quinta-feira, fevereiro 02, 2006

DE VERGONHA EM VERGONHA


A verdade religiosa é absoluta e, logicamente, incompatível com a liberdade de imprensa. Durante todo o século XVIII e grande parte do século XIX, a Igreja Católica combateu a liberdade de imprensa. Ainda em 1821, a principal polémica nas Cortes Constituintes (de Lisboa) foi sobre a conveniência ou inconveniência da censura em matéria religiosa. A Igreja não queria a censura com medo da heresia (uma consideração muito secundária), ou da blasfémia (em estado puro pouco perigosa), mas por causa do deísmo e de um deísta em particular, Voltaire. O grande inimigo era Voltaire e o grande praga os "voltaireanos". Mesmo depois da revolução francesa, quase não havia ateus, mas quase só havia "voltaireanos". Basta ler o "Zadig", o "Micromégas" ou o "Candide" para se perceber a força dissolvente do homem: a ironia e a condescendência, de facto, matam.
O maior perigo para qualquer religião é o perigo de se tornar irrisória, ou seja, intelectual e socialmente pouco respeitável. Reduzido ao absurdo e tratado como tal, o islamismo deixará com o tempo de intimidar e convencer. As caricaturas de um diário dinamarquês puseram muito ao de leve o pé nesse caminho e, claro está, caiu o céu. Tanto mais que, para um muçulmano vulgar, a coisa se confunde com um gesto gratuito da superioridade ocidental. Nada disto espanta. O que espanta é a cobardia da Europa. O director do jornal a pedir desculpa, o primeiro-ministro a "deplorar o caso", organizações de auxílio internacional a "retirar", de facto a "expulsar", do Médio Oriente funcionários dinamarqueses, "contaminados" pelas caricaturas. Até em Portugal, um certo Sheik Munir nos veio esclarecer sobre a verdadeira natureza da liberdade de expressão. De vergonha em vergonha, ainda acabamos com o nosso quinhão de virgens.
Xenofobia? Nossa ou deles?
vpv

58 comentários:

Victor Lazlo disse...

Depois dos anormais dos suecos temos os anormais dos dinamarqueses. Olhe que ainda o declaram persona non grata na escandinavia

Anónimo disse...

Xenofobia deles, é claro. Em nome do politicamente correcto criam-se situações ridículas como as que referiu mas isso não é censura, claro que não...

Anónimo disse...

"Com o tempo o islamismo deixará de intimidar e de convencer"? Parece-lhe? Pois que Deus o oiça!

Sílvia disse...

O que espanta é a incultura do Ocidente em relação à civilização e cultura dos povos do Médio Oriente. É claro que a xenofobia é nossa! E mais, é ancestral!...

ruinzolas disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
ruinzolas disse...

Acho que a xenofobia é dos patetas dos povos ocidentais. Se defendessemos com mais convicção os nossos valores, como fazem os povos do Médio Oriente (sem os exageros radicais), talvez aprendessemos a respeitar o que não entendemos. Talvez não tivessemos o mundo de "mastiga e deita fora", de "maldizentes" que temos.
Mas enfim... a minha cadeira até é confortável... para quê levantar-me...

JPD disse...

Quero felicitá-los pela chegada à blogsfera.
Bjs para si, CCS; um abraço para si, VPV

Anónimo disse...

Há 30 anos "Life of Brian", peça criativa chave no universo PYTHON foi um escândalo. Hoje é objecto de análise em videoforuns de grupos envolvidos em exercício espituais católicos.
Resulta-me fácil, ainda assim, entender que talvez o Papa não possa aconselhar públicamente a Collectors Edition (bem pensado: um audio-comentário de Bento 16 teria o seu interesse, sobretudo se fosse num dueto com John Cleese).
Separação Igreja-Estado, respeito à consciência individual: nós, ocidentais-cristãos já por lá passamos. Outros, não.
Billy Wilder disse (se non é vero, é ben trovato) que a comédia sempre perturbará alguém: negros, brancos, judeus, católicos, protestantes ou agentes de seguros.
Talvez a ideia (expressa por Houellebecq na sua última novela)de potenciar a emancipação feminina no Islão, bombardeando-os com mini-saias,(e eu acrescento: calcinhas fio dental,dildos e embalagens de KY), seja,o caminho a seguir.
Ah e insistir com as caricaturas, também! Pelo menos estaríamos reforçados.
I'll drink to that, baby!

N disse...

Não resisti...

http://ovilacondense.blogspot.com/2006/02/exerccio-de-liberdade-de-expresso-no.html

Mário Figueiredo disse...

A intolerância é tanto nossa como dos outros. Veja-se a posição da Igreja, por exemplo, em matéria de filmes ou livros. Não tenha dúvidas VPV, que nos corredores do Vaticano move-se o mesmo cancro. Acontece porém que as sociedades Islâmicas são teocracias quase por definição, uma vez que o Islamismo é também uma corrente politica. É portanto mais visível a contestação em caso de atropelos à sua crença. É o estado, não somente a igreja que é ofendida. Acredite, se o desejar, que não é muito diferente da "nossa" forma de nos defendermos de ataques à democracia.

