quinta-feira, fevereiro 23, 2006

DESCULPAS DE MAU FREITAS


Diogo Freitas do Amaral veio agora ao Público dizer que não disse o que disse e não escreveu o que escreveu. Tudo o que nós julgávamos que ele tinha dito e escrito foram deturpações da má-fé e citações fora de contexto. Não vale a pena contestar ponto a ponto esta patética tentativa de auto-reabilitação, que abundantemente exibe a mesma obtusidade e a mesma insensatez das reacções do ministro. Todos nós percebemos que Freitas não queira ser corrido. Ele, pelo menos, devia perceber que só se justifica, e ainda por cima neste tom rasteiro e choramingas, quem precisa muito de justificação.
vpv

38 comentários:

rb disse...

Pelo menos ele esclarece a sua posição, enquanto outros se limitam a combatê-la , deturpá-la e descontextualizá-la. É o jornalismo que temos ...

Prima disse...

Diogo Saeed al-Sahaf, I presume?

rb disse...

Ele esclareceu o que, verdadeiramente, disse, não veio dar o dito pelo não dito como aqui se insinua. Fê-lo de forma clara, quer em relação ao ter dito que o Ocidente era o maior agressor, clarificando que falava do modo como os árabes, não o Ocidente, vê este conflito ; e em relação ao campeonato de futebol, que tanta piada arrancou, dizendo que essa era uma das últimas medidas que sugeriu para fomentar a aproximação entre islão e o Ocidente. Por isso, não é por acaso, que VPV se abstém de contraditar estas explicações ...

Anónimo disse...

" quer em relação ao ter dito que o Ocidente era o maior agressor, clarificando que falava do modo como os árabes, não o Ocidente, vê este conflito "

Hehe essa é de antologia!
Inauguraste uma nova fase da língua Portuguesa, a partir de agora quando se acusa alguém não se está verdadeiramente a acusar mas apenas a dizer o que um terceiro pensa...

Brilhante. Talvez os tribunais aceitem essa nova defesa...

lucklucky

Anónimo disse...

Nao sei como ele tem paciencia para vir "esclarecer" o que disse. Bastava o terem escutado. Falou em portugues.

Mas podem voltar a ouvir nos site dos media. Pode ser que assim o entendam.


l.v.

Anónimo disse...

lucklucky , nunca vi tanta mesquinhice e má-fé em relaçao a uma pessoa, como aconteceu com as declaraçoes de Freitas de Amaral!!
Mas serviu para ver como sao os comentadores deste país.

l.v

Anónimo disse...

Nunca gostei do Freitas do Amaral e francamente penso que nunca hei-de gostar, ficaria sim espantada caso ele dissesse algo que me fizesse mudar de opinião.
electra

Guy MP disse...

É isso mesmo, o Dr Freitas sonhou ser o Talleyrand e acabou como Adelaide da facada.

Anónimo disse...

Mesquinhice?! Qual a tua definição de mesquinhice?

Um pouco de História:

http://www.treasurer.gov.au/tsr/content/speeches/2002/007.asp

Low's regular depictions of the Fuhrer caused enormous diplomatic problems for the British Government, but they were to prove remarkably prophetic. Throughout the decade he portrayed the German dictator as a ludicrous, vain, pompous fool with unbridled ambition.

In 1933 the Nazis banned the Evening Standard and all newspapers carrying Low's work because of a cartoon he had drawn depicting Germany's withdrawal from the League of Nations.

In 1936 during the Berlin Olympic Games Low received his first request to tone down his depiction of Hitler in the interests of "good relations between all countries".

In 1937 the British Foreign Secretary Lord Halifax visited Germany and met with the Propaganda Minister Goebbels, who told him that Hitler was very sensitive to criticism in the British press, and he singled out Low for attention.

Lord Halifax contacted the manager of the Evening Standard to see if Low could be toned down. He said:

"You cannot imagine the frenzy that these cartoons cause. As soon as a copy of the Evening Standard arrives, it is pounced on for Low's cartoon, and if it is of Hitler, as it generally is, telephones buzz, tempers rise, fevers mount, and the whole governmental system of Germany is in uproar. It has hardly subsided before the next one arrives. We in England can't understand the violence of the reaction."

His attempt to influence newspaper management was unsuccessful, so the Foreign Secretary then decided to speak with Low directly. At their meeting, this is how David Low described Lord Halifax's explanation.

