sexta-feira, fevereiro 03, 2006

MORAL DE UMA HISTÓRIA


No Iraque, eleições feitas sob ocupação estrangeira mostraram outra vez, como se fosse preciso, que o Iraque não existe. Existe um território, inventado num acesso de euforia imperial pela Inglaterra e pela França, com habitantes rigorosamente divididos por etnia, religião e tribo. Da classe média secular, nacionalista e moderna de que nos falavam com zelo os defensores da guerra não se viu a sombra. Ao lado, no Irão, em que se esperava a emergência progressiva dos "moderados", ganhou um radical, Ahmadinejad, que nega o Holocausto, pretende destruir Israel e quer a bomba. Na Palestina, o Hamas um partido armado e terrorista, campeão e promotor dos "mártires", tem agora a maioria no "parlamento" e tenciona firmemente continuar igual a si mesmo, quanto mais não seja porque, se não ficasse, aparecia logo à sua esquerda, um segundo Hamas com um nome qualquer, muito pior do que ele.

A democracia que Bush, Blair e um certo Ocidente bem-pensante consideram a panaceia universal, só pode produzir no Médio Oriente, e no mundo islâmico em geral, uma absoluta catástrofe. Se houvesse eleições livres no Afeganistão, no Paquistão, na Síria, na Arábia, no Egipto, na Líbia, na Tunísia, na Argélia e em Marrocos desaparecia num minuto toda a gente com a mais vaga veleidade de negociar ou conviver com o Grande Satã americano e o pequeno Satã da velha Europa. Por muito que nos custe e custe ao perigosíssimo Presidente Bush, sem os tiranos, que, para nosso bem e conveniência deles, conservam as massas muçulmanas numa relativa passividade, não escapávamos com certeza a um triste fim. Em 1914, ninguém, por definição, conseguiu imaginar o inimaginável, nem sequer, e apesar de Hitler, em 39. Hoje também não. Mas devíamos tentar.

Há factos tão simples que até Bush anda perto de reconhecer. As regiões do petróleo, do Médio Oriente à Venezuela de Chávez são incontroláveis, política e militarmente. A dependência do petróleo da América e da Europa é quase total. O consumo de petróleo aumentou, e vai continuar a aumentar, por causa da China e da Índia. E a miséria da "rua" na Arábia ou em Marrocos, conhece, inveja e odeia, como dantes não acontecia, esta ilha do Ocidente, rica, arrogante e vulnerável. Sobretudo, vulnerável. No Iraque, na Palestina, no Irão, a América e a "Europa" exibem dia a dia a sua essencial fraqueza. É pouco provável que se perca a moral dessa parte da história.
vpv
(publicado no jornal "Público")

31 comentários:

Paulo Pisco disse...

Quanto à dependência do petróleo, estamos de acordo, mas serem estes países "incontroláveis, politica e militarmente", não nos parece ser bem assim. Veja-se o caso do Iraque. Apesar da multiplas leituras que cada olhar possa ter, o facto é que a "guerra" está mais por lá do que por cá. Não é verdade?
A fraqueza é mais europeia que americana, e só é politica porque é militar.

Ahab disse...

Vpv,

Considero a sua análise demasiado pessimista. Se é verdade que os déspotas do petróleo são essenciais (casos da Venezuela e das monarquias do golfo), já não considero que o mesmo aconteça em relação à Palestina e ao Hamas.

A Palestina é um estado dependente das esmolas do Ocidente. E isso pode ser usado como força, não direi de democratização, mas de pacificação do Médio Oriente.

Por outro lado, uma relativa estabilização do Iraque poderia criar uma alternativa real às monarquias do Golfo em termos de fonte de petróleo para o Ocidente.

Ao contrário do que escreve, o que vai manter os despotas muçulmanos do Golfo, vão ser as economias florescentes da India e da China (países que não demonstram os escrupulos do Ocidente em relação a estados párias e afins) através do seu aumento exponencial no consumo de petroleo.

A questão da inveja em relação ao Ocidente rico e desenvolvido... não sei se existe... Acredito que exista nas elites intelectuais na procura duma direcção para a sociedade. E os intelectuais apresentam os mesmos vicios em toda a parte!

Junto das massas pobres, penso que o sentimento é bem mais prosaico: eles querem ter o mesmo dinheiro que os ocidentais e por isso tentam por todos os meios emigrar para lá. É isso que se vê na Turquia e em Marrocos. Não penso que exista particular animosidade contra o Ocidente na atitude dos pobres e dos oprimidos .

Em relação ao que acontece quando os emigrantes chegam ao Ocidente e descobrem que isto não é como nos filmes... bem, isso é outra história!

/me disse...

E se eles encontram petróleo no Algarve?

Marco disse...

Quando o petróleo acabar, e não faltará muito, esqueceremos o oriente como esquecemos África.

tina disse...

