segunda-feira, fevereiro 13, 2006

CHOQUE DE CIVILIZAÇÕES

koran1_300
Vale a pena ler os textos que Paulo Gorjão tem escrito no Bloguítica sobre a tese defendida por Samuel P. Huntington. É verdade que a tese, usada a torto e a direito, se banalizou, nos últimos anos. Qualquer conflito que meta um árabe, pelo meio, é automaticamente visto como mais um exemplo do “choque de civilizações” que estará em curso no “novo mundo” que se seguiu à Guerra Fria. O entusiasmo com que a expressão se aplica indiscriminadamente faz esquecer, demasiadas vezes, os interesses mais prosaicos dos Estados. Paulo Gorjão dá como exemplos a intervenção no Iraque e o actual diferendo com o Irão para tentar mostrar que o que está em causa, tanto num caso como noutro, não são razões de ordem cultural mas relações de poder entre Estados. Resta saber (e é esta a minha dúvida) se as relações de poder tornam secundárias as razões de ordem cultural ou se ambas se reforçam num contexto “civilizacional”. Ou seja, se o fundamentalismo religioso que hoje anima o Islão não é um instrumento essencial para se compreender não tanto as exigências do Irão (por exemplo), mas a força com que essas exigências se apresentam na cena internacional. A “humilhação” de uma civilização por parte de um Ocidente rico e “desprezível” é uma arma poderosa que pesa nas relações de poder e na forma como os Estados defendem os seus interesses. A crise dos cartoons mostra duas civilizações. E a sua instrumentalização (ao serviço dos interesses de alguns Estados) mostra, talvez ainda com mais clareza, a importância que o confronto entre duas civilizações tem actualmente nas relações de poder.
ccs

28 comentários:

Riu Maiore disse...

Pacheco Pereira radicou-se na Coreia do Norte!

http://polismaior.blogspot.com/

Anónimo disse...

Gosto muito da ilustração e pergunto: As mulheres podem ler o Corão?

xatoo disse...

Como de costume os analistas profissionais demoram demasiado a apanhar o comboio. Aliás ficam muito melhor refastelados nas suas modorras se o perderem. Não é de Estados aquilo de que ainda se trata. Mas sim de Classes. Classes transnacionais livres contra outras classes que permanecem aprisionadas pelo que resta dos Estados devidamente policiados ao serviço da Classe dominante mundializada. No meio desta "luta de classes" por agora caótica enquando persistir a estupidez americana, os únicos que se vão "safar" são os trabalhadores organizados sob a égide do Partido Comunista Chinês.
Se fosse eu a vocês já não dormia descansado hoje.
,,,bye bye "ocidental culture" de intermediários e rendeiros; aproximam-se tempos duros.

ccs disse...

importa-se de repetir?

migas (miguel araújo) disse...

O confronto de civilizações, de forma mais radical: a guerra de civilizações, é uma realidade presente entre o ocidente e o oriente.
Não é demagogia, nem deambulações retóricas. É uma realidade.
(...)as relações de poder tornam secundárias as razões de ordem cultural ou se ambas se reforçam num contexto “civilizacional”..
Não sei se lhe desfaço a dúvida, mas entendo que no caso do Islão as razões de estado e as razões culturais (nomeadamente religiosa) fundem-se e tornam-se única.
Cumprimentos

Anónimo disse...

Essa ideia do choque de civilizações que anda pelos blogues todos, e pelos jornais, é um prontismo-a-vestir bastante irritante.

Afinal, desde quando não chocaram? E qual é o problema do choque, se é uma circunstância quase sem memória?

No fundo é algo que sempre esteve presente, e é um pouco pateta que só agora (porque se fala nisso) tome contornos preocupantes. No fundo, não é um problema grava, a não ser que insistam muito no caso.

Sérgio Nunes disse...

A propósito deste tema, sugiro uma leitura do texto publicado no Margens de Erro: http://margensdeerro.blogspot.com/2006/02/guerras.html

Mª Lurdes Delgado disse...

