segunda-feira, janeiro 23, 2006

Por direito próprio

Não figura na lista dos derrotados. Mas contribuiu generosamente para a vitória de Cavaco Silva. Com uma habilidade notável, conseguiu reabilitar uma década de cavaquismo. O país deve-lhe o pântano. O horror ao diálogo. O orçamento do "queijo". E uma colorida gama de malabarismos políticos. António Guterres, o candidato "natural" do PS, que "naturalmente" não se candidatou, foi o principal "branqueador" desse tenebroso passado que a esquerda tanto invocou. Por direito próprio, passa a fazer parte da lista dos derrotados.
ccs

13 comentários:

Henrique disse...

Exactamente.

Ricardo disse...

Não diria melhor! Era uma obrigação "moral" ter-se candidatado!

Concordo com este exercício de memória!

critico disse...

Por este andar, qualquer dia fazem um círculo quadrado.
Que raio de análise mais retorcida.
Parte da conclusão.
As premissas são meramente instrumentais

zazie disse...

por esse andar também me estou a lembrar de outros 2 (pelo menos) responsáveis por uma vitória tão à tangente...

";O))

ccs disse...

Também eu...mas esses nunca foram candidatos naturais do partido socialista

Musicologo disse...

Por inversão de ideias, um dos grandes vencedores da noite foi sem dúvida Paulo Portas. A sua "não candidatura" possibilitou a vitória de Cavaco Silva, coisa que duvido que acontecesse, caso Portas tivesse avançado.

filinto disse...

ser responsabilizado pela derrota não significa ser um dos derrotados. perdeu por ausência? parece-me demasiado rebuscada a teoria.

Anónimo disse...

mas Cavaco Silva não é a favor do diálogo?

El Ranys disse...

E António Vitorino, passa entre os pingos da chuva?

j. disse...

Mais ou menos dentro de 10 anos, poderá dizer-se o mesmo, só que de Sócrates e Cavaco Silva em relação ao agora na lista dos derrotados António Guterres.

A. Castanho disse...

Realmente...

Muito mais derrotado do que o esquecidíssimo Guterres (mas mesmo assim ainda menos que Sócrates) foi Jorge Sampaio, cujos dez anos de anestesia errática esvaziaram a Presidência e a luta por ela de qualquer significado e entusiasmo!

E duvido que Cavaco queira ir muito mais além, pelo menos no "primeiro" mandato, para evitar riscos.

Só que talvez isso lhe seja fatal, daqui a CINCO anos...

Anónimo disse...

Agora já é tenebroso passado. E ainda havia uns parvos a acharem que apoiava o Cavaco! Tenham dó!

McVilarinho disse...

Outro tenebrosos passados não foram precisos branquear porque foi tudo perfeito e sem responsebilidade absolutamente nenhuma no nosso inquietante presente...afinal o q são 10 anos em 30 de democracia?
A desresponsabilização e o "lavar de mãos" é das nódoas mais entranhados no guarda-roupa nacional...