O perigo não está, na forma como a sociedade islâmica olha o ocidente, ou o ocidente olha a sociedade islâmica. Existem em ambos os lados desta "fronteira" seres moderados. O perigo está no extremismo. E esse, caro VPV, existe de ambos os lados.

Duarte disse...

Todas as religiões assentam a sua filosofia no amor ao próximo, na tolerância e na solidariedade.

Infelizmente, as religiões monoteitas, como a católica e a islâmica, deitam às malvas esses principios.

As maiores guerras que se travaram na humanidade, foram de cariz religioso.

paulof disse...

"As maiores guerras guerras que se travaram na humanidade, foram de cariz religioso" ? Errado: as maiores guerras travadas até hoje na humanidade, a 1ª e 2º guerra mundial, não tiveram no factor religioso a sua causa principal.

Agora, também houve guerras pelo factor anti-religioso, que o sr. parece esquecer, veja-se o caso do brutal e sanguinário anti-clerical ditador Afonso Costa, que presumo que o sr. , porquanto historiador, saiba bem que era alcunhado não por acaso de "racha-sindicalistas", aliás leia-se o insuspeito "o mundo" da altura para se perceber ... o porquê da 2ª Républica com Salazar ( que não defendo de modo nenhum, mas compreendo) ter tido que ter mão firme!

José Barros disse...

Excelente post.

Planície Heróica disse...

Muito bem!

Um abraço,
Francisco Nunes

Anónimo disse...

1. Mas não há limites à liberdade de expressão ?
2. Haverá o direito de agredir gratuitamente, e por pura galhofa, os sentimentos de outros e suas crenças por mais idiotas que nos pareçam ?
3. Terão esses povos, já despojados por nós das suas riquezas naturais como o petróleo, que aturar, ainda por cima, a risota dos ocidentais ?
4. Lá porque o humor deles não coincide com o nosso será legítimo enxovalhar os seus ídolos ?
Pensem, caramba ! Um pouco mais de bom senso. Depois não se admirem que aqueles que pouco mais têm do que as tradições históricas e religiosas prefiram a morte e as setenta virgens, a viver num vexame permanente às mãos dos ricos, cultos, inteligentes e civilizados como gostamos de nos ver .
X

Manuel disse...

*****

unreconstructed disse...

Claro que tudo o que disse é verdade, os muçulmanos que se queixam são uns atrasados mentais, os dinamarqueses são uns cobardes abjectos, mas agora imagine, se em vez da imagem do Profeta Maomé, fosse a de um rabi qualquer, descrito daquela forma singela que o anti-semitismo europeu tão bem conhece, nariz rubicundo, olho de pargo (parecido com o seu), kippa no cocuruto (eventualmente) e deixe-me perguntar-lhe: acharia isso decente? Agradecia-lhe, sinceramente, uma resposta - e, se for caso disso, uma explicação porque razão duas susceptibilidades iguais têm direito a tratamentos tão diferentes.

lavador disse...

ka ganda desinconstrução...

esgoto disse...

Neste momento a igreja católica roi-se de inveja: ah! a inquisição! Aquilo é que eram tempos! Ó-la-ri-la.

António Viriato disse...

Finalmente, alguém da nossa putativa intelectualidade diz alguma coisa de jeito sobre esta nova vaga de obscurantismo, que gente de credo islâmico pretende impor aos europeus, até dentro da Europa, i.e., na sua própria casa. Por onde andam agora os exaltados laicos, republicanos e socialistas ? Por onde andaram quando Salman Rushdie foi condenado à morte, à revelia embora, mas a sério, por gente islamita com responsabilidades políticas nos seus países ? Onde estavam quando o realizador Van Gog foi barbaramente assassinado na rua por um fanático islamita, que não gostara de um dos seus filmes e que, muito indignado, considerava ter Van Gog ofendido gravemente o Islão, merecendo por isso a morte ? Porque se mostram estes laicos sempre tão ultrajados na sua liberdade pessoal pela hierarquia católica, a propósito de qualquer preceito moral que esta defenda, e guardam habitualmente o maior silêncio, quando não o compreensível respeito pela especificidade da religião islãmica, perante repetidos atentados dos seus prosélitos à liberdade de pensamento, de expressão e de comportamento, coisas banais aqui na Europa, que julgávamos um ganho irreversível da civilização, mas que agora são postas em causa por estes novos fanáticos ? Continuem com esse critério vesgo, mui excelsos laicos, republicanos e socialistas, e vão ver que ainda têm de aprender a rezar dentro de algumas décadas...

esgoto disse...

então e o petróleozito? e a globalização?

pipilota disse...

Eu, Pipilota faço parte da esquerda chique,Veuve Clicquot com morangos e chocolate negro, mas transformo-me na extrema direita, skin morcão, burro e imbecil que cheira mal dos pés por causa das botas da tropa quando me aparece à frente um muçulmano machista, misógino e fundamentalista. Nunca mais nos livramos desses gajos??? Só por causa do petróleo? Energias bio- alternativas,bio-qualquer coisa, mas depressa.

esgoto disse...

tenha calma, pipilota. Deixe lá os homens ganharem mais uns trocos...

xatoo disse...

