sábado, fevereiro 18, 2006

AGRADEÇO A BONDADE

Agradeço ao Nuno Ramos de Almeida a bondade de me lembrar o período de retrocesso e decadência do Império Turco e as malfeitorias que lhe fizeram a Rússia, a Inglaterra e França. Mas talvez seja bom notar que foi por causa da hostilidade entre a Inglaterra e a Rússia que esse Império durou mais dois séculos do que duraria por si próprio. Sem a oposição constante da Inglaterra e a guerra da Crimeia contra a Inglaterra e a França, a Rússia teria com facilidade chegado a Constantinopla e acabado com o poder muçulmano no Médio Oriente. A Inglaterra, de resto, tirando obviamente o Egipto, não tocou na Turquia asiática e africana até 1918 e foi a Turquia que lhe declarou guerra, não o contrário.
De qualquer maneira, o Nuno parece que perdeu a moral da história. A saber: que desde a origem o Islão avançou agressivamente no Mediterrâneo e no coração da Europa e só parou quando não se conseguiu "modernizar". A partir do século XVIII, o Império era um "homem doente", que as potências trataram, apesar de tudo, com moderação.
vpv

13 comentários:

Anónimo disse...

Na listagem dos "acontecimentos recente" publicados no seu blog, Nuno Ramos de Almeida esqueceu-se dos mais actuais: a destruição das torres gémeas em Nova Iorque e o ataque ao Pentágono, as explosões em Madrid e, ainda mais recente, em Londres.Dispenso-me de acrescentar o número de mortos.

A. de anónimo disse...

Ver toda esta questão só de um lado(só do lado "deles" ou do "nosso") parece-me algo extremamente limitado. E tendo em conta que não é gente limitada que aborda estas questões fico surpreendido...

Anónimo disse...

Esta historia toda tem a ver com o "ocidente" a tentar diabolizar ao maximo o "outro lado" que é para o caso de bombardear com a atomica e reduzir a cinzas um país interio como o irao com 130 milhoes de pessoas, matando aquela gente toda da foema mais cruel.. ninguém se importar.

Afinal houve uns caramelos que se atiraram contra as gemeas, que até eram parecidos com os gaijos lá no iaro e eram da mesma freguesia!

Anónimo disse...

assim quanto mais por cá se odiar "o inimigo" menos vai alguem se importar que morram milhoes de inocentes, como em Hiroshima.

Mª Lurdes Delgado disse...

Eu recomendaria a leitura do livro de Carlos Santos Pereira "Da Jugoslávia à Jugoslávia", porque lá também se passeiam alguns muçulmanos.
Não me digam que ele também é um cruzado, porque a paciência tem limites.

Anónimo disse...

Permito-me apenas dar um pequeno conselho ao Sr. Vasco Correia Guedes (para aqueles que não sabem, o nome verdadeiro do autor do post...) - dedique-se a falar do Portugal actual e do Portugal dos Sécs. XIX e XX, porque do resto, não percebe patavina, com o perdão da palavra...
Explique lá o que tem a ver o cerco de Viena, levado a cabo por Otomanos Turcos (sunitas) com o Embaixador do Irão (persa, xiita).
Por favor, admita de uma vez por todas o óbvio - OS MUÇULMANOS NÃO SÃO TODOS IGUAIS; ÁRABE NÃO É SINÓNIO DE MUÇULMANO.
Seria o mesmo que um checheno estabelecer um paralelo entre a derrota portuguesa em Alcácer-Quibir e a intervenção russa na Chechénia - OS PORTUGUESES E OS RUSSOS SÃO DIFERENTES... EMBORA SEJAM CRISTÃOS...
Evitemos as simplificações parolas... daqui a pouco, estamos a ir para aquelas afirmações do género "africanos? São todos pretos" ou "isso é tudo chineses amarelos (referindo-se aos orientais)".
Glosando alguém que (ainda...) sabia do que estava a falar, "o mundo anda perigoso" - pelo que devemos evitar torná-lo ainda mais perigoso com raciocínios superficiais, bacocos e folclóricos.
Eu quero ler o Vasco Pulido Valente, não o (felizmente) ex-deputado Vasco Correia Guedes...