Claro que há manipulação, mas as reacções só adquirem estas proporções meio apocalípticas, porque há um caldo de cultura extremamente favorável.
No Verão quente, as sedes do PCP no norte foram incendiadas, porque existia o tal caldo de cultura, facilitador da manipulação, feita por certos personagens da Igreja católica. Hoje julgo que, apesar da iliteracia e da boçalidade, já não seria possível o apelo à piromania. Esta, agora só vem à superfície com os calores.
Para que fique claro, nunca fui simpatizante do PCP, nem daqueles MLs todos e se, por absurdo aqueles partidos tomassem o poder, dava à sola.

Anónimo disse...

Toda a polómica foi desencadeada e manipulada por um grupo de fundamentalistas, com a ajuda de países como o Irao e a Siria, depois de uma cimeira arabe. Isso parece todos estarem de acordo. A arabia saudita , egipto até foram dos primeiros países a chamar os embaixadores, mas foi no Irao e Siria que incendiram embaixadas e que o boicote economico à dinamarca foi mais evidente.

Qual é que pensam que é o interesse? Pensam que o objectivo é a de limitar a liberdade de expressao na lei europeia e proibir cartoons? Acreditam realmente que é esse o objectivo dos fundamentalistas islamico?

Ou nao seria antes, conhecendo como a Europa funciona, provocar reacçao?

Anónimo disse...

Provocar a reacçao esperada de cartoons por todo o lado, manifestaçoes e contramanifestaçoes, confrontos, boicotes economicos , desastibilizar a europa, e garantir que em caso de ataque da europa ao Irao pela crise do uranio, uma massa de muçulmanos zangados a seu favor?

Nao acham que a atitude tomada pelos países europeues de nao agredir , foi a de nao fazer o jogo do inimigo?

Anónimo disse...

A estrategia da europa parece ser a mais acertada, impedindo os os interesses do verdadeiro inimigo.

E assim o que para muitos parece uma fraqueza, é uma força. Porque agora a bola está do lado dos muçulmanos que também pensam e que sao capazes de perceber quem é o verdadeiro responsável dos seus problemas.

lv

Omar Khayyam disse...

Pois, mas a questão continua mal formulada. O que se sabe? Que os cartoons são um pretexto; que aquela malta dos archotes nas embaixadas, na sua maior parte, não sabia onde é a Dinamarca; que se não fosse o nuclear iraniano e a guerra iraquiana, os cartoons continuariam tão esconsos como o jornal onde foram publicados originalmente; que quando se tem fome, é difícil separar o pão da manteiga; que o Freitas do Amaral é uma... licenciosidade peregrina; que se confunde facilmente os radicais de Beirute com os pastores dos planaltos marroquinos; que os radicais foram devidamente organizados e instrumentalizados por mentes sofisticadas etc. etc.
Agora, terão os cartoons sido parte de estratégias de outras mentes sofisticadas? Se tivessem sido publicadas em França isto teria acontecido? Como seria se fossem embaixadas francesas a arder, ou americanas, ou da Alemanha?? O Freitas do Amaral sabe a diferença entre um ponta de lança e um trinco? Isto não interessa aos EUA, nu contexto mais vasto do seu imbróglio no médio e próximo Oriente? E, principalmente, já alguém se deu ao trabalho de averiguar o que de importante foi acontecendo encoberto pela fumaça a sair das incendiadas embaixadas??? O recentramento da radicalidade do Hamas tem alguma coisa a ver com isto? Desenham-se novos poderes no médio Oriente? A crise interna em Israel, passa ao lado de tudo isto? etc. etc.

Anónimo disse...

Omar Khayyam , houve uma embaixada francesa incendiada, e por engano até uma chilena foi atacada.

Creio que o problema é politico. E por isso a reacçao dos dirigentes europeus tem sido politica e estrategica.

