segunda-feira, fevereiro 27, 2006

CHOQUES

manifpaquistão
O Islão, na sua secular teimosia, não respeita a liberdade de expressão? O Ocidente não só compreende como se deslumbra perante a justa indignação de uma religião ofendida. A simples ideia de que há gente no mundo capaz de queimar bandeiras, de perseguir pessoas e de destruir embaixadas em defesa dos seus símbolos sagrados atrai qualquer descrente “civilizado”. O sagrado é um dom do Outro numa sociedade laica que não suporta as suas próprias origens. A exibição pública de um crucifixo, esquecido numa escola do interior, dá azo a luxuriantes cruzadas: de repente e à conta do crucifixo surgem laicos exacerbados, defensores intransigentes da separação entre a Igreja e o Estado, a espumar de indignação, nos cantos mais improváveis. A referência ao cristianismo no preâmbulo da finada constituição europeia foi pudicamente retirada a bem dos costumes e do respeito pelos princípios. Um padre católico, do alto do seu pequeno púlpito, é rapidamente trucidado pelas forças vivas da sociedade ao mais leve delito de opinião. A Igreja Católica imiscui-se excessivamente na vida dos homens. Mas a fúria do Islão, com a sua fé demente e o seu fanatismo impensável, merece todo o respeito. E a mais justa compreensão. Fala-se em choque de civilizações. Mas o choque está dentro de nós.
ccs
(publicado na revista Atlântico)

83 comentários:

Rui Rocha disse...

1. Só se indigna com a "excessiva" catolicização da sociedade portuguesa (crucifixos nas escolas, altos "dirigentes" católicos com poder na opinião pública...) quem possui o tipo de opinião que não (tão) cedo frutificará neste país. Somos um país religioso por definição.

2. Claro que o Islão merece todo o respeito, porque remete para um tipo de sociedade e cultura distintos dos nossos, que por isso devem ser abordados não à luz das nossas concepções mas de uma forma diferente e integrativa. Mas claro que o fanatismo não merece esse respeito (e não esqueçamos que releva para uma minoria).

zazie disse...

ora bem...

laicos exacerbados= ateus milintantes=jacobinos. Sempre foram uma praga e estão de novo em grande actividade

zazie disse...

é por isso que desta vez com a historieta das bandeiras e dos cartoons houve tanta esquerda dividida.

Anónimo disse...

o Islão tem o respeito que os media lhe garantem

Anónimo disse...

Exactamente.

Anónimo disse...

Tudo bem!

O problema é que não pode haver regras universais para viver neste Mundo. Ditadas por quem e em nome de quem?

Agora, por cá ( para Portugal) quero um estado laico.
...se o Irão optar por um estado teocrático ...não vou à Pérsia!

Pés de Chumbo disse...

não podia estar mais de ascordo com o k está escrito neste post!
vem de encontro akilo k eu penso!
parece k mta gente na europa tem vergonha do seu rico passado! e ataca-o para parecer junto a minorias e a outras culturas k é isento! Essas culturas xamam a essas pessoas tolas por não defenderam a sua cultura religiosa!

pirata vermelho disse...

aparentemente sensata, a opinião deste anónimo-das-10e06 é insidiosa e plena de complacência. Acompanho a sua inquietação, Constança; que mais não seja em nome de uma integridade de que me reclamo, em nome todos os que invectivei pela sua religiosidade militante, que me ofendia. Ou... as igrejas são isentas?

maloud disse...

Lá muito atrás fiz a declaração de interesses que, julgava eu ingenuamente, tornaria tudo mais claro, e informei que era agnóstica. Tive os meus filhos na Ordem da Trindade e na do Carmo. Frequentaram, desde a infantil até ao 6ºano, o colégio das Escravas. Em todo o lado havia crucifixos. Faziam parte das regras do jogo que eu livremente escolhera. Quando passaram a frequentar a escola pública Aurélia de Sousa, não havia crucifixos e, se houvesse, eu requeriria a sua retirada, porque esse não é a regra do jogo com o Estado laico, em que os meus impostos também ajudam a pagar a escola.
Dito isto, possuo algumas obras, quer de pintura sobre temas do cristianismo, quer da chamada arte sacra. Trata-se de obras de arte que eu herdei e penso transmitir aos meus filhos. Os crucifixos das escolas não são arte. Foram comprados por atacado, para serem pendurados nas escolas, nos liceus e nos hospitais.
Eu não quero viver num estado semi-teocrático, em que a fealdade de um crucifixo de feira me é imposta num espaço público que é de todos.
Defendi a publicação das caricaturas e defendo isto. Cristo para mim não é mais nem menos que Maomé.

Carlos Indico disse...

Dizer Sim,mas ...Não. Dizer Nós, mas ...Eles. Dizer Ocidente, mas ...Oriente.Dizer Fanatismo mas...Respeitável.Dizer Descrente mas,....Crente. Direitos sim,...mas Respeitinho.Responsabilidades sim,...mas Coitadinhos. Expressão Sim,....mas Cuidadinho. No fim é tudo INHO.
A Habilidade estafada de dizer Isto e Aquilo, nem uma Coisa nem Outra. Dizer e não Afirmar nada, não Negar nada.Palavras Cruzadas com um dicionário de rimas.Devia estar na penúltima página.Agora já chegou aos blogues.
Comem tudo.

