segunda-feira, janeiro 30, 2006

Previsibilidades...

133circus clown poster
Já se previa. O que talvez não fosse previsível é que acontecesse tão cedo. De repente, não há ninguém no PSD que não tenha uma opinião sobre o PSD. O PSD tem que se "reestruturar". O PSD não pode continuar a olhar para o seu "umbigo". O PSD tem que fazer uma oposição "mais forte". Enfim, o PSD tem que mudar de líder. Mas isso obviamente ninguém o diz. Até porque não é fácil liderar, agora, o PSD. Marques Mendes que se aguente na oposição. Enquanto as eternas reservas do PSD o vão desgastando com críticas. É assim que se faz política. Nos jornais e nas televisões. E depois ainda há quem, usando a Comunicação Social, venha com conversas sobre os efeitos nefastos que a Comunicação Social tem na política.
ccs

16 comentários:

Rui Castro disse...

Parece-me, no entanto, que o problema do PSD é mais um caso feito pela Comunicação Social e pelos blogs que um problema real. Marques Mendes, desde que chegou ao poder no PSD, ganhou as eleições autárquicas e o candidato presidencial que o partido apoiou ganhou as eleições. PS vai-se afundando nas sondagens. A restante oposição está moribunda. Quanto a mim, basta aguardar serenamente pelo fim da legislatura para haver alternância em S. Bento. Não percebo a razão de tanto barulho, se bem que tenha que admitir que alguns dentro do partido bem tentam tirar partido da "revolução" que se vai fazendo na comunicação social.

/me disse...

Marques Mendes parece talhado para percorrer o mesmo caminho que Durão, à frente do partido. É apenas ir aguentando, que um dia chega a Primeiro Ministro. Não faça ele muitas ondas.

Pena é não usar o seu partido para fazer oposição construtiva. Mas isso é coisa que não passa pelo léxico dos nossos políticos. É sempre primeiro o Partido, depois, se sobrar, Portugal.

Mais grave ainda, nem é só uma questão de querer. Como tem ficado provado, nem o PS nem o PSD sabem na realidade o que fazer ao País. Veja-se o caso da educação: cada um faz mais disparates que o anterior. Ainda me lembro dos aplausos de todos para a escolaridade obrigatória até ao 12º, como se isso na realidade fosse possível ou desejável na realidade nacional.

Quanto à comunicação social, esta não tem culpa do descalabro que é a política nacional. Que podem fazer os jornalistas, assobiar para o lado e fingir que não é com eles? Ora bolas.

David Oliveira disse...

Está enganada Constança. Disse e escrevi eu ... bem mas eu sei que não sou importante, audível, visível
http://coisascausas.blogspot.com/

cacha de graixa disse...

É preciso saber ver.
Marques Mendes é o maior!

cacha de graixa disse...

«Não faça ele muitas ondas.
Pena é não usar o seu partido para fazer oposição construtiva. Mas isso é coisa que não passa pelo léxico dos nossos políticos»»

Se entendi bem é preciso que "não aguente" e "faça ondas" para fazer "oposição construtiva"...

Ricardo disse...

CCS,

Não devia criticar o que é previsível! Não se sente mais segura por haver coisas neste mundo que são previsíveis?

André Carvalho disse...

Cara CCS,

Os efeitos nefastos que a Comunicação Social tem na política não serão da mesma ordem de grandeza dos efeitos, tal-qualmente perniciosos, da política na Comunicação Social?

Os mass media, para conseguirem sobreviver no seu meio excessivamente concorrencial, carecem de notícias, sempre que possível, em primeira-mão e com o necessário sal e pimenta. Neste sentido, a política é uma fonte inesgotável para os media.

Simultaneamente, os políticos dependem, em grande medida, dos mass media para conseguirem fazer chegar as suas mensagens aos cidadãos.

Desculpe esta ligeira provocação, mas não considera que também há quem, usando a política, venha depois com conversas sobre os efeitos perniciosos da política na Comunicação Social?

Cumprimentos,

Anónimo disse...

