sábado, fevereiro 25, 2006

CRIMES DE ÓDIO (II)

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Matar um homossexual porque é homossexual, repito, não é o mesmo do que matar um vizinho ou o guarda de um banco. Mas, torno a repetir, na realidade não parece fácil estabelecer a homofobia como motivo único, principal ou até relevante. Basta pensar no caso do Porto. Alegadamente, 11 crianças resolveram agredir e matar um travesti. por ser um travesti ou por ser uma criatura fraca e indefesa, como o seriam, por exemplo, outra criança, um velho, uma prostituta, um deficiente, um sem-abrigo? Não vale a pena dissertar sobre a crueldade da infância e da adolescência. Ainda em 1950-60, vi torturar diariamente, e com assombrosa crueldade, o "maluquinho" (e o bêbado) de uma aldeia (a 15 quilómetros de Sintra), por crianças que não o liquidavam, imagino, para não acabar com o "jogo". O "crime de ódio" em larga escala (como há pouco tempo a perseguição e o espancamento de negros no Bairro Alto) tem uma clareza que o crime "individual" não tem. A lei não os pode confundir, nem lhes deve dar um tratamento igual. Misturar tudo, não.
vpv

50 comentários:

piscoiso disse...

Tema difícil. Eu que sou fã de "Os Sopranos". Onde o crime ocorre entre duas garfadas de macarrão.

Anónimo disse...

O caso destas crianças "assassinas" e de outras entregues a instituições que as deviam proteger, algumas estatais, são bem o exemplo de que qalquer coisa muito errada anda por aí.
Antigamente, de muitas destas instituições, as crianças saíam como cidadãos responsáveis, alguns atingindo notoriedade na nossa sociedade. Depois vieram "as amplas liberdades" instituiu-se o regime de porta aberta e crianças de tenra idade entraram em auto- gestão. Que outro resultado se poderia esperar?
Não deveriam estes crimes ser imputados aos adultos que, irresponsavelmente, andam por aí a "gerir" estes assuntos da coisa pública?

Anónimo disse...

... as crianças "em auto gestão" é uma imagem fabulosa...

Anónimo disse...

Não ouviu nas notícias que alguns dos assassinos confessaram que saiam muitas vezes à noite para atacar homossexuais? Pois, este tipo de coisas já não lhe convém mencionar, senão o belo do post ficaria sem sentido algum.

Anónimo disse...

Declaração de um padre da instituição que tutelava alguns dos adolescentes envolvidos no homicio do travesti.:

"...andavam há algum tempo a ser assediados pelo travesti / pedófilo...isso não os desculpa claro nem os torna inocentes, mas..."

Declarações desta índole dizem muito sobre algumas instituições tuteladas pela igreja Católica como é o caso do colégio de S.Domingos no Porto ao qual estavam entregues os jovens em causa...

Resta dizer que infelizmente muitas destas instituições se tornaram em meros depósitos de jovens em vez de os formarem e os tutelatem efectivamente...

Os resultados estão à vista...

Orlando Nascimento disse...

O grave neste crime é que a própria comunicação social explica o crime como mais um fenómeno de homofobia. O BE esquerda agradece tamanha estupidez.
O que se dirá quando um bando de marginais assassinos achar por bem matar todos uns sem abrigo das nossas cidades? será luta contra a pobreza?
(http://gonio.blogspot.com)

Rui Jam disse...

Quando se fala do ódio homofóbico nunca ninguém se “estica” nas eventuais razões desse ódio. Por que será? E por que será ele maioritariamente dirigido “aos” (e não “às”) homossexuais?
É um facto que muitos homos são agredidos e perseguidos até nas ruas. Mas, porque não se discute qual a razão das vítimas serem sempre muito mais “eles” do que “elas”?
Teoria:
As lésbicas adultas raramente, ou mesmo nunca (que se saiba) perseguem meninas adolescentes ou pré-adolescentes.
No entanto, uma parte significativa dos homossexuais masculinos em alguma altura das suas vidas “brincou” ou quis brincar com cachopinhos em idade pré-púbere.
Acham graça à facilidade e espontaneidade das erecções juvenis. Gostam de ter conversas com eles que sabem que os excitam, gostam de lhes mostrar fotos ou filmes. Gostam de “ver os resultados”. Uma coisa leva à outra e acabam a abusar deles. Há muitas formas de abusar…
Quanto mais pequena for a comunidade (terrinhas da Província), melhor se conhecem estes desvios e mais se perseguem os pederastas, que medram melhor nas grandes cidades. Por isso as mães alertam os filhos muito mais preocupadas com os filhos do que com as filhas. Com essas, a preocupação é de outro tipo…
Talvez esta seja uma das raízes do tal ódio homofóbico de que se fala agora tanto, sem que sequer se alinhavem as possíveis razões.