Anónimo disse...

Rui Rocha,
"Somos um país religioso por definição"?!! Onde é que aprendeu isto? Onde verifica?
Concordaria consigo se escrevesse "Somos um país religioso por superstição".

zazie disse...

ninguém anda a colocar crucifixos nas escolas! haja juízo! houve, isso sim, uma brigada de ateus militantes que se deu ao trabalho de correr todas as escolinhas de Portugal à procura dos que restavam. Encontraram meia dúzia e fizeram disso um caso.
Levaram tampa, ao que consta e bem, até porque esbarraram com outros poderes e com eleições.
Mas já fizeram processos a padres e até têm advogado que milita por isso.
São as ONGs da moda. Pena que não lhes dê também a vontade "ecuménica" que os leve a proselitar lá mais para Oriente...

lusitânea disse...

Cara CCS
Pensamento limpinho.Temos 15.000.000 de muçulmanos na Europa.Algumas Portuguesas foram na onda dos do politicamente correcto e expiaram as suas penas.Uma belga convertida rebentou-se no Iraque.Mas quem se interessa se isso é contra a corrente?
O que eu sei é que em 30 anos temos n mesquitas onde não havia nenhuma...
Que os nossos estudiosos compilem aquilo que se fazia no tempo do nosso 1º rei fundador para que caso seja necessário...

EUROLIBERAL disse...

O que é preciso é contra-terrorismo semântico... (resposta a A. Figueira no Aspirina B)

O nosso bravo A. Figueira (claro que há muito pior...) está feliz. Encontrou um pretexto para não ter de responder, ou melhor, para não ter de mostrar que não tinha resposta... O velho golpe do "estão verdes"...

Nestas questões de guerras, muitos esquecem que a principal é a da legitimidade, da semântica (antes dizia-se, da propaganda...). Ora, a partir do momento em que os nazi-sionistas conseguem generalizar como "neutro" e aparentemente anódino, o tratamento de "terrorista" em relação aos movimentos de resistência à ocupação, a guerra "tout court" torna-se muito mais difícil. Porque o "terrorista", mesmo agredido, ocupado e com a razão do direito, é necessariamente "culpado". O que eu faço, como amigo da verdade e do direito internacional, é contra-terrorismo semântico. Não é puro acaso nem obssessão gratuita se para mim não existe um "estado de Israel" mas sim uma mera entidade de facto nazi-sionista, fundamentalista, terrorista, anti-democrática e apartheidesca, tal como para mim não há "tropas da coligação" no Iraque mas apenas terroristas cruzados. Ceder à manipulação histórica e chantagem emocional dos nazi-sionistas (designando, p.exº, o holocaustozinho judeu por "O Holocausto", como se não houvesse, infelizmente, mais e maiores) é fazer o seu jogo, mesmo que se diga o contrário. Res... non verba. O mesmo se diga quando, mesmo defendendo abertamente a causa palestiniana, se deixa cair um escandaloso apodo de "terroristas" a propósito dos patriotas da resistência armada ao ocupante, pelo simples facto de não matarem com mísseis, Apaches e tanques, mas artesanalmente, transformando o próprio corpo em míssil ou avião...

Cedências gratuitas, sem base legal e ética, no campo semântico aos nazi-sionistas, os grandes mestres da manipulação dos midia a nível mundial, equivalem a alinhar com estes, diga-se o que se disser. Eu não alinho. E tanto pior se as marias-que-vão-com-as-outras se escandalizam. Eu não estou aqui para fazer fretes, mesmo que embrulhados em hipócritas prevenções inconsequentes. Mas nunca invoco as "diferenças de linguagem" de um contraditor para fugir com o rabo à seringa. Não lhes dou esse prazer. Rebatendo a sua perfídia semântica, ataco-os forte e feio sobre o fundo da questão, deixando-os encostados ao muro e de calças na mão, exibindo a crua nudez da sua ignorância e desonestidade intelectual... É que eu tenho argumentos... e não preciso de pretextos, muito menos dos "puxados pelas orelhas"... Chacun son truc...

P.S. Infelizmente não fui eu a inventar a categoria do "racismo de classe". Lia-a na variada bibliografia hoje existente sobre os crimes do estalinismo. E os Holocaustos existem porque de facto existiram. E não apenas a partir do momento e com a relevância conferida pela sua divulgação no ocidente, qual nova moda, por este ou aquele intelectual, de acordo com a tese figueirina.

Se assim fosse, então teriam razão aqueles que conferem ao holocaustozinho um "carácter único": De facto, o holocaustozinho do "povo eleito" tem mil vezes mais "trombeta" que O GRANDE HOLOCAUSTO RUSSO... Falta de humildade evidente de intelectualóides que pensam que a realidade não tem existência real e prévia à sua "autenticação" pelas suas cabecinhas...

Anónimo disse...

É o resultado da educação católica,nim... os Holandeses (mais velhos, acho eu) orgulham-se de se considerarem "brutaal" : "ja is ja ,nee is nee", execram o "ja maar" (sim, mas)que grassa na camada mais jovem, será do calvinismo? Será por acaso (ou talvez não) que já foram dois de lá assassinados, por razões diversas, é certo, mas que tinham em comum rejeitarem o "politicamente correcto"?...

zazie disse...

além do mais toda a gente fala de cor sem saber no que consiste um Estado laico. Nem sequer a Constituição impõe isso. Apenas diz que as Igrejas são autónomas.

