quarta-feira, fevereiro 01, 2006

DEMOCRACIA PARTICIPATIVA


A "claque" do Porto, os Super Dragões, rejeita qualquer responsabilidade no ataque ao treinador Adriaanse. O bando de encapuçados que o ia matando era um simples grupo de sócios, que manifestava muito espontâneamente, palavra, a sua indignação. As "claques" mandam nos clubes com métodos que vão da vaia, do lenço branco e do assobio à violência física pura e descarada. António Dias da Cunha, presidente do Sporting, bem tentou resistir. Mas não conseguiu: correram com ele. Quando há um incidente mais grave, os comentadores põem cara de caso e condenam o "vandalismo". Não se percebe. O futebol é um belo exemplo de democracia participativa.
vpv

28 comentários:

Anónimo disse...

Não se metam nisto.
Isto não é para vocês.
Esperamos muito mais.

José Ferreira disse...

Futebol ?
Nããooooo !!!!!

Manuel disse...

Pois, pois. Boa metáfora mas eminentemente perversa. Daí até haver pedir o regresso do Marquês de Pombal vai um passo demasiado curto. O problema, na bola como na vida, não são as claques, não são sequer (apenas) as direções dos clubes. É o imediatismo e a ausência completa de valores. O 'crime' compensa. Respeita-se apenas o sucesso, e o poder, mais nada. No dia em em que se voltar a respeitar, e a valorizar, algo mais que isso (e uma boa bandeira para os ditos liberais seria lutar pela redecredibilização do Estado, 'leve' mas que fosse levado a sério) o problema estará em vias de ser resolvido.

Mas não se pense que este é um problema do povo, ou das claques... Pergunte ao Dr. Lobo xavier, esse insigne e eminente jurista, administrador da SAD do Porto nas horas vagas, o que pensa do assunto e será canonizado ainda em vida se lhe arrancar algo mais que sorrisos amarelos...

Manuel disse...

acima há gralhas ortográficas. farei penitência na páscoa que se avizinha.

M disse...

Está tudo explicadinho na biografia do Enorme Dirigente dos Super Dragões, recentemente publicada pela insuspeita Editorial O Gaiense. "Fernando Madureira - O Líder" é um tratado sobre os desvalidos da Ribeira portuense no século XXI, ainda que cheio de mentiras copiadas da história do hooliganismo britânico e que se suspita servirem para o dito se armar ao pingarelho. Não é por isso que deixa de valer a pena. Antes pelo contrário, demonstra um certo espírito empreendedor, como se sabe inédito por aqui.

Renato disse...

Nós e a nossa democracia estamos tramados; com a "participativa", tá visto, nada queremos ... com a representativa a única melhoria, segundo as novas que nos trouxe, foi a do mictório parlamentar ...

Renato disse...

Nós e a nossa democracia estamos tramados; com a "participativa", tá visto, nada queremos ... com a representativa a única melhoria, segundo as novas que nos trouxe, foi a do mictório parlamentar ...

Renato disse...

Desculpem a repetição...gazetei às lições de mestre Gates

gonçalo disse...

O que é curioso é analisar as causas do poder das claques. Se bem compreendo, o que distingue uma claque do mero sócio ou adepto anónimo são fundamentalmente duas coisas: o canto, que eles chamam cântico - resta saber a que divindade..., e a presença em todos os jogos da equipa. O estatuto especial das claques resume-se, assim, a uma questão de voz e de km...Que singularidade).

xatoo disse...

o que distingue o individuo duma claque, é o estado de bovinidade das massas instrumentalizadas préviamente embrutecidas.
VPV entretem-se a fazer bolinhas com pastilha elástica àcerca da "democracia participativa", sem fazer qualquer menção às origens do mal, metódicamente construido, que é tão só a tal despaixão pela educação fomentada pelo Regime.
VPV fala do carro,e goza com quem quer andar nele, mas não diz que o carro não tem rodas.

sniper disse...

Bancada Central? Por favor não!! Basta a TSF...

José Moreno disse...

A ironia dos ataques ao treinador do F.C.Porto como das ameaças a Mourinho, das injúrias a Dias da Cunha ou da invasão da SAD do Sporting é que foram os próprios clubes que criaram e alimentaram estas matilhas que agora se viram aos donos. Nem mesmo Pinto da Costa tem já mão neles.

Mário Figueiredo disse...

Claques organizadas. É esse o alvo a abater. O problema é que não se abate a base do futebol. Portanto... tal como a droga e prostituição, a violência no futebol veio para ficar.

esgoto disse...

diz-me que futebol tens, dir-te-ei que país és

Anónimo disse...

Eu estou triste.
A Constança deve andar chateada.

Que tema tão chato.


A irmã de Constança Cunha e Sá

P.S:
O Sporting tem cerca de 300 milhões euros de dívida.

desconfiado disse...

Haverá alguma maneira melhor de mandar um holandês para casa sem lhe pagar o resto do contrato?
Não sejam tanços.

Anónimo disse...

«As pessoas que escrevem nos blogues, como muitas das que escrevem nos jornais, como as que falam na televisão, dão aquilo que elas julgam que serão opiniões. Políticos falhados, jornalistas frustrados e tanta outra gente completamente iletrada, que não conhece os assuntos, e podiam dizer aquilo, ou o contrário, que era igual ao litro."

O novo iletrado escreveu "espontaneamente" com acento. Hic!

Anónimo disse...

Estas caixas de comentários do espectro estão bem retratadas neste post, a democracia participativa no seu esplendor. Nem sei como é que estas duas alminhas aturam tantam balburdia...

Real

Marco disse...