Roteia disse...

É certo que o Islão avançou agressivamente sobre o Mediterrâneo, mas é também um facto que o Mediterrâneo contém nos planos histórico e civilizacional fortes elementos culturais devedores do Mundo Islâmico, frequentemente deturpados ou esquecidos, sobretudo no discurso cristão.
Temos ainda em nós uma parte de moirama que, convém lembrar, não pode ser riscada da história em troca de favores e equilíbrios com uma potência imperial de novos-ricos fundadora do Novo Mundo, políticamente obtusa no que diz respeito a cruzamentos seculares, e por isso mesmo desrespeitadora da diferença (e até da semelhança).
Creio que a Europa mediterrânica não pode cair na asneira de se envolver nos pressupostos de um conveniente choque de civilizações. Ser civilizado, no nosso tempo, não será apenas defender liberdades de expressão mas talvez saber assumir diferenças civilizacionais, e conviver com elas. Em vez de ceder a semelhanças artificiais decorrentes da ausência de memória.
Aos fenómenos da globalização responde o mundo islâmico com terror. E nós, entre dois mundos, respondemos o quê?

sniper disse...

A asneira suprema foi feita pelos aliados durante a 2ª Grande Guerra, no século passado. Em vez de terem feito a invasão na Normandia, os aliados deveriam ter invadido a europa pela Bulgária-Balcãs, como alguns eminentes estrategos aliados pretendiam. Todos hoje agradeceriam isso aos americanos, porque a a guerra tinha acabado mais cedo e noutras condições de rendição com os nazis encurralados a este e a oeste, a europa comunista nunca teria existido, os campos de extermínio tinham fechado as portas muito mais cedo, e provávelmente nem tinhamos o Estado de Israel. Os sentimentos de culpa e de remorsos do estados europeus em relação aos judeus eram menores, e Israel ficava outra vez no "papel", como projecto de intenções. Qualquer referendo na Palestina, dava vitória aos árabes. Era só vantagens. Agora temos que levar com eles todos, querendo ou não.

Anónimo disse...

Como o próprio Nuno Ramos de Almeida admitiu na caixa de comentários, para contrapor à sua cronologia limitou-se a adaptar um livrinho que tinha lá em casa dessa figura "moderada" do islão chamada Tariq Ramadan. Por aí ficámos logo a perceber ao que vinha.

Anónimo disse...

Embora sem perceber a crispação de alguns comentadores e sem me envolver por ora na polémica, queria aqui louvar os comentários que se muniram dos canhanhos da memória dos factos tanto quanto deles sabemos, enfim, ouso louvar as pessoas que embora não se apresentando a si próprias como especialistas no assunto, procuraram documentar-se antes de dizerem coisas sobre árabes, turcos, muçulmanos, impérios, fronteiras e sequelas...
Há muito tempo, pelo menos há 30 anos, esses canhanhos pertenciam a um ciência chamada História, hoje completamente em desuso, por incómoda, livresca e desnecessária...
Vim só dizer isto,e não é ironia, juro, vale a pena passear pelos blogues quando se aprende...continuem!Continuemos!

Anónimo disse...

Quando se chega a uma situação de confrontação, seja uma simples arruaça ou uma guerra declarada, as opiniões pouco contam.
O que importa é decidir de que lado se está ...

Anónimo disse...

sobre o comentário do anónimo das 7:47:posted by Bush ou posted by Ahmadinejad?
assina o anónimo das 7:01 :-)

Filipe Alves disse...

100 por cento de acordo. A lengalenga das cruzadas ja enjoa... as pessoas só recordam parte da História, porque a instrumentalizam em funcao de ideologias. Neste caso, esquecem se da forma como o Islao se expandiu no Mediterraneo - atraves da conquista militar - e das patifarias que turcos, mouros e berberes nos fizeram ate ao principio do seculo XIX. E por falar de turcos, muitos se esquecem aquela que talvez poderia ser considerada uma das primeiras guerras contra o terrorismo foi a campanha da US Navy contra os piratas da "Barbária" (Norte de Africa), nos primeiros anos do seculo XIX. Mesmo nessa altura, os piratas muculmanos continuavam a atacar as costas e a navegacao europeias...