terça-feira, fevereiro 14, 2006

CHOQUE DE CIVILIZAÇÕES?

din1
A propósito do debate, que Paulo Gorjão começou na "Bloguítica", alguns comentários. Primeiro: quem se "choca" com quem? Não me parece que o Ocidente se "choque" ou que, em certa medida, sequer se interesse (fora a curiosidade turística e cultural) pelo mundo muçulmano. Precisa do petróleo do Islão. Nada mais. Sem petróleo, o Islão seria simplesmente ignorado. A política da América e da "Europa" no Médio Oriente é, e sempre foi, pura realpolitik, mesmo quando invoca, ou invocou, princípios superiores de "civilização".

O Islão, ao contrário, não olha o Ocidente com a "medida" e o cálculo do poder. Apesar do petróleo e de uma incomparável vantagem geo-estratégica não se conseguiu "modernizar". Nem assimilar a mudança, nem estabelecer instituições compatíveis com a mudança, nem produzir a mudança a que aspirava. As sociedades muçulmanas são hoje intoleráveis, não para a América ou a "Europa", mas para quem lá vive. A "rua" do Irão ou da Síria odeia o Ocidente, com certeza. Só que vê e quer a riqueza, a técnica, a igualdade e até a liberdade do Ocidente. O Ocidente acabou por se tornar para o Islão o símbolo ambíguo de um ideal falhado e o bode expiatório de tudo o que falhou. Aqui há um "choque" e um "choque" real.

O Islão tem duas "saídas" para a catástrofe que se aproxima: ou persiste em se "ocidentalizar" e, nesse caso, resta saber se de caminho não perderá a alma; ou volta à suposta "pureza" da origem e, nesse caso, resta saber se não acabará no caos. Esta escolha impossível não permite sombra de racionalidade e faz do Ocidente o inimigo natural e satânico. Não vale a pena esperar um entendimento idílico.
vpv

49 comentários:

zazie disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
zazie disse...

Tudo muito bem. Assim se ficassem pelos ódios interiorizados e por cá pelos desejos pragmáticos.

Mas há mais, para além dos desejos e dos ódios. Existem guerras. E necessidade de manter entrepostos que não são apenas comerciais, também são defensivos.

E nisto tudo estão pelo meio os que não são bem carne nem peixe- os judeus e os muçulmanos. E daqui, como fica o Ocidente de fora?

Anónimo disse...

Onde é que fica no mapa o Islao?

Veliberalino disse...

Eu não gostaria de viver num país islâmico.
Acho que a cultura islâmica não é compativel com a minha cultura. É mesmo antagónica.
Seria preferível viver, sei lá... na China, no Japão, na India...
Parece-me que há culturas diferentes mas compatíveis e culturas diferentes mas incompatíveis. A cultura islamita é uma destas.

galvao99 disse...

O Islão olha o ocidente como o idiota fanfarrão que se acha no direito de fazer e dizer tudo, na sofreguidão de alimentar o seu ego.

O Islão, para alem do complexo de inferioridade perante as conquistas do Ocidente, tem o problema de ainda não ter ganho anti-corpos aos All you need is love´s, aos Big Brother´s, às 1ªs companhias e aos fieis e infieis.

Todo o pudor que as televisões nos roubou com persistência ao longo dos anos, permanece, mal ou bem, justa ou injustamente, na sociedade Islamica.

De resto, não existem diferenças: os fundamentalistas usam a religião como desculpa para uma guerra de poder com o Ocidente, e este, há muito, que usa a liberdade de expressão, a liberdade de circulação, a liberdade sexual, a liberdade de auto-determinação, para vencerem a guerra do lucro comercial.

Anónimo disse...

E vao todos passar férias ao Dubai

Anónimo disse...

A Russia está atenta. Tem comunidades muçulmanas e não lida muito bem com agitações. Lembrar-se-á, ainda, por exemplo, do desaire no Afeganistão.
Outro dado da questão é o facto do Irão ser um dos principais fornecedores de petróleo à China que, naturalmente, também não dorme sobre esta situação.
Se bem me lembro, o Irão teve há algum tempo problemas com a sua classe estudantil. A informação livre é terrivelmente deletéria para os regimes ditatoriais. Esta fuga para a frente do Irão dadas todas as condicionantes em jogo, pode não passar de um tiro de pólvora seca para o Ocidentee, ao invés ter fortes consequências internas, como muito bem deduz.
Temos todas as peças do puzzle, mas há muitas variáveis em jogo. Vamos a ver o que dá.

zazie disse...

também não imagino que a crise espiritual entre muçulmanos seja este: pensarem se devem ou não ocidentalizar-se.

