quinta-feira, fevereiro 09, 2006

ENQUANTO ISSO (I)

O Presidente da República empreendeu uma visita clandestina a Nelas, onde se escondeu durante trinta breves minutos, antes de zarpar em sossego para Penalva do Castelo. Para evitar Canas de Senhorim e a sua já antiga histeria, o dr. Sampaio decidiu portar-se à altura de um foragido: reduziu a “visita” ao mínimo, elaborou um programa “secreto”, com direito a alterações “secretas” e só não usou um disfarce porque conseguiu passar mais ou menos desapercebido. Belo exemplo! Bela forma de representar o Estado!
ccs

33 comentários:

/me disse...

CCS, concordando ou discordando de ti (geralmente concordo), cada vez gosto mais de te ler. Parabéns.

FT disse...

A culpa não é do senhor Presidente mas do Estado que não melhora a sua representação.

JAJ disse...

Estando no meio do Atlântico na ilha do Pico, é com muito prazer que posso reler diariamente dois dos escribas a que estava habituado aquando da minha estada em Coimbra. Espero que continuem mordazes e sagazes como sempre, e de que este blog é exemplo. Fico a aguardar daqui a algum tempo pelo livro do blog.

Anónimo disse...

Ou seja, o Sr. presidente da república é-o de todo o Portugal excepto do concelho de Nelas, e, em em particular, de uma das suas freguesias, onde o estado, do qual o PR é o mais alto representante, não exerce a sua autoridade.

Jose Sarney disse...

É normal, depois de 10 anos de ABSOLUTO adormecimento, porquê que o Senhor se havia de incomodar!

crack disse...

Aplaudo o texto, mas maravilho-me com a surpresa e a indignação em gente tão informada e com tanto mundo. Afinal, ao fim de dez anos a caricata personagem, que se vem intitulando presidente de todos os portugueses, já deixou evidente que não passa de um roberto de 50ª categoria, nesta barraca de feira que é a nossa cena política.

Cavalo Marinho disse...

Meus amigos, não devemos dar demasiada importância ao assunto.
Afinal, Canas é quase só uma rua com casas dos lados.

Mª Lurdes Delgado disse...

Andamos nós há mais de um semana a debater os islâmicos, esquecendo-nos que temos, lá para o meio da Pátria, uma aldeia? vila? freguesia? {escolham} ululante, que se arrepela e atira para o meio das estradas, aos gritos "Isto é pior que Timor!!!", cada vez que vê uma câmara de televisão. Claro que as donas das câmaras salivam e, volta meia volta, fazem-nos o obséquio de nos atirar com um directo, que faz as delícias dos espectadores instruídos e exigentes, que à falta de pontes a cair de mês a mês com autocarros cheios de gente-"Eu vim de Setúbal, com a família, para ver tirar os mortos!", nos mostram o genocídio, os crimes contra a Humanidade, que o Estado português, à sorrelfa, pratica contra aqueles pobres inocentes indefesos.
Das duas uma: ou a Constança queria mais um directo palpitante {realmente isto está mortiço, desde que nos tiraram o Pedro}, ou então tinha que vir a tropa que temos no Afeganistão para salvar a integridade física, e arriscaria mesmo, mental do PR.
Claro, que podemos tornar a mandar o António Monteiro para a ONU e ele talvez consiga o envio de uns capacetes azuis. Canas de Senhorim não é menos que Timor!

vasco godinho disse...

É muito bem observado, CCS.

Também achei a coisa um bocado pateta e clandestina...

Mas por outro lado, também encontro razões (que compreendo inteiramente) para que tenha sido assim.

Digo que compreendo inteiramente, porque o nosso Presidente falou do trabalho em curso por parte do Governo em diminuir, e não aumentar (!), o número de instâncias do poder local.

Esta questão, se me permite, merece uma discussão muito séria, mas infelizmente os meios de comunicação, e os blogues (que pretendem ser uma voz activa da nossa situação), parecem mais interessados em opinar sobre bonecos e desenhos que não têm nada a ver directamente connosco, do que outras questões muito mais essenciais que devemos resolver para progredir definitivamente. Sempre tivémos por cá este hábito de olhar mais para fora do que para dentro, e gastar a nossa inteligência (quer dizer, tempo) com aquilo que não é da nossa directa responsabilidade.