António Viriato:
o maior ladrão é o que grita agarra que é ladrão,

sniper disse...

Os Europeus só fizeram asneira da grossa, no médio oriente e no norte de áfrica. O problema remonta ao tempo colonial, passando pelo criação contra natura do Estado de Israel, ( uma invenção da qual a Europa é 100% responsável ), acabando na independência dessas colónias, com criação de fronteiras completamente irreais, que hoje são motivos de guerras e de injustiças insuportáveis, como a questão curda. Sustentaram e sustentam regimes corruptos, hipócritas e cínicos, onde a riqueza gerada pelo petróleo acaba invariávelmente num banco da City em Londres, ou em Genebra. Também invariávelmente metem os americanos ao barulho quando as coisas começam a correr mal, e no fim, ou no princípio do fim, desatam a insultá-los e a agir como forças de bloqueio ás acções dos americanos, numa promiscuidade criminosa com os interesses mais obscuros dos ex-colonizados árabes. É óbvio que tudo o que está a acontecer hoje é fruto do Monstro que os Europeus criaram, isto usando uma imagem que está na moda na politica portuguesa. Os americanos estão simplesmente a explorar até ao tutano, esse imenso oceano de contradições que é a Europa tanto na politica doméstica, como em termos geo-estratégicos internacionais. Nem são precisos os árabes com o gás e petróleo deles, basta Moscovo repetir a "gracinha" que fez com Kiev cortando gás, mas por umas semanas, em vez de dias...
Por exemplo o Putin já fala em novas e formidáveis armas nucleares, e nós os vizinhos, calados...Se fosse o Bush, vinha tudo abaixo...

Sílvia disse...

Mas que alegria ver todo este maralhal a dar o gosto à pena no blogue da moda!...
Até eu fui aos saldos!...

Joaquim disse...

Muito bem!

Um abraço à CCS e um beijo para o VPV!

Professor Pardal disse...

Those who desire to give up freedom in order to gain security, will not have, nor do they deserve, either one. -- Benjamin Franklin

Adriano Volframista disse...

Ora um tema necessariamente interessante.
DeGaulle comentou uma vez:
Os muçulmanos descalçam-se e cobrem a cabeça para rezar, os cristão descobrem a cabeça e calçam-se.
Como nos vamos entender? Temo que nunca.
Talvez seja a altura de compreender isso e agir em conformidade.
Também concordo que podemos terminar com as virgens deles.

Cumprimentos
Adriano Volframista

EUROLIBERAL disse...

Este crise põe a nu a degradação moral da Europa (de uma certa Europa), entregue à blasfémia, ao ateísmo militante, ao relativismo e niilismo moral, à total ausência de sagrado na vida pública...

A questão não é seguramente de liberdade, mas de bom gosto, ou melhor: de boas maneiras, de boa educação, de gentlemanship. Uma pessoa bem formada (e liberal) discute racionalmente tudo o que deve ser racionalmente discutido (incluindo principios e dogmas religiosos), mas não blasfema contra divindades próprias e sobretudo alheias. Tais derrapagens nada têm a ver com liberdade de expressão. Além de grosseria gratuita, são criminosamente irresponsáveis, porque podem causar guerras sangrentas e holocaustos...

EUROLIBERAL disse...

Uma questão de bom senso e de bom gosto...

O editor do France Soir foi despedido. La provocation a tourné court...

De facto, num país com 5 milhões de muçulmanos, tais provocações são totalmente irresponsáveis e minam a paz social. A visão simplória de que a liberdade de imprensa permite tudo, mesmo provocar centenas de milhões de seres e ameaçar a paz mundial, não passa de uma perversão da liberdade, que tem por limites inerentes o respeito das crenças alheias e o elementar bom senso...

Anónimo disse...

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O sr. François-Marie Arouet, cujo pseudónimo era Voltaire, morreu em maio de 1778.

O mundo moderno nada mais pode esperar dele.

Uma pergunta.

Quem vai ajudar ao mundo moderno se ninguém conseguir parar esta onda de violência?
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O Mar
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Anónimo disse...

Para quem viveu em países europeus com forte imigraçao árabe nada disto surpreende.Instaladas em sociedades de abundância,geraçoes para quem privaçoes como as que outros tiveram que suportar durante e a seguir à guerra 39/45,nada significam.Acreditam só no seu bem estar Que pretendem conservar a qualquer preço.Irão de cedência em cedência até não terem mais nada para ceder;até ser tarde demais...

Anónimo disse...

vai levar no cú, seu bebado blasfemo. Alá te pegará

JAC disse...

Concordo.



«Somos uma nação pobre (estéril) e castrada (infecunda) … somos um povo descaracterizado, humilhado e cobarde cujos ídolos são uns, alguns de nós, a correr atrás de uma bola num campo relvado. – JAC»

http://sal-portugal.blogspot.com/
JAC – Sal de Portugal

Anónimo disse...