Ocidentaliza-se quem está mais próximo e quem tem mais interesse e dinheiro para isso. Ou quem tem poder mais laico. Por mil e umas razões históricas e naturais

O islão tem muitos mundos e nem todos são das arábias e cheios de ouro negro. Há muito cascalho por lá também.

A diferença é que se for preciso unem-se muito rapidamente. E só não correram todos juntos com Israel dali para fora porque não puderam.

E com os americanos mas isso é também à tabela

douro disse...

O Vasco vê o Islão da mesma maneira que o seu bisavô via o turco: mauzão e a cheirar mal da boca. No mapa, deve ficar ali para os lados da areia. Se são àrabes, persas, afgãos, guineenses, birmaneses ou filipinos, isso importa pouco, que o Vasco sò lhes augura a salvação se convertidos ao nosso modo de se portarem à mesa e aprenderem a usar o guardanapo. Ou isso ou o caos.

Arrebenta disse...

Evocação da Imperatriz Farah Diba Pahlavi
(a propósito do aniversário da monstruosa praga da Revolução Islâmica)

De cada vez que ela se deslocava de Teerão, para visitar as Vanguardas, em Nova Iorque, havia 100 000 marias cavaco silva que se deitavam no chão, para evitar que ela empoeirasse os sapatos de salto, ao descer do avião.
Eras.

http://braganza-mothers.blogspot.com

خ زخه يث فعرثس disse...

وشس ضعث لقشريثس رشزخس ضعث دخذثس وث سشهقشو.
ئشوزشيش يث هيهخفشس ضعث وشم سشزثو ثسذقثدثق
ّيث شحشراشق سخم رخ ذع

ءهدش شمش
دهدش شمش
دهدش شمش

وخقفث شخس هربهثهس

Anónimo disse...

Sem petróleo e sem gás nada se mexe ao de cima da terra! O Médio Oriente detém mais de 45 por cento das reservas totais,que, estima-se, podem durar até 2050, se a China, a India e Obrasil deixarem... de gastar à barba-longa. Ora, tudo isto desencadeia reaccoes geopolíticas incontroláveis, que o Prof. Vasco Pulido Valente nao pode omitir nem menosprezar. Quem dirá se a China nao acaba por se aliar com a Rússia, O irao e o Iraque, monopolizando o " tesouro " e fazendo chantagem crescente face à América, à Europa e a tudo o que lhe queira fazer frente?!? Niet

Sofocleto disse...

No Bravery

cbs disse...

"não se conseguiu "modernizar". Nem assimilar a mudança, nem estabelecer instituições compatíveis com a mudança, nem produzir a mudança a que aspirava."

Sim e daí o retorno à pureza medieval do Corão.
Mas misturada com um grande ressentimento (porque falharam a modernização) em relação aos antigos colonizadores europeus.

A América entra aí, só porque apoia Israel, e Israel é visto como o ultimo acto colonizador.

Ressentimento e "pureza" parece-me ser o cocktail dos "padres" àrabes; os persas aproveitam a boleia.

cbs disse...

O Islão em especial o àrabe, falhou porque adormeceu sem ter tido o criticismo, base da Modernidade na Europa.
Não são capazes de se olharem, e porem em causa os próprios dogmas.
Daí a ofensa, como se ofenderia qualquer europeu da pré-modernidade.

No fundo, não somos assim taõ diferentes.

sniper disse...