Anónimo disse...

Razões há muitas. Uma delas é as crianças serem abusadas sexualmente pela própria família.

Carlos Medina Ribeiro disse...

Eu sei que o que está em causa, neste caso, é grave demais.
Mas não resisto a comentar o seguinte:
.
Quando eu era miúdo (nos anos 50...) e fazíamos malandrices, os nossos encarregados-de-educação eram co-responsabilizados por elas: quantas vezes tinham de ir à esquadra connosco e pagar os prejuízos que causávamos - nem que fosse um vidro partido com uma fisga!
.
Hoje em dia, quando um jovem comete um delito qualquer, o normal é um encolher-de-ombros acompanhado de um «Não podemos fazer nada... É um menor...».

Mário Figueiredo disse...

Não sei se concordo VPV.

Se definirmos como crime de ódio, o acontecido no passado fim-de-semana no Porto, não se estará implicitamente também a transmitir para estas crianças um nível de imputabilidade que a lei, pelo facto de serem menores, não prevê?

xatoo disse...

esta foi a melhor:
«Expresso da Meia-Noite»

Sir Robert Southwell (Embaixador Britânico em Lisboa):
- «Se quereis ver os portugueses vencidos, deixai-os uns com os outros».

maloud disse...

Esse crime aconteceu perto da "fronteira" das Antas, onde vivo. Não conheço a zona, mas havendo lá uns cinemas, o meu filho já há uns anos {ele hoje tem 21} dizia que ali era impossível ir, porque era um antro de prostituição, de "ressacas" e de violência adolescente. Com certeza, as polícias conheciam o quadro. Ora o que eu vejo é a pacata Pç Velasquez super policiada, inclusive com aquelas carrinhas da polícia de intervenção {desde o Euro que é este circo policial} e estes locais entregues à marginalidade. Quanto aos meninos que fizeram esta barbaridade, não me venham mais uma vez com os 'tadinhos instituicionalizado, a família disfuncional e as tretas habituais. Os meninos sabiam o que estavam a fazer e fizeram-no com requintes de crueldade. Eles precisam não de cadeia, mas de uma instituição competente que os reabilite.

Carlos Medina Ribeiro,
Neste mês de Fevereiro em comentário a um post da CCS, sobre as "instruções" do ministro da Justiça eu contei uma história. Se quiser ter a maçada de a ler talvez não diga "Não podemos fazer nada...É um menor..."
Cordialmente

lavador disse...

meus caros

os putos não são crianças
ingénuas.

SÃO ASSASSINOS de menor idade.
Inimputáveis... coitados.
Curiosamente e depois do advogado do bibi requerer
putabilidade à Juiza, vem o Ps a sugerir que os craques políticos, sejam julgados por gente
superior, mais experiente(sic).

Privilégios de facto suspeitos,e tudo indica, aparentemente interactivos.
ou então, há bruxas.

tudo isto põe a chamada
instituição(?) Justiça, em questão.

Isto significa que + de 90% dos processos judiciais, são julgados por imcompetentes.
Que só são instituição, porque interessa ao governo "ao tempo".

Parece-me que estes senhores, terão de ser referendados. Os que não prestam, vão para casa com o vencimento mínimo.
E só.
Do mesmo modo que os chamamdos políticos, deviam ser ressarcidos;
vencimento atribuído legalmente até trabalharem para o povo,
igual ao povo quando para eles deixarem de produzir.

isto está-se a complicar.
Por laxismo de nós.
TODOS

Anónimo disse...