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Nasceu no Médio Oriente,
uma força que não se vai deixar parar,
por lamúrias da vida moderna,
daqueles que nunca na vida quererão prescindir do seu direito de dizer o que lhes vier à mente.

A sociedade moderna requer os seus
belos e majestosos direitos,
mas quem (!) é que lhes há de vir
a socorrer?

O sr. VPV não tem a coragem de testumanhar a sua crença abertamente.

Um acto claro de cobardia.

Ele sabe atacar e ridicularizar o liberalismo, a igreja católica e outras coisas, de uma maneira pérfida.

Muitas até com toda a razão.

Muitos, não todos ;-), dos auto-proclamados intelectuais deste país que tiveram a sorte, devido ao acaso da famigerada evolução das artes,
ter uma boa educação, desviam a mesma para engodar o pessoal com menos sorte.

Quem alguma vez se deu ao luxo de entrar numa biblioteca e (!) ler um livro e (!) reflectir sobre o que o autor vai dizendo, nota que ele nunca conseguirá ler nem uma pequena parte de qualquer livraria.

Quem alguma vez estudou, sabe que escrever qualquer tese não é nada difícil. Árduo é a tarefa de averiguar e controlar os argumentos, os factos. Verificar onde o autor da mesma tese se pode ter enganado, embora por lapso ou outra coisa, não faz aqui a diferença.

Bom trabalho precisa o seu tempo.


Agora uma coisa do ponte de vista dos laicos é o seguinte:

O homem moderno ésta solitário neste
universo. Ninguém o vem ajudar e ele
não possui nenhum controlo sobre esta matéria, o porvir ... e nunca o teve, claro.

De onde deriva a maldade de VPV e dos terroristas, que em nome de Maomé combatem os outros?
De onde vem a maldade, sr. VPV?

Terá coragem de reflectir sobre está?
Se já o fez, quais respostas encontrou?

Muito obrigado pela vossa atenção

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O Mar
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[* O Médio Oriente é grande, mas este grau de exactidão ou precisão chega perfeitamente para eu ser compreendido.]
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piscoiso disse...

Gostaria de ver a reacção a um cartoon com a Senhora de Fátima numa cena erótica com os 3 pastorinhos.

Anónimo disse...

Ao Euroliberal - só um rematado imbecil é que admite que se pode discutir "racionalmente" a religião. Não há nada de racional numa religião, qualquer que ela seja... um "milagre" é racional? Give me a break...
Para um tal "sniper" - se a criação do "Estado de Israel" é da responsabilidade da "Europa" (não é da responsabilidade da Europa, mas sim exclusivamente do Reino Unido...), a sua manutenção e crescimento devem-se, única e exclusivamente, aos EUA. Aliás, quer gostemos ou não, Sr. Sniper, toda a bosta que acontece neste planete tem o dedo (grosso) dos EUA... Eu não gosto, não gosto mesmo nada, mas como nada posso fazer... eu não acredito nas patetices das "70 virgens"... se acreditasse, também ia tirar um daqueles cursos de pilotagem onde não é preciso descolar e aterrar...

Anónimo disse...

Ao EUROLIBERAL

Tu és aquele que uns dias atrás
andou a dizer: VIVA O TERRORISMO!!!,
não é?

No blog Semiramis: A Desfeita do Palestinianos ...

O preço a pagar não interessa,
matar é que é bom, em nome de Maomé?

Por favor, vai para o Irão.
Eu teu lugar não é aqui.
Os laicos não te querem e não te entendem.

Os laicos odeiam-te de todo o coração.

Euroliberal III a EUROLIBERAL

Filipe Alves disse...

E se os cartoons fossem de natureza racista, homofóbica ou anti-semita? Ou se um jornal marroquino gozasse com os nossos simbolos nacionais? como reagiriamos? Estamos no nosso direito de nos exprimirmos da forma que entendermos. E eles estão no direito de se indignarem.

João Boaventura disse...

Na Ditadura havia a censura. Na Democracia há a manipulação, irmã gémea da censura. O Islão censura o Ocidente, e o Ocidente manipula a censura do Islão. Não há volta a dar. A humanidade vive da censura e da manipulação. Todos iguais sendo diferentes, e todos diferentes sendo iguais.

Davide E. Figueiredo disse...

Eu vou ser o primeiro a responder à pergunta do senhor Vasco Pulido Valente e só o faço porque já contei 41 comentários e acertam todos ao lado.

Xenofobia? Nossa ou deles?

A xenofobia não é de ninguém, é algo que quando nasce, nasce selvagem.

Euroliberal disse...

