quinta-feira, janeiro 12, 2006

Os velhos

Numa sociedade que vive no culto da juventude e se mede pelo sucesso, é desagradável falar dos velhos. Os velhos não serão como os trapos. Mas, se tiverem juízo, ficam em casa, embrulhados numa manta, entretidos com os netos, a usufruir da reforma. Os velhos fazem parte do passado. Devem saber retirar-se a tempo. E se tiverem tido um papel na história, têm que o saber preservar. Têm, acima de tudo, que saber preservar os preconceitos dos outros: poupá-los ao confronto com os anos e à senilidade dos entusiasmos. Um velho que não se conforma com a idade é um velho senil que perdeu a noção da realidade. A idade de um velho incomoda. Pessoas bem-educadas, com algumas qualificações, não falam da idade de um velho. Velhice não é argumento. Não deve ser usada como arma de ataque. Até porque o horror à velhice está inscrito na sociedade. O sentimento não precisa de ser exacerbado: basta existir e deixar-se espalhar com a hipocrisia habitual e a cobertura das boas maneiras.

Um velho é sempre um velho. Principalmente um velho que se candidata à Presidência da República. Os velhos são para estar na reserva. Para enfeitar o regime. Para fazer parte da história. Pior do que um político, só um político velho que não precisa de acentuar as rugas ou de embranquecer o cabelo. Um político velho transforma-se, de imediato, numa vedeta em declínio que não consegue abandonar o palco. Passa de pai da Pátria a “perturbador nacional”. Não tem o benefício da dúvida e não tem sequer dignidade. Está na política por via do ego e insiste na política por pura vaidade. Se tem um dia cheio de iniciativas e propaganda, chamam-lhe “novo” e, para disfarçar a velhice, apontam-lhe a “frescura” dos anos e a juventude de espírito. Se adormece ou se se engasga não lhe chamam nada (porque fica mal chamar certas coisas), mas crescem as insinuações e aumenta o peso da idade.

As gaffes de um velho não são gaffes. São confusões do espírito, falhas da memória, sinais óbvios de debilidade. São piedosamente escondidas ou são gloriosamente exibidas como um trunfo dos adversários. Deixaram de ser um dos encantos da sua personalidade. E têm uma carga que não existe nas gaffes de outros candidatos. O PIB do eng. Guterres foi repetido até à exaustão porque, no fundo, ninguém deu importância ao PIB e o eng. Guterres tinha a idade certa e o sorriso no lugar. O dr. Soares não tem o sorriso no lugar. E não tem a idade certa. Aos 81 anos ninguém sai, impunemente, do seu pedestal. Os velhos, que têm passado e que fazem parte da história, transformam-se em estátuas. Não se envolvem em batalhas que abalam a sua dignidade. Os velhos são património de todos. Não podem candidatar-se contra ninguém. Se o fazem, passam a “perturbadores” e são julgados pela sua idade. Por não saírem de cena, por não darem os lugares aos novos, por se engasgarem e por saírem do mausoléu onde a Pátria os puzera sorumbaticamente em sossego. Quanto mais não seja por isto, ainda bem que o dr. Soares se candidatou…

Publicado, hoje, na revista Sábado
ccs

39 comentários:

AM disse...

Não vou votar em Soares (nem nos outros) e ainda me faltam uns anitos para chegar lá (se chegar, claro...).

Ainda assim (ou principalmente por isso (?))

Os meus sinceros parabéns por tão excelente texto.

Obrigado
AMNM

Anónimo disse...

