sexta-feira, fevereiro 17, 2006

O EMBAIXADOR E O MINISTRO

irao
O embaixador do Irão em Portugal, Mahommed Taheri, ficou satisfeitíssimo com a atitude do governo português no caso dos cartoons. Particularmente com "as coisas muito boas", que Freitas disse e redisse e que o primeiro-ministro em silêncio confirmou. Grato pela ajuda, Taheri presumiu que encontrara um amigo no Ocidente. Que havia ele de pensar? O primeiro comunicado de Freitas criticava a Dinamarca por não "compreender" o Islão e pedia respeito para Maomé, Cristo e a Virgem Maria, sem sequer falar na violência organizada da "rua" islâmica. Nunca ninguém na Europa fora tão longe. Como ninguém na Europa se lembrou de apontar o Ocidente como agressor por excelência do mundo muçulmano e de invocar a propósito as cruzadas (aparentemente, um episódio de "anteontem") e outros "crimes" da intolerância e da prepotência cristã. Freitas não percebeu que estava a inverter a história e a adoptar as mais grosseiras falsificações da ortodoxia "fundamentalista". Mas Taheri com certeza percebeu. O Islão, desde a origem militar e expansionista, conquistou, dominou e converteu à força quatro quintos do Mediterrâneo. Ainda em meados do século XVII Viena estava cercada pelo exército turco e mesmo hoje o sonho da ressurreição do Califado não morreu. Taheri, que provavelmente se orgulha dessas velhas façanhas, só podia interpretar as divagações de Freitas como fraqueza e arrependimento da "Europa".
Pior. Na cabeça iraniana de Taheri, se Freitas rejeitava com tanta intensidade os terríveis pecados do Ocidente, por maioria de razão rejeitava também o maior de todos: quem condena as cruzadas, condena logicamente o Estado de Israel. Taheri julgou que Portugal o compreendia e resolveu explicar em público que os cartoons não passavam de uma conspiração zionista e transgrediam a liberdade de imprensa (ponto com que o próprio Sócrates, de resto, concordara). Até aqui Taheri agira com a implícita aprovação de Freitas. Mas faltava o Holocausto e Taheri não resistiu e negou o Holocausto. Suspeito que o escândalo e o protesto o surpreenderam. Freitas tinha aberto o grande caminho da "compreensão". Que essa "compreensão" parasse no Holocausto não lhe ocorreu. Se não parara ou se inibira com a mentira, a demagogia, o terrorismo, a promessa de arrasar Israel e a ameaça nuclear, que diferença fazia o Holocausto? Taheri é um bom embaixador, porque representa com zelo o sentimento e as convicções do Islão. Freitas não é um bom ministro porque representa com excesso as mais torpes tendências de Portugal e da "Europa". Para conciliar a "rua" muçulmana, condenou, de facto, o que nós somos.
vpv
(publicado no jornal Público)

38 comentários:

rb disse...

VPV: este já li hoje de manhã, espero que durante o f-d-s o tema seja outro. É que isto já parece uma cruzada ...

Anónimo disse...

Taheri é um bom embaixador porque representa com zelo e sentimento as convicções do Islão? Tenha dó, caro VPV! O dito diplomata falou de mais não soube dosear as críticas. E você também não, que já chega de bater no Freitas.

LA disse...

O Taheri é um bom embaixador? Sô Vasco, também não abusemos! Não será zelo a mais?! Não houve holocaust, diz o homem! Você parece um Freitas ao contrário!

Filipe disse...

E verdade que o Fretes veio com uma nota no Ministerio criticar o que este embaixador tinha dito. Mas uma nota, e entao os comentarios, uma declaracaozita publica, para os jornais, para a TV, ou ficou com vergonha de mostrar a cara por todas as asneiras que disse, e ignorancia que demonstrou.
Pensava que ia dar um toque de razoabilidade a este governo, mas pelos vistos enganei-me redondamente.
Mas o problema e que nao ha vergonha, nem se demite, o que raramente acontece por bandas lusas, nem foi demitido. E uma vergonha para todos os Portugueses, e para o pais!!!

Anónimo disse...

Porquê esta CRUZADA contra o Freitas por parte da extrema-direita? Será que já o estão a imaginar, daqui a cinco anos, a deitar o Cavaco pela borda fora?

Ó VPV, deixe-se de tretas! O que são quatro quintos ou sete oitavos do Mediterrâneo comparados com o nosso meio Mundo arrebanhado em Tordesilhas de espada na mão e crucifixo na tola?