Concordo que os putos não sejam criancinhas ingénuas e são agressivos e violentos, como se vê. Mas de quem será a maior culpa? Deles? Não! É de todos nós.
De algumas instituições nem é bom falar - basta ouvir alguns srs. directores (a maioria deles ligados à igreja, infelizmente)para ficarmos esclarecidos; mas também de pais e encarregados de educação que permitem que os meninos tenham TVs no quarto e muitos jogos e computadores, que nem de longe nem de perto controlam (e tb duvido que estejam interessados nisso para não terem 'problemas' com os meninos) e permitem aos rebentos dormirem às horas que querem, acordarem de noite para ver os programas que querem e chegarem às escolas com bebedeiras de sono e sonhos de violência e agressividade que executam à primeira cena que lhes desagrade.
Era altura de os adultos se responsabilizarem mais e deixarem de confundir de uma vez por todas que liberdade não é o mesmo que libertinagem e a liberdade implica sempre muita responsabilidade. A disciplina também nunca fez mal a ninguém. Só nos resta carpir pelos crimes que vão surgindo? Não, julgo eu. Seria bom que todos os adultos deste país pensassem que o problema é sério, é grave e é de todos nós. Era altura de olharem para os jovens de outro modo. Eles precisam de modelos e de pessoas que não vacilem.É como tudo - o difícil na educação dos filhos é dizer não. É preciso coragem e muito amor, para que cenas destas não nos envergonhem.

Anónimo disse...

e porquê não os matais!!!!!!!!!!!! FORÇA hombre de cojones y mujer de cojones. Fazei. deixem isso das letras ACÇÂO!!!!!!! pero que ignominias sois.

mateis si a vos otro despacio......

maloud disse...

Esta bestialidade infanto-juvenil sempre existiu. O Dr. Pulido Valente lembra-se de um episódio da década 50-60. Eu, que sou ligeiramente mais nova, lembro-me de episódios ocorridos aqui no Porto na década 60-70, e não era com jovens carentes, mas de "boas famílias". As minhas filhas contaram-me episódios sórdidos que se passaram com uma desgraçada que anda por aqui, e que todos conhecemos como Ana, na década de 90. Os autores eram o que agora se chama "queques". O meu filho relata coisas impensáveis que se vão passando com um desgraçado de um arrumadornesta 1ª década de 2000.
Estes pequenos bandidos só ainda não tinham chegado ao assassinato. Porquê? Talvez a explicação nos tenha sido dada pelo autor deste post

pipilota disse...

A criminalidade infantil está aí, não podem ser considerados inimputáveis até aos 16 anos...e eu não acredito na capacidade de reabilitação das instituições, muitas delas ligadas à Igreja.Têm qualquer coisa de sórdido, um pouco como os hospícios do séc.XIX...

pipilota disse...

e os 'queques ou betos' sempre fizeram merda, nos anos 70, 80, 90, 00. Metem-se nas drogas mais caras e perigosas, vendem recheios de casas de família, pinhais e apartamentos em Telheiras... são uma raça a abater, sempre!

Woman Once a Bird disse...

E continuamos a iludirmo-nos; desculpamos as consciências afirmando exaustivamente "adolescentes de instituição" a fim de escamotearmos o problema, mas intuimos que isto poderia ter acontecido com outros "adolescentes"; afinal de contas, o mais temos hoje são adolescentes em auto-gestão. A diferença é que vão dormir a casa e têm a quem chamar de pai.

xatoo disse...

ali atrás foi a bola, agora temos as prostitutas transexuais, ontem foi a Irmã Lúcia
Na trilogia neofascizante em implementação,,,já que a bola tem de fazer sempre parte do menú
ao menos leiam aquilo que verdadeiramente interessa
e não se deixem arrastar pelas conversinhas moles de VPV e CCS, Paulo Portas&Comp.

xatoo disse...

é importante notar que os adolescentes que agrediram a prostitutra já em condições bem degradadas de vida - esses adolescentes que cometeram o crime são EDUCADOS PELOS PADRES das Oficinas de São José.
É preciso não escamotear certas coisas.

Filipe Castro disse...

O comentario assinado por Rui Jam, a insinuar que todos os homossexuais sao pedofilos é absolutamente abjecto.

Ha muitos anos o Miguel Esteves Cardoso escreveu numa cronica que havia imensas pessoas que eram nazis e nao sabiam porque viviam em democracia. E esta generalizacao é absolutamente troglodita e criminosa.

Filipe Vieira de Castro
College Station, Texas, EUA

Filipe Castro disse...

