge ao fisco (e foge tanta gente(gente vulgar)) e são esses os culpados do problema do defice, para quem anda de carro depois de ter bebido(são os culpados dos acidentes(gente vulgar)) , que todos os pussuidores de trespasses foram confiscados, (gente vulgar)que e proibido comprar tabaco ou uma cerveja antes dos 16 anos(quantos de nós não bebemos uma cerveja ou um bagaço e fumamos antes dos 16?, que a garantia real que era o direito ao trespasse que muita gente tinha dado aos bancos desapareceu.
Meditem nisto e depois como diria o noosa amigo Ambrosio façam algo

Francisco Múrias

Anónimo disse...

O desemprego, sempre o desemprego como medida de crítica a uma boa ou má actuação de um governo. No caso de uma economia registar crescimento (Portugal por acaso não regista, mas fica a nota) o desemprego é irrelevante, porque a riqueza gerada serve para levar a cabo políticas sociais mais ambiciosas. O problema é que o "desemprego" são pessoas que votam.
Em Portugal ainda não temos desemprego de relevo, reparem no que se passou em Espanha, com o desemprego a atingir os 14% há uns anos atrás, e hoje em dia querem (os Espanhois) fazer parte do G8...

pipilota disse...

Precisamos de HONESTIDADE toneladas de HONESTIDADE e de reformas bem feitas. O desemprego ainda vai ser maior, vamos continuar a ter ordenados abaixo da média europeia.Foram décadas, senão séculos de incompetência na arte da governação. Este PM parece um osso duro de roer, determinado e com vontade de espalhar alguma honestidade e de acabar com alguns privilégios da elite bolorenta portuguesa. Temo que daqui a dois anos esteja a tomar medidas erradas mas populares...por causa das eleições. E vamos a ver se não lhe descobrem um namorado novo, só para o tramarem...é que isto de ser honesto no meio dos bandidos tem custos altos, que o diga o director do 24H

Anónimo disse...

Francisco Múrias, és nazi?

ruy disse...

Que medidas, pergunta o anónimo que me antecede...,

QUE MEDIDAS?

É do conhecimento público, que no período de 1995 a 2001, se registaram cerca de 120.000 ingressos na Função Pública. De 600.000 funcionários em 1995 chegou-se ao ano de 2001 com um efectivo total de 720.000. Um aumento de 20% portanto em número de funcionários, o que acarretaria em princípio, um aumento da massa salarial da Função Pública dos mesmos 20%. Só que, o salário médio destas novas entradas foi superior à média salarial dos restantes 600.000. A maioria destas aquisições destinaram-se sobretudo a preencher os quadros dos novos Institutos do Estado que então proliferaram como cogumelos.
Múltiplos serviços paralelos a serviços até então existentes na Função Publica, foram assim criados. Onde existia um director com um vencimento de 500 contos, passou a figurar um presidente, acompanhado de mais quatro ou cinco administradores, com salários superiores a 1500 contos cada, cartão de crédito, carro , motorista, e demais mordomias.
Instalados em edifícios modernos, com novos equipamentos, numa acumulação de despesas completamente irreflectida e sem sentido. Tudo somado, creio bem, que o custo total subiu a pelo menos 25% da massa salarial da Função Pública ou seja 3,75% do PIB.
O Défice Crónico Anual, herdado desde 2001, é portanto equivalente a 3,75% do Produto Interno Bruto.

Uma questão poderá colocar-se agora.
Será que, chegados a 2001, a Justiça, a Saúde, a Educação, a Segurança e todos os outros serviços prestados pelo Estado, melhoraram na mesma proporção de 25%? A resposta é inequivocamente não. Se não existiu uma maior degradação dos serviços, e muitos afirmarão que sim, seguramente que não se sentiram quaisquer melhorias.
Torna-se assim evidente, que a medida urgente, lógica e necessária a tomar, seria a extinção de todos os Institutos nascidos desde 1994, devolvendo à função pública todos os serviços neles prestados. Haveria seguramente o sacrifício de alguns, mas não será mais penoso fazer recair sobre todos, sobre a economia nacional, o custo destes Institutos absolutamente inúteis?

Mas será apenas má gestão, e os nossos governantes serão apenas incompetentes, ao promoverem a criação de Institutos tão ineficazes ?
Creio bem que não. Existe uma lógica de interesses na motivação da criação destes organismos e ela reside na necessidade de alimentar com cargos bem remunerados uma clientela partidária e familiar de uma classe política que de há longos anos detém o poder. É que já não bastam os lugares das empresas públicas. A lógica não é procurar gestores competentes e melhorar o funcionamento do Estado, mas tão só colocar camaradas, companheiros e amigos(estes cargos são todos de nomeação política) nos lugares bem remunerados. Acresce que estes Institutos, não estão sujeitos à apertada legislação jurídica de aquisição de bens e serviços ou empreitadas da função pública, o que abre assim caminho a uma total falta de transparência e a uma potencial corrupção na sua gestão.