Tudo o que é racionalizável pode e deve ser discutido, incluindo princípios teológicos das várias religiões. Não o que não é racionalizável e da ordem do sobranatural, como os deuses. Aí entramos no domínio do sagrado e não há nada para criticar. Apenas para blasfemar. Assim, nenhum muçulmano leva a mal que se discuta o porte do véu ou o jejum do Ramadam. Mas não admite (e muito bem) que se insulte Allah e o Profeta... Os deuses estão para lá da crítica. São objecto de fé e nesse aspecto todos são iguais e dignos de protecção contra blasfémias. Aí não há liberdade de expressão. Ponto de vista ecumenista, é claro... Todos, sem excepção. Será admissível que alguém (mesmo se for ateu) possa considerar públicamente Cristo um terrorista ? Não será legítima defesa abanar bem o energúmeno que ouse vomitar tal enormidade ? Não será considerar Cristo um terrorista, um pedófilo, ou um sodomizado por um cão, uma baixeza merecedora do pior dos castigos ? O facto de no ocidente haver uma ralé anómica, sem moral nem boas maneiras que julga tudo se permitir, não faz prescrever as normas universais que proibem blasfémias (para mais gratuitas) contra divindades...

HJ disse...

Entre a cobardia de se sujeitar à pressão de uns radicais, sobre liberdade de imprensa, e o perigo de atentandos que vitimam dezenas, eu prefiro a primeira. Antes a liberdade da vida, à liberdade de fazer uns desenhinhos sem que ninguém nos aponte o dedo.

Anónimo disse...

OK, para desanuviar e em nome do livre pensamento, liberdade de expressão e do ecumenismo venho requerer como contribuinte europeu, demasiado preocupado com a actual crise energetica
e as consequencias que a mesma tem no principal motor da economia europeia-A Alemanha-, que Israel salde a conta do gas, por pagar desde 1944, e que com juros, deve ascender a milhares de milhões de euros. O seu a seu dono.

Anónimo disse...

Quem me dera saber desenhar... Faria um belo de um cartoon com o Maomé a ser currado por um porco. Ou será que as sociedades protetoras dos animais pediriam minha cabeça? Bom, pelo menos os porcos não usam cimitarras.

EUROLIBERAL disse...

PEQUENA LIÇÃO DE HISTÓRIA PARA SIONISTAS IGNORANTES,
ou de como a maioria dos judeus nem é semita nem nunca teve nada a ver com a Palestina...

Vocês precisam de uma profunda revisão da matéria histórica. O antigo Testamento ou Biblia judaica (especialmente os 5 primeiros livros, o Pentateuco) não é fonte histórica filedigna para ninguém... senão teríamos que aceitar o criacionismo e negar a teoria da evolução das espécies de Darwin... é um texto de fé e não de ciência, e de fé judaica, não cristã. A Biblia cristã é o novo Testamento, base da Nova Aliança. O antigo só por razões de tradição é que é citado pelos cristãos. Estes não podem aceitar que a terra de israel, do Nilo ao Eufrates, tenha sido dada ao "povo eleito" por Deus, porque para o cristianismo não há povos eleitos e Deus é universal (todos os povos são eleitos).
Os nomes não interessam. A realidade sim. O que alguns chamam judeus do tempo de Cristo ou mesmo de David, chamo eu, com mais rigor, palestinianos judeus. Para distinguir a religião praticada da etnicidade. Porque "judeu" não é povo é religião ou comunidade religiosa. Etnicamente, os palestinanos judeus do tempo de Cristo eram semitas tal como todos os povos do Médio Oriente. Falavam aramaico, a lingua franca da época, como todos os outros semitas. E a religião mudou, houve conversões em massa. Aliás Jesus e os apóstolos eram todos judeus (excepto Paulo de Tarso), iam à sinagoga e iniciaram um cisma que deu origem ao cristianismo. Com eles muitos palestinianos judeus fizeram o mesmo. Do séc. I ao séc VII todo o Médio Oriente e Norte de Africa era cristão (e ainda hoje 40% dos libaneses o são e 10% dos egípcios, etc.). E no séc. VII começaram a conversão em massa ao islamismo em todo esse espaço antes cristianizado (o que é um fenómeno habitual, a India outrora toda budista converteu-se ao hinduismo e ao islamismo, a Indonésia toda hindu converteu-se ao islamismo, etc.).
Se não houvesse conversões em massa de onde pensam que viriam tantos milhões de cristãos que encheram o Médio Oriente a partir do séc I ? De Roma ? Do céu ? JÁ LÁ ESTAVAM ! O mesmo se diga do fulgurante avanço do islamismo a partir do séc. VII: de onde viriam tantos milhões de muçulmanos ? De Meca ? Sabem que Meca era então uma aldeola com poucas centenas de nómadas ? Os muçulmanos da Palestina eram os palestinianos que já lá estavam e que se foram convertendo lentamente (durante as cruzadas, séc. XI, ainda a maioria dos habitantes de Jerusalém era de cristãos ortodoxos!). O cristianismo (2 biliões de crentes) e o islamismo (1,5 biliões) superaram históricamente o judaísmo (só 12 milhões), a primeira religião do Livro. Será isso uma razão para negar aos palestinianos cujos antepassados se converteram o direito de viver na sua terra de sempre ? Nonsense ! Deus não É NOTÁRIO E NÃO DISTRIBUI TERRAS, isso são teorias neo-nazis !
Já agora sabem que só 20/30% dos israelitas são semitas como os outros palestinianos e descendem de antepassados que habitaram na região ? São os sefarditas, que descendem de judeus que não se converteram ao cristianismo e que abandonaram a Palestina após violentas repressões romanas dos séc. I e II.
A maioria, os askkenazins, que são hoje os israelitas de primeira (os sefarditas são de 2ª e os falachas e outros de 3ª, a minoria árabe de 4ª...) não são semitas nem descendem de semitas. São oriundos de tribos do Cáucaso que se converteram no séc. VII ao judaísmo (Império Kahzar) e que depois por pressão das invasões mongóis, foram empurrados para a Europa de Leste e central (Rússia, Lituânia, Polónia, Alemanha, etc.). Muitos até são louros, nada têm a ver, mesmo longinquamente, com a Palestina !!! E querem estes tipos desalojar dessa terra que não é sua nem nunca foi, povos que aí habitam desde sempre ? O que é isto senão nazismo ? E os negros judeus falachas vindos da Etiópia e outros estados de Africa ? Também não são semitas. Converteram-se ao judaísmo em tempos imemoriais (Rainha do Sabá ?) e nunca habitaram na Palestina ! E os indianos judeus de pele castanha (ben ami) ? Logo, a propaganda sionista manipula a história e é tão mentirosa como Bush !