E ja que estamos a falar de homossexualidade e pedofilia num blog de direita, vale a pena repetir aqui uma piada de um comediante americano que ouvi ha pouco tempo na televisao (a proposito dos 5.000 padres que estao acusados de abuso sexual de menores aqui nos EUA) : para a Igreja Cataolica a diferenca entre homossexualidade e pedofilia é clara. A homossexualidadee um estilo de vida escolhido de livre vontade, perverso e pecaminoso, que leva quem a adopta direito para o inferno; a pedofilia é um problema macador, mas que se resolve mudando os padres de paroquia em paroquia.

José Mendes disse...

Eu sou guarda de banco, senhor VPV. Por que razão é que a minha vida vale menos do que a de um homossexual ou de um 'travesti'? E se um sujeito for guarda de banco E homossexual, e o matarem? Qual é a razão do crime, homofobia ou roubo de banco? Ambas, com agravante por causa da preferência sexual? O seu poste é lamentável.

Anónimo disse...

ASSASSINOS.Berrei, já me sinto melhor.

sniper disse...

A situação vai ficar cada vez mais grave e fora de controlo, à medida que as "pontas" da nossa sociedade forem ficando mais soltas. Os pais, os avós, em suma toda a família desses rapazes e raparigas de que estamos a falar, estão a enfrentar situações que eram impensáveis quando eles tinham a idade deles, como por exemplo o desemprego,ou o trabalho precário, com todo o rosário ou via sacra de consequências na educação e bem estar das família, problemas esses tal como os conhecemos hoje. Portugal entrou tarde demais no mundo real e muito mal preparado. É preciso não esquecer que o 04/25 foi há mais de trinta anos, e que há uma série de assuntos mal resolvidos, e de quimeras prometidas ao povo que nunca foram cumpridas, e neste particular a esquerda foi 100% irresponsável e socialmente criminosa. O 04/25 lançou anátemas contra tudo e todos, desde a educação aos meios de produção, criando em espíritos menos preparados e consistentes uma série infindável de expectativas mirabolantes. O caldo ou o refogado estava preparado, com a chegada dos portugueses das ex-colónias em que os moçambicanos eram mais "abertos", ( a influência anglo-saxónica da África do Sul, Rodésia-Zimbábwé foi marcante ), que os angolanos, ( Angola sempre foi a "Little Portugal" de áfrica ), vieram criar um Portugal a diversas velocidades e estilos de vida. Resultado, com as novas tecnologias que dão acesso a sites, ou melhor situações impensáveis na minha geração, filmes, jogos, notícias diabólicamente cruas nos telejornais, o desemprego, o desencanto, uma educação industrializada e desumanizada de péssima qualidade, vieram criar factos novos na nossa sociedade, nos quais as élites que nos governam e fazem leis, se recusam a acertar os seus " relógios" com a hora actual que vivemos. É natural, hoje quem vota é cada vez mais quem vive e cresceu à margem destes problemas, mas não se esqueçam que muito brevemente nós é que vamos viver em "condomínios ultra fechados", e a selva fica lá fora. Isto porque, e mais uma vez, nos recusamos a lidar com estes assuntos abertamente, e não como tábus sociais. Portugal, é o paradigma da política do "enquanto o pau vai e vem, descansam a costas". Só sabemos criticar os EUA, Brasil, França, etc, por terem estes problemas com grande visibilidade, que são inevitáveis, mas que podem ser tratados e até contidos, evitando o seu crescimento em exponência, mas mais grave ainda criticamos as medidas e as leis que eles implementam. Meus caros companheiros de blog, a tragédia é que AS NOSSAS ÉLITES SÃO UMA MERDA. UMA FRAUDE.

piscoiso disse...

E se for guarda-redes transsexxual ??

Carlos Medina Ribeiro disse...
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Carlos Medina Ribeiro disse...

Maloud 11:15PM

Claro que se pode fazer MUITA coisa!
Mas a frase "Não se pode (ou não adianta) fazer nada!" tenho-a ouvido a agentes da PSP com quem tenho falado por causa de assaltos no meu bairro.
Pelo menos referindo-se à pequena criminalidade, queixam-se daquilo que toda a gente sabe:

«Eles são logo soltos e ainda vêm gozar connosco!».