Mas se os nossos sucessivos governantes, souberam tão bem engendrar um processo que lhes permite satisfazer tão principescamente as suas clientelas, porque razão não haveriam os políticos autarcas de usufruir dos mesmos "direitos"? Com a mesma lógica tem-se assistido nestes últimos anos à proliferação de empresas municipais. Esvaziando serviços municipais e criando serviços paralelos. Também aqui, com os administradores recrutados politicamente, com o mesmo despesismo, igual má gestão e a mesma inutilidade.
Urge de igual modo a extinção de todas estas empresas municipais.
Mas vejamos a questão de um outro ângulo. Se a todos estes administradores dos Institutos, das Empresas Municipais e Fundações, juntarmos os administradores e gestores das Empresas Públicas, com privilégios escandalosos antes e depois das suas curtas comissões de serviço, nós compreenderemos a extensão da grave crise que o País atravessa.
Dezenas de milhares de privilegiados, cujo número aumenta de ano para ano, têm vindo assim a esbanjar em benefício próprio, ao longo dos anos, a parca riqueza produzida pelos cidadãos deste País. Paralelamente à proliferação dos Institutos e Empresas Municipais uma outra situação se torna insustentável. Os privilégios particulares, as condições especiais, salariais e de reforma de políticos, gestores e administradores públicos, são inaceitáveis.
Como se compreende que Victor Constâncio,por exemplo,usufrua o dobro do vencimento que o seu homólogo Greenspan presidente da toda poderosa Reserva norte-americana(in Expresso, suplemento de economia de 25/06/05)?
A população portuguesa, que vem sofrendo pacientemente nos últimos anos com a chamada crise do défice, e que não é outra coisa senão o resultado da delapidação do erário público por uma vasta élite de poder, merece que lhe seja dita a verdade e que não continue a ser ludibriada por uma casta política egoísta e sem valores.
Governantes de boa fé, eliminariam em primeiro lugar todas as situações excepcionais e especiais relativas a salários e reformas de gestores de Empresas Publicas e outros órgãos do Estado, não permitindo os escandalosos vencimentos e reformas que hoje se praticam nem tão pouco as mordomias de que beneficiam. Só estes procedimentos, sem o peso deste monstruoso lastro do Défice Crónico Anual, levariam o País a sair da crise e à sua verdadeira emancipação e desenvolvimento.
Mas quem poderá acreditar que a nossa classe política abdique voluntariamente dos privilégios que tão bem soube erguer ao longo dos anos?

rb disse...

"Neste último ano, o país não mudou: os principais problemas continuam por resolver e as chamadas reformas estruturais continuam à espera de melhores dias." Só este parágrafo era escusado CCS, pois, bem sabe que não é bem assim e que finalmente algumas reformas começam a avançar.

Clara disse...

Fiquei agradavelmente surpreendida com o nível das suas entrevistas presidenciais na TVI. Por isso, lamento vê-la escrever um post destes, usando o que é agora o "novo estilo" da direita: dizer que o governo só faz "anúncios" e mais nada. Você é cega? Por favor, CCS, considero-a, apesar de tudo, muito superior ao medíocre Marques Mendes!

Anónimo disse...

Concordo que uma das medidas a tomar para resolver o problema da administração pública seria a extinção pura e simples dos múltiplos institutos públicos que foram sendo criados ao longo destes anos, e que só serviram para duas coisas: sobreposição de funções dentro do Estado e criação de jobs for the boys.
Naturalmente que a maior parte destes institutos - pense-se no obscuro Instituto de Gestão Financeira e Patrimonial da Justiça, o tal que contrata empregadas de balcão brasileiras - foram criados pelo anterior governo socialista, pelo que não me parece que essa extinção vá ser operada pela actual maioria.

Anónimo disse...

Gostei do post do ruy. Mas a resposta temo que seja: os políticos estão-se a cag*r!!! E o maior cag@o da actualidade é o Pina Moura. Só posso questionar a educação que esteve na base da formação do carácter deste personagem...Onde aprendeu tamanha tacanhez, tão baixos valores morais? No caso de ser uma escola, por favor digam-me qual, para eu manter os meus filhos dela afastados!

Anónimo disse...

