terça-feira, fevereiro 07, 2006

HITLER E AS CARICATURAS

Hitler1
Hitler costumava arranjar "incidentes" para "justificar" a política de armamento e agressão. Ou era um adido assassinado em Paris por um judeu (que serviu para "explicar" a "Noite de Cristal do Reich") ou as sevícias que a Checoslováquia ou a Polónia alegadamente infligiam a meia dúzia de "arianos", coitadinhos, longe dele e da Pátria (que "justificaram" a guerra). Mas não se aprendeu nada com este velho truque e poucos até agora perguntaram o óbvio: por que raio este alarido, tipicamente goebbeliano, em nome de umas caricaturas, publicadas num obscuro jornal da Dinamarca (na Dinamarca?), há quase quatro meses? Que mal, na prática, essas caricaturas fizeram ao Islão? Como é que, por todo o Islão, "a rua" se indigna com uma blasfémia que não conhece? "Quem manda e comanda essa "espontaneidade"? Quando a "Europa" e a América deixarem de coçar a sua interessante consciência (mea culpa), talvez se perceba o fim do exercício.
vpv

48 comentários:

zazie disse...
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zazie disse...

é mais simples linkar de tal modo é pertinente.

Planície Heróica disse...

O Irão está a reagir: um jornal deste país promove um concurso de caricaturas sobre o 'Holocausto'.

Tal e qual como o Hitler, também o Irão aposta nos judeus como catalizador de todos os males da humanidade, atacando os judeus, o Irão quererá ferir Israel? o lobby judeu americano? ...a mim, mero cidadão de um país mais ou menos ocidental, pouco me afecta esta revanche... vamos ver como reage Israel.

P.S.: Engraçada a posição titubeante da Igreja. Nunca sabemos se fala pela voz do descendente de Pedro se pela voz da diplomacia de estado... ao fim e ao cabo têm que se preocupar com os cristão que sobrevivem no mundo árabe...

Um abraço (passe o abuso de confiança),
Francisco Nunes

A. de Aborrecido disse...

É obvio que há um aproveitamento por parte de lideres arabes que levam a que o povo se revolte desta maneira por causa de uns "simples" cartoons... A questão fundamental é a seguinte: o que é que leva um povo a tornar-se fanático?
A resposta talvez seja a miséria e a falta de esperança.Afinal foram estas situações que sempre fizeram chegar lideres totalitários ao poder(isto no sec.XX)... O que parece não importar a ninguém é a causa dessa miséria.
VPV: gosto do seu estilo, da maneira como escreve. Por vezes(como no post "Civilizações") diz barbaridades mas tenho consciência que esta é a sua profissão e que, se por vezes fizesse uso do bom senso iria, certamente, perder leitores e, consequentemente, trabalho. O que me dá vontade de rir é ver aqui comentários de anónimos que tentam ser mais azedos do que vinagre...É que o vinagre para temperar certas coisas pode ser bom...
Saude e Sorte!

pedro oliveira disse...

Por muito ridículo que possa parecer, julgo que há senhores que nos cinco continentes discutem a legitimidade duns senhores dinamarqueses efectuarem uns desenhos e a legitimidade dum jornal dinamarquês publicar esses desenhos.

Existem senhores que falam sobre o islamismo com tantas certezas que eu questiono aquilo que aprendi em História do Islão . Se bem me lembro... como diria o saudoso Vitorino, nada existe no Corão que proíba a representação do Profeta. Os berberes por exemplo representam os diferentes arautos da Palavra e cultuam ídolos.

Deixo, apenas, uma sugestão vinguem-se do mesmo modo... façam, também, umas caricaturas a ridicularizar a Dinamarca, ou então preparem-se para os dinamarqueses incendiarem as embaixadas da Arábia Saudita, da Síria... é demasiado ridículo, não é?
[nem sequer conseguimos imaginar]

Pedro Botelho disse...

Costuma-se perguntar "a quem interessa?"

Interessa pelo menos a quem precisa de um estado de guerra entre Ocidente e Islão para sobreviver.

É interessante notar que nos últimos meses houve três abaixo-assinados de historiadores -- um em França, outro na Bélgica, e um terceiro na Suiça -- a pedirem o fim das leis que tutelam a investigação histórica -- e que, em concreto, proíbem duvidar do "Holocausto" -- nos respectivos países. Um acontecimento sem precedentes que libertaria todo um mundo de dados científicos que os bem-pensantes preferem ignorar.