"Once a week Hitler had my cartoons brought out and laid on his desk in front of him, and he finished always with an explosion. That he was extremely sore; his vanity was badly touched... So the Foreign Secretary asked me to modify my criticism, as I say, in order that a better chance could be had for making friendly relations... The Foreign Secretary explained to me that I was a factor that was going against peace.' `Do I understand you to say that you would find it easier to promote peace if my cartoons did not irritate the Nazi leaders personally?' `Yes,' he replied. `...I said, "Well, I'm sorry." Of course he was the Foreign Secretary what else could I say? So I said, "Very well, I don't want to be responsible for a world war. But, I said "It's my duty as a journalist to report matters faithfully and in my own medium I have to speak the truth. And I think this man is awful. But I'll slow down a bit." So I did."

Meanwhile Hitler within a month invaded Austria. Low felt vindicated and went back to his old ways. Low said:

"...I was good for about three weeks. Then Hitler bounced in and invaded Austria, showing that he had given our Foreign Secretary a run-around

lucklucky

Anónimo disse...

Desculpem faltou-me os (...) no inicio e no fim.

link veio do blog
http://timblair.net/ee/index.php/weblog/toons_cause_frenzy_uproar/


lucklucky

maloud disse...

Há vinte anos {como o tempo passa}não votei nele. Na altura, fancamente, não se me colocou a questão do afecto.

Carlos Medina Ribeiro disse...

Concorde-se ou não com as declarações de F. Amaral, não parece que ele tenha dado o dito por não dito.

Pelo menos, não encontro qualquer contradição entre o que disse na TV e o que hoje se lê no Público.

Francisco Múrias disse...

Peço desculpa por me estar as repetir e provavelmente a cometer algum crime mas vou mesmo repetir-me. (Porque estou-me nas tintas para o Freitas do Amaral)

Tinha lá em casa um livro esquecido e ontem quando cheguei a casa por causa desta coisa do holocausto decidi dar-lhe uma vista de olhos. O livro chama-se «Justiça Nazi» de Richard Lawrence Miller, Editorial Noticias 1997

«Os acusadores do tribunal de Nuremberga compreenderam o espirito das leis. O direito não existe independentemente das pessoas que nele acreditam. Durante uma missa catolica romana os fieis assistem e participam num milagre. Um grupo de ateus poderia reunir-se e imitar os procedimentos, mas a actividade já não teria significado . mesmo que as palavras e a cerimonia fossem duplicados ate ao mais infimo pormenor . Os nazis eram ateus juridicos: não acrditavam no direito. Reproduziram o formalismo externo mas esvaziaram de significado o ritual das leis» pg 6

«Os nazis defenderam que a lei é neutra , uma ferramenta que pode ser utilizada para qualquer fim.Os acusadores de Nuremberga contrapuzeram que o direito não pode existir isolado da sua protecção dos individuos contra os agentes publicos e privados que agem com crueldade. Os reus acusados de crimes contra a humanidade apresentaram com frieza decretos e autorizações em triplicado e ficaram genuinam,ente chocados quando os acusdores se recusaram a aceitar todos esses documentos»pg6/7

«...os assassinios do holocausto mais não foram do que o climax da fase final do processo de destruição. Esse resultado não era incompreensivel . Era provavel a partir do momento em que o povo alemão decidiu que pessoas normais e produtivas deveriam ser excluidas da vida na sociedade normal» pg 7
«O que aconteceu no Terceiro Reich poderia acontecer em qualquer outro paisd inserido nos valores da civilização ocidental. Nãoso poderia acontecer como acontecerá se um pais escolher um grupoo de pessoas vulgares como alvo de exclusão da vida quotidiana»pg 8

«Os lideres que propuseram e os funcionarios que puseram ewm acção as medidas consideravam que estavam a lidar com um «problema» que parecia tornar-se cada vez pior, independentemente do que se fizesse. Os passos que deram tinham um amplo apoiop por parte dos meios de comunicação social e dos cidadãos cumpridores da lei» pg8

«O supremo Tribunal do Reich. como o mais alto tribunal alemão tem de considerar seu dever levar a cabo uma interpretação da lei que tome em consideração as alterações de ideologia e de conceitos legais a que o novo estado deu origem . O tribunal não precisa «de mostrar consideração por jurisprudencia do passado oroginada por outras ideologias e por outros conceitos legais»pg 61/62