Ora aqui está mais um blog inteligente, sensato e sóbrio. Ainda por cima feito por uma Mulher talentosa, corajosa e determinada. Além de tudo isto é bonita e charmosa e nunca se deixa intimidar nem condicionar, nem pelo director da estação... Isto é admirável em Portugal nos tempos que correm. O resultado só podia ser um: muitas visitas. É claro que tudo isto não sucede par hazard, trata-se duma figura pública.. Mesmo na blogosfera verá um novel cinismo recheado duma outra hipocrisia - espelho e contraponto da outra que vigora na sociedade real. Mas o que diz relativamente aos velhos é um facto. No Ocidente tratamos mal os velhos, os que têm reformas maiores são, malgré tout, melhor tratados pela família. Mas aqui a questão tb n se coloca, pois as bá-bás tratam deles e assim os velhos (mais afortunados) dispensam a hipocrisia da família. Julgo que é no Oriente que se diz q qdo um velho morre é uma biblioteca que arde; no Ocidente é um alívio que acrescenta mais algum património à família restante. Isto, claro está, se o dito velho não deixar dívidas, pois existem velhos para todos os gostos, e alguns ainda são mortos depois de já terem sido enterrados. Mas Soares não passará no exame só por isso; não é tanto por ser velho, mas por ser dejá vu, não ter ideias vigorosas para a nação e revelar uma gula e uma soberba pelo poder inadmissíveis. Além disso traiu um amigo Alegre aos olhos da opinião pública, e isso é grave - apesar de as pessoas em Portugal passarem 2/3 do seu tempo a fazê-lo; o terço restante passam-no a pensar como fazê-lo. Tudo visto e somado -aproveito para a felicitar: pelo blog mas também, e sobretudo, pelo que já fez antes contribuindo, desse modo, para valorizar a informação e o espaço da análise social e política em Portugal. Quanto aos outros aspectos só terá de agradecer^`a Mãe-Natureza - que também favorece mais umas pessoas do que outras. Seja como fôr, sai um blog para a mesa 4; sai um espectro - que é como que diz - um clarividente - pq torna mais claro aquilo que só os mais lúcidos (conseguem) ver.

Best
parabéns
Rui Paula de matos
http://www.macroscopio.blogspot.com

Ricardo disse...

Cara CCS,

Os meus sinceros parabéns por este texto! Porque, sinceramente, estávamos todos a precisar de ouvir estas palavras.

Há uma latente hipocrisia neste país! Todos revoltam-se porque a idade da reforma aumenta para os 65 anos e depois, esses mesmos criticam - à boca fechada, ao amigo, ao familiar - que um homem com 81 anos não esteja em casa a "ganhar pó". Não estou, com isto, a defender que se trabalhe até aos 81 anos mas sim que não obriguem os velhos a deixarem de viver antes do tempo certo.

Ouvi, há dias, Mário Soares a cometer uma gaffe! Dizia ele, e não o vou reproduzir textualmente, que tinha sido entusiasticamente recebido por umas velhinhas. Parou e reflectiu... para dizer... bem, eu também sou velho... mas não parece!

Novamente, parabéns pelo texto! Vou dar-lhe destaque!

paulof disse...

Cara CCS,

Com artigos desse género sobre a velhice, e nesta altura, é obvio que só lhe falta declarar explicitamente que vai apoiar o Cavaco. O

Eu não vou votar e não gosto por algumas razões do Soares (mas não por já ter bastante idade), agora o conceito de velho é um conceito psicológico muito díficil de definir: alguns velhos de 85 estão melhores que alguns de 45.

E enquanto forem vivos e puderem puxar um gatilho nunca se pode afirmar que "fazem parte da história", pois estão-na ainda a fazer!

Percebeu ou quer que lhe faça um desenho?

padeiradealjubarrota disse...

A velhice, neste país, começa com o desemprego e com a descriminação da idade, aos trinta ou trinta e cinco anos!
Tudo o que diz sobre a velhice, é verdade. Mas choca quando ouvimos pessoas na casa dos 80 anos criticar outras que podiam ser suas filhas - e a proclamar com amargo de boca que elas estão velhas...e cheinhas de rugas! Curioso?!
Isto mostra que ninguém se revê. E que a nossa sociedade é «dura e cega» de coração. Em qualquer idade.

padeiradealjubarrota.blogs.sapo.pt

Luh disse...

Obrigada por escrever tão bem.

Anónimo disse...

No autocarro onde ando, e ouço as pessoas; rejeição de Soares principalmente pela idade, está generalizada.
Criticam-no por querer ter uma vida activa. Gostar trabalhar é neste País, é uma anátema.

Anónimo disse...

Xiça, você anda iluminada!!
Na mouche!!
Ou caridade, ou desprezo, não existe respeito.Em Portugal só se respeita aquilo que se teme.Como o "velho" leão já não tem poder e/ou não se prevê que o venha a ter, assistimos até a tentativas de assassinato mediático.Precisamente com o que se esconde por caridade, e depois se mostra por ignóbil, vil ataque.Mas não se esqueçam,
SIC transit gloria mundi!!

rb disse...