Em Inglaterra a rainha é a representante da Igreja e a Inglaterra não é um Estado teocrático.
E por acaso, seja lá como for, têm menos problemas de integração com emigrantes, essa é que é essa.

Ja a França, com aquela tradição jacobina é ver no que dá....

Por cá há uma tradição jacobina de esquerda muito forte. Tem sido a responsável por muito totalitarismo... e continua a ser

Carlos Indico disse...

Áh, esqueci-me que o artigo era para a Atlãntico.

zazie disse...

agnóstico não nega Deus, apenas não toma partido. Não sei qual é o problema de alguém dar educação religiosa a um filho mesmo não o sendo...

os filhos não são apenas nossos prolongamentos. Não são objectos comprados na feira nem clones de estimação.

Carlos Indico disse...

Ó Euroliberal estás sim a fazer um frete. Mas se não dás por isso...

Anónimo disse...

Maloud,

Até gosto dos seus comentários, mas confesso que, por vezes a Maloud me confunde. Explique-se lá (isto porque, pelo que parece, não lhe é cara a exposição)porque é que uma agnóstica põe os filhos a estudar numa escola religiosa. Não haverá nenhuma incoerência? Não causará confusão na cabeça das criancinhas?

zazie disse...

ahahahha

maloud disse...

Os crucifixos foram colocados nas escolas, nos hospitais, nos tribunais e não sei mais onde, pelo Estado Novo. Não disse que andam a colocar crucifixos nas escolas, agora.

zazie disse...

que história deliciosa, Carlos Medina ":O))

Carlos Medina Ribeiro disse...

COMO SE SABE, um ministro italiano envergou (e exibiu na TV) uma T-shirt com uma caricatura de Maomé; pudemos ouvir as gargalhadas do público, e ficar a saber que a consequência imediata foi o assalto ao consulado italiano em Benghazi, na Líbia, do qual resultaram 11 mortos.

Decerto o cavalheiro dirá que apenas exerceu o seu direito à liberdade de expressão, embora na "versão king-size" que inclui «desafiar, blasfemar e humilhar» o Islão - para usar as cruas palavras do jornal dinamarquês que lançou a moda.

- Se estão ofendidos, recorram aos tribunais, protestem pacificamente! - diz-se por estes lados, fazendo lembrar a história do Chico-Soldador que deixou cair um pingo-de-solda no olho do ajudante:

Quando este, furioso e aos pinotes, lhe chamou todos os nomes, o outro, muito ofendido, retorquiu:

- Também não é preciso reagires assim! Bastava-te dizer: "Ó Chico, se fazes favor vê se tens mais cuidado, porque estás a deixar cair pingos-de-solda no meu olho".

maloud disse...

As crianças estão de boa saúde, física e mental. Nem as freiras, nem os pais eram imbecis. A situação de não baptizados foi aceite pelas freiras, com toda a naturalidade e não lhes fizeram nenhuma lavagem aos cérebros. Há freiras inteligentes e tolerantes, e nem todos os pais são imbecis.
O colégio das Escravas era o melhor colégio próximo de casa, daí a escolha, Continuo a considerar que foi uma excelente escolha.

Carlos Medina Ribeiro disse...

HÁ UM PAR de anos, um responsável de uma empresa portuguesa muito conhecida, de visita a um país onde os fundamentalistas islâmicos estavam em maioria, levou como prenda (para oferecer, em público, ao representante do seu Cliente) umas belíssimas garrafas de Vinho do Porto.

Perante a perplexidade que a "gaffe" provocou, tentou minimizá-la esclarecendo que o «Vinho do Porto não é vinho» e mais tarde, num jantar oficial - onde foi o único a pedir a carta de vinhos -, aproveitou para esclarecer os muçulmanos presentes que «o tinto até faz bem ao colesterol».

Felizmente, quando Dezembro chegou, os seus superiores puderam minimizar os danos de imagem enviando, aos eventualmente ofendidos, cartões de Feliz Natal com um lindíssimo presépio...

zazie disse...

Não disse que andam a colocar crucifixos nas escolas, agora

exactamente! estavam lá sossegados há séculos e estas aves raras é que se lembraram de calcorrear agora o país e fazer comício à conta!

Foi o que eu disse. Ninguém os colocou e ninguém se incomodou por ainda por lá andarem meia dúzia

ninguém pediu para tirar! Deixassem que o tempo os levasse, naturalmente, em vez de fazer disso uma cruzada. Até porque se não são obra de arte, apagar memórias também o não é. E muito menos forma pedagógica de transmitir às crianças o respeito pelos obejectos de culto e pelas tradições.

Com que lata entrava uma equipa ministerial numa sala de aula para arrancar um velho crucifixo da parede?

isto apenas demonstra uma mentalidade totalitária e hegemónica que defende que tudo deve ter um centro e partir desse centro chamado Estado. Contra as pessoas, as suas tradições e até os seus interesses.
É o velho espírito jacobino dos educadores do povo.