Para mim, é muito mais essencial repensarmos os formatos do poder no nosso País (o nosso desenvolvimento) e gastar todas as energias com isso.

Em Lisboa (no centro de decisão, onde nasci e vivi muito tempo antes de ter optado por uma vida diferente, no interior) não se tem bem a noção da realidade estranha que se vive todos os dias em qualquer concelho do norte interior, que tenho conhecido bem e, creio, de forma despreconceituosa e imparcial.

A questão fulcral do nosso desenvolvimento é que em cada um dos nossos concelhos se vive um clima de recusa face ao poder central, intriga, patifaria e corrupção por parte de pessoas ávidas de poder e facilidades (que até apreciam a distância). E se me permitem uma leitura após 8 anos de experiência de vida num desses concelhos do interior do País, acho que geograficamente, culturalmente, turisticamente, etc, etc, o trabalho do governo deve ser em reduzir o número de concelhos, e criar objectivos centralizados de desenvolvimento, que harmonizem as apostas de cada região.

Pelo menos, em termos de áreas culturais e "de paisagem", não faz sentido nenhum que exista uma multiplicidade de instituições que se repetem (com custos imagináveis do orçamento de estado) e que se avistam janela-a-janela. Num País tão pequeno como o nosso, não faz sentido ter uma Câmara para cada 30 km. Nós temos uma herança feudal perfeitamente entrópica face aos desafios actuais.

Parece impossível, mas eu trabalho numa área de influência que abrange 3 ou 4 concelhos na MESMA região cultural, e verifico que as pessoas se detestam e criam universos perfeitamente idiotas de conhecimento, investimento, cultura, etc, em cada freguesia. Como se fossem difentes! É perfeitamente absurda a forma como as pessoas vivem a sua terriola no esquema parolo do "Para lá do Marão, mandam os que lá estão." (Desculpa, Miguel Torga)

Eu creio sinceramente que é necessário criar regiões económicas, culturais (turísticas, inclusivamente) e politicamente maiores, que não dependam das espertezas e das simpatias locais. Num povo como o nosso, com os hábitos consabidos, a regionalização pode revelar-se um factor de entropia (i.e. caciquismo) verdadeiramente atrofiante da criatividade de cada pessoa em cada terra.

Para dizer o que penso numa palavra mais forte: as nossas câmaras estão nas mãos de labregos incultos cujo único interesse é a promoção familiar. Não se pense que esta é apenas mais uma das muitas opiniões estapafúrdias que caem nos blogues. O que estou a dizer é a realidade.

Se me permite, gostava que o seu blogue, tantas vezes visto e lido, e perfilhado por duas pessoas com tanta visibilidade nos meios de comunicação, tratasse mais vezes as nossas questões de fundo, e não tanto as peripécias das coisas em que desperdiçamos tanto tanto tempo.

Obrigado.

sniper disse...

Minha cara Maria de Lurdes,

Para quem confessou que era uma principiante nestas "lides blogueiras", acho que já sublimou. Estou espantado! Já pensou em ter um blog? Dê-lhe um nome italiano para variar...

PAI MOURO disse...

CCS,

Que sabe vc de Canas de Senhorim ou da sua história ? Sabe o que é ser 600 anos concelho/senhorio e perder esse estatuto ? Sabe o que é viver lado a lado com uma vila (Nelas) de igual tamanho a canas mas que absorve 90% do orçamento municipal em rotundas enquanto em Canas o esgoto corre rua abaixo ?

Não sabem pois não....

Canas é mais que uma rua. Anres de a criticarem visitem-na....

Jojo disse...

Só 30 minutos?
Então não teve tempo para condecorar muitos...

Anónimo disse...

Para que se saiba Canas de Senhorim pertenceu em tempos idos ao concelho de Senhorim cuja sede era na Vila de Senhorim e que dista 10Kms de Canas. Nelas, nessa altura era apenas um pequeno povoado. O seu crescimento deve-se ao facto de se situar no cruzamento de duas importantes vias : uma que ligava Viseu aos Montes Herminios (Serra da Estrela) e a outra era a estrada entre Coimbra e Azurara (hoje Mangualde. O concelho de Nelas formou-se pela união de dois concelhos existentes à época : Senhorim e Vilar Seco .