Justamente, se há virtude que a candidatura de Soares trouxe, e terá muitas outras, concerteza, foi a de mostrar a dos os cépticos que a idade não interessa. O que interessa é espírito vivo e isso já ninguém duvia que ele o tem. E é preciso dizer que se ele perder o embate com Cavaco, como tudo indica, foi porque tentou derrubá-lo. Levá-lo ao tapete. Não o conseguiu mas tamém não lhe sobrava outra alternativa senão essa estratégia. Cavaco menteve de pé a sua máscara. Mas Soares foi à luta e isso é salutar.

Adriano Volframista disse...

Prima facie tem razão. Os velhos e os incapacitados não têm lugar no horizonte visual da população, só existem quando se tem (ou deseja)de repetir os mantras próprios da ladaínha da solidariedade social (vulgo caridadezinha).
No entanto a responsabilidade por ser velho é de MS:
Proclamou uma candidatura anti Cavaco, promovendo uma campanha ad homine; adoptou uma postura resingona e virulenta, estruturou a sua campanha pelo ataque pessoal e pela negativa, ergo, a linguagem corporal é a de um velho (de espírito) e não de alguêm com ganas de agarrar o futuro;
Limitou a candidatura a um mandato, porque reconheceu que não tinha idade para mais, ou seja assumiu por completo a idade e confessou que tinha próstata; não só assumiu uma linguagem corporal de velho como reconhceu publicamente que o era.
( Conta-se que o fundador da Globo, aos 92 anos fazia planos -na primeira pessoa -para os próximos vinte anos da, (sua), vida ).
Podemos ser vistos como, mas somos nós que ajudamos a como somos vistos.
Cumprimentos
Adriano Volframista

exactamente disse...

Cavaco Silva é mais velho que Soares, é rígido, ri e fala pouco, só está bem na companhia da mulher, come como se não tivesse dentes, está sempre a falar do mesmo assunto e anda sempre acompanhado por alguém zeloso (Fernando Lima).

Cristina disse...

Ao ler a maior parte dos comentários precedentes, cheguei à conclusão de que a senilidade, afinal, está muito mais disseminada do que se pensa...

Anónimo disse...

Se fosse só a senilidade...

Anónimo disse...

Um optimo artigo. Bem Haja pela Juventude Mário Soares.

Anónimo disse...

Há que ter a coragem de assumir o que se pensa! Mario Soares em minha opinião, não é o melhor candidato. Não por ser " velho" mas sim por não cumprir os requisitos necessários para desempenhar um cargo de tamanha importância. Não se pode confiar em alguém que não é leal para com os seus camaradas! Não se pode confiar em alguém que utiliza como arma a insinuação e o jogo rasteiro. Não se pode confiar o futuro da presidência a alguém que não apresenta uma ideia nova, uma estratégia. Aliás, para quem defende que deve haver renovação na politica, onde pára a coerência? O argumento da velhice não passa de mais uma estratégia. Tudo vale!

Anónimo disse...

Preocupados com a Senilidade...
Então e o esgar de Cavaco em reacção a Santana Lopes. E pior ainda, aquele encolher de ombros, como fazem as pessoas que tem um vocabulário limitado.
Pois, um Presidente com uma cultura acima da média, não será então um representante adequado da mediocridade Portuguesa.

Elisa disse...

E o que se dirá de pessas novas, sem caractér, desrepeitadoras e que só escrevem disparates.
Não percebo como é que alguém pode congratuá-la por este texto, que não tem ponta por onde se pegue. Como uma revista como a Sábado publica algo tão ignorante!
Não sou soarista, não pretendo votar nele e, realmente, tenho pena que o nosso país esteja a estagnar de tal forma, que um político tenha que se candidatar pela terceira vez.
No entanto, tal como já escreveram num comentario anterior, há velhos de 85 menos senis que alguns de 35 anos e que, pelos vistos, farão historia enquanto assim quiserem e tiverem capacidades.
Tanto é que, alguém sem melhores argumentos contra a sua candidatura, perde o tempo a escrever tal crónica em torno da sua idade.

Shrew disse...

O verniz vai estalando.

crack disse...