Caro Niet,

Apesar de estarmos em diferentes lados da barricada, ( se calhar não estamos tanto ), é sempre um prazer falar consigo. Estou de acordo com o VPV, mas você trouxe o problema visto por outro prisma que é muito intressante, apesar de "cheirar" a NYT.., ou seja, o das eventuais alianças estratégicas, as quais a existirem serão mais como de sobrevivência do que nascidas de qualquer estratégia geopolítica "altamente" elaborada. O monopólio do petróleo, só é conseguido através do controle do mesmo nas origens. Niet, veja com atenção onde os americanos estão a instalar grandes instalações militares. Arábia Saudita, Iraque, Afeganistão, ( mais para passagem de pipe-lines),e nas antigas repúblicas sóvieticas vizinhas. Culturalmente os indianos, chineses e russos são muito mal vindos naquelas paragens..Imaginando que não eram, qualquer exclusividade ou monopólio traz custos acrescidos, ( é dos livros...), o que a juntar ao trend altista do crude, teriamos o barril a passar muito fácilmente a barreira dos 100 dólares. Aqui é que reside o problema, porque as economias arrefeciam de tal maneira, tornando-se o petróleo numa commodity extremamente dispendiosa, que provocava fatal e dramáticamente, um arrefecimento das economias à escala planetária, que não interessava ás economias emergentes que mencionou, porque elas sobrevivem à custa de economias altamente consumidoras, e sem problemas de cash flow, e também sem grandes e brutais desiquilibrios câmbiais. Diria mesmo que os árabes estão a "esticar" a corda para ver se eles recebem o máximo já, em vez de ser em 2045, a cinco anos de terminar o ouro negro. Os modelos que tenho visto para o preço do crude acima dos 100 dólares, são apócalipticos. No minímo...Qualquer economia precisa de clientes felizes e com dinheiro, não de clientes angustiados e tesos....

Anónimo disse...

Camarada VPV,
você leu o al-Corão?

Eu suponho que sim.

Então, já conhece a resposta. Não vai haver nenhum "entendimento idílico"! Ponto final.

O que o Hamas fez em Palestina, deseja o Islão praticar no mundo.

Para que serve este teatro aqui?
O Deus muçulmano, impotente como é, permite a qualquer crente mentir ao não-muçulmano. Faz parte da sua cultura?

O primo do VPV ;-)

Anónimo disse...

No fim de contas, com tanto choque de civilizações desejável para uns e de meter medo para outros, o que é que se entende por "civilização"? A sua definição é consensual ou cada um define-a como muito bem lhe aprouver? Isto é só para sabermos do que falamos e se falamos da mesma coisa.

Anónimo disse...

No fim de contas, com tanto choque de civilizações desejável para uns e de meter medo para outros, o que é que se entende por "civilização"? A sua definição é consensual ou cada um define-a como muito bem lhe aprouver? Isto é só para sabermos do que falamos e se falamos da mesma coisa.

Anónimo disse...

No fim de contas, com tanto choque de civilizações desejável para uns e de meter medo para outros, o que é que se entende por "civilização"? A sua definição é consensual ou cada um define-a como muito bem lhe aprouver? Isto é só para sabermos do que falamos e se falamos da mesma coisa.

rb disse...

Choque de civilizações? Eu, verdadeiramente, não sei o que mais me impressiona, se são as crianças arábes de metraladora em punho alinhadas com a s milícias terroristas se são as americanas que entram pela escola a matar os colegas ...

Nic disse...

penso que o erro grave que vpv comete e' o de generalizar e confundir a religiao com a vertente extremista e fundamentalista.

e' um erro grave, o mesmo que tem vindo a activar esse mesmo extremismo!

Anónimo disse...

"A Russia está atenta (...)"

AHAHAH! Esta é do melhor que tenho lido aqui. Obrigado!

Anónimo disse...

"Eu, verdadeiramente, não sei o que mais me impressiona, se são as crianças arábes de metraladora em punho alinhadas com a s milícias terroristas se são as americanas que entram pela escola a matar os colegas ...

BWAAHAAAHAHAH!

A com K disse...

EHEHEH!

P'las Barcas do Fropeta!

Viva o Surrealismo, essa bússola que aponta para o norte do ocidente de leste!

Anónimo disse...

Com isto tudo descobri que há 30000 judeus no Irao e ainda mais cristaos. Isto ainda vai ter soluçao.

Rebeca disse...

Claro que há uma solução. Quem é que ia tocar violino de forma tão exemplar?

Karagan disse...