Os únicos direitos históricos à Palestina são dos palestinianos (muçulmanos, cristãos e judeus) que aí sempre habitaram em paz e concórdia. Nunca houve na Palestina e em todo o mundo muçulmano pogroms anti-judaicos. ISSO ERA NA CRISTANDADE ! E era para lá (Império Otomano) que fugiam 80% dos judeus perseguidos pela inquisição. O que os muçulmanos não poderão nunca tolerar é que uma minoria de terroristas com uma religão messiânica ultra-minoritária sequestrem os lugares santos e reservem para eles uma terra que não lhes pertence. O sangue vai correr e os novos cruzados sionistas serão aniquilados. E a Palestina voltará a ter paz e a pertencer a todas as religiões num quadro legal democrático, laico e multicultural !

EUROLIBERAL disse...

COMENTARIO CENSURADO PELO DEFENSOR DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO VPV...

O que contribuiu para a hostilidade ao ocidente foi a Nakba (catástrofe), o sequestro da Palestina por terroristas sionistas em 1948 para aí implantarem um regime fundamentalista (só para judeus), racista e apartheidesco, contrário à natureza da convivência inter-religiosa milenar da região. Não está em causa o facto de judeus terem emigrado para a Palestina, onde sempre existiu uma comunidade judaica minoritária, mas importante. Está em causa a imitação do modelo nazi (ou dos reis católicos) pelos sionistas, a criação de um fundamentalismo messiânico num espaço vital (Eretz Israel) através de massacres e limpezas étnicas dos Untermenschen ou marranos que aí viviam, os palestinianos muçulmanos e cristãos. O sionismo é um exclusivismo fundamentalista que rejeita o Outro, não um inclusivismo multi-cultural, marca da região e dos tempos modernos. É por isso ipso facto um crime contra a humanidade. E uma vez que o Ocidente (autor do Holocausto e com um tremendo complexo de culpa por via disso mesmo ) apoiou e a continua a apoiar esse crime, tanto mais que são TERCEIROS a pagar a factura do holocausto e não os autores deste, a oposição torna-se inevitável. A Palestina e Jerusalém serão libertadas, nem que isso custe milhões de vidas. Nenhum muçulmano duvida disso. Hoje a tensão é aumentada pelo terrorismo cruzado no Iraque, Afeganistão, Chechénia, etc. São os muçulmanos que são invadidos, ocupados, massacrados e roubados e não o contrário. É AÍ QUE ESTÁ A RAIZ DAS TENSÕES ACTUAIS, NÃO EM QUALQUER CHOQUE OU INCOMPATIBILIDADE DE CIVILIZAÇÕES...
Se os cruzados abandonarem as terras que ocupam o problema termina imediatamente. Senão, novos Alcáceres-Quibir virão...

Filipe Alves disse...

Euroliberal, desculpe lá mas o seu comentário está cheio de disparates. O senhor instrumentaliza a História em função da ideologia. Os Judeus europeus, da Índia e do Norte de África descendem dos israelitas expulsos pelos romanos nas guerras dos séculos I e II ou emigrados antes disso (aliás, os da Índia descendem na sua maioria de judeus que para lá emigraram antes da era romana). Quanto à suposta ascendência Kazar que os judeus da Europa de Leste terão, não passa de uma teoria. É possível que elementos kazares e euro-asiáticos tenham entrado na família judaica. Mas estudos genéticos recentes comprovaram que esmagadora maioria dos judeus - askenazes e sefarditas - terão origem num grupo de apenas quatro mulheres. Além disso, têm grandes semelhanças genéticas com os outros povos do Médio Oriente. Ou seja, os judeus de todo o mundo são de facto aparentados entre si - as conversões desempenharam um papel pouco importante -, e são realmente um povo semita. Os genes não mentem. Mais: até ao final do século XIX, quando arrancou o movimento sionista, sempre existiram judeus na Palestina. E convém não esquecer que foram os árabes a começar todas as guerras desde 1948, por não concordarem com a existencia de dois Estados na Palestina. Os Judeus têm direito a viverem na terra dos seus antepassados e da qual foram expulsos pelos romanos. Tal como os palestianos têm direito a um Estado independente. E Israel não vive em regime de apartheid - os arabes israelitas são 20% da população e têm partidos políticos próprios, existe liberdade religiosa COMPLETA e Israel é uma democracia liberal. Calculo que o regime ideal, para si, seja o da Siria, Árabia Saudita ou Irão, essas grandes democracias.