Serve para os crucifixos como serve para tudo que implique lei única e comando centralizado sob a ordem da "lei".

E esta´na moda. Quando não são crucifixos são costumes do país virados de pernas para o ar à custa dessa militância politicamente correcta.

zazie disse...

objectos e outras gralhas.

Sílvia disse...

DrªConstança,
talvez saiba, ou talvez não, que a ICAR integra a seita religiosa Opus Dei que, não queimando bandeiras ou destruindo embaixadas em manifestações do seu fanatismo religioso, queima, no entanto, a alma de muitos jovens bons e generosos que são recrutados por essa seita antes de atingirem a maior idade, destruindo, assim, famílias pela dor e incapacidade de reaver os seus filhos. E tudo isto em silêncio e na maior discrição. Isto acontece aqui,e em toda a Europa dita civilizada. Porque é que a DrªCCS não se interessa em conhecer a verdade sobre o Opus Dei em Portugal? Será que tem medo? Como deve imaginar, a "Máfia Branca" também controla a comunicação social, os blogs e tudo que mexe...

maloud disse...

Sílvia,
Como facilmente calculará as freiras das Escravas estavam a milhas da Opus Dei e de outras intolerâncias.

Anónimo disse...

Maloud
"Há freiras inteligentes e tolerantes, e nem todos os pais são imbecis."
Não afirmei, nem tão pouco quis sugerir tal coisa...
A minha dúvida está esclarecida. "O colégio das Escravas era o melhor colégio próximo de casa".
Tivesse filhos e dinheiro e não hesitaria em fazer a mesma escolha. Os motivos, esses já seriam outros!

maloud disse...

Anónimo das 11.30 PM,
O colégio das Escravas ajudou-me a formar o carácter dos meus filhos, dos quais me orgulho.
Pagava propina, porque podia. Na época, eles hoje são adultos, havia meninos que não pagavam, mas ninguém sabia quem eram.

ccs disse...

peço desculpa por me meter na discussão mas falou-se aqui num tema que me parece interessante: um agnóstico é incoerente se inscrever os filhos num colégio religioso? não me parece, independentemente dos critérios de natureza prática (proximidade do colégio etc). E, já agora, até que ponto é relevante para um agnóstico (ou um ateu) conhecer as raízes da sua civilização? Ratzinger (bem sei que é suspeito) diz que a Europa ou é cristã...ou não é...

Anónimo disse...

Maloud,

Não contrariei, nem critiquei. Tive uma dúvida, coloquei-a. A senhora esclareceu. Eu percebi.
(veja lá se resiste a responder a este comentário!)Anónimo das 11:30PM e das 23:46PM

Anónimo disse...

A Igreja Católica, nomeadamente através do falecido Papa João Paulo II, deu inequívocas lições de tolerância, humildade e exerceu, até, uma intensa e desassombrada pressão política contra regimes ditatoriais, com consequências mais visíveis na Polónia , mas também no derrubamento do muro de Berlim. Estendeu os braços e abriu a porta a outras igrejas num exemplo de tolerância nunca antes observado. Intermediou processos de paz, como por exemplo o de Moçambique. Mantem missões em países pobres de todo o mundo e prestigiadas escola que, mesmo em países mais evoluídos são uma referência.
Não se percebe muito bem que, por tudo isto, não mereça o reconhecimento de todos nós, nem muito menos, de quem lhe reconhece mérito para lhe educar os filhos, mas não é capaz de tolerar os seus símbolos de amor e paz.

maloud disse...

Drª Constança Cunha e Sá,
Se lhe interessa a minha opinião, acho que as raízes cristãs da Europa deveriam constar da Constituição, pelas razões que todos mais ou menos conhecemos. Pessoalmente, sem elas, julgo que eu não me poderia afirmar agnóstica por educação, mais que por convicção. Filha de pai ateu, nunca me questionei, nem me interessei pelo assunto. Os meus filhos no dito colégio e sem lavagem ao cérebro, pediram para serem baptizados, para poderem fazer a 1ª comunhão com os colegas. Claro que foram baptizados, claro que fizeram a 1ª comunhão. Os pais de outras crianças não baptizadas, tiveram atitude diferente. Não julgo, mas obviamente nós tomámos a atitude que nos pareceu mais certa, porque lhes daria felicidade. E a felicidade de crianças de 8 ou 9 anos, já não recordo, é importante. Posteriormente fizeram as suas escolhas. Penso que são ateus.
Mas voltando à substância, e peço desculpa de me ter perdido, sim à inscrição na Constituição Europeia das nossas raízes cristãs. Eu, agnóstica, não as nego, nem as escondo envergonhadamente.

pirata vermelho disse...

Sra D Maloud, poupe-nos a propaganda tardia e insistente das suas raizes distintas e da sua descendência favorecida

pirata vermelho disse...

además
que contributo traria para o todo social a sua reiterada afirmação de convicções avulsas, de cariz restrito

piscoiso disse...

Essa de entrar uma brigada pelas escolas dentro a arrancar os crucifixos, pode ser traumatizante para as crianças.
Podiam apenas substituir os crucifixos por outros mais pequenos.

Anónimo disse...

eu, cá para mim, o que está dentro de nós é um medo enorme, um cagaço que cresce desmesuradamente !

Anónimo disse...