Boa, em vez de um campeonato de futebol, eu proponho o Quinteto "Babilónia" em Ré Maior:

Israel: Violino
Irão: Contrabaixo
Grã-Bretanha: Viola da Gamba
Estados Unidos: Piano
Freitas do Amaral: Trompa.

Anónimo disse...

Caríssimo Sniper: Os EUA nao conseguem resolver a situacao no Afeganistao e no Iraque. E tem muitas dificuldades para controlar minimamente o Pakistao e a India, se bem que a India pareca um oásis de paz por aquelas bandas... Por outro lado, na Asia Central existe uma forte poussée de nacionalismo e de pan-russianismo anti-yankee. Os EUA têem vindo a perder é as bases militares que por lá tinham, como no Ouzebeskistao e agora na Georgia, com prazos de saida marcados.Portanto, como a China avanca a passos de gigante e a Russia de Poutine quer voltar a ter poder( nao se sabe por que preco), há o risco da administracao norte-americana contribuir para o aproximar dos dois antigos paraísos marxistas de má memória, que nao se compadecem com as regras mínimas da democracia pluralista. O que, conjugado com a alta estacionária do crude, pode contribuir para mais guerra, mais miséria e desigualdades na extensa maioria dos estados do Mundo. Aliàs, penso ou deliro, às vezes, que a nova nomenclatura mundializante engloba só uma franja mínima dos 8 países do G-8 e dos 14 da OPEP, mais o Brasil e a India, sendo tudo o resto um perimetro de caos e violência sem fim, veja-se a Serra Leoa, a Costa do Marfim, o Haiti, o Sudao, and so on. Até breve. Niet

sniper disse...

Caro Niet,

Apesar de na Russia também já existir o " I work for food ", tem toda razão quando diz, " ( não se sabe por que preço ) ". Apesar da promessa ser sempre a mesma, os progressos sociais, políticos e económicos na Russia têm sido um desastre, e esta " nova " geração de russos já não está pelos ajustes, e muito menos aceitar ainda que transitóriamente mais sacrifícios. Podemos juntar a isto, o estado calamitoso das forças armadas russas, que para além de desmotivadas, mal equipadas, só fazem disparates graves quando são chamadas agir. O Presidente Putin vai pensar duas vezes em fazer qualquer coisa que mexa muito profundamente nos dois blocos, o europeu e no americano. Os tempos não estão para amadorismos.

EUROLIBERAL disse...

Pequeno esclarecimento sobre o 9/11 para uso de cínicos, incrédulos e desinformados

O 9/11: Foi um acto de retaliação militar da Nação árabe (o comando que o executou era uma verdadeira selecção árabe)pelos massacres na Palestina desde 1948 (em que o apoio americano aos sionistas foi e é determinante), no Iraque e Irão desde 1979:

1) guerra Irão-Iraque, um milhão de mortos; os EUA desejosos de esmagarem Khomeini enviaram contra ele o seu agente Saddam e ajudaram-no maciçamente durante a guerra. Também ajudaram o Irão (Contragate) quando o Iraque parecia estar a ganhar, segundo o principio de que quando dois países muçulmanos se massacram mutuamente quem ganha são os sionistas...

2) crimes de guerra no Golfo em 1991: na autoestrada da morte Koweit-Bassorá, dois dias depois do cessar-fogo o grosso do exército iraquiano em retirada sem precauções militares e a descoberto foi atacado cobardemente durante cinco horas por toda a aviação americana. Deste tiro aos "sitting ducks" (assim o descreveram os aviadores) resultaram cerca de 100.000 mortos carbonizados. Uma divisão inteira foi também deliberadamente enterrada viva quando os tanques americanos passaram sobre as saidas dos seus profundos abrigos no deserto, numa altura em que a guerra já tinha acabado e as tropas se rendiam em massa.