Anónimo disse...

Porque é que não recortam Canas do mapa e a levam para o Reino de Espanha?

Anónimo disse...

O concelho é, nas palavras de José Hermano Saraiva, o que mais se desenvolveu nos ultimos anos no interior de Portugal. Há vinte anos Canas era uma grande zona industrial com duas grandes empresas : Companhia Portugesa de Fornos Eléctricos e ENU - Minas da Urgeiriça, que empregavam largas centenas de operários. Estas empresas fecharam portas entretanto e o que era uma vila próspera e dinâmica tornou-se na aldeia pobre e deprimida de hoje. É com saudade da prosperidade ida e por bairrismo contra a sede do concelho, que entretanto se desenvolveu, que surge o movimento pelo concelho de Canas de Senhorim.

psac74 disse...

Minha cara senhora,

Concordo com o veto de Jorge Sampaio nos tempos idos de Durão Barroso (aliás, se nem tivessem existido, não se tinha perdido nada!), mas não entendo a sua vontade de visitar Canas. O cenário final só poderia ser este...

Mª Lurdes Delgado disse...

Caro anonymous das 11:35,
Que susto! Se você não tem citado as duas grandes empresas, pensaria que estava a descrever o Porto do Rui Rio. E nada de respostas bacocas {isto é a censura em pleno, eu aprendo depressa}. O homem gastou tanta energia e tantos neurónios a pôr o Pinto da Costa na ordem, fazendo a felicidade de 6 milhões de vermelhos {aqui não se diz encarnado} e de mais 3 milhões, na douta certeza do dr. Roquette expressa há uns anos, que não lhe sobraram forças nem cabeça, para governar o burgo

Mª Lurdes Delgado disse...

Caro Sniper,
Você só pode estar a gozar. Mas eu perdoo-lhe a reinação e, apesar dela, obrigada.
PS. Sigo-o com interesse, porque leio tudo, mas mesmo tudo, para formar opinião sobre quem não conheço.

Mª Lurdes Delgado disse...

Caro psac74,
O Jorge Sampaio não foi a Canas, foi a Nelas, que é aquela vila com que Canas tem um pequeno diferendo. Se você tivesse tido a fineza de me ler, um pouco mais acima, teria percebido a cena. Eu sou sempre mais explicativa que a sua cara senhora.

dTb disse...

Realmente começo a ter a certeza de uma duvida que eu tinha... se o melhor Presidente da República é Sampaio então o que será o pior?

Saloio disse...

Sampaio no seu melhor, faceta cobarde.

Também eu não compreendo porque é que decidiu lá ir...tudo não passou de uma arrogante provocação

sniper disse...

Cara Maria de Lurdes,

Óbviamente que não estou a gozar. É genuíno. Força; estou a gostar.

psac74 disse...

Mª Lurdes Delgado,

Por acaso até resido em Viseu e conheço bem a zona... Não me diga que não é uma afronta para os de Canas a visita a Nelas!
Sei muito bem o que se passa entre as referidas localidades, se calhar até mais que a senhora. Se é verdade que não faz sentido dividir ainda mais o país (neste caso particular, seria uma aberração), também é verdade que Nelas não se tem portado muito bem com Canas (vota-a completamente ao desprezo)!

Olhe, que se entendam!

antónio disse...

Vá lá, não sejam maus, o homem quer acabar o mandato com dignidade, e tinha aquela Canas atravessada. Vai daí, encheu-se de coragem e foi ao local do "crime". Piegas como é, tem a lágrima fácil e deu por encerrada a sua actuação com este gesto (e esta gesta) de bravura.
Encomendou a festa, deitou os foguetes, só não apanhou as Canas. Quem não quer "arruadas" (que poético termo) não se mete Nelas...

Antonio disse...

faz ele muito bem. A causa de Canas de Senhorim não interessa ao menino Jesus.

Anónimo disse...