Por outro lado, o Ahmadinejad aceitou o convite do tonto Blair e disse que sim senhor, os iranianos gostariam muito de visitar os campos do "Holocausto", devidamente acompanhados por equipas de peritos em investigações forenses etc..

Mas parece que o Maomé vai salvar o dia. Que sorte a dos holo-vendedores. Agora é que vai mesmo ser impossível acabar com a censura das questões delicadas, que possivelmente até será imposta em mais países do que já existe...

Sem acusar ninguém, limito-me a registar este facto insólito: as imagens que circularam no mundo islâmico não foram 12, mas 15. As 3 imagens suplementares são bem piores que as 12 originais: uma delas mostra um Maomé pedófilo, com um miúdo debaixo de cada braço; outra mostra um Maomé absolutamente diabólico, com cabeça de porco; e a terceira mostra um cão a... bem... a fazer aquilo que os cães fazem quando estão excitados, a um muçulmano em posição de oração.

À excepção desta última, nenhuma delas -- como de resto a maior parte das 12 originais -- tem qualquer contexto de anedota, i.e. os desenhos são feitos, não para terem piada, mas para despoletarem os circuitos mentais avariados dos fanáticos.

A explicação que eu tenho visto para estes três desenhos é que foram os imãs fanáticos que andaram a fazer o périplo dos países islâmicos que os falsificaram. A ideia parece-me um pouco far-fetched. Muçulmanos fanáticos a colocarem cabeças de porco no Maomé?... Não sei... Se calhar chegaram pelo correio sem carimbos, para ajudar à festa...

Mas aqui não me manifesto. O que se sabe, sabe-se; o que não se sabe, não se sabe. Eu por mim, o que sei, é que tudo isto vai dificultar a exposição das aldrabices sensíveis...

Note-se ainda que o Sr. Fleming Rose (um nome dinamarquês de gema?), o tal editor que encomendou as caricaturas, se deslocou a Filadélfia em Outubro de 2004 para visitar Daniel Pipes, o ideólogo neo-conservador que afirma que a única via para a paz no Médio Oriente só pode advir de uma domínio militar total de Israel.

E que os editores responsáveis pelas caricaturas de Maomé defendem a liberdade de expressão, mas não mostram qualquer preocupação com as leis censórias que, por essa Europa fora, permitem a vilificação e encarceramento dos revisionistas do sagrado e intocável "Holocausto"...

Para os curiosos, rápida introdução ao tema do Grande Tabu Intocável aqui.

Pedro Botelho disse...

A propósito das origens da "Noite de Cristal", não pretendo perturbar a paz das almas simples, mas é indispensável ler o livro de Ingrid Weckert para se perceber que a verdade é um pouco mais complicada do que a vulgata indica:

-- Uma conferência da autora aqui.
-- Recensão da edição alemã (existe tradução para inglês) aqui.

Unreconstructed disse...

Parece que o motivo do assassinato em Paris do adido alemão - o tal que forneceu o pretexto da noite de Cristal - não foi afinal o ódio entre raças, antes pelo contrário: é que o adido defunto dava pelo petit nom de Notre-Dame de Paris...

Anónimo disse...

Esta estratégia serve apenas o Irão. Para o regime dos ayatholas é necessário agrupar a "nação árabe" e torno de um inimigo comum para legitimar a opção nuclear e o crescente fundamentalismo islâmico...

No fundo 1979 revisited mas com pózinhos de globalização.
jms

EUROLIBERAL disse...

Ó Vasco, estamos enganados outra vez... É claro que tudo isto é um pretexto, mas do pasquim dinamarquês e do autor do livro para crianças que incluia as caricaturas. No prefácio este explicava que pretendia "humilhar o Islão"! E conseguiu...

Anónimo disse...

Definitivamente, estamos perante uma guerra de civilizações. Neste ponto já não interessa tanto interrogarmo-nos sobre as razões que, historicamente, possam assistir a cada um dos lados, mas sim sobre o lado em que queremos ou devemos estar. No fundo, sob que valores ou imposições queremos que os nossos filhos e filhas (se não mesmo já nós) vivam. Sou agnóstico e céptico relativamente a muitos dos valores (ou à ausência deles) hoje prevalecentes nas sociedades ocidentais. Mas, infelizmente, não tenho quaisquer dúvidas sobre a profundidade do que se está a passar, sobre quais os valores civilizacionais que devo defender ou sobre o enorme grau de determinação que para tal nos vai ser exigido. Tudo o mais, infelizmente, já é perda de tempo...

Anónimo disse...