Nem mais.Se o PPD já cheirasse a poder e fosse apetecível, onde já estaria Marques Mendes. No entanto, com directas ou sem elas, vai "assando" em fogo lento. Lá mais para o fim da legislatura se verá, se o Governo se aguentar e fizer aquilo que preconiza,O PPD não terá muitas hipóteses e teremos um MM a lutar "sozinho" nas legislativas e depois apeado em qualquer congresso partidario.
Se o governo não se aguentar, e cheirar a poder, então....adeus MM.Haverá embaixadas e apelos dos tais comentadores a clamar pelo Borges, que com o apoio de F.Leite e alguma comunicação social, o elegerão 1º ministro.Enfim, MMendes não é dono do seu proprio destino.Nada depende dele.
E para mais tem Cavaco em Belem.

Robespierre disse...

O que se diz de MM, apesar de correcto, não é muito diferente do que se dizia de Durão quando era este o líder do PSD. A sua "não demissão" após Guterres ter ficado a um deputado da maioria absoluta rotulavam-no de líder-a-prazo-que- caíria-na-próxima-derrocada-eleitoral. O problema é que não houve próxima derrocada eleitoral para o PSD. A derrocada foi antes para o PS e Guterres deixou de fazer o frete... E lá chegou então Durão a PM. E depois a PCE.

Não creio que MM caia até às legislativas de 2009. As pessoas, apesar de criticarem, apreciam o pulso firme de Sócrates e não é previsível que este se desgaste a ponto de não vencer as próximas legislativas. O PSD sabe disso e, sendo essa a expectativa, duvido que encontrem razões para escorraçar MM antes de uma derrota eleitoral.

Até lá é normal que o veneno comece a ser injectado. Mas acredito que ainda faltará qualquer coisa até à remoção do pequeno MM.

/me disse...

cacha de graixa, eu não estou a torcer para que Marques Mendes siga as pisadas do Durão Barroso, que era uma nódoa na oposição. A menos que decida ir já para Bruxelas, embora não veja quem o possa substituir nestes tempos...

Pelo contrário, eu torço mesmo para que faça ondas, mas construtivas.

/me disse...

Tenho para mim que se um qualquer líder político se decidisse a tratar os portugueses como seres inteligentes, em vez de um qualquer público alvo para o qual se debitam propagandas, teriam uma boa surpresa nas eleições. Porventura teriam uma bem mais desagradável dentro dos próprios partidos...

Raquel disse...

O que se passa no PSD não é diferente do que se passou no PS em ocasiões semelhantes.

A questão que o André Carvalho coloca é bastante pertinente.

Anónimo disse...

E que me diz do acordo "secreto" Meneses-Rio? Toma lá a Distrital pró teu melhor amigo, dá-me cá o teu apoio prá Nacional! Com a resposta em surdina de Rio: ok!; mas não sorrias muito, porque se não ganhares as legislativas de 2009, adivinha quem te desafia a liderança...

ccs disse...

Caro André Carvalho

de acordo com o seu comentário. mas sinceramente não percebi bem a sua última pergunta. a primeira sim. e a resposta é sim. Agora, um político (alguém usando a política) a falar dos efeitos perniciosos da política na CS? Não conheço. ou então não percebi a pergunta...

Cumprimentos

André Carvalho disse...

Cara CCS,

Tem toda a razão. A minha última pergunta não foi suficientemente clara e pode-se prestar às mais diversas interpretações.

Falei em pequena provocação porque me estava a referir ao poder efectivo dos media e de alguns profissionais da Comunicação Social [como o da própria CCS], no mundo político.

Neste seu texto refere, com razão e decerto, com conhecimento de causa, que os políticos pretendem usar a Comunicação Social em seu proveito, embora sejam os primeiros a acusar os media caso a "vida" não lhes corra bem. Este tipo relação entre o mundo político e o mediático é do domínio público, porque é veiculado, em determinadas ocasiões, pelos próprios media.

Mas não utilizará a Comunicação Social esses políticos na mesma medida, e se preste a estes jogos de poder com o intuito de obter proveitos [informações, notícias, audiências, lucros]? Estas relações media/política são bastante mais obscuras [menos conhecidas].

Tal como a maioria dos portugueses, tenho muito melhor opinião dos jornalistas do que dos políticos, mas cada vez me convenço mais que os políticos podem ser um alvo fácil da Comunicação Social e dos opinion makers.

Cumprimentos,

Anónimo disse...

As pessoas neste blog estão perdidas.

Liguem as vossas funções cerebrais.

A evolução mata.

As pessoas neste blog estão mesmo perdidas.


A irmã de Constança Cunha e Sá