Valha-o dEUS...

piscoiso disse...

Sem querer pôr em causa o Holocausto, o que me faz espécie é o método utilizado para matar seis milhões de bípedes em tão curto espaço de tempo, quando ainda nem sequer havia Net.

Mª Lurdes Delgado disse...

O François I, também se escandalzou com Tordesilhas. Inveja francesa.
Mas quando leio estas coisas lembro-me logo do Fernão Mendes Pinto, guardado na memória há quase 40 anos, donde se houver falhas, perdoar-me-ão:"e fomo-nos a eles com muitas Ave-Marias"

MPS disse...

Quando em pequeno aprendi a História de Portugal, costumava brincar acerca do facto imaginário de que, quando os cruzados cristãos defrontavam os mouros no campo de batalha, lhes chamavam "infiéis malditos", estes lhes respondiam apodando-os de "malditos fiéis".

A lembrança deste facto leva-me a não compreender nem a admiração nem a indignação perante a atitude do Prof. Freitas.

Não são Freitas do Amaral e Taheri "coisas" semelhantes? Um adolescente beato, filho de altos funcionários do regime salazarista, e um embaixador do Irão Xiita não têm pontos de contacto evidentes?

Não sentirá um católico "praticante" perante a figura do Papa, com um preservativo no nariz, o mesmo que um muçulmano perante uma caricatura do Profeta?

Será que a atitude do Prof Freitas é igual à da Europa (medrosa, hipócrita e complexada) ou é antes uma atitude de convicção religiosa, directamente repescada das suas memórias da "sua" mocidade portuguesa, casta, obediente e religiosa?

Anónimo disse...

Aplaudo de pé esta prova de liberdade de expressão. Permitirem que toda e qualquer personagem devaneie aqui é algo que, apenas, vem confirmar a vossa firmeza de espírito.

Muitas vezes, são comentários motivados por um incorrecto entendimento do post ou são, apenas, descargos de consciências menos iluminadas ou esclarecidas demais. Mas, aqui, e ao contrário de muitos outros sítios, não há censura.

Parabéns!

Filipe disse...

MPS

Se os muculmanos querem, ou nao tem outra solucao, do que ter liders fanaticos religiosos, eu dispenso "beatos" a comentarem estas coisa em nome da nacao, acho vergonhoso.

Quanto a paridade de crimes nos admitimos os nossos historicamente, eles negam-nos, alem do mais negam crimes como o holocausto que os seus autores admitem apenas por odio, fala-se aqui do holocausto.

A indignacao advem do facto de nos ja termos saido da idade medieval e de ja nao nos comportarmos nesse modo. Ou querem ir para a rua queimar Embaixadas como aqueles animais?

Eu sei que e sexta-feira, mas pensar que o Fretes vai destronar o Cavaco daqui por 5 anos e droga a mais, cedo demais.

Anónimo disse...

Não se esqueça, caro leitor: a guerra é sempre um bom negócio. Invista os seus filhos!

cbs disse...

Bonita imagem
As medievas trevas apeando-se escorreitas, com modernidade (a que lhes interessa) às costas

MPS disse...

Desculpe lá ó Filipe
mas não percebo o que é que o seu comentário tem a ver com o que eu disse.

Onde pretendo chegar é ao facto de que Freitas do Amaral tem, ele próprio, uma formação religiosa recebida em tempos em que o nosso próprio Estado não era laico.

E que por isso a sua atitude não deve ser confundida com as de outros ministros ou líderes políticos europeus, que embora semelhantes na forma e coincidentes no tempo , são muito diferente no conteúdo.

Resumindo e concluindo: Freitas do Amaral é ele próprio meio talibã, ou meio seminarista. Não é de admirar que tenha empatia com o Irão e a sua indignação!!

Sofocleto disse...

vpv: «Freitas não percebeu que estava a inverter a história e a adoptar as mais grosseiras falsificações da ortodoxia "fundamentalista" ao apontar o Ocidente como agressor por excelência do mundo muçulmano»

vpv ou está mal informado ou é pouco inteligente:

Clicar aqui para o vídeo (4 minutos) «No Bravery» sobre a cruzada iraquiana


E não percam este documentário. Tem cerca de uma hora e meia e é mais completa descrição da conspiração do 11 de Setembro nos EUA.

O colapso das Torres Gémeas, da Torre 7 e o ataque ao Pentágono

Pedro Botelho disse...