Cara CCS,

Respondi à maloud sem me aperceber de que permeio havia um comentário seu.
"um agnóstico é incoerente se inscrever os filhos num colégio religioso?" Porque não sou agnóstica coloquei a questão a quem o é. (mas tenho a ligeira sensação de que não me fiz compreender.)Fiquei esclarecida. Se fosse ateia, consideraria que havia incoerência.
"E, já agora, até que ponto é relevante para um agnóstico (ou um ateu) conhecer as raízes da sua civilização?" A minha opinião é a de que será tão relevante ou irrelevante quanto o possa ser para qualquer europeu. Dependerá do seu interesse pelo assunto.

lavador disse...

sra, dra., professora ainda não li, mas espero...

o pessoal anda todo confu(n)dido.

o pessoal enquanto e quanto possa, põe os filhotes onde entende que há mais capacidade para transmitir os valores que os paizitos não sabem, podem,ou conseguem transmitir.

Só que, não admitem os motivos.
Têm receiosito que os adjectivem...
Pior, não se comprometem
com ninguém. Só com os interesses momentâneos.
Se pobres, pedem.
Se ricos, utilizam.
Se muito ricos pontuais,
exploram.
Se políticos, é bem...

Quando perdem, acusam.
Os outros.

conversa de chacha, para
constatar que afinal, os beneficiados gostam e usam as regras educativas da tal igreja, pagam, mas NÃO SE ASSUMEM.

Ficaria mais barato pr os PIQUENOS na escola do bairro, com os ciganos e como diz a pipilota, com os tai´s.

Era mais multicultural e actual.

os putos viam o crucifixo,
benziam-se de pé, baixavam a cabeça e levantavam o trazeiro,
levantavam-se e repetiam, resumindo,
ô Sócrates não tinha de pintar e gastar na ocupação dos tempos da garotada.

Isto, porque os papás "têm" muito que fazer e as "mamãs" estão stressadas. Que chatice!!!

Questiono-me porque è que um portuga "vale" 15000 € e um dinamarquês, vale 210000€.

na chamada UE,tudo igual , ao molhe.

vai lá, vai.

g disse...

O"outro" bem dizia:A RELIGIÃO É O ÓPIO DO POVO!
Não tirem os cruxifixos,muito pelo contrário, ponham símbolos de muitas religiões e talvez além de mais alegre,eucuménica,a sala de aula se transforme num local onde se aprenda algo da simbologia e por arrasto a filosofia e finalmente percebessem que todas elas falam do mesmo Deus apenas difere o entendimento dele,porque os povos são diferentes em tempos e locais também diferentes.De contrário é OCIOSO falar de religião,viciante como o ópio e que em vez de elevar MATA!!!

daviduskas disse...

Cara Constança

Concordo em certa medida. Percebo perfeitamente onde quer chegar e partilho do seu ponto de vista. Aliás, não por acaso, o Papa também ele se pronunciou sobre a matéria dos cartoons, apelando ao "respeito" para com as religiões...

Claro, onde ele quer dar sabemos nós muito bem. No entanto, na actual conjuntura de grande crispação entre o Mundo Ocidental e o Mundo Islâmico, parece-me que a republicação dos cartoons foi um erro grave e até, em última análise, uma provocação desnecessária.

Do meu ponto de vista é óbvio que mais tarde ou mais cedo o Islão terá que repensar o seu relacionamento com as democracias seculares. Esse será o trabalho de muçulmanos moderados. De momento penso que a tensão atingiu um ponto tal que essa tarefa parece irrealizável.

Estar a cerrar fileiras e continuar a "demonstrar" a superioridade cultural do Ocidente não ajudará.

daviduskas disse...

E já agora esqueci-me de dizer isto: Lembram-se do cartoon que o António fez do falecido Papa? O que tinham todos, católicos a dizer então? A verdade custa, não é?

Anónimo disse...

Se um islamita ler os jornais portugueses todos os dias, a seguir vai escrever um livro dizendo que os portugueses sao um povo que viola os proprios filhoes e a pedofilia é mania nacional!

isto é o mesmo que estao a fazer ao islao. Dizer que sao todos de uma violencia extrema, quando é obviamente um erro

Anónimo disse...

deviam ter vergonha do que escrevem na Atlantico

Contrabandista X disse...

eu até queira comprar a Atlântico, mas ainda não a encontrei na ilha da Madeira.

Euroliberal disse...

Ate o Bushista "The Economist"...

«It is hard to see what the Austrian court's sentence [contra David Irving] can add to that. Keeping Mr Irving in jail at most may stop him going to a conference that Mr Ahmadinejad is convening to ?rewrite and revise? the history of the holocaust. But against that small plus are two big minuses. One is that the sentence makes Mr Irving look a martyr. The other is that it makes the West look hypocritical: all too willing to bruise Muslim feelings, while protecting Jewish ones by law.
Laws against holocaust denial (which 14 countries have) were never a good idea. The best defence against neo-Nazis is reason and ridicule, not the criminal law. But at a time when the western world is battling to defend free speech against religious zealotry, they look particularly indefensible. It is punishment enough for Mr Irving that he has lost his professional credibility. He should not lose his liberty too.»
(The Economist, 23 Fevereiro de 2006)

euroceptico disse...