Depois ( e isso não é novidade para ninguém) é uma questão de tempo até evoluírem dessa pequena criminalidade - impune - para a maior.

-
Curiosidades adicionais:

Recentemente, houve um grande assalto no meu prédio, à luz do dia. Várias pessoas viram os ladrões, e há quem garanta que sabe quem são. No entanto... dizem que "temem represálias" e, chamados à PJ, negam.

Assaltos a parquímetros e a cabines telefónicas são feitas à luz do dia, na hora de ponta, e por vezes (como já assisti) a poucos metros de agentes da Polícia Municipal e da PSP.

Num dos casos, o agente "estava de serviço" à ZARA e outro à Assembleia Municipal.
Por isso - informaram-me - não podiam sair dali e ir apanhar os ladrões.

maloud disse...

Carlos Medina Ribeiro,
Eles são logo soltos, mas ficam, ao que julgo saber, com termo de identidade e residência. Não se dará o caso de a polícia também ter medo destes Al Capone em miniatura {eu tenho} e, para mostrar serviço, intervir em situações no mínimo caricatas, com um aparato de filme policial?
Cordialmente

Anónimo disse...

Interessante debate. A culpa da criminalidade envolvendo menores, admitindo mesmo que o caso é de génese complexa, temos que atribuí-la, em última análise, "aos mais Altos Magistrados da Nação", essa élite que, como aqui foi referido, parece preparar-se para viver em condomínio ultra-fechado, deixando cá fora alguns guardas a defender capelinhas que não podem abandonar, nem para perseguir um ladrão que actue debaixo do seu nariz. Élite que, se estivesse cá para dar exemplos, não exigia, só para si, os mais aptos magistrados judiciais, lançando sobre todos os outros o anátema da incompetência.
As crianças, todas as crianças do mundo, precisam de referências que lhes nortei a evolução; e, mesmo para as que crescem no seio da família não é certo que as encontrem. Daí as badaladas instituições que perscrutam menores em risco e têm força legal para os acolherem em sítio seguro.
Porém, a franja maior é a das crianças pobres e/ou abandonadas, sobre as quais as instituições públicas têm uma responsabilidade acrescida e é urgente actuar, dado o que, sobre as suas vidas, tem vindo à luz do dia; a menos que as nossas referências baixem ao nível da Africa sub-saariana.
A conclusão óbvia é que TODOS temos que lutar para que não baixemos a esse nível. Nesse e noutros degradados aspectos da nossa vida colectiva.

Filipe Alves disse...

As pessoas esquecem-se que não é com leis que se resolvem esse tipo de problemas, mas sim com valores (e não é com disciplinas de "educação cívica" que se incutem valores às crianças, mas sim com o exemplo de quem os educa). Além disso, esse tipo de coisas fazem parte da condição humana... sempre existiram e sempre hão de existir.

d. disse...

Os rapazes agressores confessaram que tinham o hábito de sair à noite à procura de homossexuais com o intuito de lhes bater. Se isto não é homofobia é o quê?Parece-me claro tratar-se de um crime de odio... Em que a vítima foi um transexual e não travesti como erradamente a comunicação social tem noticiado.

terceiro andar disse...

A questão é: 14 jovens MATARAM um homem.

Homofobia? Ódio? Delinquência?

Não sei. O acto em si é que tem que ser punido.

E todos deveriam ser punidos. Ou só o de 16 matou em consciência? Os de 15 e 14 não! A responsabilidade penal deve ser repensada. Um jovem com 14 anos já distingue o bem e o mal, o certo e o errado.

As razões que levaram ao acto não devem ser desdramatizadas, ainda assim cabe aos autores do crime reflectir sobre elas. Porque não fazê-lo durante o tempo de prisão?

VB

maloud disse...

Porque, ao que sei, em Custóias não há grande espaço, nem ambiente para a reflexão. E porque, mesmo que houvesse, com aquelas idades talvez seja aconselhável haver alguém que ajude à reflexão.
Daí me parecer que uma instituição fechada competente os poderia ajudar na reabilitação. Afinal há tanto psicólogo que, quando estas coisas acontecem, vem debitar para as televisões pérolas de sabedoria. Porque não, passarem à prática?

terceiro andar disse...

Não descarto a hipótese de uma instituição fechada. Sendo que tem que haver disciplina para aprenderem aquilo que, pelo menos, não devem voltar a fazer.