Pedro Botelho disse...

Rápido comentário ao que Filipe Alves escreveu:

[...] estudos genéticos recentes comprovaram que [a] esmagadora maioria dos judeus - askenazes e sefarditas - terão origem num grupo de apenas quatro mulheres [...]

Não é exacto. Veja aqui, por exemplo: "Almost half of Europe's Jews are descended from just four women who lived 1,000 years ago, a study says. Scientists studied the mitochondrial DNA - passed from mother to daughter - of 11,000 women of Ashkenazi Jewish origin living in 67 countries."

Ou seja, o estudo diz respeito apenas a asquenazes, e conclui que descendem de apenas quatro mulheres em vida por volta do século XI. Aponta precisamente o contrário do que o Filipe Alves sugere: uma origem muito distintamente autónoma (e recente) dos asquenazes em relação aos sefarditas.

[...] até ao final do século XIX, quando arrancou o movimento sionista, sempre existiram judeus na Palestina [...] Os Judeus têm direito a viverem na terra dos seus antepassados e da qual foram expulsos pelos romanos.

Introduzir na discussão alguns "judeus da Palestina" que não são emigrantes recentes, sem comparação com as origens, continuidades e muitíssimo maiores números de não-judeus, não faz sentido algum. E, de qualquer modo, uma ou duas andorinhas não fariam a Primavera. Para mais, o maçico "direito ao retorno" de gente que "retorna" a um local onde nunca esteve porque (por exemplo) se converteu a uma religião, sem qualquer pinga de justificação via jus sanguinis ou soli, é apenas a vertente mais caricatural do problema. A outra vertente é a da expulsão, guetoização compulsiva e privação de nacionalidade dos palestinianos autóctones. Claro que com as duas em conjunto, com o objectivo de proceder a uma mudança de população, no nosso tempo de vigência geralmente consensual da Carta das Nações Unidas, privando uns de direitos civis até que resolvam emigrar, e importando outros dos quatro cantos do mundo, se cria uma situação imoral e ilícita.

Para cúmulo, Israel foi admitido nas Nações Unidas, em 11 de Maio de 1948, apenas depois de concordar em assinar a Res. 273 da Assembleia Geral, através da qual reconheceu o direito de todos os palestinianos a regressar a suas casas e receber compensação. Esse compromisso jamais foi cumprido, e é por isso que Israel só pode ser encarado como um estado-bandido.

Pedro Botelho disse...

A propósito da liberdade de expressão, é de salientar que, hoje em dia, por essa Europa fora, podem os polichinelos religiosos muçulmanos e cristãos -- e muito bem -- ser expostos ao ridículo, mas murmure-se sequer uma palavra que desagrade ao rabinato e veja-se o resultado, por exemplo, aqui. Excerpto:

[...] sur plainte d'une association internationale, la LICRA (Ligue Internationale contre le Racisme et l'Antisémitisme), un tribunal civil français s'est, pour la première fois, arrogé le droit de fixer des limites à la liberté d'interprétation et de commentaire d'un texte biblique.

Pour avoir osé écrire "Dieu [... ] ne peut pas nous enfermer dans des obligations folkloriques de circoncision ou de chapeau, ni s'enfermer lui-même dans les problèmes de notre cuisine et de nos temps de prière." deux honorables disciples d'Ignace de Loyola ont été traînés sur le banc d'infamie, condamnés à une amende, et à revoir leur texte!

Le tribunal a estimé que "Le fait de qualifier de folklorique des obligations strictement observées par les Juifs depuis des générations comme étant le signe de leur appartenance à leur religion, ne peut être assimilé à une simple maladresse de style, mais est un manque de respect à l'égard de la religion juive dont les prescriptions essentielles sont ainsi tournées en dérision". En conséquence, le tribunal a ordonné la suppression du mot "folklorique" dans le passage incriminé par la LICRA.

Il est évident que cette interdiction de "tourner en dérision" les us et coutumes de la religion juive est susceptible de s'étendre aux pratiques de toutes les religions. Désormais, les athées devront s'abstenir, à peine de sanctions pénales, de brocarder n'importe quel polichinelle sacralisé des religions qui prospèrent sous le drapeau de notre laicité.

L'irruption de la Justice ne se limite pas au seul domaine de la spéculation théologique ou métaphysique. Des poursuites judiciaires ont déjà été engagées contre des historiens lorsque leurs recherches les amenaient à étudier certains événements de l'histoire (sainte?) du judaisme, et à contester l'interprétation qui en était donnée par certains auteurs juifs, plus autorisés que d'autres à avoir une opinion!