Definitivamente, estamos perante uma guerra de civilizações. Neste ponto já não interessa tanto interrogarmo-nos sobre as razões que, historicamente, possam assistir a cada um dos lados, mas sim sobre o lado em que queremos ou devemos estar. No fundo, sob que valores ou imposições queremos que os nossos filhos e filhas (se não mesmo já nós) vivam. Sou agnóstico e céptico relativamente a muitos dos valores (ou à ausência deles) hoje prevalecentes nas sociedades ocidentais. Mas, infelizmente, não tenho quaisquer dúvidas sobre a profundidade do que se está a passar, sobre quais os valores civilizacionais que devo defender ou sobre o enorme grau de determinação que para tal nos vai ser exigido. Tudo o mais, infelizmente, já é perda de tempo...

Comum dos Mortais disse...

Não me interessa tanto a causa, mas a forma como as coisas são feitas. Não cabe na cabeça de ninguém que por causa do que quer que seja se pegue fogo a várias embaixadas e se chegue quase a matar civis inocentes. A pacividade com que reagimos a tudo isto é que assusta. Tudo parece normal vindo de quem vem. E tudo lhes é permitido. E não me venham com conversas de questões culturais e hist´ricas para a justificação de acções barbaras e reprováveis. Nada disto pode acontecer. Melhor, não se pode permitir que por um cartoon de melhor ou pior gosto se entre praticamente numa guerra de uns contra o resto do mundo

Anónimo disse...

Como VPV sabe bem, o ovo da serpente está aí, mas não é do lado do Islão. É do lado da sua "superior civilizacção".
E não vale a pena "inverter" e "distorcer" a analogia.
Na Alemanha humilhada, em profunda crise economica foi fácil para Hitler manipular o povo alemão com o perigo "externo" judeu.E tambem nessa altura a grande "intelectualidade" germânica não viu, ou mesmo apoiou, a sua mistificação.
Aqui o paralelismo , porque um bando de idiotas "neo-nazis" de extrema direita (os nossos)decidiu fazer uns cartoons com intuitos provocadores.Seguiu-se a reacção da comunidade islâmica local (a que você convenientemente não se refere)que tentou chamar a atenção para tal facto, e não foi atendida. O caso seguiu caminho, e agora deu nisto.
O tal bando sabe perfeitamente, que dadas as condições na Europa e no mundo, qualquer "provocação" neste sentido terá o apoio civilizaccional de "mentes ilustradas" que como na Alemanha da altura, se "confundiram" e gritaram aos quatro ventos a "superioridade ariana" e alinharam na horrenda, vil e pior carnificina da historia. Se quiser ser realista ao menos geo-politicamente, a "noite de cristal" dá-se do lado de cá, não no de lá.
As manifestações de rua que se verificam nos paises muçulmanos,e que são manipuladas pelos governos dos respectivos paises, que tambem aproveitam a ocasião para destilar o seu ódio e aversão ao Ocidente.Merecem-se uns aos outros.Os de cá e os de lá.
Mas convem não deixar de referir o papel que a "superior civilizacção" teve nisto tudo.Porque sabe bem o desenho do M.Oriente foi feito pelos seus queridos "ingleses" ,mais os inevitaveis franceses, traindo os arabes(TE Lawrence viveu amargurado e tentou sem êxito compor as coisas) . Desde então para cá (e como bem disse Angelo Correia)desprezou qualquer tentativa de democratização ou autonomização daqueles Países, porquê?
Entre outras coisas pelo petroleo.
Apoiou despotas e criminosos, humilhou
e maltratou aqueles povos. Porque o Ocidente sabe, que quem tem que conquistar seja pela diplomacia ou persuasão, não são os outros povos.
Os que têem que convencer são as opiniões publicas internas.Para que não lhes falte o conforto e não lhes chegue a crise. O resto do mundo? que se lixe...
Quando esteve em Inglaterra não se perguntou donde viria a pujança daquela "civilizacção superior"? Do contribuinte inglês? Balelas. Foram anos e anos de saque da India, Africa e restantes colonias. E um pouco, poucochinho até deste misero Pais.

EUROLIBERAL disse...

Vasco, você já esqueceu as boas maneiras inglesas...

Tome lá este pequeno almoço bem british, para ver se melhora:

"British Foreign Secretary Jack Straw: "The right of freedom of speech in all societies and all cultures has to be exercised responsibly and does not extend to an obligation to insult."

Got it ?

rb disse...

Estas reações de alguns fundamentalistas aos cartoons, fazem-me um pouco lembrar os não menos fanáticos hooligans da bola - estes, típicos do profundo mundo ocidental. Precisam é do pretexto, por mais insuignificante que seja, para poderem soltar o ódio e violência que precisam de ostentar.