"Por muito que nos custe e custe ao perigosíssimo Presidente Bush, sem os tiranos, que, para nosso bem e conveniência deles, conservam as massas muçulmanas numa relativa passividade, não escapávamos com certeza a um triste fim."

Há uns que só pensam neles próprios. Felizmente, nem todos são assim.

sniper disse...

Política e militarmente são incontroláveis, se continuarmos a pensar convencionalmente. Penso que o inimaginável pode chegar, assim que os padrões de vida e segurança de certos países forem gravemente afectados em tempo não oportuno, como parece que está, ou vai acontecer brevemente. O primeiro mundo já não está preparado para sofrer, estando numa frenética luta contra o tempo a reabilitar a energia nuclear, e a garantir que o hidrogénio terá no seu quotidiano, a mesma fiabilidade que qualquer outro combústivel de origem fóssil utilizado nos dias de hoje. O Irão está simplesmente a construir a sua imunidade, ao querer entrar sem ser convidado no clube nuclear. É por demais evidente que vai ser travado, e muito provávelmente pelo seu próprio povo, que vive hoje na sua grande maioria, uma miséria nunca vista. Os extremistas religiosos no Irão são um erro de casting, e são uma aposta falhada na governação do Irão. O embuste não vai durar muito mais tempo.

rb disse...

Disse o Paulo Pisco: "... o facto é que a "guerra" está mais por lá do que por cá". Discordo. Os atentados de Madrid e os de Londres, não dizem o contrário?!! Que a guerra continua, lá e cá. Pior que nunca!!! Esta escalada de violência não sei onde vai parar, certo é que não se adivinha um fim risonho. Vá lá que pelo menos já não temos o Sharon, para compôr este ramalhete.

Euroliberal disse...

Anda por aqui muita ignorância sobre o mundo árabe. Arábia pobre ? Essa é boa. É um país riquissimo que nada inveja ao Ocidente. Não há lá pobres. Tal como nos Emirados Unidos, com os melhores hoteis do mundo, destino turístico e comercial de primeira linha, Oman (um paraíso com autoestradas iluminadas e ajardinadas no deserto), Bahrein, Quatar, etc. Países que recebem milhares de emigrantes, incluindo europeus. O Irão miserável ? Está num período de enorme prosperidade catapultado pelos preços do petróleo. E ninguém o vai travar em matéria nuclear. Nem Israel tem força para isso, nem os EEUU, encurralados no Iraque e necessitados da não oposição dos chiitas pró-iranianos, os deixariam atacar. Os 130.000 americanos do Iraque servem de reféns aos iranianos que os aniquilariam (são 70 milhões, não 5, como os sunitas iraquianos, que já chegam para os terroristas cruzados...) se fossem atacados, mesmo que só por Israel... Além de que ninguém está interessado em pagar o petróleo a 100 ou 200 dólares... É que o Golfo seria minado e o estreito de Ormuz fechado... A democratização do mundo árabe é imparável e beneficiará os islamistas, a única força patriótica e prestigiada, após o naufrágio da esquerda nasserista. Mubarak, Abdallah e outros fantoches serão em breve derrubados pela ruia ou pelo exército e Israel será obrigado a democratizar-se (um homem, um voto, como o Africa do sul), o que dará a maioria aos muçulmanos, e a desmantelar o regime de apartheid... Logo, no Médio Oriente, o optimismo "est de mise", caro Vasco... pelo menos para os democratas, como eu...

sniper disse...

Euroliberal, você anda a fumar aquilo que faz rir, mas de muito má qualidade. Seja mais exigente naquilo que consome. Está a voar, mas muito baixinho...

António Viriato disse...

Como se resolve, afinal, o imbróglio, senhores ? Convertemo-nos todos ao Islão, em nome da fraternidade universal ? Mas então teríamos de abandonar os nossos mediáticos casamentos homossexuais, a nossa liberdadezinha de expressão, a nossa convivência igualitária dos sexos, entre outras coisas e, claro, haveríamos obrigatoriamente de aprender a rezar com a devida compustura, tudo matéria de extrema dificuldade e dureza, para os nossos espíritos corrompidos por séculos de libertinagem, não lhes parece ?

rb disse...

O euroliberal crê em que Deus?

EUROLIBERAL disse...

PEQUENA LIÇÃO DE HISTÓRIA PARA SIONISTAS IGNORANTES,
ou de como a maioria dos judeus nem é semita nem nunca teve nada a ver com a Palestina...