ó Constança, a sua argumentação não pega.
Já agora deixo aqui as declarações do Pedro Queirós Pereira, em relação ao investimento de 900 milhões de Euros da Portucel:

Pedro Queiroz Pereira, que chegou a ponderar realizar este investimento fora de Portugal, nomeadamente no Brasil, por falta de condições, salientou que «só foi possível tomar esta decisão devido ao forte empenhamento do Governo e sobretudo do primeiro-ministro».
(Jornal de Negócios)

O resto é conversa, e bem pode a Direita pregar nos próximos 8 ou 12 anos (quem sabe...)

Anónimo disse...

e já agora para o comentador Ruy: homem tire umas férias, que isto já lhe anda a fazer mal...

Anónimo disse...

Caro Anónimo das 4.54 PM, está obcecado com a divisão entre Direita e Esquerda? Fique sabendo que é apenas uma concepção Humana. Não é o grand canyon, nem a torre eiffel. É uma concepção e como tal deve aceitar que o importante é o Homem que está por detrás das mudanças (José Socrates) e não o "lado" donde el provém, ou a sua côr preferida. Entendo que se queira associar a um Homem que pode bem ser instrumental na recuperação económica de Portugal, mas sê-lo apenas por terem a mesma côr partidária parece-me no mínimo sinal de falta de semelhanças com o dito...

o paciente inglês disse...

O estilo é uma das principais imagens de marca do socialismo. E por estilo entenda-se o uso de eufemismos. Sempre assim foi, é atávico.
Em França, o alquimista Mitterrand subiu ao poder graças a um rol inacreditável de promessas que nunca viria a cumprir. E os disparates foram tais que tiveram de se decidir pelo impensável, ou seja, obrigar o povo a apertar o cinto. E lá veio a arte florentina do eufemismo. A Direita, a horrível Direita, praticara a austeridade, ou seja, o aperto do cinto, malandros. Agora, a adorável esquerda socialista era forçada a instaur uma nova ordem, a do RIGOR. Na prática era o mesmo, apertar o cinto, mas não utilizavam a feia palavra "austeridade". O novo conceito era o de rigor. É assim o socialismo, frases bonitas, promessas aliciantes e fogos fátuos.
Só falta distribuírem pingues recompensas a alguns amigalhaços como fez a Administração do Metro no Porto, com Valentim à cabeça. Será que as composições do metro só arrancam quando soa o apito dourado?

esgoto disse...

o novo estilo de Sócrates é o velho estilo de sempre - o vira: ora agora viras tu, ora agora viro eu...Um dia acaba a música.

rb disse...

Clara: o problema é que se a CCS e o VPV se atrevessem a apontar alguma coisa de bom deste governo, as caixas de comentários já não se enchiam. ...

luneta disse...

CCS, o seu post encontra-se excelentemente servido pela fotografia de Sócrates que escolheu. Direi mesmo que ela é a chave para a leitura a retirar-se do que escreve, e do que deixa por escrever.

maloud disse...

O estilo é o estilo Armani, mais estético que o estilo Maconde.
Eu sei que há um senhor que já deixou o estilo Maconde, mas a mulher dele ainda precisa de fazer um esforço.
É que se trata dessa coisa, por alguns considerada menor, a representação do país.
A Drª Constança, que se veste bem, podia dar umas dicas à senhora.

Anónimo disse...

"só foi possível tomar esta decisão devido ao forte empenhamento do Governo e sobretudo do primeiro-ministro»."

Sabes que "forte" "empenhamento" = "Muito" "dinheiro" dos impostos?

Espero que saibas que com muitos milhões podes colocar aqui qualquer empresa...~

Mas como sempre, não percebes que estás a subsidiar quem compra o produto das celuloses e os seus accionistas.

Já agora o que ficou da vinda de Bill Gates: Vaporware?


lucklucky

Anónimo disse...

O comentário do Ruy pôe o dedo na ferida: a administração, da central à local, está na origem da triste situação em que nos encontramos. Até agora, essencialmente, só vimos "tosquiar a carneirada" e reforçar-lhes o redil. Por exemplo, três quartos das administrações municipais tem processos pendentes beneficiando, entre outras coisas, da quase paralisia da nossa justiça. Isto está para durar.

Vera Cymbron disse...

Quem sabe a verdadeira vocação é mesmo essa... modelo. Só gostava que fosse de PM, mas não se pode ter tudo.

anódoa disse...

Custa a crêr...

O pior governo desde... D. Maria e a quantidade de comentários a dizer " ah.. e tal!"!

Cá para mim, a CCS trouxe para aqui os espectadores da TVI...

anódoa disse...