Bufo disse...

Está escrito: o próximo ataque do Ocidente sobre a cultura islâmica ocorrerá num pasquim da zona da Pateira de Fermentelos. E será neste tom:

"O profeta, quando dorme, dorme com as barbas por cima ou por baixo dos cobertores?"

Jose Sarney disse...

Tem razão, Caro VPV.

Mas, não se incomode que o GOP não vai nas cantilenas árabes, tal como os adormecidos herdeiros de Chamberlain e de Vichy!

A "hardline" do GOP, como Cheney, Rumsfeld ou Rove, lideram o complexo militar - tecnológico - industrial, e só têm um problema: mentiram à opinião pública ácerca das "armas de destruição em massa", pois se não........já os B-1, estavam a sobrevoar Teerão!

Mas, a Europa é que está mais uma vez refém! Não se cuidem e continuem com o ingénuo pacifismo, que Paris, Roma e Londres serão tomadas pelos do "turbante"!

eumesmo disse...

A ver se percebo...

Certa esquerda quer discutir e investigar o holocausto?!

Certa esquerda até tenta compreender as atitudes dos radicais extremistas muçulmanos que, entre outras coisas, proibem as mulheres de ter acesso a carta de condução e andar de cara destapada?!

Certa esquerda coloca em causa a liberdade de publicação livre de cartoons sejam eles sobre que tema for?!

Certa esquerda tenta explicar, à luz de anacronismos sociais, o que é fanatismo puro e simples?!

Certa esquerda ao tentar explicar que até pode haver razões e tal para o fanatismo tresloucado, coloca-se inevitavelmente numa discussão que, logo à partida, é desculpabilizante de comportamentos fascisantes?!

Mas isto é esquerda?!!

Omar Khayyam disse...

Um sábio da velha arábia, porque existe uma nova, disse em tempos isto: "É muito o passado que espero para o meu futuro".
Os punks, nos idos de 70, diziam: "No future".
A rapaziada dos archotes nas embaixadas da Dinamarca dizem agora isto: "Não me interessa o passado, tão pouco o futuro e espero que ninguém me tente explicar o presente".
E eu acho muito bem! Porque encontrar exlicações para o que se está a passar é tarefa para ociosos, crentes e patetas. Aquela gente não presta, mas existe, e se existe, pois que exista, mas que exista longe, muito longe... e cada vez mais longe. E se, mesmo ignorados, tentarem fazer-se ouvir, pois que se deixe os tampões para os ouvidos de lado e se passe a única solução possível. Que se retirem as partes onde estes dois mundos ainda encaixam, as poucas que restam, que aquela malta que não presta fique a ladrar sozinha, porque eu, pelo menos, não tenho dúvidas nenhumas. prefiro os dinamarqueses. E posto isto, que se acabe com a discussão redundante e que se coloque de novo a caravana em andamento. Depois se verá.

Anónimo disse...

Enquanto as nossas cabeças pensarem entre "esquerda" e "direita" nunca veremos a face brilhante do profeta.

Mª Lurdes Delgado disse...

Talvez seja o momento de deixarmos de coçar as "nossas interessantes conscências".

EUROLIBERAL disse...

As façanhas da "civilização superior" no Iraque:

100.000 mortos na auto-estrada da morte em 1991, dois dias depos do cessar-fogo.

Uma divisão iraquiana inteira enterrada viva pelos tanques americanos que passaram por cima das entradas dos seus abrigos no deserto em 1991

500.000 crianças iraquianas (numeros da UNICEF) mortas (91-2003) pelo urânio empobrecido e pelo embargo dos terroristas cruzados

150.000 civis iraquianos mortos no shock and awe de 2003/6, incluindo a população de Fallujah, Qaim e Tal Afar, exterminadas com fórforo branco...

30.000 presos e torturados barbaramente pelos nazi-bushistas e seus caniches em Abu Graib, Guantanamo, Bagram e todas as prisões secretas do Gulague Buhista através do mundo...

E não falemos já da Palestina, do Vietname, de Dresden, Hiroxima e Nagasáqui...

Depois disto, QUEM PODERÁ NEGAR QUE O DEMOCRATA E DEFENSOR DOS DIREITOS DO HOMEM VPV TEM RAZÃO EM CONSIDERAR A CIVILIZAÇÃO DA COCACOLÂNDIA SUPERIOR À ISLÂMICA ?

De facto os muçulmanos não têm, nem de longe, tal curriculo...