Vocês precisam de uma profunda revisão da matéria histórica. O antigo Testamento ou Biblia judaica (especialmente os 5 primeiros livros, o Pentateuco) não é fonte histórica filedigna para ninguém... senão teríamos que aceitar o criacionismo e negar a teoria da evolução das espécies de Darwin... é um texto de fé e não de ciência, e de fé judaica, não cristã. A Biblia cristã é o novo Testamento, base da Nova Aliança. O antigo só por razões de tradição é que é citado pelos cristãos. Estes não podem aceitar que a terra de israel, do Nilo ao Eufrates, tenha sido dada ao "povo eleito" por Deus, porque para o cristianismo não há povos eleitos e Deus é universal (todos os povos são eleitos).
Os nomes não interessam. A realidade sim. O que alguns chamam judeus do tempo de Cristo ou mesmo de David, chamo eu, com mais rigor, palestinianos judeus. Para distinguir a religião praticada da etnicidade. Porque "judeu" não é povo é religião ou comunidade religiosa. Etnicamente, os palestinanos judeus do tempo de Cristo eram semitas tal como todos os povos do Médio Oriente. Falavam aramaico, a lingua franca da época, como todos os outros semitas. E a religião mudou, houve conversões em massa. Aliás Jesus e os apóstolos eram todos judeus (excepto Paulo de Tarso), iam à sinagoga e iniciaram um cisma que deu origem ao cristianismo. Com eles muitos palestinianos judeus fizeram o mesmo. Do séc. I ao séc VII todo o Médio Oriente e Norte de Africa era cristão (e ainda hoje 40% dos libaneses o são e 10% dos egípcios, etc.). E no séc. VII começaram a conversão em massa ao islamismo em todo esse espaço antes cristianizado (o que é um fenómeno habitual, a India outrora toda budista converteu-se ao hinduismo e ao islamismo, a Indonésia toda hindu converteu-se ao islamismo, etc.).
Se não houvesse conversões em massa de onde pensam que viriam tantos milhões de cristãos que encheram o Médio Oriente a partir do séc I ? De Roma ? Do céu ? JÁ LÁ ESTAVAM ! O mesmo se diga do fulgurante avanço do islamismo a partir do séc. VII: de onde viriam tantos milhões de muçulmanos ? De Meca ? Sabem que Meca era então uma aldeola com poucas centenas de nómadas ? Os muçulmanos da Palestina eram os palestinianos que já lá estavam e que se foram convertendo lentamente (durante as cruzadas, séc. XI, ainda a maioria dos habitantes de Jerusalém era de cristãos ortodoxos!). O cristianismo (2 biliões de crentes) e o islamismo (1,5 biliões) superaram históricamente o judaísmo (só 12 milhões), a primeira religião do Livro. Será isso uma razão para negar aos palestinianos cujos antepassados se converteram o direito de viver na sua terra de sempre ? Nonsense ! Deus não É NOTÁRIO E NÃO DISTRIBUI TERRAS, isso são teorias neo-nazis !
Já agora sabem que só 20/30% dos israelitas são semitas como os outros palestinianos e descendem de antepassados que habitaram na região ? São os sefarditas, que descendem de judeus que não se converteram ao cristianismo e que abandonaram a Palestina após violentas repressões romanas dos séc. I e II.
A maioria, os askkenazins, que são hoje os israelitas de primeira (os sefarditas são de 2ª e os falachas e outros de 3ª, a minoria árabe de 4ª...) não são semitas nem descendem de semitas. São oriundos de tribos do Cáucaso que se converteram no séc. VII ao judaísmo (Império Kahzar) e que depois por pressão das invasões mongóis, foram empurrados para a Europa de Leste e central (Rússia, Lituânia, Polónia, Alemanha, etc.). Muitos até são louros, nada têm a ver, mesmo longinquamente, com a Palestina !!! E querem estes tipos desalojar dessa terra que não é sua nem nunca foi, povos que aí habitam desde sempre ? O que é isto senão nazismo ? E os negros judeus falachas vindos da Etiópia e outros estados de Africa ? Também não são semitas. Converteram-se ao judaísmo em tempos imemoriais (Rainha do Sabá ?) e nunca habitaram na Palestina ! E os indianos judeus de pele castanha (ben ami) ? Logo, a propaganda sionista manipula a história e é tão mentirosa como Bush !

Os únicos direitos históricos à Palestina são dos palestinianos (muçulmanos, cristãos e judeus) que aí sempre habitaram em paz e concórdia. Nunca houve na Palestina e em todo o mundo muçulmano pogroms anti-judaicos. ISSO ERA NA CRISTANDADE ! E era para lá (Império Otomano) que fugiam 80% dos judeus perseguidos pela inquisição. O que os muçulmanos não poderão nunca tolerar é que uma minoria de terroristas com uma religão messiânica ultra-minoritária sequestrem os lugares santos e reservem para eles uma terra que não lhes pertence. O sangue vai correr e os novos cruzados sionistas serão aniquilados. E a Palestina voltará a ter paz e a pertencer a todas as religiões num quadro legal democrático, laico e multicultural !

EUROLIBERAL disse...

COMENTARIO CENSURADO PELO DEFENSOR DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO VPV...