Como se esperava, por parte dos cronistas ocidentais, muita indignação frente à censura dos que supõem seus criados, nenhuma frente à dos seus patrões. Mais coisas sobre o famigerado "HOLOCAUSTO" aqui e aqui.

Compara-se a vil tristeza europeia com o vigor americano (vale a pena ler os comentários).

Anónimo disse...

Eu não sinto culpa pelo passado, ao contrário de muita gente aqui. Aliás, a maior parte das pessoas que se envergonham de Portugal são filhos de colonos. São fantasmas de família, que projectam sobre os outros, sobre o país, sobre a história -- sobre tudo menos sobre si próprios.

Filipe disse...

Ò MPS


Lá por compreender não quero dizer que não me indigne, ou quer que aceite (nas suas palavras) um "meio talibã, ou meio seminarista" a afirmar tais barbaridades em nome de Portugal? A mim enoja-me, protesto e não me calo. Devia demitir-se, ou ser demitido, mas o Sócrates vai na mesma cantiga.
Também podemos desse ponto de vista "compreender" porque alguém se torna um bombista suicida, foi assim educado, nesse quadro mental, mas dai a aceitar?!?! Se pensa como eu que as visões são semelhantes como pode ser tão pacifica face a esta questão? As caricaturas ofenderam? Sim. Se a caricatura do preservativo no nariz do Papa me ofendeu? Sim. Mas não declarámos (católicos praticantes) nenhuma pena de morte como o Ayatolah Komeini fez ao Salmon Rushdie, nem assassinámos nenhum realizador (Em Bruxelas) por ter feito um filme onde denunciava a violência das sociedades islâmicas contra a mulher.
É um grande chavão, mas apesar de ser contra, defendo o direito que têm de o fazer.
Esses senhores não admitem, ou como disse o maior lider muculmano em Franca,"o não caricaturar o profeta não é uma questão de respeito, mas de submissão". Tenham dó.
E ter paninhos quentes com esta gente, "compreendermos" a sua posição, é negar o que se fez no 25 de Abril no nosso país.

MPS:"Resumindo e concluindo: Freitas do Amaral é ele próprio meio talibã, ou meio seminarista. Não é de admirar que tenha empatia com o Irão e a sua indignação!! "

O que é de admirar é que depois do que afirmou é que aceite tudo tão pacificamente, como se de beber um copo de água se tratasse.

Fretes à rua!!!

Anónimo disse...

Será necessário provar a nossa liberdade de expressão e publicar cartoons ofensivos à religião islâmica que toda a gente sabe iriam provocar reacções descontroladas das massas? A liberdade de expressão foi alcançada para isto?
Uma coisa é humor, outra, muito diferente é insultar. Não julgo necessário justificar a liberdade de expressão a fazer coisas destas. A nossa liberdade acaba quando começa a dos outros.

A República disse...

"A nossa liberdade acaba quando começa a dos outros." É um clichezito...

A Liberdade está consagrada na Lei, e é a Lei que deve prevalecer. Não a força das circunstâncias. Caso não prevaleça a lei, e se contorna eticamente valores essenciais, voltamos aos absolutismos mais escuros.

Concordo que não é necessário espicaçar situações e acontecimentos, mas há pessoas que têm que aprender a viver com Leis e não com Dogmas.

Tiago Pereira disse...

E então quem é que estabelece o que é insulto, e o que é um uso devido do direito á liberdade de expressão?

Uma comissãozinha, não?

Mª Lurdes Delgado disse...

Caro Anonymous das 8:21 PM
A maior parte das pessoas que se envergonham de Portugal não são filhos de colonos. Porque nós nem isso soubemos fazer. Oa franceses, os ingleses, os espanhois e até os holandeses e os belgas colonizaram, nós até nisso fomos incompetentes. Nós quase não tivemos colonos. Só fizemos atrocidades, porque o mito que o português era "humano", não é mais que isso um mito. O sobressalto salazarista com os primeiras investidas da guerrilha no início da década de 60 é que levou para as colónias, além dos soldados, aqueles a quem o Paulo Portas gosta de chamar os espoliados do Ultramar. Até aí só iam os degredados e os businessmen. Nunca houve ocupação do território.
Nós os que nos envergonhamos do Portugal que somos, não somos filhos de colonos. E não nos envergonhamos do que fizemos, mas do que não fomos capazes, ou não soubemos, ou não tivemos o talento de fazer. Antes fossemos filhos de colonos, pois saberíamos pedir desculpa pelas atrocidades e teríamos lucrado com elas. Digamos que a atrocidade era o meio para obter o fim. Mas o que nós fizemos tornou a atrocidade um fim para o qual não era preciso um meio.
Daí a vergonha!