Coisas diferentes, contudo. Ou devo depreender que o amigo euroliberal tambem considera a condenacao do sr Hamza um erro? Eu nao porque esse Mr Irving, nos discursos que fez na Austria, pregou o odio e nao a tolerancia.

Mais aqui:
http://www.guardian.co.uk/comment/story/0,,1717437,00.html#article_continue

Jose Sarney disse...

A LIBERDADE acima de tudo!

O conhecimento e a força (não são incongruentes), é a força do Ocidente!

O Ocidente não pode amolecer como o Império Romano, senão vêm os "barbarians". Mais do que Bush (um personagem duma longa História), a América assegura a guarda da civilização das "luzes".

Quanto à Igreja Católica, jamais a confundi com Cristo. De Roma, lembro-me logo do Papa Bórgia e da celebérrima Inquisição, para não falar no "escondido" colaboracionismo com os nazis!

Viva a Liberdade. SEMPRE......mas com músculo!

Anónimo disse...

"Viva a Liberdade. SEMPRE......mas com músculo! "

o musculo dos outros que vao para a guerra, que desconfio que sarney e filhos ficam a ver pela tv

Jose Sarney disse...

" musculo dos outros que vao para a guerra"

Que me conste, no Afeganistão e/ou Iraque, até estão portugueses! E alemães, americanos, ucranianos, polacos, dinamarqueses, e outros!

Mas, não fazer o papel de Afonso Costa e mandar 17.000 portugueses para a "urna" Belga!

Anónimo disse...

É.
Com músculo e uma G-3.

Anónimo disse...

pois estao, mas nao está o jose sarney. Estao os outros.

lino disse...

Maloud: "Cristo não é mais nem menos que Maomé".
Eu não professo nenhuma fé, mas não estou nada de acordo com estas visões de que tudo vale o mesmo. Há certamente uma diferença acentuada de nível e de valores entre isto

"Quanto àquelas, dentre vossas mulheres, que tenham incorrido em adultério, apelai para quatro testemunhas, dentre os vossos e, se estas o confirmarem, confinai-as em suas casas, até que lhes chegue a morte ou que Deus lhes trace um novo destino"

e isto:

""A lei de Moisés ordena que a apedrejemos; mas tu o que dizes?" "Aquele de vós que não tiver pecado que atire a primeira pedra." E os que isto ouviram, condenados pela própria consciência, sairam um a um."

Os exemplos poderiam multiplicar-se.

Sílvia disse...

Guardem os músculos e a coragem para a batalha da civilização a travar ainda no Portugal de hoje. Ainda há tanto por fazer aqui dentro... Apetece-me dizer:
- Ó anónimo, sê homem!...

Anónimo disse...

e se o anonimo for mulher?

maloud disse...

Reconheço que talvez não tenha respondido a uma interpelação. Mas é-me difícil, de certeza por incompetência minha, distinguir entre aqueles que querem que me cale, e os que querem que esclareça o meu ponto de vista, quando todos "assinam" da mesma forma.

Lino,
Tem razão Cristo não é Maomé. Para defender o meu ponto de vista, fiz uma amálgama. Mas estou farta que me chamem jacobina, só falta chamarem-me "esquerdalha", por não querer certos símbolos, que para alguns serão de amor, nos locais públicos. Às vezes passo-me. Não empregando o vocabulário fino que, pelos vistos, faz escola, mas sendo pouco ou nada precisa no que pretendo transmitir.

pirata vermelho disse...

enfim... passa-se frequentemente!

Radagast disse...

Mais que tudo é uma questão de uma liberdade de expressão que periga.
http://fenodeportugal.blogspot.com/

Anónimo disse...

Maomé também nao é Moisés

anticriticodofreitas disse...

ë raro ver CCS a fazer um pouco de auto critica.

Parabéns.

Afinal você até tem um pouco de consciência das suas proprias limitaçoes!

Ganhou de mim um pouco(nao muito) mais de respeito e credibilidade.

Anónimo disse...

Caro lino (2.00 pm): olhe que, para os Cristãos, o Antigo Testamento é tão sagrado quanto o Novo. E, para os católicos, as encíclicas e bulas papais (todas, desde sempre) são também autoridade. Tudo somado, essa de pretender que o Cristianismo tem "mãos limpas",não cola. Mas, se não quiser sair do Novo Testamento, leia S. Paulo com atenção e verá.

Anónimo disse...

Céus! Quantos comentários e análises tenho lido e ouvido nos media nacionais e internacionais a propósito da indignação dos muçulmanos, ofendidos nas suas convicções religiosas pelo Ocidente. A mim, que não percebo nada de religiões e de culturas, parece-me que o que os distingue de nós no respeito pela religião, se baseia no facto importante de não terem sido vítimas durante sete séculos de uma Inquisição. Para os compreendermos talvez tivessemos de recuar até ao Séc. X e analisar como e de que maneira se manifestava a nossa religiosidade até termos começado a queimar os "herejes" na fogueira. Também não me esqueço que no Islão há várias seitas que se apontam mùtuamente de heresia e nem por isso fazem churrasco uns dos outros. Claro que, quando há conflitos políticos armados o antagonismo religioso acrescenta mais um pouco de animosidade. E vou parar por aqui, que muito podia ainda dissertar sobre este assunto.