O que contribuiu para a hostilidade ao ocidente foi a Nakba (catástrofe), o sequestro da Palestina por terroristas sionistas em 1948 para aí implantarem um regime fundamentalista (só para judeus), racista e apartheidesco, contrário à natureza da convivência inter-religiosa milenar da região. Não está em causa o facto de judeus terem emigrado para a Palestina, onde sempre existiu uma comunidade judaica minoritária, mas importante. Está em causa a imitação do modelo nazi (ou dos reis católicos) pelos sionistas, a criação de um fundamentalismo messiânico num espaço vital (Eretz Israel) através de massacres e limpezas étnicas dos Untermenschen ou marranos que aí viviam, os palestinianos muçulmanos e cristãos. O sionismo é um exclusivismo fundamentalista que rejeita o Outro, não um inclusivismo multi-cultural, marca da região e dos tempos modernos. É por isso ipso facto um crime contra a humanidade. E uma vez que o Ocidente (autor do Holocausto e com um tremendo complexo de culpa por via disso mesmo ) apoiou e a continua a apoiar esse crime, tanto mais que são TERCEIROS a pagar a factura do holocausto e não os autores deste, a oposição torna-se inevitável. A Palestina e Jerusalém serão libertadas, nem que isso custe milhões de vidas. Nenhum muçulmano duvida disso. Hoje a tensão é aumentada pelo terrorismo cruzado no Iraque, Afeganistão, Chechénia, etc. São os muçulmanos que são invadidos, ocupados, massacrados e roubados e não o contrário. É AÍ QUE ESTÁ A RAIZ DAS TENSÕES ACTUAIS, NÃO EM QUALQUER CHOQUE OU INCOMPATIBILIDADE DE CIVILIZAÇÕES...
Se os cruzados abandonarem as terras que ocupam o problema termina imediatamente. Senão, novos Alcáceres-Quibir virão...

sniper disse...

Euroliberal, li com com muita atenção o que você escreveu, mas como é hábito neste tipo de textos, o problema é o fim, ou seja, como é que resolvemos a situação exposta no texto, da sua mensagem, e não só. É uma situação clássica. Como é óbvio não me vou perder em questões de estética,( embora importantes para mim ), nem a imprecisões de ordem técnico-históricas dos textos, se assim se podem classificar."Se os Cruzados..., virão..."; pois é Euroliberal, o problema é este, mesmo que os "Cruzados" saiam todos, a situação fica exactamente na mesma, ou seja ingovernável e incontrolável. Não há uma liderança no médio oriente, não há nada. O poder, está pulverizado, está tudo feito em cacos. Tudo. Não há um líder. Nada. A entropia total. O caos político, moral e humano. Isto assusta muito mais do que a A Bomba, do que todos os atentados juntos. Organizem-se, antes que isto acabe muito mal, e quem vai perder tudo são os árabes e mulçulmanos em geral.Isto tem sido a "feijões", ou seja o Ocidente a perder mais do que ganha, mas quando tocar a reunir, vai ser muito complicado.

Euroliberal disse...

sniper:

Só a presença ilegal e indesejada da coligação cruzado-sionista é que destabiliza o Médio-Oriente e mantém no poder ditadores corruptos fantoches dos americanos. Onde há eleições livres, como na Palestina, Turquia, etc, (no Irão e Iraque foram semi-democráticas), os islamistas ganham e impõem a ordem. Com governos democráticos a patrióticos em todo o Médio-Oriente, com a unidade da Nação árabe e a Bomba, Israel terá que negociar e desmantelar o apartheid, com eleições gerais e governo da maioria muçulmana. Tal como a Africa do Sul de De Klerk... Senão o fizer...

Mª Lurdes Delgado disse...

Depois de ler estes comments todos estava tão baralhada que tive de reler o seu post, pois francamente já não sabia do que se falava.
Claro que continuo aparvalhada! São as novas economias florescentes que são suporte dos despotas, porque nós, cheios de escrúpulos, temos-lhe horror.`É a Arábia Saudita e os Emirados, mais o Dubai onde vivem todos, mas todos, como nababos com as auto-estradas, os jardins com repuxos de petróleo, os hoteis faraónicos e já agora, acrescento eu, as ilhas parasidíacas, onde alguns portugueses têm entrada desde que tenham contas chorudas, cá, lá e sabe-se lá onde. É o Irão, que desde a subida do petróleo e a corrida desenfreada à bomba acabou milagrosamente com o desemprego de milhões de jovens. É a lição de História que desmente todos os Malouf, que eu feita parva andei a ler, e já agora vai ao arrepio de inúmeras conversas que tenho tido com Árabes libaneses de quem sou amiga há muitos anos. Afinal, não eram médicos ou professores universitários em Beirute, mas uma cambada de imbecis e para cúmulo enganaram-me e são ou perigosos sionistas ou cruzados disfarçados. E, crème de la crème, o Éden virá com a chegada dos islamitas e talvez, digo eu, de umas irmandades de fino recorte democrático ao poder para todo o sempre. Nessa altura hordas de europeus emigrarão na ânsia do El Dorado e só não me atrevo a dizer que os americanos nos seguirão, porque temos que convir que o Atlântico é ligeiramente mais perigoso que o Mediterrâneo.
E porque não um bocadinho de bom senso! O meu receio é que isto se pegue e eu, que só blogo há uma semana, apanhe o vírus.