Há muitas curiosidades, a Dinamarca está no conselho de segurança. O Irao insiste em trazer para a Europa o holocausto de novo, o problema de Israel -Palestina, estando a Austria na presidencia.


Existem muitos dados que porventura escapam.

lv

Anónimo disse...

"Isto não interessa aos EUA, nu contexto mais vasto do seu imbróglio no médio e próximo Oriente"

foi curioso terem sido eles dos primeiros a aparecer a dizer com veemencia que os cartoons eram de uma extrema ofensa para os muçulmanos. Provável que tenham tido interesse em fomentar a confusao na europa e a revolta dos muçulmanos contra a europa. É para a compartilharem connosco que sao muito nossos amigos. :)

lv

Rui Borges disse...

E o objectivo não será a manipulação dos muçulmanos residentes na Europa pelos seus próprios líderes?
Trazer o conflito para o coração do Ocidente?
Depois da demonização da Dinamarca, se esta votar contra os interesses iranianos, no Conselho de Segurança, como será esse facto apresentado pelos líderes iranianos ao seu povo e extensivelmente a todo o mundo islâmico incluindo as comunidades europeias?
Não será tal previsível tomada de posição do Reino da Dinamarca apresentada como uma nova afronta ao profeta e seus seguidores?
E a repescagem do Holocausto não seguirá os mesmos desígnios?
Se a Europa se recusa a investigá-lo, a negá-lo, é porque está refém da conspiração sionista, anunciarão os mullahs.
E a retirada de apoios financeiros à Palestina caso o Hamas se recuse a desarmar e a negociar?
Mais um degrau na caminhada do Islão contra o resto do mundo.
A Europa será apresentada como inimiga e os fiéis que habitam no seu seio deverão purgá-la e levá-la à submissão.
Acredito que estamos perante o prelúdio da declaração literal de uma guerra santa declarada à Europa, sob o pretexto da blasfémia contra o Profeta e de sucessivos ataques que desejam a humilhação e destruição do Islão: Recusa de programa nuclear dito pacífico, recusa de investigação histórica sobre o Shoah, drenar a pobre e castigada Palestina a mais uma provação através do corte de fundos, neste processo reposiciona-se a Europa, revestem-se os happenings com os trajes dos Cruzados et...Voilá!

Anónimo disse...

É o que eu penso Lobo. E por isso considero que a estrategia seguida é a mais adequada. Se os muçulmanos descobrirem por si , que isso nao é verdade e que também estao a ser manipulados, teremos a paz.

Pena é que nem todos os dirigentes da europa pareçam ter a mesma opiniao. Por exemplo Durao Barroso, esforça-se por parecer irredutivel mesmo em entrevistas ao jornal dinamarques. Já nos levou para uma guerra, espero que como dirigente europeu, nao nos desgrace outra vez!

lv

Anónimo disse...

Parabéns aos comentadores! O nível das diversas abordagens está bom.
Como já foi dito, esta guerra Oriente/Ocidente já vem de longe. Aqui entre nós, com os sistemas comunicacionais ainda longínquos, a net e bomba atómica a anos luz, Afonso Henriques resolvia a coisa, como sabem, de uma forma muito pragmática.
Parece evidente que se trata de um surto de uma doença endémica e que este é obra dos Aiatholas que, já com outros meios, avaliaram a situação e concluiram que era chegada a altura de atacar. Os cartons terão sido apenas um pretexto.
Parece ainda evidente que a chantagem, ao nível a que chegou, é perigosa porque, como sabemos, quando a diplomacia não dá conta do recado, sobra para os militares a resolução destes problemas e, nestes casos, há sempre alguém que se aleija...
As variáveis em jogo são complexas e, repito, os vários cenários aqui apresentados são muito interessantes. Quem não merecia isto era a Dinamarca.

Rui Borges disse...