3) crimes de guerra contra os chiitas iraquianos em 91 (300.000 mortos): os EUA preferiam Saddam aos chiitas "khomeinistas". Por isso não foram até Bagdad depor Saddam e armaram uma armadilha criminosa aos chiitas: incitaram-nos a levantarem-se contra Saddam prometendo-lhes que viriam ajudá-los. Eles revoltaram-se mas o eército americano (400.000 homens) ali a dois passos não veio socorrê-los. Não foram e assistiram impávidos e com grande prazer a poucos Km ao massacre pelos saddamistas de 300.000 chiitas em todo o centro e sul do Iraque. Chegaram a dar autorização aos helicópteros iraquianos para voarem na no-fly zone a fim de melhor afogarem em sangue a rebelião. Por detrás disto, tal como na guerra 79/88 contra o Irão, e no Iraque de hoje, está o lobby sionista e o seu plano satânico de dividir para reinar, à custa de milhões de mortos de povos "não eleitos".
4) urânio empobrecido e embargo 1991/2003: o uso intensivo do urânio nas bombas provocou em todo o Iraque sobretudo no Sul centenas de milhares de recém-nascidos disformes e cancerosos. O embargo fez cair brutalmente o nível de vida de um povo até aí rico. A fome e as doenças levaram centenas de milhares, sobretudo crianças (500.000 segundo a Unicef) e velhos.

Por tudo isto, um punhado de patriotas pertencentes à elite social e intelectual da Nação árabe (que não tem forças convencionais para o fazer), golpeou no 9/11 o coração do Imperio nazi-sionista.

Circula por aí muita desinformação sobre as motivações destes patriotas que planearam e realizaram a operação de comando mais espectacular da história militar.

Que fique claro: não havia aí ódio nenhum ao ocidente, à sua "riqueza" e ao seu "way of life". Eram quase todos das classes superiores árabes, vivendo no ocidente há muitos anos, com estudos superiores e perfeitamente integrados nesse way of life. Os seus países também não são miseráveis, pelo contrário, alguns estão ao nível do que melhor há no mundo.

Também não havia ódio religioso ao cristianismo ocidental. Se eram fervorosos muçulmanos, o papel da religião no 9/11 limitou-se ao do necessário reconforto espiritual aos combatentes que iam enfrentar o martírio.
A única razão era militar, de puro nacionalismo (pan-árabe), ou seja, de vingança exemplar (embora limitada pelos meios disponíveis) de todos os mártires do imperialismo americano na Pátria árabe ocupada. Para os árabes a honra impõe que se vinguem os mortos. A desonra é a desgraça absoluta e o martírio no campo de honra a maior das glórias. Quanto à teoria de que o 9/11 foi uma invenção, enfim, paranóias... sem qualquer base empírica.

Rui Borges disse...

Mas o que é que vem a ser esta licensiosidade generalizada?...

http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1247925&idCanal=32

Anónimo disse...

Olhem o EUROLIBERAL. :-)

O amigo do terrorismo e do ódio.

Euroliberal?
O teu deus é impotente e
não poderá ajudar-te. :-)

O teu profeta casou com 50 anos
mais uma mulher. Essa mulher dizem ter
tido só 9 anos. 9 anos!!

Maomé teria hoje na prisão.
Nos países muçulmanos tão justos,
ele seria decapitado, não é?

Porque não falas do Sudão?
180.000 mil mortos em 3 anos.

E Timor?
Mais de 200.000 mil mortos.

O terrorista é pessoa mesmo boa.

Euroliberal? Tu mentes e distorces
a realidade, filho do diabo,
como te apetece. :-)

Tu não és justo.
Tudo o que tu não dizes é decisivo.

Euroliberal 1001 a EUROLIBERAL

Anónimo disse...

Caríssimo Sniper: Temos coronel na messe, pelos vistos. Sou neto de dois oficiais. E estive para ir para a Luz, claro... Vem atalho de foice um artigo de ontem no Libération, sobre as tecnologias perfomantes e as vendas record da Rússia no capítulo militar. Há uma renascenca relativa das F. Armadas russas. E muito investimento. O SS-27, ou Topol M, o grande missel intercontinetal foi modificado e parece ultrapassar as defesas antimisseis USA, Scott Ritter, experto yankee, diz que os EUA teem que repensar o seu sistema defensivo. Por outro lado, nao se esqueca das grandes manobras navais conjuntas sino-russas de Agosto último. Acresce o facto da Russia vender em aluguer longa duracao tudo o que a India precisa. E nao cessa de reequipar a China. Por outro lado, dado novo, a Russia jánao hesita em armar os países do " eixo do mal ", Siria e Irao, estando a cumprir uma encomenda de misseis anti-aéreos Tor-M1, super-scuds, para o Irao, obrigando Rummsfeld a denunciar tal facto na recente reuniao da NATO na Sicília na passada semana. E a nossa confrade Maria de Lurdes Delgado por onde anda ou está a aprender já o chinês. Ciao. Niet

José Pinho Fonseca disse...