Armando G. Pereira disse...

De facto, estranhei que as caricaturas tivessem sido publicadas em Setembro e só agora viesse o alarido.
Hoje o Público escreve que Abu Laban, um imã radical radicado (!) na Dinamarca fez os possíveis para atear o rastilho: arrastou uma delegação de muçulmanos dinamarqueses para países muçulmanos com o objectivo de criar uma onda de apoio à indignação. Ele próprio e os membros da sua delegação foram a vários países islâmicos contar o sucedido e pedir solidariedade.

Isto faz-me pensar que VPV terá razão. Este crise não é espontânea: é fabricada pelos radicais. Estes conseguiram o que queriam: pedidos reverenciais de desculpas dos governantes. Algum governante pediu desculpas a alguém porque um artista americano fez o "Piss Christ"?

É patético!

Jose Sarney disse...

"E não falemos já da Palestina, do Vietname, de Dresden, Hiroxima e Nagasáqui..."

E da Normandia!!! E da Sicília !!!
E da Bósnia-Herzegovina!!!

Avé César!

paulof disse...

Usando então a mesma linha de argumentação, tem que se ir atrás e perguntar: como foi possível que um austríaco paneleiro ( ops,perdão, fugiu-me o teclado da palavra sinónima gay) obtivesse num mês a nacionalidade alemã e o que é mais, muito mais, tivesse conseguido "dar a volta" ao povo alemão?

Creio precisamente que a culpa dessa situação e desta agora dos cartoons está naquilo que o austríaco panasca escreveu, reconheço que nesta parte de análise bem e concordo ( lá parvo não era como se pode atestar com o seu livro Mein Kampf) , em dado momento no Mein Kampf ("... geme o F. Algemeiner Zeitung...") , ou seja o problema está nos gemidos dos Media ( que aliás o impuseram e elegeram a ele , graças a Goobels!): vivemos numa era mediática cujos gemidos e bramidos criam, exageram, ou abafam problemas e guerras!

Karl Popper bem avisou que os media ( e a televisão) em particular podem ser os maiores inimigos da democracia...

joana disse...

Na minha opinião (e tenho apenas 20 anos), toda esta polémica criada em torno de meros cartoons não passam de pretextos descabidos, ideias estúpidas às quais os «líderes» espirituais se agarraram para fomentar um conflito «real», que há 50 anos se encontra em banho-maria.
Devemos culpar os jovens irracionais que destroem embaixadas, instigados pela adernalina do momento e pelo anomnimato que a mob lhes proporciona? Ou serão todos aqueles que, enquanto diziam defender a «verdadeira» fé, alteravam as palavras do seu Profeta, segunado os seus próprios interesses?
O debate é essencial, mas o tempo das palavras foi-se esgotando e o rastilho de pólvora (como mostrava o capacete no cartoon) foi aceso pela mísera das chamas.
Cumprimentos.

cris disse...

Sempre considerei desde o inicio este assunto uma armadilha. Por isso o problema principal nao é a liberdade de expressao. Nao é um assunto que possa ser assim simplificado

rb disse...

Para mim este assunto é demasiado complexo para posts.

Anónimo disse...

Dear Vasco,

Glad you joining CCS! As regards yr post I'll say: "RIGHT IN THE BULL'S EYE".
See you soon!
Frank.

maria disse...

é uma armadinha...os cartoons fora um simples e fácil pretexto para expandir a ira daquelas pessoas que nem viram, nem sabem o que é...foi um acto de terrorismo ...é de facto complexo. O novo e inédito estado de ódio.

Sílvia disse...

Pois é, caro euroliberal,tem muita razão.Na verdade, contra factos não há argumentos. Mas descanse... porque todo o César tem o seu Waterloo.

Anónimo disse...

Frank: Are you a CIA agent or just a Mossad one ? What ? Just a fucking bushist ? 4Q

Anónimo disse...

4Q: RIGHT IN FRANK'S EYE", ass's eye, of course...

Anónimo disse...

Mentiras e falsidades na comunicação social Portuguesa:

Jyllands-Posten:

Ex mandatário da candidatura de Mário Soares á RTP-
"Jornal regional"

Marcelo Rebelo de Sousa RTP -
"pequeno jornal de extrema direita"

VPV
"obscuro jornal da Dinamarca"


O obscuro jornal + regional + de extrema direita dinamarquês tem entre 400000-700000 leitores e uma tiragem de mais de 200000 exemplares num País com pouco mais de metade da nossa população. Comparamos com os nossos?

lucklucky

AM disse...