Caro anónimo, eu não creio que a estratégia seja a mais adequada...
Duvido que o muçulmano comum, de Peshawar a Teerão, tenha a acesso a informação imparcial que lhe permita descobrir, ‘por si só’, o que está em jogo neste instável tabuleiro logo, o conflito ainda não chegou, mas vem a caminho, com algumas paragens para se abastecer do combustível indicado, o ódio, mas rapidamente retomando a sua marcha em direcção ao choque frontal.
A unidade dos governos europeus numa posição firme, inabalável e autoritária dos deveria ser, na minha opinião, o caminho a seguir, não como um ariete, mas sim
funcionando como uma fortaleza provisória enquanto preparamos a nossa terra para o que se avizinha: Um ataque à Europa partindo do seu interior, apoiado pelas forças que a cercam e que nela já depositaram, há muito tempo, pequenas brisas sussurradas que se transformarão em tempestade de consequências por medir.

Estejamos seguros que muita gente se irá aleijar, inevitavelmente...

Anónimo disse...

Nao sei lobo. Tenho visto as manifestaçoes de Teerao cada vez mais pequenas. E em Teerao na CNN enquanto uns queimavam bandeiras, via-se um homem sentado a desenhar no chao a virgem Maria, calmamente

Nao sei. A nós também nao nos chega a informaçao de lá.

Anónimo disse...

Uma atitude autoritária e de subjugaçao, a unica coisa que a historia nos diz que leva é a maior revolta, a situaçoes israel-palestina ou iraque.

Rui Borges disse...

Aguardemos para ver a reacção judia ao cartoons sobre o Holocausto executados contra eles...
Se reagirem, muy dificilmente, com humor, resta sempre ao Irão deixar a questão nuclear chegar ao Conselho de Segurança.
Se Israel assumir os cartoons como uma afronta digna de resposta musculada...Senhores...Teremos explosivos à solta, ou talvez antes, se o radicalismo pensar que os ânimos estão a esmorecer.
A que propósito surgem imagens de espancamentos de 'jovens iraquianos' vários anos depois de estes terem ocorrido? E não perpretados por americanos mas por europeus ingleses?

Rui Borges disse...

Referi uma posição autoritária na defesa dos nossos princípios e conquistas. Liberdades e deveres.
Não referi subjugação...Em parte alguma.

Anónimo disse...

Lembra bem ,lobo. Essas imagens também nao me parece que tenham aparecido por acaso, fora do contexto de toda a sutuaçao.

Parece tudo fazer parte de uma engrenagem para levar ao confronto das hostes.

Espero que na europa os estrategas saibam bem o que estao a fazer.

Rui Borges disse...

Se a estratégia passar por colocar uma face à disposição do fundamentalismo, em seguida a outra e então, só então, inequívoca e sem mácula ripostar, justificar-se-ão os actuais e surpreendentes agachamentos de posição. Se insistirmos nesta via sacra de assunção de culpa, o destino é o Gólgota da civilização ocidental...

Anónimo disse...

Bem, acho que a Europa tem que identificar os "submarinos" que desenterraram as imagens, extemporâneas quato ao visionado, mas oportunas para lançar combustível na fogueira. Nada acontece por acaso nestas ocasiões. E nada de Chamberlan's ajoelhados, que deu o que se viu.

Rui Borges disse...

Mas esses submarinos, mais exactamente 57, já foram avistados, emergiram em Meca no mês de Dezembro e, desde então têm-se entretido a testar o alcance dos torpedos.

http://www.nytimes.com/2006/02/09/international/middleeast/09cartoon.html?_r=1&oref=slogin

EUROLIBERAL disse...

Pequeno esclarecimento sobre o 9/11 para uso de cínicos, incrédulos e desinformados

O 9/11: Foi um acto de retaliação militar da Nação árabe (o comando que o executou era uma verdadeira selecção árabe)pelos massacres na Palestina desde 1948 (em que o apoio americano aos sionistas foi e é determinante), no Iraque e Irão desde 1979:

1) guerra Irão-Iraque, um milhão de mortos; os EUA desejosos de esmagarem Khomeini enviaram contra ele o seu agente Saddam e ajudaram-no maciçamente durante a guerra. Também ajudaram o Irão (Contragate) quando o Iraque parecia estar a ganhar, segundo o principio de que quando dois países muçulmanos se massacram mutuamente quem ganha são os sionistas...