Psicólogos para ajudar à reflexão, não sei. Tenho as minhas dúvidas em relação à eficácia desses profissionais.

Agora, uma instituição em regime semi-aberto, como foi decretado, não me parece que vá dar os seus frutos.

Uma prisão. Não acho que seja um exagero.

Que se tome medidas no sentido de se criar um espaço direccionado para adolescentes, para que não estejam em contacto directo com a triste realidade que se vive nas "prisões de adultos", de modo a evitar uma aprendizagem ainda mais desviante, com isso já concordo.

VB

maloud disse...

Estamos de acordo no essencial. Às vezes também ponho dúvidas aos ditos psicólogos. Alguns são bem incompetentes. Até eu sei dizer aquelas banalidades. Só não sei citar uns autores.

Anónimo disse...

Acho que o o facto da vítima ser um travesti está a ofuscar o essencial. E o essencial é simples. Uns jovens, com idade suficiente para compreender os seus actos, resolveram espancar um indivíduo durante uma semana e acabaram por matá-lo. No fim, tentaram esconderam o corpo. Coisas a reter? Várias:

1) O caso não decorreu de uma situação fortuita. O indivíduo não morreu na sequência de uma agressão esporádica, daquelas que muitas vezes ocorrem na noite, entre pessoas que momentaneamente perdem a cabeça e se envolvem numa zaragata que acaba mal. Morreu porque foi repetidamente agredido de forma premeditada. Jovens que não tinham mais nada para fazer ESCOLHERAM, por um motivo qualquer, ir bater numa pessoa.

2) Os jovens eram perto de uma dúzia. O agredido era um.

3) O facto dos jovens terem vivências problemáticas é irrelevante para o caso em questão. Não estamos a falar de roubo de auto-rádios, estamos a falar de tortura que conduz à morte.

Não há margem para dúvida. Em tempos mais bárbaros, estas "crianças" teriam sido entregues ao povo para serem elas próprias espancados até à morte. Nos dias de hoje, felizmente mais civilizados, estes jovens mereciam cadeia.

sniper disse...

Estou em linhas gerais de acordo com o anónimo das 5:48 PM, mas estou ainda mais interessado é nas razões, nos "porquês" destas situações. Os rapazes foram MAUS, as instítuições e os seus técnicos incompetentes,etc, mas porquê?

maloud disse...

Porquê? Você ainda acredita na bondade inata? Nunca foi passar uns dias ao campo e viu como as crianças torturam gafanhotos, caracóis, borboletas? A bondade, a compaixão, o respeito, o horror ao sofrimento do outro só se adquire pelo exemplo e pela educação. Senão é esta barbárie. Eu também pergunto porquê, mas sei que fui educada para não entender, não aceitar e me horrorizar

pirata vermelho disse...

sim, as crianças não serão inimputáveis depois dos dez anos.
antes é discutível; em 2006!

sniper disse...

Parabéns Mª de Lurdes. Em cheio. Estamos mal preparados, mas os tempos não se compadecem. O que fazer? Salvaguardando as óbvias distâncias e intensidade dos acontecimentos, lembra-me um pouco quando o povo alemão foi confrontado com os horrores da guerra e do holocausto. A estupefacção e a incredulidade. They learned on the hard way.

maloud disse...

Eu sei lá, Sniper. Procurei, com os que tinha à minha guarda, transmitir o que era verdadeiramente importante e tenho a certeza que consegui. Eu digo sempre que podemos melhorar, mas que aos 18 anos {é a minha idade fétiche} já se escolheu o "carácter" com que se vai viver. Estou-me nas tintas para os pequenos disparates, mas crueldades físicas ou psicológicas, nunca lhes admiti.
Talvez se os pais estivessem mais atentos a isto, em vez de concentrarem toda a atenção nas notas e nos charros, nós não tivessemos estes pequenos Átilas.

Rui Jam disse...