Custa a crêr...

O pior governo desde... D. Maria e a quantidade de comentários a dizer " ah.. e tal!"!

Cá para mim, a CCS trouxe para aqui os espectadores da TVI...

Anónimo disse...

Ruy,

Boa análise. Tem que haver uma plataforma de entendimento na sociedade, sobre o que é a coisa pública. Primeiro a transparência, depois discutam-se modelos. Que sejam mais sociais ou menos sociais, mais para a esquerda ou mais para a direita.
Descarregar-se de forma sistemática o fel sobre o conjunto dos funcionários públicos, tornou-se uma grande FALÁCIA. A avaliação tem que começar por cima, senão cria-se a impressão de que afinal o grande objectivo é ter uma “autoestrada”. E depois é sempre a abrir...

maloud disse...

Anódoa
Quando citamos os falecidos convém sermos precisos. O autor foi o Sousa Franco e referia-se ao 2ºgoverno do Guterres.
Quanto à audiência, aqui inter-activa. Não participou naqueles 125, é o último número que tenho, comentários ao anonimato? De que é que estava à espera?

Jose Sarney disse...

"bem sabe que não é bem assim e que finalmente algumas reformas começam a avançar."

Quais?

O aumento do Iva?
O aumento do imposto sobre o tabaco e o petróleo?
O aumento da idade de reforma?
70% do emprego criado é precário?

Por vaor, se isto são as reformas. ACABE-SE COM A MALFADADA CONSTITUIÇÃO DE 1976 (mesmo revista) e liberalize-se o sistema totalmente! Pelo menos, as coisas ficam claras, para todos!

PS E o número de excluídos, atingir já 2.000.000?

xatoo disse...

"O novo Estilo"?
ihihi
não se consegue discernir que Sócrates faz o mesmo que faria Santana? (se o deixassem) - e que tudo já está previamente delineado na penumbra pelos Titeres que manejam as mariionetas?

Anónimo disse...

Isso aí José Sarney...Portugal deve ser o único País no mundo em que os políticos pensam em aumentar a confiança da população tirando-lhes dinheiro do bolso...

lucklucky

Anónimo disse...

A aplicação da lei da avaliação de desempenho do SIADAP aprovada pelo governo socialista, requer a priori que os organismos ou institutos da administração, tenham a definição prévia de Objectivos e de Indicadores de Medida.
Dado que a maioria deles funciona ao “ Deus dará “, logo se vê, muito ao jeito das clientelas, não será tudo isto um casting...mas de farsa!

Mas este engenheiro tirou o curso aonde?

Jose Sarney disse...

"Mas este engenheiro tirou o curso aonde? "

Consta que na Universidade Independente (actualmente detida por Angolanos), e que era o único aluno do ano dele! Pois parece, que tirou o Curso, na dita Universidade, ainda sem esta ter ....aberto o curso! Coisas...que a comunicação social NÃO QUER esclarecer! Sabe-se lá porquê!

sniper disse...

Caro anónimo das 04:54 PM,

O PQP, ( Pedro Queiroz Pereira ), teve do nosso PM um argumento de grande peso, que para um investidor de peso era igual ao litro ter vindo de um ditador de esquerda ou direita, que foram os 170 milhões de euros de benefícios fiscais que todos vamos pagar. É muita massa...Isto provávelmente é a ponta do iceberg..O amigão Lula tem outros problemas ainda mais graves para resolver, e também tem outros investidores interessados no Brasil, os quais não pedem tantas ajudas. A américa do sul está implodir, e o mercado para papel não anda mesmo nada famoso. Interessante são também as outras garantias dadas pelo nosso PM, das quais destaco a plantação desenfreada de eucaliptos..Mais grave do que os eucaliptos, do que os 170 milhões de euros, é a água. Setúbal vai parecer uma aldeia em comparação à nova fábrica, em termos de consumo de água. Se ao menos pagassem a água que consomem. Meus caros, nem no país do falecido Bokassa tais coisas acontecem. Lá vamos cantando e rindo..

Anónimo disse...

Finalmente:

A sra CCS assumiu-se!

O que ela percebe é destas questões d estilo. E a avaliar pelos outros texto, também gosta de fofoca!

E nota-se que a ela lhe atrai o socrates.

Se pudessem encontrar-se a sós...fugidios...fazia-lhe a folha!

Já pensou em escrever na Maria, esse graned classico editorial?

maloud disse...

Caro Sniper,
Quem é esse Pedro Queiroz Pereira? O que é que ele faz na vida? Como calcula não estou interessada na vida privada. Se voltar aqui responda-me, por favor
Cordialmente

sniper disse...