VPV é, uma vez mais, claro,preciso,directo, frontal: se não fosse pelo petróleo, o Ocidente dedicaria ao "Islão" a mesma atenção que vota ao Burkina Fasso, ao Gabão, ao Laos ou à Birmânia.

Ora o populismo islamista medrou na inépcia, no descrédito e na corrupção endémica e generalizada em que mergulharam os regimes seculares que, no outro lado do Mediterrâneo e no Próximo Oriente, emergiram da descolonização, aglutina-se na inveja que destila o ódio ao "Ocidente" e sobrevive (tal como um fenómeno afim, o populismo de Chávez) porque o barril de petróleo se cota a cerca de USD 60 por barril e permite aliviar a miséria da "rua" com subsídios a esmo.

Dada a sua evidente perigosidade (o expoente será Ahmadinejad)imperioso se torna combatê-lo e um modo eficaz desse combate consistiria em fazer regredir o preço do barril de petróleo para a casa dos USD 30 por barril. Impossível? Talvez não... bastaria reduzir o actual nível da procura de produtos petrolíferos refinados o que apenas exige um bem que, de facto, rareia no Ocidente: políticos que preocupem menos com os respectivos umbigos e, decidindo-se enfrentar grupos de pressão com influência nos media, promovessem

- o aumento da capacidade de refinação
- o recurso a energias alternativas (hídrica, eólica, biomassa e, talvez, o nuclear)
- o recurso ao carvão, abundante e existente um pouco por todo o lado
- a atenuação dos níveis de conforto(por exº edifícios não tão aquecidos no Inverno nem tão refrigerados no Verão)
- a restrição ao transporte rodoviário de mercadorias
- a restrição da circulação automóvel nas cidades

e por aí adiante.

Afinal é da sobrevivência de um modo de vida que se trata.

Mº Lurdes Delgado disse...

Caro Niet,
Eu estou aqui, a actualizar-me, porque o S. Valentim deixou-me out.
Chinês não, mas árabe estou a pensar seriamente, senão qualquer dia, não percebo nada do que aqui se diz.

Isto não é para si,mas para um Anonymous, que desanca sem dó, nem piedade o Euroliberal: Tenha em conta que os textos dele já não terminam com ALLAH U AKBAR!

Anónimo disse...

como sempre um comentário super lucido

Mª Lurdes Delgado disse...

Porque é que o Islão "ocidentalizando-se" perde a alma? que alma é que nós perdemos com Voltaire?
Se é a que eu penso, só pecou por ser uma perca tardia.
Quanto às sociedades muçulmanas só serem intoleráveis para quem lá vive, acredito que os nossos governos pensem assim, mas duvido que o Dr. Vasco Pulido Valente o pense e tenho a certeza, que eu não o penso, nem o sinto.

Mª Lurdes Delgado disse...

Caro Atento,
Não esqueça os assédios sexuais das criancinhas de 6 anos, nesse novo farol da humanidade, que leva à suspensão da escola. Para quando a pena de morte?{esta última frase é do Murcon. A honestidade intelectual fica sempre bem.}

EUROLIBERAL disse...

Dizia uma tunisina entrevistada para um jornal: "Maomé é o nosso Pai. Insultá-lo é insultar-nos a todos". Está tudo dito... O que as caricaturas (ou algumas delas, pelo menos) diziam era: "todos os muçulmanos são terroristas e a war on terror é uma guerra contra todos os muçulmanos". Uma declaração de guerra, portanto. Simples exercício da liberdade de expressão ? Are you kidding ?

piscoiso disse...

Ocidentalizar o Islão, é assim a modos que obrigar a minha tia Renana a fazer ioga, quando a posição normal dela é estar de joelhos.

Mª Lurdes Delgado disse...