2) crimes de guerra no Golfo em 1991: na autoestrada da morte Koweit-Bassorá, dois dias depois do cessar-fogo o grosso do exército iraquiano em retirada sem precauções militares e a descoberto foi atacado cobardemente durante cinco horas por toda a aviação americana. Deste tiro aos "sitting ducks" (assim o descreveram os aviadores) resultaram cerca de 100.000 mortos carbonizados. Uma divisão inteira foi também deliberadamente enterrada viva quando os tanques americanos passaram sobre as saidas dos seus profundos abrigos no deserto, numa altura em que a guerra já tinha acabado e as tropas se rendiam em massa.

3) crimes de guerra contra os chiitas iraquianos em 91 (300.000 mortos): os EUA preferiam Saddam aos chiitas "khomeinistas". Por isso não foram até Bagdad depor Saddam e armaram uma armadilha criminosa aos chiitas: incitaram-nos a levantarem-se contra Saddam prometendo-lhes que viriam ajudá-los. Eles revoltaram-se mas o eército americano (400.000 homens) ali a dois passos não veio socorrê-los. Não foram e assistiram impávidos e com grande prazer a poucos Km ao massacre pelos saddamistas de 300.000 chiitas em todo o centro e sul do Iraque. Chegaram a dar autorização aos helicópteros iraquianos para voarem na no-fly zone a fim de melhor afogarem em sangue a rebelião. Por detrás disto, tal como na guerra 79/88 contra o Irão, e no Iraque de hoje, está o lobby sionista e o seu plano satânico de dividir para reinar, à custa de milhões de mortos de povos "não eleitos".
4) urânio empobrecido e embargo 1991/2003: o uso intensivo do urânio nas bombas provocou em todo o Iraque sobretudo no Sul centenas de milhares de recém-nascidos disformes e cancerosos. O embargo fez cair brutalmente o nível de vida de um povo até aí rico. A fome e as doenças levaram centenas de milhares, sobretudo crianças (500.000 segundo a Unicef) e velhos.

Por tudo isto, um punhado de patriotas pertencentes à elite social e intelectual da Nação árabe (que não tem forças convencionais para o fazer), golpeou no 9/11 o coração do Imperio nazi-sionista.

Circula por aí muita desinformação sobre as motivações destes patriotas que planearam e realizaram a operação de comando mais espectacular da história militar.

Que fique claro: não havia aí ódio nenhum ao ocidente, à sua "riqueza" e ao seu "way of life". Eram quase todos das classes superiores árabes, vivendo no ocidente há muitos anos, com estudos superiores e perfeitamente integrados nesse way of life. Os seus países também não são miseráveis, pelo contrário, alguns estão ao nível do que melhor há no mundo.

Também não havia ódio religioso ao cristianismo ocidental. Se eram fervorosos muçulmanos, o papel da religião no 9/11 limitou-se ao do necessário reconforto espiritual aos combatentes que iam enfrentar o martírio.
A única razão era militar, de puro nacionalismo (pan-árabe), ou seja, de vingança exemplar (embora limitada pelos meios disponíveis) de todos os mártires do imperialismo americano na Pátria árabe ocupada. Para os árabes a honra impõe que se vinguem os mortos. A desonra é a desgraça absoluta e o martírio no campo de honra a maior das glórias. Quanto à teoria de que o 9/11 foi uma invenção, enfim, paranóias... sem qualquer base empírica.

Anónimo disse...

Já agora podia dizer-se ao Sr. Paulo Gorjao que o Livro "Choque de Civilizações" já existe em edição traduzida para Português e que não há necessidade de fazer citações daquele livro em inglês.