Anónimo disse...

Que tolerância perante um ser humano,
que abertamente, neste blog,
está apelar ao terror.

Aqui, o detentor deste blog,
por vontade ou por ignorância (?),
ignora o claramente dito,
pelo sr. EUROLIBERAL.

Aqui algo vem a ser desvendado.

Que cultura é esta?

Cegos num olho?

Então,
será que matar é autorizado,
debaixo de certas circunstâncias?


Eu apelo ao sr. VPV demonstrar
agora os augustos ideais,
que ele sempre diz defender.

É inaceitável.

"Senão, novos Alcáceres-Quibir virão ..."

Eu estou chocado.

E depois discordam do seguinte
e tão evidente:

Quem alimenta o terrorismo,
quem alimenta o matar sem razão,
é filho do diabo.

Agora conheces o teu pai,
sr. Euroliberal.

Cobarde.

Nós neste país ainda pedemos
exprimir o nosso direito de
opinião.
Agora na faixa de Gaza,
quem é que pode a exprimir,
sem ter medo de ser assassinado,
por discordar do Hamas? Quem?

Onde a moral das pessoas chegou.
Que vergonha para a dita humanidade.



Euroliberal VIII a EUROLIBERAL

Anónimo disse...

.
.
.
Ao Exmo. sr. VPV.
.
V. Exa. não é
e (!)
nunca será dono
da moral.
.
A verdade é invencível.
.
.
Ninguém,
nem sequer V. Exa. se pode
julgar acima dela.
.
.
Você deve lutar ao lado dela,
mas nunca se deve julgar mais
augusta do que ela.
.
A vaidade afasta-o claramente
dela.
.
.
Não permita, que qualquer pessoa,
por qualquer razão possa directa
ou indirectamente apelar ao
terror, mesmo às escondidas.
.
.
A augusta verdade está acima
de todos!
.
.
.
Obrigado pela sua atenção
.
O Mar
.
.
.

sniper disse...

E bloga bem Mª Lourdes Delgado, mas o companheiro de blog, o Euroliberal continua a insistir numa tese que irei chamar no minímo de ingénua e perigosa, para não a ter que a adjectivar de outra forma. Governos democráticos e patrióticos só são possíveis quando as matrizes sociais, políticas, económicas, industriais, etc, desses mesmos países estiverem minímamente identificáveis como tal, o que não acontece no médio oriente, como já tive oportunidade de expôr no meu comentário imediatamente anterior a este. Quanto ao exemplo da África do Sul de De Klerk, as condições para governos patrióticos e democráticos existiam, e as respectivas matrizes também, muito mais concentradas num dos lados da "barricada", ou seja o anglo-saxônico/afrikans, mas o know-how estava lá, comprovado, mas com aspectos políticos e sociais incompatíveis com a civilização. Hoje a "barricada" está mais alargada, com a entrada com ainda com mais força dos paquistaneses e indianos, (melhor dizendo, do sub-continente indiano), como acontece em toda áfrica, e com os "newcomers", os chineses. Vou-me abster de comentar os resultados da "primavera de Mandela", e das conquistas democráticas e sociais registadas na África do Sul, mas tenho fé que, e mesmo após tanta asneira, da muito grossa e grave, (que está ser feita actualmente), que aquele país espantosamente belo e rico seja um exemplo para toda áfrica. Agora é um péssimo exemplo, por isso é continuo a identificar "barricadas", apesar das importantíssimas conquistas políticas e sociais.

Pedro Botelho disse...

VPV escreveu: "[...] ganhou um radical, Ahmadinejad, que nega o Holocausto, [...]"

Como toda a gente -- exceptuando um ou outro indígena, lá nas profundezas das florestas amazónicas -- sabe, o acontecimento supostamente histórico que se designa por "Holocausto" consiste: 1) na tentativa de extermínio racial dos judeus pelos alemães, 2) redundando na morte de aproximadamente 6 milhões de judeus, 3) um grande número dos quais em matadouros homicidas a gás.

Como nenhuma das três premissas é verdadeira -- não houve tentativa de extermínio, o número de vítimas dos campos (trabalhos forçados, epidemias de tifo etc. ) não atinge o meio milhão, e nenhuma delas foi sequer gaseada, uma vez que as famosas câmaras de gás homicidas são uma ficção -- o "Holocausto" não é um facto: é uma falsidade.

E o radical Ahmadinejad tem razão.