Publiquei no SEDE:
http://forumsede.blogspot.com/

"Pornoliberdade de expressão

Quem percorrer a cidade do Porto (como, decerto, tantas outras) verificará que, na generalidade das lojas que se dedicam ao comércio de jornais e revistas, se encontram expostos em escaparates ou montras, à vista de todos, os mais diversos exemplares de jornais e revistas habitualmente classificados de “pornográficos” ou "eróticos" nas versões “hard” ou “soft”.

Pessoalmente, acho essa exposição de extremo mau gosto e considero-a até ofensiva, nem precisando de citar situações específicas em que a localização dos estabelecimentos ou bancas poderia acrescentar mais algumas considerações ao simples “mau gosto”.

É claro que os comerciantes além do DIREITO, tem a LIBERDADE de expor o seu produto, e se aquilo se publica é porque se vende, por isso tem que haver quem venda...

(Gostaria aqui de deixar bem claro que estou longe, mas bem longe, de ser um qualquer tipo de moralista (verdadeiro ou falso) e que muito teria a confessar se fosse adepto de alguma religião que se dedicasse a tais práticas, não, não é disso que se trata, trata-se apenas de GOSTO, obviamente relativo, se bem que admita que, para outros, a questão até possa ser mais grave.)

Mas, repito, os comerciantes tem a LIBERDADE de proceder desta forma e não serei eu que os irei tentar, pela palavra, demover dessa prática, até porque há certas coisas que ou se é capaz de ver, sem ajuda, ou então não há ajuda que valha.

Agora tenho que reconhecer que me desgosta viver numa sociedade em que haja quem se sinta bem a ganhar a vida a publicar “daquilo”, em que haja comerciantes que não se importam de colaborar com esse comércio para ganhar mais uns tostõezitos e que não exista uma “pressão do mercado” que leve a que os comerciantes entendam que seria mais vantajoso, para a sua actividade global, demonstrar outro grau de respeito pelos seus clientes.

Será que isto significa que eu sou defensor da censura?

Ou será que entendo que a liberdade de expressão não é um dos valores fundamentais da nossa sociedade?

António Moreira"

fidel disse...

com mil raios o camarada euroliberal também anda por aqui ?
será que ninguém lhe arranja um trabalho ?

Anónimo disse...

Vasco Pulido Valente não conhece a rua árabe.
Quando é que lá esteve ? Fala árabe ? Lê a imprensa egipcia ou marroquina ?
Especula sobre culturas que lhe são absolutamente estranhas.
O mundo não é a CNN, a RTP1 e a TVI.

Um pouco mais de conhecimento in loco só lhe faria bem.

Anónimo disse...

loco já ele é.

Anónimo disse...

Muito bem!

sniper disse...

Há uma enorme diferença entre os americanos e os europeus para muitas coisas, principalmente para com os árabes. Os americanos dizem aquilo que querem, e têm um plano. Não mandam dizer e fazer por outros. Os europeus não sabem aquilo que querem, não têm um plano, e pensam que a política se faz com cedências e com a compra de uma paz podre. Estes incidentes vêm provar até medúla quanto volátil éa situição neste momento.

SATANUCHO disse...

a quantidade de cobardes que critica anonimamente neste site é impressionante....

Anónimo disse...

" com mil raios o camarada euroliberal também anda por aqui ?
será que ninguém lhe arranja um trabalho ?"

Ainda não descobriu que é ESTE o trabalho dele?

Éme disse...

Bem, isto assim não dá.
São muitas pérolas e poucos porcos.
Ou vocês baixam o ritmo de produção ou este blogue ainda vai à falência por falta de pedalada dos antagonistas, que são obrigados a ler, estudar e regurgitar o fel que lhes corrói as entranhas.

Anónimo disse...

How Muslim Clerics
Stirred Arab World
Against Denmark
Newspaper Cartoons Unite
Religious, Secular Forces;
Dossier Fans the Flames
By ANDREW HIGGINS
Staff Reporter of THE WALL STREET JOURNAL
February 7, 2006; Page A1
COPENHAGEN – When Flemming Rose, the cultural editor at Denmark's leading newspaper, published cartoons of the prophet Muhammad late last September, he got an angry telephone call from a local Muslim news vendor who said he had removed the paper from his shelves in protest.


The complaint didn't cause much alarm. "We get calls every day from people complaining about something," recalls Mr. Rose. Anger over the cartoons, he figured, would flare out in "two or three days."

Today, the 47-year-old editor has a security-service escort when he appears in public. He has received death threats and gets insulted by strangers on the street. His newspaper, Jyllands-Posten, evacuated its offices twice last week after anonymous bomb threats.