Quando se fala do ódio homofóbico nunca ninguém se “estica” nas eventuais razões desse ódio. Por que será? E por que será ele maioritariamente dirigido “aos” (e não “às”) homossexuais?
É um facto que muitos homos são agredidos e perseguidos até nas ruas. Mas, porque não se discute qual a razão das vítimas serem sempre muito mais “eles” do que “elas”?
Teoria:
As lésbicas adultas raramente, ou mesmo nunca (que se saiba) perseguem meninas adolescentes ou pré-adolescentes.
No entanto, uma parte significativa dos homossexuais masculinos em alguma altura das suas vidas “brincou” ou quis brincar com cachopinhos em idade pré-púbere.
Acham graça à facilidade e espontaneidade das erecções juvenis. Gostam de ter conversas com eles que sabem que os excitam, gostam de lhes mostrar fotos ou filmes. Gostam de “ver os resultados”. Uma coisa leva à outra e acabam a abusar deles. Há muitas formas de abusar…
Quanto mais pequena for a comunidade (terrinhas da Província), melhor se conhecem estes desvios e mais se perseguem os pederastas, que medram melhor nas grandes cidades. Por isso as mães alertam os filhos muito mais preocupadas com os filhos do que com as filhas. Com essas, a preocupação é de outro tipo…
Talvez esta seja uma das raízes do tal ódio homofóbico de que se fala agora tanto, sem que sequer se alinhavem as possíveis razões.

maloud disse...

Lá está o eco na blogosfera.

lavador disse...

como hoje é domingo de carnaval, 3 coments.:

#espanhol anónimo:
conte como resolve o problema no seu 4 vezes maior pais.
#passarinha
o problema é que nem têm pai. São filhos da puta que os pariu.
#piscoso
então, o que "haveram"
de fazer? Viaravam o cú, man...

cumps ao sniper e aos autores do blog, que proporcionam estas tertúlias delíciosas e
PROvàvelmente inconsequentes no futuro, mas importantes
para reflexão.

Eu, gosto mais é de vinho tinto e estou irritado, porque no corte inglês me levam 3.10 € por um copito normal de vinho.
Mais grave, porque é rioja e eu compro uma garrafa a 1.19€.
Eu, que sou de boa boca.
Nacional e novo, é que gosto.
cumps

Politikos disse...

Problema analisado com clareza meridiana e sem réstia da habitual ironia ácida. «Misturar tudo, não». Parabéns, vpv.

lavador,claro... disse...

este coment. do politicus, é de grande profundidade.

depois de ouvir o arquitecto vitorino ps, vou reflectir.

Dormindo...
nb€: os arquitectos desenham, mas...não executam.

Helena Flatos disse...

Não percam a proxima Atlantico! O Eminente Fernandes escreverá já para a semana sobre a mais manhosa conspiração nacional e denunciará "Os Protocolos dos Sábios de Sodoma".
Salvem as nossas famílias da agenda gay.

lavador disse...

oh exma. sra, dona Maloud

só agora li o seu coment.
sobre os putos.
e estou de acordo.

os pais nestes casos(não quero diminuir o tamanho das letras), DEVIAM responder pelos putas ou putas.

De contário, a inimputabilidade transforma-se em conivência criminal.
Mas abe que esta coisa, é feita por chamados legisladores, que dão para os dois lados. Sempre.
Donde, não há lei.
Há interpretação.
Esta, depende da côr.
Os incapacitados são criminosos, os capazes são amnistiados. Repare que amnistiar, é safar...

Se estiver de acordo ou até não, vou-lhe contar uma história que exemplifica o que quero dizer.
Que é um caso de PJ, que não actua, porque não convém.E só.

Mas temos centenas de exemplos.
ue seria bom aqui serem denunciados.
E aqui, PORQUE ATÉ VER,
não podem vir-nos buscar este maquinismo, porque é Blog.
Mas olhe que pelo andar da carruagem, ELES vão là.

É que isto dos socialistas, é complicado.
Ainda por cima, quando eram mais esquerdistas do que o trotski (de sky).

Não é fácil, não .
São verrinosos. mesmo em 2006.
E as leis, são as convenientes e adequadas ao momento que pode ser efémero.Mas, enquanto o pau vai e vem, é fartar vilanagem.

Constituição?
que constituição?

Lembro-me sempre de uma enga. açoreana a quem tive o privilégio de dar formação, que sendo responsável por centena e meia de trabalhadores, 60% jovens, os incentivava a melhorar em rentabilidade.

Um dia, no meio deste tipo de "promoção", um representante dos jovens, (26 anos), perguntou em açoriano, claro,
Enga., FUTURE? QUE FUTURE? assim com E