«A finalidade das eleições não era os cidadãos fazerem escolhas mas manifestarem o seu apoio às medidas do governo» pg 62

«Um dicionario define «expropriação» como a tomada de propriedade pelo estado acompanhada de uma compensação financeira justa pela perda.No entanto a apreensão das propriedades dos judeus na Alenha nazi não teve uma compensação justa. Embora o processo seja por vezes chamado expropriação na verdade tratava-se de confisco puro e simples» pg 129

«Os direitos de terceiros sobre essas propriedade «consideram-se extintos com o confisco» Por exemplo se um emprestimo fosse garantido por uma hipoteca sobre uma casa confiscada a um judeu as obrigações do judeu não cessavam necessariamente mas o governo não tinha qualquer obrigação de ressarcir o mutuante se sofresse quaisquer perdas depois de o emprestimo ter perdido a garantia»pg135

«Mais tarde as autoridades anunciaram a criação de um Gabinete do Reich para combater o uso de alcool e do tabaco»pg 207

«Um inquerito descobriu que 90% dos rapazes de Hanover com 14 anos já tinham experimentado fumar cigarros e que 10% eram fumadores habituais. Os nazis agiram como se toda uma geração estivesse ameaçada Depois da entrada em vigor da lei de protecção da juventude em Março de 1940 os jovens com menos de 18 anos já não podiam estar nas ruas depois do escurecer nem frequentar restaurantes teatros e outros locais de diversão depois das 9 horas da noite se não estivessem acompanhados por um adulto. Os jovens com menos de 16 anos já não podiam comprar bebidas alcoolicas e estavam proibidos de fumar em publico»pg 207

«Se os cidadãos podem ser obrigados a ter boa saude, podem ser obrigados a aceitar tratamentos involutariosa para situações que o Estado defende como não saudaveis»pg 207\\\

«Como vimos as vitimas eram pessoas vulgares . Nada as diferenciava do vizinho da porta ao lado . Apesar das identificações pseudocientificas e pseudolegais das vitimas os padrões de identificação eram tao flexiveis que podia incluir qualquer pessoa. Falando com alguem que estudou e refectiu sobre estas questões uma das mensagens basicas que pretendo transmitir aos leitores deste livro é: esqueçam as etiquetas de identificação apostas às vitimas; lembrem-nas como pessoas vulgares» PG 223

«porque as vitimas eram pessoas vulgares em larga medida a forma pela qual eram escolhidas é irrelevanteQualquer pessoa podia ser uma vitima. E esse facto era muito relevante . Significava que o reservatorio das vitimas era um poço sem fundo. Uma vez iniciado o processo aniquilaria inevitavelmente milhões.pg228

Aí reside o segundas mensagem basica que tenho para os leitores destra obra. O resultado do processo de destruição é letal. A aniquilação das vitimas só pode ser evitada pelo abadono do processo de destruição. No inicio , parece tão limitado, cada novo aumento parece tão razoavel. Os perpetradores seduzem-se a si mesmos à medida que se transformam nos estupradores dos outros»pg 228

«Mal vemos os nossos vizinhos do lado , produtivos e vulgares , serem identificados como dissidentes pelo nosso governo , agora sabemos o suficiente para saltarmos em sua defesa antes de serem votados ao... pg 229

«Mas iremos fazer estas coisas ? Ou iremos aceitar que os nossos vizinhos são responsaveis pelo desemprego pela pobreza pelo crime pela doença ou por qualquer outro problema social que ficará entre nos independentemente de quem viva na porta ao lado?»pg229/230

A minha resposta à pergunta do autor é que é mesmo isso... Vamos aceitar que os nossos vizinhos, gente vulgar e trabalhadora sejam presos, levados à miséria, vamos aceitar e aplaudir, porque são medidas razoaveis, moralizadoras e justas.Vamos alegrar-nos com a sua prisão, vamos aplaudir porque nós somos cidadãos cumpridores da lei, nós como diria o S Paulo temos perpucio, nós estamos dentro da lei os outros..., os outros são gentios que não merecem a salvação porque não cumprem a lei. E a lei é sempre justa