Cara Mª de Lurdes, você com essa defesa sampaista ainda se arrisca a que o homem lhe enfie um colar ao pescoço... E então agora que as comendas estão em saldo!

Anónimo disse...

Caro Vasco Godinho:
Você pôs o dedo na ferida; com este poder local não vamos longe. Para mim, que conheci a realidade africana, as competências de um presidente de câmara ( não estou a falar só das atribuídas, mas às de facto) mais se assemelham às de um soba do que às de um responsável de um poder local europeu. E uma das coisas que contribuem para isto é o facto de não haver recurso hierárquico das suas decisões e os tribunais administrativos não funcionarem em tempo útil, pelo que as suas decisões são factos consumados. Eu vivo num pequeno concelho do Sul em que a Câmara tem três vereadores a tempo inteiro (todos os da cor eleitos) mais de 70 viaturas, entre elas o inevitável BMW do presidente que ao que parece, tem como objectivo mais visível que todos os munícipes venham a ser funcionários municipais.
Naturalmente que também as unidades administrativas têm que ganhar dimensão para que se possa pôr alguma racionalidade na gestão desses espaços. A regionalização é um disparate que afasta a hipótese de gestão integrada, a que o ainda PR não se esqueceu de dar, agora, um último impulso. E já vamos em mais de 50% em gastos administrativos. A luta de Canas não vai pelo desmembramento, mas pela dignificação dos seus habitantes face ao abandono a que têm sido votados. O contrário é iludir a questão.
Junto o meu apêlo ao seu, para que vpv e ccs olhem com algum cuidado para este aspecto do nosso desgoverno. Pedro Lince

Mº Lurdes Delgado disse...

Caro Zé,
Se estão em saldo, declino.
Cordialmente.

PS. Olhe que não era para ser levada muito a sério. Mas, numa coisa tem razão, a brincar, a brincar...

ibotter disse...

Um minuto de silêncio "indignado"
"Foi o coveiro dos nossos sonhos!" A frase exibida ontem num cartaz em Canas de Senhorim exprime bem o sentimento dos habitantes locais , que se concentraram em sinal de protesto pela visita do PR. Enquanto o chefe de estado visitava uma empresa em Nelas, os sinos da povoação , que há mais de 30 anos luta pela elevação a concelho, tocavam a rebate e os contestatários cumpriam 1 minuto de silêncio, em sinal de luto, em frente à Junta de freguesia , onde foram colocadas bandeiras a meia haste e penduradas várias faixas negras na fachada . Apesar da "vontade da população de se manifestar" em Nelas, o MRCCS"convenceu" as pessoas a não aceitar a "provocação"do PR, até porque o programa oficial da visita àquele município não foi previamente divulgado. Segundo o líder do MRCCS, Luís Pinheiro, com este protesto silencioso, Canas de Senhorim deu uma lição de humildade e civismo" ao país."Sentimo-nos humilhados com esta visita, mas tomámos a atitude mais sensata, porque , se fôssemos lá, iria haver "uma explosão verbal do povo", sublinhou, acrescentando que isso poderia prejudicar a própria luta da freguesia. Pinheiro considerou que a passagem-relâmpago cerca de 45 minutos- pelo concelho, utilizando estradas secundárias , foi "uma trapalhada" que humilhou não só Canas mas também a vila de Nelas" e que "reflete o comprometimento" do PR com a freguesia.
Maria Albuquerque in Público 10 Fev
http://municipiocds.blogspot.com/

amef disse...