Recomendo:

Institute for Historical Review:
IHR Homepage

Alguns textos curtos, mas muito informativos (eye-openers, se quiser):
Short texts

Informação sobre tópicos concretos:
IHR Articles"
Por exemplo, suponha que quer saber como se explicam os montes de corpos em Bergen-Belsen (onde morreu de tifo a Anne Frank, depois de ter estado no campo "de extermínio" de Auschwitz), o que andou a fazer o comandante Kramer nas semanas anteriores à libertaçao etc. Procure primeiro dentro da página com o search do seu browser para a referência no título a "Bergen-Belsen". Use o search da página apenas depois disso para procurar referências dentro de artigos do site por "Bergen-Belsen", "Kramer", "Anne Frank", outras referências relevantes etc.

Arquivo de som com entrevistas de grande interesse:
IHR Sound
Recomendo, em especial, as entrevistas com Mark Weber e Ingrid Rimland.

Pode também solicitar uma neswsletter gratuita que lhe é enviada (frequência de 1 ou 2 por semana) com links a artigos e notícias internacionais relevantes.
*********
CODOH
A "original home page" (esquerda) contém uma enorme quantidade de informação. A da direita contém links para artigos mais recentes, páginas pessoais do autor etc.
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AAARGH francês
Praticamente todos os textos proibidos em francês e outras línguas. Arquivos Faurisson, Rassinier, os processos, polémicas etc. O "Dictionnaire biographique et thématique" (em cima) funciona muito bem como índice de pesquisa. Na janela inferior direita, tem "La Gazette du golfe et des banlieues" e o "Conseils de révision" com notícias e comentários recentes.
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HHP
Pode começar por esta:
Nonsense
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Arthur Butz:
Butz
Excelentes resumos, a partir da perspectiva global:
Short introduction
Context and Perspective
*********
David Irving, preso na Áustria:
Irving
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Zundelsite, homenagem a Ernst Zündel, preso na Alemanha:
Zundel
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Germar Rudolf, autor do relatório Rudolf, preso na Alemanha:
Rudolf
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Air Photo Evidence (John Ball)
Ball

EUROLIBERAL disse...

O nazi que escreve aqui acima a negar o holocausto é tolo. E escusa de invocar o presidente iraniano, que apenas disse ter o Ocidente, autor do Holocausto, transformado este num mito (Marilyn Monroe também é um mito e ninguém nega que existiu...), acima do próprio Deus. E tanto não nega o holocausto que propôs que fossem os europeus, SEUS AUTORES, e não os árabes, a pagar a factura dando aos judeus territórios ou abrigando-os, o que releva da mais elementar justiça.

Se este nazi se quer colar a alguém cole-se aos nazi-sionistas, seus admiradores malgré eux...

A psicanálise explica o aparente paradoxo: o violado na infância, odiando o violador, tende a imitá-lo na vida adulta reproduzindo os seus abusos sobre terceiros... É triste, mas é assim mesmo... É o sindroma da Casa Pia que explica o comportamento dos nazi-sionistas na Palestina !

De qualquer modo, este grunho nazi podia ocupar menos parágrafos e espaço, tal como o outro grunhóide que imita o meu nick e que não tem visivelmmente argumentos a opor...

Euroliberal disse...

A moral da história ou o pensamento politicamente correcto:

1) um jornal escreve um artigo contra os "pretos": é processado por racismo. Não pode escrever.

2) um jornal escreve um artigo contra os judeus: é processado por anti-semitismo. Não pode escrever.

3) um jornal escreve um artigo insultando todos os muçulmanos através do seu Profeta: ah, aí aplica-se o principio da liberdade de imprensa. Pode escrever...

EUROLIBERAL disse...

Precisão sobre o revisionismo histórica aqui representado pelo Pedro Botelho.

Eu defendo a liberdade de expressão para o revisionismo histórico, porque é um limite intolerável e único à liberdade científica. Porque se a existência da Shoa está mais que provada, sendo chocante a sua negação, há muitos aspectos a ela ligados que devem ser livremente investigados, não podendo ser tabus (como a estimativa dos 6 milhões...). Por complexo de culpa, a Europa foi aceitando sucessivas "excepções judaicas" que deram no que actualmente é o comportamento nazi, arrogante e impune dos sionistas na Palestina.

Mas, que fique claro: eu sou anti-sionista EXACTAMENTE PELA MESMA RAZÂO POR QUE SOU ANTI-NAZI. Detesto "raças superiores" e "povos eleitos" que oprimem e humilham outros povos. Se estivessemos nos anos 40, quando era bem ser anti-judeu, ou pelo menos indiferente à sorte dos judeus, eu estaria aqui a batalhar com o mesmo vigor, com que estou hoje a fazê-lo pela causa palestiniana e árabe.

sniper disse...

Euroliberal, só me resta desejar-lhe sorte na tempestade que se avizinha...

MªLurdes Delgado disse...