La loi Gayssot a provoqué ces poursuites, lorsqu'elle stipule, en toute iniquité en son article 24 bis: "Seront punis des peines prévues par le sixième alinéa de l'article 24 (emprisonnement d'un an et amende de 300 000,00, augmentés de diverses peines annexes) ceux qui auront contesté, par un des moyens énoncés à l'article 23, l'existence d'un ou plusieurs crimes contre l'humanité tels qu'ils sont définis par l'article 6 du statut du tribunal militaire International annexé à l'accord de Londres du 8 août 1945 et qui ont été commis soit par les membres d'une organisation déclarée criminelle en application de l'article 9 dudit statut, soit par une personne reconnue coupable de tels crimes par une juridiction française ou internationale".

EUROLIBERAL disse...

O pensamento politicamente correcto:

1) um jornal escreve um artigo contra os "pretos": é processado por racismo. Não pode escrever.

2) um jornal escreve um artigo contra os judeus: é processado por anti-semitismo. Não pode escrever.

3) um jornal escreve um artigo insultando todos os muçulmanos através do seu Profeta: ah, aí aplica-se o principio da liberdade de imprensa. Pode escrever...

EUROLIBERAL disse...

Filipe Alves,

desculpe lá, mas preconceitos são os seus (baseados na Tora). Está mais que cientificamente provado, sobretudo por estudos linguisticos, que os askenazins são de origem kahzar-caucasiana e não semita. Nem longinquamente tem algo a ver com a Palestina. E mesmo que tivessem, quod non, o direito internacional não permite despejos com base em "títulos" com 2000 anos (se o prazo de usucapião até é de 30 anos...).
Veja, por exemplo, um exaustivo artigo cientifico sobre a questão no site do judeu anti-sionista Israel Shamir (www.israelshamir.net),. Aqui vai um excerto:

However, in my view, the best evidence for the hypothesis that the Ashkenazic Jews are largely of (Slavic- and Turkic-)Khazar descent is linguistic and comes from the Yiddish language.

I believe that Yiddish is a mixed West-East Slavic language (and not a German dialect as is commonly believed—see below and my 2002). Of the two native Slavic substrata of Yiddish—Sorbian and pre-Ukrainian/pre-Belarusian (or in historical terms, “Kiev-Polessian”)—it is the latter imprint that unambiguously points to the existence of Slavic-speaking Jewries in parts of the former Khazar kingdom who eventually became speakers of Yiddish. Hence, one major venue for the birth of the Ashkenazic people would have to be in the contemporary Belarusian and Ukrainian lands, where an indigenous Slavic-speaking Jewry (as best established by the facts of Yiddish) could only be derived from the Turko-Iranian-speaking Khazars. Furthermore, Yiddish lexicon and grammar reveal links with Turkic and Iranian languages that have not been widely appreciated.

P.S. Esta estorinha das 4 mães judias do ano mil é simplesmente grotesca...

Euroliberal disse...

Sobre Israel Shamir (www.israelshamir.net):

Israel Shamir, a leading Russian Israeli writer, is a champion of the "One Man, One Vote, One State" solution seeking to unite Palestine & Israel in one democratic state. Shamir's work and that of his contributors speaks to the aspirations of both the Israelis and the Palestinians seeking an end to the bloodshed, true democracy and lasting peace.

Arrebenta disse...

http://braganza-mothers.blogspot.com/

É evidente que os fabricantes de armas já há muito estão de braços cruzados.
Para não variar, a próxima guerra será no Médio Oriente.
Não será liderada pelos Estados Unidos, mas, desta vez, e sem interposta entidade, por Israel.
Será no Irão, com o pretexto do nuclear, para libertar as rotas do Petróleo, que, por sua vez, são uma cortina sobre o gás natural, que, por sua vez oculta a Rota da Droga.
A Europa, idiota, anda a publicar caricaturas de Maomé, para ser convocada para as trincheiras.
Está com muitas saudades delas, e até se compreende.

Mr. D disse...

A questão não é se são eles ou somos nós os xenófobos. Claro que na sociedade árabe dominam o obscurantismo, que exponencia o preconceito e a incompreensão. Mas devemos nós responder com preconceito, obscurantismo e incompreensão? ou será melhor para a Europa aproximar-se destes povos e mostrar-lhes a tolerância e a abertura de espírito como valores nossos.
O obscurantismo dos países árabes não desaparece em dois tempos. Vai demorar anos. Mas não será melhor nós os ajudarmos a sair das trevas com exemplos positivos? Será o ataque e contra-ataque o melhor caminho?

EM disse...

Para o EUROLIBERAL

O pensamento politicamente correcto:

1) um jornal escreve um artigo contra os "pretos": é processado por racismo. Não pode escrever.

2) um jornal escreve um artigo contra os judeus: é processado por anti-semitismo. Não pode escrever.

3) um jornal escreve um artigo insultando todos os muçulmanos através do seu Profeta: ah, aí aplica-se o principio da liberdade de imprensa. Pode escrever...

Nenhum jornal escreveu artigos a insultar os muçulmanos. E isso é que vocês não querem ver!

文章 disse...

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