Da leitura de alguns comments acima colocados ressalta, nitidamente, o desconhecimento que muito boa gente tem da realidade de Canas de Senhorim.
Para tal, muito tem contribuído a nossa CS que, pura e simplesmente, só dá à estampa aquilo que - eventualmente - lhe pode gerar algum interesse económico/financeiro. As grandes verdades ficam sempre no tinteiro!
E as nossas verdades são a discriminação a que temos sido vetados pela C.M.Nelas, a diferença de tratamento das nossas Associações por aquela autarquia, o desvio de investidores para a sede do concelho, o mau estado das nossas infraestruturas, a falta de água nas nossas torneiras (enquanto em Nelas se regam os jardins públicos e privados...), o ser olhado de lado, etc, etc.
Muita gente desconhecerá que Canas de Senhorim apresentou o seu primeiro projecto de autonomia autárquica em simultâneo com Amadora e Vizela, "via" CDS, no longínquo ano de 1976! Obviamente que temos perfeita noção das grandes realidades que são aquelas duas importantes Autarquias... e não queremos comparar o nosso caso! Mas, então, também não temos o direito a ser grandes? Com tantas vozes contra nós, está visto que não!
Amo muito a minha terra e gostaria que os nossos filhos tivessem, aqui, perspectivas de futuro! Mas quando um presidente de câmara diz que... "indústrias no meu concelho, ou em Nelas ou fora dele!", parece-me que não há futuro...
Para os que duvidam desta realidade fica o convite: Venham a Canas, dois ou três dias, e verão que sairão daqui com outro pensar!
É que Canas não é só uma rua com casas de cada lado... Tem cá gente com direitos iguais aos de outras terras que têm muitas ruas com casas dos dois lados, e mais altas!
Também pagamos IRS...

_drix_ disse...

«A senhora presidente da câmara (de Nelas) tem uma missão difícil no seu concelho, e foi por mim encorajada a não repetir os erros do seu antecessor. E nas declarações que fez ontem à comunicação social, agiu com inteligência e delicadeza, ao indicar que percebeu o motivo que levou o Presidente da República a fazer o percurso que fez ontem», disse Jorge Sampaio.

É óbvio que este senhor sabia o que se passava em Canas de Senhorim, porém o mandato do representante do PS, foi sempre visto com bons olhos, jogo político ou não, o que é certo é que Canas de Senhorim foi esquecida por todos os governantes, os municipais levavam o dinheiro desta terra, os nacionais fechavam os olhos a este roubo.

A conhecida "histeria" de Canas é fruto do abandono, porque para lá de uma secretária existem pessoas e famílias, existem jovens que têm de abandonar a sua terra, existe um povo que gosta da sua terra... para lá do que se assiste diante de uma televisão existem famílias e pessoas que pagam os seus impostos e que não têm direito a investimento na melhoria das suas condições de vida... talvez a índole desequilibrada seja de quem não sabe o que se passa e continua a tentar fechar os olhos ao que está bem à vista.

Pedro FFM disse...

Eu nasci e vivo em oeiras, no entanto durante um ano vivi em Canas de Senhorim. Garanto-lhes que aquela população sofre bastante e é discriminada todos os dias. Eu sei-o, eu senti-o na pele dia após dia. As barbaridades vão desde a mais falada faltad de investimento à simples, mas grave, recusa de emprestar o autocarro da câmara para visitas de estudos na escola simplesmente por ser a escola de Canas.
Por saber o que se passa eu apoio a criação do concelho de Canas, pois é a única forma de Canas de Senhorim e as freseguias envolventes que faria parte do suposto concelho de canas recuperarem efectivamente o tempo perdido. No entanto, também tenho de ressalvar que apesar de concordar com o concelho discordo com alguns métodos de o tentar obter, principalmente os que envolvem violência.
Também quero frisar que apesar de toda a discriminação, o povo de Canas tem muita iniciativa. Tal é que realiza diversas actividades, como um bom e grande Carnaval plenamente Português, uma feira medieval e até teve uma Canas Parade (um camião com música a percorrer as ruas de Canas). Claro está que com fundos da junta(poucos) e muitas vezes com a contribuição dos cidadãos canenses (que claro está não permite elaborar muito)

Para terminar digo que todos estes comentários que referem que não se devia dar importância à causa de Canas e que é tudo uma palhaçada, são de certeza feitos por pessoas da cidade que não fazem a mínima ideia do que é viver no interior, principalmente numa terra em que nenhum poder (local, ou nacioanl) presta cuidado nenhum.

Neste momento a nova Presidente da CMN quer investir alguma coisa em Canas, vamos ver se são só boas intenções (areia para os olhos) ou se é mesmo para valer.

PS: Canas de Senhorim é bem mais que uma Rua.

Cingab disse...

Caro pedro,
É sempre bom ter visões, de quem, estando fora, conheceu o problema... Você contribui para a nossa sanidade mental