Anónimo disse...

Cara Constança

Oxalá não te lançem uma fatwa...
Lembra-te que foi Marx que disse.:

A religião é o ópio dos povos

Confirma-se a cada passo...

Fundamentalismos existem em todas as expressões e sensibilidades religiosas.

A liberdade de imprensa acima de tudo !!!

Anónimo disse...

Ó Euroliberal nenhum bushista alguma vez te mandou ou pediu para te calar nas caixas de comentários...Só os teus amigos islâmicos é que gostam de silêncio.

Tuesday, February 28, 2006
Group displays Christians killed in Muslim nations

WARSAW: A Christian group in the Polish city of Poznan has put up posters in the city’s trams of modern “martyrs” who have died at the hands of Muslims or in Muslim nations, its head said Monday.

“We did this in the spirit of Christian solidarity with those who suffer for their faith,” said Boguslaw Kiernicki, head of the St Benedict Foundation which was created six months ago.

“Christians in Poland are in a comfortable situation, but there are others in other countries who are not,” he said. A grouping representing Poland’s tiny Muslim population, which represents some 30,000 people out of the country’s population of 38 million, called the poster exhibition a “provocation”.

It also said it was ill-timed, as anger in the Muslim world runs high after publication in European newspapers of cartoons of Islam’s Prophet Mohammed. Some 300 posters are on display in Poznan’s trams, showing Christians who have died in Pakistan, Egypt, Turkey and Indonesia, among other countries.

The captions on the posters describe their “road to Calvary” and call on Poland’s predominantly Roman Catholic faithful to pray for “these modern martyrs”.

http://www.dailytimes.com.pk/default.asp?page=2006/02/28/story_28-2-2006_pg7_40
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Orgulho é a palavra curiosa, no Ocidente já só é usada publicamente para designar desfavorecidos, familiarmente para falar dos filhos ou em relação a outras civilizações ou povos . Deixou-se a palavra na mão de neonazis e racistas.


lucklucky

kim disse...

Sempre prefiro o Euroliberal: só escreve porque lhe pagam.

Já o Carlos Medina Ribeiro é só chato!

Carlos Medina Ribeiro disse...

KIM,

Chato, mas bem-disposto - "Graças a Deus", acrescentaria eu, se não se desse o caso de estarem para aqui a discutir religião.

lino disse...

Caro Anónimo das 4:13: não me dá novidade nenhuma. No trecho transcrito Jesus insurge-se contra a lei de Moisés. O meu comentário é sobre Maomé versus Cristo.

henrique doria disse...

Eles ainda não se lembraram dos Lusíadas, nem dos livros de história que nos informam que Maomé escolheu para mulher uma criança de 5 anos, com a qual casou e teve uma filha aos 12 anos. Certamente que exigiriam ao nosso MEN que os censurasse. E ele, em nome do tal convívio de civilizações,cordialmente,acederia.
O Sr. não compreendeu que o comportamento deles é em tudo idêntico ao dos nazis.

maloud disse...

Ó Sílvia ontem disse-lhe que as freiras que conheci estavam amilhas da Opus Dei.
Mas que poder é esse da Opus Dei numa sociedade aberta, livre e democrática? O que é que impede que se discuta abertamente essa organização?
Se se discute tudo, porquê esse interdito, quando se trata da Opus Dei?
Se souber, responda-me.

Sílvia disse...

Maria de Lurdes,
o Opus Dei é uma associação afecta à ICAR e rege-se por estatutos próprios. Apesar desta ter sido agregada à ICAR como uma prelatura, pelo papa João Paulo II, esta associação, na prática, funciona como uma seita, uma vez que idolatra um chefe, Josemaria Escrivá, e tem uma ideologia própria, para além de outras características próprias de uma seita que não vale apena aqui referir.
Como uma seita que se preze, a Opus Dei gosta, parafraseando Josemaría Escrivá, de passar oculta e evita o escândalo e qualquer tipo de discussão em praça pública. Os seus membros são infantilizados, no início através de um plano inclinado, e obedecem cegamente ao director espiritual leigo do centro onde residem.

Anónimo disse...

o euroliberal é neonazi?? - objextivo: o ódio

Jn disse...

Sinceramente que gostei da forma como apresenta a questão. Não sei como isto vai acabar mas, já comprei umas joelheiras.

Anónimo disse...

Caro lino:
Correcção: o seu comentário confronta um excerto do Pentateuco com um excerto dos Evangelhos. O Pentateuco e os Evangelhos são textos teológicos, não são reportagens jornalísticas, por isso não podemos atribuir as suas palavras a Moisés e Cristo. Estamnos impossibilitados de saber o que Moisés e Cristo disseram ou deixaram de dizer. Por isso, contrapor duas personagens históricas sobre cujo pensamento não sabemos nada não faz sentido. Fez sentido, isso sim, contrapor a tradição judaica à tradição cristã. E aí, ninguém tem as mãos limpas.

Anónimo disse...

E, acrescento: ainda nos Evangelhos, lá encontrará uma passagem em que Cristo diz que não veio mudar nem uma só vírgula da lei moisaica. Em que ficamos? Ficamos em que é impossível sabermos quem foi, o que disse e o que pensou Cristo.

lino disse...