Caro Sniper,
Eu não sei qual é a sua experiência sul-africana, mas a minha não é grande coisa. Em 69, fui dar uma volta às joias da coroa do Império e passei uma semana, por arrasto na África do Sul do apartheid. Tinha 18 anos. Detestei aquilo tudo. Boas recordações só da Gorongoza e do nosso chauffeur e guia negro Manuel. Que gente, meu Deus! Estou a falar dos numerosíssimos "europeans" que conheci por todo o lado. Vim directamente passar o mês de Setembro numa quinta que temos no Douro e jurei que nunca mais me apanhavam noutra. Até hoje e viva a Europa!

Euroliberal disse...

Mª Lurdes Delgado:

Li agora o seu irónico (ou só meio-irónico ?) cometário antes do último. Parece incrédula face às suas leituras de Maluf (a sua "história das cruzadas vista pelos árabes " devia ser leitura obrigatória em muitas escolas europeias) e amigos libaneses. Estes são cristãos, suponho, a parte mais cosmopolita, francófona e ocidentalizada dos libaneses, mas que não são típicos da rua árabe. As centenas de milhares de refugiados palestinianos no Líbano, criaram anti-corpos enmtre os cristãos e levaram à guerra civil. Os maronitas colaboraram bastante com Israel (Sabra e Chatila...e não só). Quanto ao resto, dei uma nota precisa do sentimento de toda a rua árabe (incluindo das ilhas artificiais de Dubai em forma de palmeira...). É a Revolução Verde que aí vem. Imparável. Tal espada de Saladino expulsando todos os cruzados...

MªLurdes Delgado disse...

Euroliberal,
Pagava para ver como é que o meu amigo se safava, se chegasse essa Revolução Verde. Eu fugia a sete pés. Sabe, eu vivi 23 anos em ditadura e não tendo sofrido nem privações económicas {afinal sempre havia uma pequena percentagem que tinha o indispensável, mais o supérfluo}, nem a cadeia, tinha uma sensação horrível de claustrofobia que só me desaparecia quando atravessava os Pirinéus. Com 7 anos o meu pai dizia que o que ouvisse lá em casa não podia repetir no colégio. Foi o tempo do Humberto Delgado {belo apelido!}. Isto cola-se à pele e no 25 de Abril fiz uma profunda esfoliação. Estou vacinada para sempre! Portanto a espada de Saladino, se chegar, ou já estou a milhas ou prefiro que me corte o pescoço. Não há meio-termo!.
Quanto ao Malouf li o que cita, mas também tudo o resto, que não é despiciendo. Numa coisa tem razão: os meus amigos libaneses são francófonos {eu não falo árabe} e maronitas. Isso não lhes dá um menor amor ao Líbano, nem os apouca. Um deles, apesar de vários convites de Universidades alemãs, manteve-se sempre no Líbano que, como sabe, era um sítio pouco recomendável para a integridade física e mesmo para a sobrevivência material. Isto talvez o faça sorrir, mas durante vários anos foi obrigado a ser guia turístico, porque o salário de professor universitário não chegava. E já agora também são cosmopolitas. É defeito? Eu gosto de pensar que sou. E você?
Um abraço nada irónico

JAM disse...

Pensava que já tinha publicado este meu comentário ontem, mas como já não o vejo aqui, quero crer que houve algumas perturbações no Blogger.com. Era só para deixar algumas considerações que ajudam a compreender melhor os porquês da ascensão vertiginosa dos ideais islamitas no mundo arabo-muçulmano:

O islamismo, ou seja o movimento político que visa substituir a lei dos homens pela de Deus (a sharia), teve origem no Movimento dos Irmãos Muçulmanos, criado no Egipto, em 1928, por Hassan el-Benna, um professor beato, com o objectivo de combater a influência nefasta sobre a juventude do seu país dos costumes vindos de Inglaterra. Na sua origem, os ideais islamitas não tiveram grande aceitação e foram praticamente eliminados pelas ideologias mais fortes do século XX, como o nacionalismo laico ou o socialismo. O partido Baas, movimento da renascença árabe fundado durante a Segunda Guerra Mundial, que subiu mais tarde ao poder na Síria e no Iraque, é ao mesmo tempo nacionalista, laico e socialista. Tal como o nasserismo, que, no Egipto, decapitou sem piedade o Movimento dos Irmãos Muçulmanos.

Os governos saídos da descolonização mantiveram todos uma relação predadora no poder (os tiranos de VPV), o que atiçou a revolta e a repulsa das populações (as massas muçulmanas). Se os argelinos, na primeira vez que puderam exprimir-se livremente nas urnas (nas eleições municipais de 1990), votaram em massa na Frente Islâmica de Salvação (FIS), foi porque quiseram sancionar os que eles chamavam os “ladrões da FLN”. O Fatah de Arafat, reconhecidamente corrupto, sempre teve muitas dificuldades em redistribuir, à população palestiniana, o dinheiro enviado pelos países árabes e pela União Europeia. Basta olhar para as enormes limusinas, novinhas em folha, com que se move, por entre a degradação dos povoados em ruínas. Ao invés, os lideres do Hamas sempre viveram modestamente.