Cara CCS
Imperdível, este seu post. Porquê? Porque aborda, com a sua habitual frontalidade, duas questões de que se fala muito, mas raramente com objectividade – uma, de carácter geral, a caritativa e cortês "compreensão" que se dedica hoje aos velhos e que, na maioria dos casos, mais não é do que a total indiferença por pessoas consideradas já como descartáveis; outra, específica do momento nacional, as referências, que considera cínicas, à idade de Mário Soares, quer na comunicação social, quer pelos outros candidatos.
Quanto à primeira questão, a reflexão é mais do que oportuna e pertinente, porque, no meio da nossa indulgente bonomia para com os velhos, acabamos por ser excessivamente cruéis, ao barrar-lhes o acesso à participação activa nas mais diversas áreas, onde o seu contributo poderia ser integrado. O crescente culto da juventude, a extrema competitividade no campo profissional, a fragmentação das famílias, a especialização de uma cultura do lazer direccionada às várias camadas populacionais, a evolução sociológica e cultural das sociedades, num quadro de globalização, são alguns dos factores que fazem pensar que esta marginalização dos velhos está, ainda, na fase de crescimento da tendência. Todas as reflexões sobre o tema são, portanto, importantes.
Já sobre a "gestão do factor idade" de Mário Soares, não concordo consigo, quando diz que a candidatura valeria a pena como forma de dar visibilidade a esta marginalização a que a sociedade condena os seus velhos, servindo, eventualmente, como um bom exemplo da mais-valia que os velhos poderão representar. Ora, é exactamente por não servir, a não ser de mau exemplo, que a candidatura de Soares presta um péssimo serviço aos velhos. E isto apesar de, contrariamente ao que escreve, a idade de Soares estar a ser tratada com pinças, por todos. Quer exemplos? A grave e perturbante afirmação de Soares de que Ribeiro e Castro é um deputado socialista foi varrida da comunicação social, porque Soares usou a idade para justificar o cansaço que o levou ao disparate. Ora, haverá pior exemplo do que este apelo a um proteccionismo injustificado? Está a ver este lapso a ser cometido por outro candidato e este a não ser trucidado pela comunicação social e dado por incapaz para a função? É que este lapso é uma confusão típica de velho, que já tem momentos em que não sabe o que faz e o que diz, não é uma gaffe. Outro exemplo - a compreensiva e caridosa cautela que todos os jornalistas (incluindo a senhora) tiveram com um Soares que vos insultou e menorizou antes, durante e depois dos debates, não tendo sido capazes de agir como o fizeram perante outros candidatos que nunca vos interpelaram sobre a forma como desempenhavam a vossa função. Puseram-no firmemente na ordem e confrontaram-no com a sua agressiva impunidade? Todos vimos que não. Talvez fosse interessante saber por que razão o não fizeram.
Cara CCS, é como diz, « A idade de um velho incomoda.» Tanto assim é, que incomoda ver como um velho é capaz de se servir da idade para exigir ser inimputável, mesmo que se esteja a candidatar a um cargo em que essa inimputabilidade é motivo bastante para não poder ser candidato, quanto mais eleito. E é isso que Soares está a fazer, com a ajuda de profissionais como a senhora e, sobretudo, com a ajuda de variados sectores da sociedade portuguesa. E é por isso que Soares presta um mau serviço aos velhos.

moStrenGo adamastoR disse...

Soares só é velho, porque não há candidato nenhum com 90 anos. [Emídio Guerreiro morreu, infelizmente, antes que pudesse sê-lo - e eu votava nele.]

Se Soares não corresse quem seria o velho?! Alegre, que tem 70 anos? Cavaco, que para lá caminha?!

Que sociedade é esta que desrespeita assim os sábios apontando-lhes as rugas e as marcas dos obstáculos ultrapassados?

Anónimo disse...

O Crack é que topou bem o sentido deste artigo. Muito mais que um elogio à terceira idade é um elogio a Mário Soares. Porque teria abandonado a ccs o blog Minha Rica Casinha?

Anónimo disse...

Estou de acordo com algumas coisas que escreveu, mas digo-lhe, prefiro um "velho senil", cuja senilidade é causada pela velhice do que um "novo senil" que não tem desculpas para o ser. Será que Cavaco pensa que ao dramatizar, diga-se - exagerar- a careta toda a gente pensaria que ele realmente não tinha ouvido as declarações de Santana? Ele sim tentou passar a todos nós um atestato de "senilidade". Ups... digo... estupidez

RS disse...