Across the Muslim world, Denmark, a nation of just 5.4 million, has been hit by a tsunami of rage. Protesters rally daily from Iraq to Indonesia. Mobs over the weekend stormed its diplomatic missions in Syria and Lebanon. Demonstrators yesterday attacked its embassy in Iran, and security forces in Afghanistan opened fire on demonstrators, killing at least four. A boycott of Danish products has hammered some of Denmark's biggest companies.

"The reaction is totally surrealistic," says Mr. Rose, whose wife has started reading the Quran to try to understand what has happened. Mr. Rose himself has consulted with experts on Islam and now says he regrets that he "didn't know more beforehand" about Islamic taboos on depictions of the prophet.

The cartoon uproar has fed on wider racial and economic tension in Europe between Muslim immigrants and native citizens. Also at play is America's policy of promoting democracy, which has helped unleash a struggle within the Arab world between largely secular regimes and increasingly powerful Islamist groups.


In this volatile environment, a group of Danish Islamic clerics angered by the cartoons succeeded in enlisting help from Egypt's secular government, which has been struggling to contain a potent Islamist opposition. Secular forces in the Arab world, eager to burnish their image as defenders of Islam, provided an important initial impetus for the protests, but now are scrambling to control the fury.

From his office at the Islamic Faith Society in Copenhagen, Ahmed Abu-Laban, a fundamentalist Palestinian cleric, has been at the forefront of a campaign to force an apology from the paper. "This was the last drop in a cup of resentment, disappointment and exploitation," he says.

Jyllands-Posten, a center-right newspaper, first waded into these treacherous waters last fall. Mr. Rose, alarmed by what he considered a rise in self-censorship relating to Islamic issues, invited Danish cartoonists to "draw Muhammad the way that they see him." Twelve submitted drawings.

One mocked a far-right Danish leader, putting her in a police line-up with a turban, and another ridiculed Mr. Rose and his newspaper, labeling it a "reactionary provocateur." Others, though, poked fun at Islam. One depicted Muhammad in a turban shaped like a bomb. Another showed a turbaned figure in heaven telling ascending suicide bombers to stop because "we've run out of virgins," a reference to a reward said to await Islamic martyrs.

The cartoons were published Sept. 30, which Mr. Rose and his colleagues were unaware coincided with the start of the Muslim holy month of Ramadan. Soon after the angry newspaper vendor called, a second-generation immigrant phoned the paper to make threats against the cartoonists. The caller, who was quickly found by police, turned out to be mentally ill.

After a few days, Mr. Rose thought the worst was over. Then clerics in Copenhagen and elsewhere used their sermons to denounce the paper. Ambassadors from Egypt, Saudi Arabia and nine other Islamic countries requested a meeting with Denmark's center-right prime minister, Anders Fogh Rasmussen. Mr. Rasmussen declined, saying the state had no right to interfere with the country's free press. Angry local Muslim leaders organized protest rallies, demanding an apology. The paper refused.

In Aarhus, Denmark's second-largest city, a radical cleric gave an interview denouncing Mr. Rose and reminding him of "what happened" to Theo Van Gogh, a Dutch filmmaker murdered in 2004 by a Dutchman of Moroccan descent. Mr. Rose got a security briefing from police and had his telephone number and address de-listed.

Under pressure from young radicals for results, Mr. Abu-Laban, the Copenhagen cleric at the forefront of the campaign, and several others formed the "European Committee for Honoring the Prophet," an umbrella group that now claims to represent 27 organizations across a wide spectrum of the Islamic community. (Moderate Muslims dispute this and say the group has been hijacked by radicals.)

Frustrated by the Danish government's response, the committee decided after a series of meetings in October and November that "our only option was take our case outside Denmark," Mr. Abu-Laban says. There was growing interest from Muslim ambassadors in Copenhagen and their home governments, including Egypt.

Mr. Abu-Laban, who grew up in Egypt and was arrested there in the early 1980s after being expelled from the United Arab Emirates for his preaching, took charge of writing statements for the group and communicating with Muslim ambassadors. He denies holding extremist views, but acknowledges hosting visits to Denmark by Omar Abdel Rahman, before his arrest in New York, where the blind sheik now is serving a life sentence in connection with the 1993 World Trade Center bombing.

Mr. Abu-Laban began working closely with Cairo's embassy in Copenhagen, holding several meetings with Egypt's ambassador to Denmark, Mona Omar Attia. "Egypt's embassy played a fundamental role," he says. Egypt and other Arab regimes saw the furor as a good opportunity "to counteract pressure from the West" and "to show people they are good Muslims," he says.