A força simplificadora do slogan dos Irmãos através do mundo muçulmano é: “O islão é a solução”. Quem poderia, no Cairo, em Gaza, em Bagdade ou em Argel, contrariar um tal slogan? Quem poderia preferir o governo dos homens ao de Deus? Não é verdade que o islão, religião em que a simplicidade faz a força, proíbe o roubo e apregoa que se dê esmola aos mais desfavorecidos? E os Irmãos, não deram eles sempre o exemplo? Em Gaza, no Cairo ou nos subúrbios do Sul de Beirute, onde o Estado não consegue fazer nada pelos mais pobres, são os islamitas que asseguram os serviços sociais.

Paralelamente, a imagem que dá, dele mesmo, o mundo ocidental às massas muçulmanas tem-se esbatido consideravelmente. Os islamitas podem assim facilmente ensinar aos seus correligionários que os ocidentais “já não acreditam em nada”, perdidos como estão no seu hiper consumismo. Que modelo moral poderão oferecer as sociedades europeias, que têm medo de fazer filhos e que abandonam os seus velhos nos lares de terceira idade?

EUROLIBERAL disse...

Mª Lurdes Delgado:

Não se preocupe, a Revolução verde só diz respeito aos países muçulmanos, não aos não-muçulmanos. E sobretudo, é uma revolução democrática, por via eleitoral, como se viu na Palestina. Visa derrubar ditadores fantoches e corruptos, como o "faraó" egípcio, o reizeco da Jordânia, as monarquias do Golfo, etc... É a democracia. E a união da Nação árabe, tal como no tempo de Saladino, para falar grosso a Israel e levá-lo a desmantelar o apartheid e a aceitar um regime de maioria. Não há nada que nos assuste, a nós, europeus. Pelo contrário, um Médio Oriente estabilizado, próspero e democrático, grande parceiro comercial só nos convém. Não convirá aos ladrões de terras sionistas e aos ladrões de petróleo da Coboilândia, mas isso é outra história...

Anónimo disse...

Diz o EUROLIBERAL:

"A psicanálise explica o aparente paradoxo: o violado na infância, odiando o violador, tende a imitá-lo na vida adulta reproduzindo os seus abusos sobre terceiros... É triste, mas é assim mesmo... É o sindroma da Casa Pia que explica o comportamento dos nazi-sionistas na Palestina !"

Que coisa mais estúpida.
Filho, que percebes tu agora
da psicanálise?
Não me digas que tens uma licenciatura
nessa área.

A verdade simples:
Mentira.
Tu só dizes mentiras.

Qual é o teu objectivo?
Ninguém te leva a sério.

Propaganda.
Tudo te serve.

Agora pensar,
pensar filho, tu nem sequer sabes.

Isto é a verdade.

Diz-me lá uma coisa.
Após tantas asneiras,
onde é que copias isto tudo?

Euroliberal XI a Euroliberal

Anónimo disse...

Sr. falso "doutor" EUROLIBERAL,

desejas um pequeno desafio?

Circunscreves todos aqueles,
que discordam de ti de ignorância?

Tu desejas argumentos?
Filho, eu dou-te livrarias cheios
de argumentos contra ti.

Copiar dum livro qualquer é a coisa
mais simples.

Olha que muitos são aqueles que assim
o fazem. Nesse aspecto andas bem
acompanhado.

Tu vens aqui enganar o pessoal.

Sabes uma?

Serás capaz de compreender a consequência das tuas contradições?

Ciência, tu és para rir.
Dela nada sabes.

Sabes,
numa coisa até estou do teu lado.


Uma coisa nos une.
Eu sou contra os "cartoons",
como tu,
porque o principal objectivo
invocado foi a provocação,
e nada mais.

Qualquer senhor neste blog,
debaixo de certas condições,
não aceitaria um qualquer insulto.
Só que muitos não o dizem abertamente,
ou não desejam ser lembrado.



Agora tu, meu caro amigo.
Tu és diferente.
Tu pelo menos és capaz de matar.

As provas estão à vista,
é sómente ler os teus comentários.

Agora.
Queres conversar comigo sobre
o teu al-Corão?
Eu sei mais sobre ele, que tu.
Queres a prova?

Só o teu ódio é que não é simulação,
esse é verdadeiro.

Tu já não tens vergonha nenhuma,
pois não?


You are making a real bluff. :-)

O teu fundamento científico é areia.

Eu te baterei no fundo do teu coração.

Não confundir estilo de escrever
com verdade e rigor científico.

O teu fundamento científico é
mesmo só areia.

Como tu adoras matar os teus irmãos,
por razões esquizofrénicas,
eu gostaria de saber se tu apercebes
donde vem a tua maldade.


Eu gostaria de fazer contigo um
pequeno experimento, terás vontade?

Se assim aceitares, deixa aqui
um sinal, uma mensagem. ;-)

Euroliberal XIII a EUROLIBERAL