Anónimo disse...

Às vezes as leis não bastam, é necessário agir com sensibilidade política:o Ocidente depende em certa medida dos países árabes.

Além disso, o relaccionamento da Europa com o Irão é tenso devido ao seu programa nuclear, a eleição do Hamaas na Palestina é uma situação delicada, no Iraque, o clima é instável devido aos atentados.

É importante para a Europa não criar e alimentar situações e polémicas como a dos cartoons, pelo menos agora.Este debate é sem dúvida importante, mas era melhor que não fosse feito agora.

O ministro dos negócios estrangeiros, Freitas do Amaral, na minha opinião não esteve assim tão mal como aqui dizem, sobretudo porque para Portugal reacções como foi sujeita a Dinamarca, seriam insuportáveis.

Tiago Pereira disse...

Quando é que não existe tensão no Médio Oriente?
Nunca!

È compreensível que se procure não agitar o barco ao nível diplomático, mas dai até condicionar o funcionamento das sociedades ocidentais às susceptibilidades do mundo muçulmano vai um grande salto.

De cedência em cedência...

Anónimo disse...

Obrigado à MLD ao recordar aqui a Peregrinação de FMP. Quem não se lembra do António Faria e da Ilha de Calempluy?
OH que chato, a nossa parte negra da epopeia que queremos à força lembrar, esconda a outra face da história!
Até apetece lembrar o de triste memória:'é a vida'.

map disse...

Pois, o Freitas é um traidor.
Acho que os mouros precisam duma lição.
Que tal um boicotezinho?

por exemplo:

NEM MAIS UMA GOTA DE PETRÓLEO MAOMETANO NOS NOSSOS CARROS!

Alinham?

Anónimo disse...

Sionista.

sniper disse...

Já pensaram que o Freitas diz, o que o Mário Soares diria se fosse PR ? Calado como o Sócrates é que não ficava.., e contra ele também não se manifestava, não alinhando como é óbvio com o Mr. Cidadania 2006, Manuel Alegre. Deus escreve direito por linhas tortas..

Anti-critico do Freitas! disse...

Cruzadas!

Voltem as cruzadas!

Já chateia est etema.


Poruqe não vão para Itália e se associão ao tal de Calderoli (que é repudiado pelo proprio governo cristão de direita italiano), e formão aí um pequeno exercito para ir combater para o Iraque e Irão!

Vão.

Mostrem que não é só garganta.

Anónimo disse...

Vamos todos para Acher?!? A Maria de Lurdes leva-nos por barco. Partir é desejar, dizia o filósofo Gilles Deleuze. Deixem-se de CDS´s, PCP´s, Sócrates e and so on.
Será que a realizaram: o inclítico Prof Freitas favorece o Islao para ter margem de manobra(s) na APortuguesa de Investimento, onde está Basílio Horta, correligionário de P.Portas,os três inimigos intimos de Cavaco Silva. Sócrates é que já nao tem espaco para impor o que quer que seja: a partir de agora, tudo irá ser cada vez pior... Niet

Anónimo disse...

Só mais de 24 horas depois saiu aquele comunicado que se fosse para ser levado a sério deveria implicar a expulsão do Embaixador como >Persona no Grata<
Comunicado tão sério e grave que nem mereceu a presença do Ministro Isto tudo quando o MNE Polaco já há muito tinha condenado...


Não nos devia surpreender, o personagem foi também quem vendeu Uranio ao Iraque de Saddam .

lucklucky

Mª Lurdes Delgado disse...

Caro Niet,
Você está super conspirativo. Acha que o Diogo, o Basílio {é aquele que chamou há uns anos padrinho ao Mário Soares?} e o Paulinho são uma irmandade, criada pelo ódio ao Cavaco? e para calar o Sócrates? Troque-me lá isso em miúdos {se digo isto muitas vezes ainda tenho a PJ a entrar-me pela casa dentro}.
Quanto ao barco só se for um ferry: não sei e já não tenho idade nem forças para remar.
Sempre cordialmente

sniper disse...

Caro Niet,

Obrigado pelo "partir é desejar"..É óptimo de ler pela manhã...Niet, veja bem as energias que se consomem para conspirar num país como Portugal. A inutilidade, a leviandade, associadas à estupidez absoluta. Perdem-se à boa maneira portuguesa, nos trocos. Temo e sinto o pior.
Até sempre.