Caro Anónimo: não se tratava do Pentateuco, mas do Corão. No contexto desta discussão a "verdade" histórica não é relevante: Maomé e Cristo são, por definição, a mensagem das escrituras respectivas. Por último, e apesar das contradições, o ideário dos evangelhos é infinitamente mais próximo dos valores consensuais no mundo ocidental de hoje do que o ideário do corão. Cada um é livre de escolher os seu sistema de valores preferido. Entre o Corão e o Evangelho, eu não hesito por este.

paciente inglês disse...

E tudo isto porque alguém se lembrou de picar os adoradores de Maomé, sabendo quão susceptíveis as criaturas são. Nem sequer esperaram pelo Carnaval, até essa desculpa perderam.
Que raio de ideia foi aquela? Não lembra ao diabo! E o diabo foi a desmesurada e injustificável reacção dos ofendidos que esfregaram as mãos de contentes (lá no fundo)e queimaram tudo em redor da sua programada indignação.
É evidente que houve manipulação e oportuno empolamento, mas para quê provocá-los?
Em França, quando as raparigas resolveram usar véus na escola, os palermas dos franceses caíram na esparrela e insurgiram-se, oferecendo às donzelas o papel de vítimas que era o que a manobra visava.
Quando a única coisa a fazer era ignorá-las, deixá-las andar de véu até se cansarem. Porque o que elas todas querem, as jovens magrebinas, não é esconder-se atrás de véus retrógrados, mas sim imitar,assimilar-se, passar por autênticas francesas.
A febre do véu teria durado pouco, é evidente. Assim, fizeram o jogo dos extremistas.
E agora lá temos a generosa União Europeia a entregar milhões de euros à rapaziada do Hamas, antes mesmo de eles darem o menor sinal de renúncia à luta armada.
Com tantos tiros no pé,quem é que pode ser prior desta paróquia?
Só se pedirmos ajuda ao Scolari...

Fernando Gouveia disse...

«A simples ideia de que há gente no mundo capaz de queimar bandeiras, de perseguir pessoas e de destruir embaixadas em defesa dos seus símbolos sagrados atrai qualquer descrente “civilizado”. [...] Um padre católico, do alto do seu pequeno púlpito, é rapidamente trucidado pelas forças vivas da sociedade ao mais leve delito de opinião. A Igreja Católica imiscui-se excessivamente na vida dos homens. Mas a fúria do Islão, com a sua fé demente e o seu fanatismo impensável, merece todo o respeito. E a mais justa compreensão.»

Nem todos. Sou descrente, apraz-me considerar-me civilizado (sem aspas, talvez isso seja importante*) — e não me identifico em nada com o retrato traçado por CCS, que me parece demasiado simplista.
Não há dúvida: Igreja Católica imiscui-se excessivamente na vida dos homens. E já agora, ainda mais na das mulheres. E também na dos Estados, o que afecta a vida mesmo de quem recusa juntar-se ao rebanho católico. Mas isso não desperta em mim nenhuma compreensão pela fúria islâmica. Ou pela praxis das sociedades islâmicas.
Acho o Islão pernicioso (não apenas o fanatismo que dele sai, deixemo-nos de politicamente correcto). Tal como era perniciosa a Igreja Católica quando tinha mais poder temporal e dominava melhor as massas acéfalas (como são todas as massas). Felizmente agora está mais açaimada, a Igreja Cetólica, mais remetida para a esfera pessoal. Levou séculos, mas lá fomos conseguindo (é trabalho que nunca acaba).
O grande problema do Islão é que está na fase da Igreja Católica (etc.) de há 200-500 anos. O que é um grande contratempo para os contemporâneos...


* Talvez mais importante seja a ausência de aspas na palavra descrente — porque há por aí muita crendice laica...

Anónimo disse...

Versos para o Profeta & Companhia


Meus senhores eu sou Maomé

que lava a cara, que lava os olhos

que lava a rata e os entrefolhos

que lava a nabiça e os agriões

que lava a piça e os colhões

que lava as damas e o que está vago

pois lava as mamas e por onde cago.


Meus senhores aqui está o Profeta

que rega a salsa e o rabanete dos mouros

que lava a língua a quem faz minete

que lava o chibo mesmo da rasca

tira o cheiro a bacalhau da lasca

que bebe o árabe que bebe o porco

que lava a dona e o berbigão


Meus senhores aqui está o Profeta

que lava os olhos e os grelinhos

que lava a cona e os paninhos

que lava o sangue das grandes lutas

que lava sérias e lava putas

apaga o lume e o borralho

e que lava as guelras ao caralho


Meus senhores aqui está o Profeta

que rega as rosas e os manjericos

que lava o bidé, lava penicos

tira mau cheiro das algibeiras

dá de beber às fressureiras

lava a tromba a qualquer mouro e

lava a boca depois de um broche.

QUAES CUNQUE FINDIT
MAOMÉ É RABO !


www.territoriolivre.com.sapo.pt

Anónimo disse...

Graças a Deus que alguns são descrentes... Doutro modo seriam fundamentalistas religiosos!!!

Senaquerib disse...

"- A Religião é o ópio do povo", disse Marx.
Isso era naquele tempo. Agora é assim:
- O Futebol é o ópio do povo.