Euroliberal,
Agarrando no que diz e fazendo um regra de três simples, então você concorda com o Bush e, já agora, com o Pacheco Pereira {cito-o, para subirmos o nível intelectual da concordância}, o nine eleven foi uma declaração de guerra {as boas maneiras não foram tidas em conta, mas eu, aqui, já aprendi que estou démodée neste capítulo}. Diga-me lá, qual a necessidade de uma nova declaração? E não acha que o convite para a peleja, através de uns cartoons, além de desfazado no tempo, é pífio? Será o nosso declínio assim tão trágico, que a uma declaração com aquela grandiosidade, só conseguimos responder com uns desenhos?
Cordialmente,

Corrector disse...

«perca tardia»

???
perca: peixe acantopterígio de água doce.

perda: desaparecimento; privação de coisa que se possuía;

Mª Lurdes Delgado disse...

Caro Corrector,
Grata pela correcção.
Cordialmente

EUROLIBERAL disse...

Mº Lurdes Delgado:

Eu não disse que o 9/11 foi uma declaração de guerra ! Disse que foi uma retaliação militar legítima (e modesta) à guerra declarada ao Islão pelo eixo yankee-sionista a partir de 1948, e sobretudo a partir de 1979 (ver a descrição das "façanhas" dos terroristas bushistas supra) Logo, não concordo em nada com a busharia...

EUROLIBERAL disse...

Sobre os grunhidos de um energúmeno (que copia o meu nick) sobre Maomé.

Diz o labroste que Maomé se casou com uma menor de 9 anos e que seria, assim, um pedófilo...

De facto, a esposa favorita de Maomé era Aisha, filha de Al Bakr, o sucessor (Califa) de Maomé. Quando se casou, aquela tinha efectivamente 9 anos, mas o casamento só se consumou, de acordo com a tradição então seguida, após a puberdade da noiva (12/13 anos).

O mongo desconhece que até há bem pouco tempo, essa era regra seguida em todas as civilizações. A idade média do homem e da mulher era de 35/40 anos. Logo havia que começar a vida sexual após a puberdade. A maioria dos nossos reis e rainhas casavam-se (isto é, "prometiam-se") enquanto infantes e só consumavam a união mais tarde. Logo, a besta perdeu uma boa ocasião para estar calado. Se isso fosse pedofilia, então até há bem pouco tempo essa era a regra. Mas para insultar Maomé, tudo serve... Aquele holandês a quem limparam o sebo também costumava, ente outras, propalar tal blasfémia...

sniper disse...

Caro Niet, obrigado por tão completa e detalhada "lista de compras". Estou a ficar desactualizado em certas áreas da política internacional. Vou ter que diversificar novamente as minhas fontes de informação. Niet, no entanto e no essencial, a Russia está num jogo muito perigoso, porque o tempo em que se considerava que uma morte era uma tragédia, e um milhão de mortes era estatística, já passou, e o governo russo precisa urgentemente de olhar para e pelo seu povo, porque senão corre o risco de ser uma Coreia do Norte em larga escala. Ainda não é, mas caminha para esse "estado" a passos largos. O povo russo não merece.
Niet, até breve.
P.S.- A Maria de Lurdes lá anda na sua peleia blogosférica, com os encantos e desencantos respectivos...

Anónimo disse...

Maeu caro: Imaginava-o a caminho de Nova York... Claro que a Russia tem só dez milhoes de nababos, que consomem tudo o que de luxo a Franca produz. Aliàs,a Louis Vuitton fabrica em Portugal, ou nao?Meu caro, já adivinhou que eu sou 90 por cento francófilo... mas acho que a Imprensa e a Cultura norte-americana e inglesa émuito melhor e mais dinâmica. Como gostaria de o ter a sia e à Maria de Lurdes por perto para irmos mais além na procura do conhecimento e da intensidade!!! Niet

sniper disse...

Caro Niet,

Mais de acordo consigo não poderia estar. O Niet é o comentador mais estimulante e documentado deste blog. Conte comigo nessa interminável aventura que é a procura e a discussão do conhecimento. Conto também com a Maria de Lurdes, que é sem dúvida a grande revelação de 2006 na blogosfera.
Meu caro Niet, até sempre e um abraço.
P.S.- A Maria de Lurdes anda nos posts mais " por cima ",( eu também), na sua incansável luta pela verdade.