Meditem nisto, meditem que as nossas leis já prevem a prisao para quem foge ao fisco (e foge tanta gente...( tanta gente vulgar)) e são esses os culpados do problema do defice; já prevê a prisão para quem anda de carro depois de ter bebido(e anda tanta gente...(tanta gente vulgar)) e são esses os culpados dos acidentes; que todos os possuidores de trespasses foram confiscados,(e foram tantos (tanta gente vulgar); já prevê a prisão para quem faça mediação imobiliaria sem estar devidamente encartado (e são tantos ...tanta gente vulgar);que prevê a prisão para quem tenha à venda produtos fora do prazo (e podem ser tantos... tanta gente vulgar); que e proibido comprar tabaco ou uma cerveja antes dos 16 anos(quantos de nós não bebemos uma cerveja ou um bagaço ou fumamos um cigarrinho antes dos 16? (e fomos tantos, tanta gente vulgar...), que a garantia real que era o direito ao trespasse que muita gente tinha dado aos bancos desapareceu(e foram tantas de tanta gente vulgar...); que prevê que quem tenha cometido em Portugal um crime que não seja crime em Portugal mas seja noutro estado da União Europeia possa ser extraditado e ser condenado no país onde esse acto seja crime(ser condenado por um crime cometido num país onde não é crime...é a a loucura moralista e legalista.
Meditem nisto e depois como diria o nosso amigo Ambrosio façam algo porque por enquanto, esses tantos, (tanta gente vulgar...), ainda são poucos mas por este caminho serão muitos(muita gente vulgar...) porque o «poço das vitimas é inesgotável »

Francisco Múrias

Davide E. Figueiredo disse...

Espero que pessoas corajosas como o senhor VPV, a CCS e o JPP não deixem morrer este assunto das caricaturas para o qual a maior parte da população, muçulmana ou ocidental, se está nas tintas, porque são egoístas e não pensam nas grandes questões civilizacionais que tanto impacto têm no dia a dia de um iraquiano ou de um português desempregado.

Só querem futebol, tanto cá, como lá... tristeza...

Anónimo disse...

e portugal lá vai jogar contra a Arabia Saudita, nao tarda nada. Que barbaridade!
lv

Davide E. Figueiredo disse...

E esse Freitas do Amaral então é o pior deles... Jogos de futebol!? Bárbaro. Simplesmente bárbaro.

Francisco Múrias disse...

falta um não antes de prepucio (nós os que não temos prepucio)
Francisco Múrias

maloud disse...

Carlos Medina Ribeiro,
Eu também não. Mas nós devemos sofrer de iliteracia.

anódoa disse...

Ele também aqui ha tempos nos veio explicar que não tinha comparado Bush a Hitler, nós é que não percebemos...

Jose Sarney disse...

....vou escrevendo, em vários sítios, que é o Alzheimer!

PS A propósito, o que é feito do Só Ares? Irá agora para Secretário Geral da ONU?

Anónimo disse...

Agradecia a quem pudesse, que copiasse para aqui as declarações polémicas sobre os cartoons de Maomé, feitas por Freitas do Amaral.

xatoo disse...

Tambem sabemos +/- ler - e li integralmente o que escreveu Freitas do Amaral.
VPV, v. só se descredibiliza ao escrever sonsices deste género ( e eu até gosto de o ver espalhar-se)

xatoo disse...

Anónima das 10:27
pois aí é que bate o ponto - o Publico não deixa linkar os artigos à borliu - e as pessoas são induzidas a acreditar naquilo que ouvem dos "analistas encartados"
é uma farturinha,,,

maloud disse...

Por essas e por outras é que eu, de manhã, compro e leio o Público. Um post, quando é brilhante pode ajudar-me a olhar, mas não se substitui ao meu olhar

JAC disse...

Job for the old boy…



«Somos uma nação pobre (estéril) e castrada (infecunda) … somos um povo descaracterizado, humilhado e cobarde cujos ídolos são uns, alguns de nós, a correr atrás de uma bola num campo relvado. - JAC»

"Eis aonde se chega na estrada do politicamente correcto: a intolerância religiosa não é de quem quer proibir os "cartoons", mas de quem os publica.”

http://sal-portugal.blogspot.com/
JAC - Sal de Portugal

Filipe Castro disse...