Cara Mª de Lurdes,

PQP é o rei do cimento. Secil, e companhia! Chega-lhe?

Cordialmente

lavador disse...

caro sniper

telegramas:

o QP era dono da portucel.
Enxovalhado, acolitou os sequiosos;
da água, não quero acreditar que o problema não esteja acautelado, já que os nos.são fáceis...
Contudo, não será fácil entender como o polvo Águas não sei de quê,-85 emprezas_, aumentam, aumentam, aumentam, vencimentos e viaturas topo de gama, telemóveis, dos chamados quadros.E os supostos defensores do povo, estão lá... comissionando.
Até que outro partido venha.

Não acredito que a ccs espere algo do menino rico e mal educado JS;

SE não forem os eucaliptos, este quadrado só pode vender golfe e flores. Além de tabaco, que é hipócritamente contestado;
-( preferia que houvesse a colhoada suficiente para pura e simplesmente proibir a venda)-

Foi uma chatice prenderem o ppedroso.
e apanharem o envelope.
Devia ter sido o pacote.

sniper disse...

Meu caro lavador,

Bons olhos o vejam. Já tinha saudades de lavar consigo uma boa conspiração,ah,ah...
lavador, eu apenas fiz um retrato ultra "robot" do PQP, para a Mª de Lurdes. Acredite que a água vai dar uma grande barraca, e acredito que o PQP não esteja a 100% dentro do assunto, mas que vai haver problemas vai..A seguir com atenção. lavador, o Polvo das Águas, está cada vez mais gordo e autista...Já não nada, flutua, de tão gordo que está....

Apareça sempre

Um cordial abraço

maloud disse...

Sniper,
Fiquei esclarecida.
E agora vou-lhe pedir um favor. Como sabe o meu forte não são os "nervos de aço". E, ainda não percebi porquê, atendendo a que a minha insignificância não o justificava, despertei uma série de embirrações que fatalmente conduziam ao insulto. Eu detesto insultos. Falta de hábito. Quer na casa dos meus pais, quer na minha sempre se bebeu muito chá. O nick protege-me psicologicamente. É como se estivessem a ser grosseiros com um desconhecido. Incomoda-me, revolta-me, mas não me meto.
Há cerca de uma semana estive à beira da desistência e teria pena, porque aqui há pessoas muito interessantes e eu deixaria de usufruir a sua cumplicidade e a sua inteligência.
Um abraço
Maloud

lavador disse...

para sniper e maloud


como diz o execrável palhaço conde, nobless oblige...

a maloud não deve desistir...
aguente a barra, porque é giro.
Diga, pense, chateie,provoque.

Sniper:
estou de acordo com a falta provável de conhecimentos do homem.

Eu conheço asituação há 30 anos e o que lhe digo, é que aquilo era dele.

Nas actuais circunstâncias, tudo diz o que lhe vem à cabeça e são importantes.

O QUE são 900 000 000 de €, comparados com 16 biliões de € do mais rico? 5%.

Sem política florestal definida e prioritária, já que 50% minimo do quadrado, não tem outra potencialidade.
Incêndios, vão continuar...
mas, o Eucalipto, é base da pasta de celulose mais
valiosa e a tecnologia industrial nacional, (stora-celbi), é a mais evoluida NO MUNDO.
fixe esta informação.

Vilipendiado, o PQP não é burro. E..., nem é doutorado. Se fosse, passava-lhe ao lado.Mesmo com subsídios
para desenvolver a inteligência, como é comum e improdutivo no quadrado lusitano.

até logo

NB não sei porquê,julgo que o Bisalhão está metido no esquema.
aguardemos

lavador disse...

sniper,

arranjei agora há pouco uma inimiga que até me chamou islamista, o que quer que isso seja.

porra, que a mulher? até vomitou...

Mas faz bem vomitar.
Limpa o tubo.

sabe que pqp também pode querer dizer puta que o pariu, não sabe?

se o homem sacou 127000000 de €, já viu que só isto são 5% do cacau do mais rico cá do burgo?
devagar se vai ao longe, meu caro.

Claro que este, tem de pagar a 30 dias e recebe contra factura. De mais valia,...Industrial.

Mas recorde-se de que ele foi muito,muito mal tratado por muitos que hojem vivem, sabujam, no quintal...dele...outra vêz.

Vamos ver se não lhe passam a perna outra vêz...Logo que as circunstâncias permitam ou exijam.
boa noite

lavinia disse...

o vpv finalmente diz alguma coisa de jeito, nos ultimos tempos anda um bocado desorientado!