Ms. Attia, the ambassador, says she wasn't motivated by political concerns but by personal outrage. "I was very angry. I was very upset," she says, describing the cartoons as an unacceptable insult to all Muslims. She acknowledges meeting with the Danish clerics several times but denies coordinating strategy with them.


Keen to "globalize" the crisis to pressure the Danish government, Mr. Abu-Laban and his colleagues decided to send delegations to the Middle East. They prepared a dossier to distribute during the travels. The document, which exceeded 30 pages, featured copies of the published cartoons and Arabic media reports about the controversy. It also contained a group of highly offensive pictures that had never been published by the newspaper, including a photograph of a man dressed as a pig, with the caption: "this is the real picture of Muhammad."

Ahmed Akarri, a 28-year-old Islamist activist involved in the committee, says the photographs had been sent to Danish Muslims anonymously and were included as examples of Denmark's anti-Muslim sentiment. He denies any attempt to mislead the Arab public about what had been published in Jyllands-Posten. Mr. Rose, the editor, describes it as a clear attempt at "disinformation."

The first delegation left for Cairo in early December. As that nation was about to hold the final round of the first democratic election in modern Egyptian history, the government was battling accusations from some quarters of insufficient piety. Ms. Attia, the ambassador, denies that authorities tried to manipulate the cartoon issue as an electoral ploy.

One member of the Danish delegation, Ahmed Harby, an Egyptian who runs a cleaning business in Copenhagen, says the trip wasn't designed to stir hatred against Denmark. It was intended, he says, to appease hotheads in Copenhagen and elsewhere who might take violent action if Jyllands-Posten wasn't forced to apologize. He says he didn't realize the dossier contained pictures the newspaper had never published.

The delegation met with a special assistant to the foreign minister, with the head of al-Azhar, the Muslim world's oldest university, and with the Egyptian head of the Arab League, Amr Moussa. During a meeting with Cairo's senior Muslim cleric, Mr. Harby says, a fatwa, or religious opinion, was drafted calling for a boycott of Danish goods. The order was never formally released, he says.

Later in December, a second delegation traveled to Lebanon to meet with religious leaders and appeared on television. Mr. Akarri, the Copenhagen activist, later traveled alone to Syria to deliver the dossier to Syria's senior Sunni cleric.

Back in Denmark, the pressure on Mr. Rose mounted. He was warned that a security-service informant had reported that some Muslim radicals were spreading word that killing him was halal, meaning sanctioned by Islam. "It was the only time I felt cold running down my spine," he says.

Denmark's government began to reach out to Muslim ambassadors and others it had earlier rebuffed. In a New Year's speech, the prime minister retreated slightly from previously strong support for Jyllands-Posten. Egypt promptly claimed credit for the modest shift and suggested in a foreign ministry statement it was ready to drop the matter.

Protests elsewhere were intensifying, fanned by both Islamists and secular forces eager to prove their Islamic credentials. In Jordan, a pro-Western monarchy, Parliament condemned the cartoons as "racist and evil." Tunisia and Libya, where police regularly arrest Islamist activists and block protests, also denounced them.

Late last month, influential clerics in Saudi Arabia and elsewhere called for a boycott of Danish goods. Arab consumers began to shun Danish products en masse.

"Our business in the whole Middle East is at a total standstill," says Finn Hansen, head of international operations for Arla Foods, a big Danish dairy company. The chairman of Dansk Industri, a trade organization for Danish businesses, issued an open letter calling on the newspaper to explain its position, and appeared in a television debate with Mr. Rose.

Last week, Jyllands-Posten apologized for causing offense, and Mr. Rose appeared on al-Jazeera and other Arab television stations in an effort to persuade viewers that the newspaper never intended to insult Islam. Its intent, he said, was to join a domestic Danish debate about free speech.

Protests escalated. Returning late one night to his Copenhagen apartment, Mr. Rose slumped in a leather sofa with his wife to watch the news. It showed protesters waving signs that read "Behead Those Who Insult Islam." "This whole thing is crazy, totally crazy," he groans. "I had no idea anything like this would happen."

Write to Andrew Higgins at andrew.higgins@wsj.com

Pedro disse...

Embora a minha opinião seja mais "musculada", tem em mim um subscritor.

Armando disse...

Concordo. Devagar, devagarinho, lá irá a civilização ocidental, andar de véu e cara tapada. Dizem que está escrito!

文章 disse...

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