Ainda não vi ninguém fazer uma crítica decente ao trajecto político de Freitas. A direita torce-se, suam-lhe as mãos, distorce o que ele diz, disse e fez, cheia de nervos. No fundo não tem coragem de o criticar por não ter ficado no partido taliban que o manuelinho monteiro criou e o paulinho portas destruiu, por nao ter alinhado nas tolices caceteiras dos garotos do PP.

Filipe Castro disse...

"Eis aonde se chega na estrada do politicamente correcto: a intolerância religiosa não é de quem quer proibir os "cartoons", mas de quem os publica.”

Ohohoh! Aqui no Ocidente fazem-se arruacas piores e mais violentas a seguir a um desafio de futebol.

Os trogloditas que se manifestaram contra os cartoons manifestaram-se contra os cartoons EM CIMA das invasoes, dos bombardeamentos e das negociatas com os cleptocratas que governam o medio oriente.

Anónimo disse...

"Ohohoh! Aqui no Ocidente fazem-se arruacas piores e mais violentas a seguir a um desafio de futebol."

É claro por isso é que tens deputados a viver em prisão domiciliária na Holanda...


lucklucky

Anti-critico do Freitas! disse...

Masi uma vez contacto o grande nível dos comentários...

Ao pé disto o no MNE é um menino em termos de vulgaridade e mesquinhez!

E fazer alguma coisa produtiva pelo país?

Algo mais que estar atrás do computador a dizer mal de tudo e todos?

Não conseguem...

Viva o nosso MNE!

rb disse...

O que se passa é que os srs. jornalistas vão para as conferências de imprensda com o seu bloquinho de notaas e só quando o homem diz alguma coisa que sirva para capa de jornal é que eles escrevem, a maior parte das vezes, uma frase desgarrada ou mesmo truncada da mensagem geral que se quer transmitir. É o jornalismos que temos ...

maloud disse...

Atento,
Você está a falar do sound-byte?
Olhe que o "verdadeiro artista" anda um pouco apagado.

Joaquim Noia disse...

O Freitas é estereotipo daquele grupo de amigos em que há um que é conhecido como o batata

céptico disse...

Um asno este amaral!!!

Anónimo disse...

Ó professor Freitas, tenha paciência... deixe estar como estão as coisas, porque, mesmo que não tenha pensado nisso, o senhor estava certo... a sua posição, no conjunto de outras, permitiu aos governos dos países onde a turba-multa incendiou embaixadas, sempre mais moderados, apesar das excepções, ganhar tempo e ter mais espaço de manobra. Atacar os radicais era dar-lhes força, por razões tão óbvias que me excuso a relatar, sendo o contrário, moderadamente aceitar que havia razões para o mal estar, foi esvaziando e diminuindo a intensidade da chama dos archotes, permitindo aos governos retomar o controlo social, que estava claramente em risco.
Por isso, professor Freitas, não estrague agora o que bem fez. E olhe como a actual si~tuação no Iraque lhe dá igualmente razão. É que apenas a afectiviade controlada consegue penetrar na irracionalidade, porque tanto a afectividade como irrcionalidade da multidão são resultantes da insineração de instintos básicos. O resto não interessa, porque lidamos hoje com 1000 milhões de muçulmanos e daqui a 100 anos eles ainda cá estarão. A diplomacia, professor Freitas, não se compadece com a agenda destes senhores CCS e VPV. Que é tão clara na sua definição como obscura nos objectivos. Dexe-os palrar que enquanto palram não pisam o centeio nem vão ao prato das filhózes.

Anónimo disse...

O atento é o atento filho do Amaral, que escreve no "DE" e na Maxmen, pois é?

Anónimo disse...

Não é "pois é", é "não é"

Bic Laranja disse...

Já em 74 uma cartinha para Madeira deixou claro a posição do dr. Diogo Amaral. Não há aqui surpresa? Cumpts.

António Viriato disse...

De novo Freitas irreconhecível, na pobreza da argumentação, na falta de verdade que lhe assiste, na fuga ao essencial da discussão, na forma canhestra como alinha os esfarrapados argumentos. De decepção em decepção, cai este homem inteligente e culto no estilo mais vulgar da rasca política que nos tem governado nos últimos, demasiados, anos. Que se terá passado com este homem, em particular, para nele se revelar tanta degradação intelectual e moral ? Bastou meter o assunto Mafoma, árabes e petróleo ?