Anónimo disse...

Nesta altura conturbada, se o Ocidente der mostras de fraqueza e ficar intimidado com as manifestações e ataques, o mundo islâmico toma-o como um sinal de superioridade, o que pode motivar ainda mais as hostilidades. Não se esqueçam que desde 11 de Setembro que foi declarada guerra ao Ocidente.

Anónimo disse...

Maria de Lurdes e altíssimo Sniper: Vamos acabar fatalmente por nos encontrar um dia. Na Côte dÁzur ou na Tailândia,para onde estivermos guiados... Vi há uns anos uma mae russa num Zoopark europeu com o filhinho de tenra idade. Ele era só Versace, Dior,Rolex,emoldurando numa estatutura mediana mas fabulosa uma curiosidade sem falhas... Niet

sniper disse...

Caro Niet,

Bom domingo para si. Presumo que viva fora de Portugal, provávelmente em França, o que para mim é só um "pulinho", desde que marcado com a devida antecedência. No entanto não sabemos da agenda e disponibilidade da Mª de Lurdes, mas estou certo que se acrescentarmos à sua lista a mui nobre e digna cidade do Porto, poderá eventualmente facilitar. Temos tempo, mas a ídeia é óptima, e para não fazermos isto à portuguesa, ou seja tudo correr e em cima do joelho, vamos amadurecendo este desejo, que não é mais do que uma partida para outra dimensão do relacionamento.
Até sempre.

Anónimo disse...

Vivo na segunda mais poderosa cidade da Europa, Estugarda, terra de Hegel, Schiller, Schilling, Hölderlin- no séc. xIX- e hoje o berco de empresas altamente competitivas como a Mercedes(D.C.), a Porsche, a Bosch, a Miele e milhares de PME´s a ela adstritas nos Länder do Baden Wurttemberg e Baviera. O pior é se eles quiserem acabar com a Uniao Europeia ou " deslocalizar " tudo...Como o protóptipo conjunto da BMW/ Mercedes - um V16 para energia mista que foi abandonado em Xangai aos donos do terreno. De Portugal, gosto muito da zona de Sagres e fiquei todo orgulhoso como o A. Guterres para lá foi este ano de férias. O resto temos a Floresta negra e Camargue para nos vingar. Vamos deixar apurar os sentidos, claro. Contem comigo, sempre. Niet

Mª Lurdes Delgado disse...

Caro Niet,
Nunca me passaria pela cabeça que vivesse em Estugarda. Tal como o Sniper imaginava-o mais em França.
Daí a ida a Strasbourg. A única vez que fui à Alemanha fiquei em Strasbourg, porque os amigos que ia visitar, que conheci no Algarve há 17 anos vivem em Bad Bergzabern e era um pulinho. Isto foi no fim de umas férias perto de Uzès e resolvemos conhecer, já que estavamos por ali, a Floresta Negra. Depois ficámos em Fribourg e adorei. Mas eu só saio nas férias e tenho a obcessão do calor e do sol. Daí recorrentemente ir para a Provença {tb porque me movo bem no francês} ou a Itália: a Toscânia ou a Puglia; experimentei a Calábria, mas não fiquei cliente.
Uma bela semana para si.

Carlos Medina Ribeiro disse...

O ministro e o soldador

UM DIA DESTES, um ministro italiano envergou (e exibiu na TV) uma T-shirt com uma caricatura de Maomé; pudemos ouvir as gargalhadas do público, e ficar a saber que a consequência imediata foi o assalto ao consulado italiano em Benghazi, na Líbia, do qual resultaram 11 mortos.
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Decerto o cavalheiro dirá que apenas exerceu o seu direito à liberdade de expressão, embora naquela "versão king-size" que inclui «desafiar, blasfemar e humilhar» o Islão - para usar as palavras do jornal dinamarquês que lançou a moda.
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- Se estão ofendidos, recorram aos tribunais, protestem pacificamente! - diz-se por estes lados, fazendo lembrar a história do Chico-Soldador que deixou cair um pingo-de-solda no olho do ajudante:
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Quando este, furioso e aos pinotes, lhe chamou todos os nomes, o outro, muito ofendido, retorquiu:
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- Também não é preciso reagires assim! Bastava-te dizer: "Ó Chico, se fazes favor vê se tens mais cuidado, porque estás a deixar cair pingos-de-solda no meu olho".