Não sei se o seu texto é irónico, mas de qualquer maneira se as pessoas defendessem tão bem os seus interesses como defendem o clube, haveria muita coisa que ia mudar...

Pina disse...

A culpa do futebol estar assim é das claques, alias a culpa de Portugal estar neste estado é unica e exclusivamente das claques de futebol...

Sim, sr.
Mais uma vez, quando os comentadores não têm mais nada que fazer, viram-se para os "barbaros primários" das claques, como causa de todo o mal...

Feliz, ou infelizmente, a malta das claques não é politicamente correcta, não têm a simpatia dos Media, não é um lobby, porque não tem interesses para além do próprio futebol...
Quando é divulgada, apenas são focados os aspectos maus.
Nunca ninguem mostra as fantásticas coreografias das claques, e quando mostram, os comentadores nem dizem nada, não elugiam o bonito trabalho feito pelas claques... E defendem a violencia como meio de resolver alguns problemas (Sim, as guerras entre nações já são aceitaveis, a violencia entre claques é que não... Que hipocrisia).
Não lambem o cu a ninguem, e portanto não fazem amizades com ninguem, logo não têm o apoio de nenhum grupo influente...

Resumindo e concluindo,
são o bode expiatório perfeito,
para esta pefeita sociedade, que apenas tem o problema das claques...

Clap, Cla,
Constança Cunha e Sá.
Mais uma que não conseguiu resistir À tentação...

rb disse...

O PC já os pôs na ordem. Cortou-lhes o apoio. Será?...

Funes, o memorioso disse...

"Feliz, ou infelizmente, a malta das claques não é politicamente correcta, não têm a simpatia dos Media, não é um lobby, porque não tem interesses para além do próprio futebol..."

Ó Pina,
Explique-me lá! Como é que você diz q

Funes, o memorioso disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Funes, o memorioso disse...

"Feliz, ou infelizmente, a malta das claques não é politicamente correcta, não têm a simpatia dos Media, não é um lobby, porque não tem interesses para além do próprio futebol..."

Peço desculpa! enganei-me e lancei o comentário anterior sem o acabar. Volto a reproduzi-lo:

Ó Pina,
Explique-me lá como é que você pode afirmar que tipos que passam um jogo de costas para o campo de futebol, a cantar e a exibir os seus símbolos de poder e violência, gostam de futebol?

Unreconstructed disse...

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra: simpatizo com o Dr. Dias da Cunha a dizer que a bancada não deve mandar no Sporting, mas com aquele treinador que ele lá tinha arriscávamo-nos a ficar em sexto ou sétimo no ano do Centenário (e depois, dirigentes desportivos a lerem Tocqueville, que diabo, também me parece um bocadinho excessivo...)

antónio disse...

O lugar que o futebol ocupa na sociedade portuguesa é uma verdadeira aberração, com uma dimensão de terceiro mundo atrasado. É difícil entender como podemos ter três jornais desportivos (leia-se futebol) diários, incontáveis edições na Rádio, ao longo do dia, de hora a hora, ou emissões intermináveis na SIC e na RTPN. E, cúmulo da aberração, notícias alargadas, reportagens, conferências de imprensa (pasme-se), TODOS OS DIAS, em TODOS os telejornais de TODAS as estações de televisão. Em que mundo vivemos nós? Não bastam as mil desgraças, cataclismos e atrocidades que ocorrem em Alguidares-de-Cima ou no Iraque, ainda temos que aturar as imagens dos TREINOS, a lancinante rotura muscular do senhor Simão, a dramática pubalgia do senhor Quaresma ou o angustiante treino condicionado do senhor Douala!! Como poderia o país dormir descansado sem ter a certeza de que o Petit vai mesmo recuperar atá domingo?
Mas os jornais, os programas específicos na Rádio ou na Televisão, é como o outro que diz(o quê?). Agora, nos telejornais, em nome de quê, senhores? E quem põe cobro a isto? Como se pode abrir um telejornal com imagens do senhor Vieira a chegar do Brasil com o jovem Moretto atrás??!!
Já agora, seria tempo de se proibir a moda rasca de os apresentadores (e outros com voz off) estarem permanentemente a anuncias as notícias de sensação que vêm já a seguir ou na segunda parte deste espectáculo de feira em que se tornaram os telejornais, à excepção do das 22 horas na RTP 2 e oo das 21 horas na SIC Notícias.
Quem pode pôr esta gente na ordem? A Alta Autoridade? Alguém sabe para que serve?
Voltando ao futebol, tudo está podre neste país quando o comum dos cidadãos aceita que um banal jogo seja considerado "de alto risco". O que deveria ser uma jornada de festa, tornou-se numa guerra e toda a gente acha isso normal. A televisão mostra em directo a chegada das claques aos estádios. E vemo-las, imagine-se, enquadrados por forças da PSP. Espantoso! Como se fossem gladiadores a caminho da arena. Que desporto é este? Que país é este?
E por que raio os autocarros dos clubes têm batedores que lhes rasgam caminho, obrigando os parolos a encostarem à berma para deixar passar os ídolos?
E que patriotas são os nossos rapazes que murmuram a "Portuguesa" com a mão sobre o coração e que, na véspera, estiveram em acaloradas negociações com o patrão Madaíl por causa dos prémios de jogo e dos impostos?!!!
Por agora, chega. O futebol é apenas a face mais visível e risível do pais que temos e da gente que somos...

mortandela com selada disse...

"O novo iletrado escreveu "espontaneamente" com acento. Hic!"

Vai para a galeria:
Residêncial expontâneamente presidêncial!!!

Hic! Hic! Hic!

Anónimo disse...

Vasco Pulido Valente fale só daquilo que percebe. De que não é exemplo o futebol.