Cara CCS,

O texto é excelente, sem dúvida, mas o ponto de vista torna-se subitamente claro na última frase, como se estivessemos a ver uma imagem através de uma teleobjectiva, aproximando o objectivo devagarinho e, de repente, zás! Focar o pormenor no máximo de abertura.

Mário Soares, recentemente, defendeu posições políticas com serenidade e lucidez. A sua estatura, independentemente do que se ache da pessoa em si mesma, é inatacável, politicamente.
Mas algo está mal. Muito mal. O pobre homem não tem culpa, mas os jornalistas também não, ao terem tantas "caretas" e "gaffes" para escolher. Talvez Soares tenha razão e merecesse mais tacto por parte dos media (para não dizer respeito), mas é tanta fruta que se torna irresistível. E é notícia, sim senhora. Quando um potencial presidente da República se encontra neste estado, é notícia e tem de ser mostrada.
Não é uma questão de idade, embora todos ou quase todos a vejam dessa maneira. É uma questão de sanidade mental e frescura de espírito.
Os media tratam mal Soares? Imagine que um candidato com 45 anos fazia a mesma figura! Os media iam crucificá-lo sem piedade.
Não. Não tem razão de queixa, Mário Soares. Até pelo contrário, "all things considered"...

Um abraço,
RS

Musicologo disse...

Mas a idade de um candidato interessa ou afinal as suas ideias, a sua dinâmica, a sua experiência e o seu estado de saúde? Não vejo o que é que a idade de alguém, seja ela 40 ou 80 tenha a ver para o caso! Parece-me de todo irrelevante este artigo, que me desculpe...

Pitucha disse...

Acho que tem razão no ue respeita à forma como a nossa sociedade trata os velhos! Posto isto, e como em tudo na vida, cada caso é um caso e a conclusão a que chega talvez seja apressada no que se refere ao candidato Mário Soares.
Ainda assim não quero deixar de lhe dar os parabéns pelo seu blogue de que serei leitora atenta.

magnuspetrus disse...

E quem é que é capaz de lhe dizer isso?

Nancy Brown disse...

excelente argumentaçao ao texto "crack". ao contrário do que a reflexão de ccs quer fazer crer, MS tem sido mto bem tratado pela comunicação social. embora... mto longe de outros tempos... mto longe de outros tempos... é assim a vida!

para lá de bagdade disse...

excelente texto, poderia talvez ter prosseguido e falado das outras razões por que seria importante a sua vitória

joao disse...

Apenas uma pergunta :

Este seu texto foi publicado na coluna de " Sociedade " ou de " Politica " ?

No resultado da resposta está a distancia entre o Muito bom e não tão bom...

Cavalo Marinho disse...

Enquanto Soares estava em pleno, todas as gaffes lhe eram perdoadas, coisa que não se precebia muito bem, mas pronto.
Agora são tantas, que, de facto, há muito por onde o jornalista escolher.
A maior gaffe é mesmo a sua candidatura no seu todo....
E o facto de bem pregar como fazia São Tomás, mas de não ter feito como agora prega!

www.desfechaclavinas.blogspot.com/

A. Castanho disse...

Quem de entre vós não quiser ser velho, pois que não valorize esta pergunta:

- Quereis envelhecer como na Ásia e na África, ou como na Europa e, sobretudo, na América do Norte?...

Conserto disse...

Concordo plenamente, o médico que me vai operar na próxima semana também tem falhas de memória e gaffes imcompreensíveis, e eu não me importo nada.
Se não me importo com isso como é que me haveria de importar com o que pensa o mais alto magistrado da nação?

cidadão profissional disse...

Cara CCS

Confesso que nunca simpatizei muito consigo (embora não saiba bem porquê). Tenho, no entanto, (imitando o Prof. Marcelo) de lhe dar 20 valores por este texto.

brmf disse...

"...ainda bem que o dr. Soares se candidatou..." e ainda bem que vai perder.
Grande post, parabéns.

xatoo disse...

inauguração da época de "posts" pedidos:
para quando a parte II da novela "Vou Deixar de Fumar"?

João Machado disse...

ó constança,vai desculpar-me,mas "puZera"?

MCM disse...

Buá... ( chora Soares ao ler o seu post)

miguel carvalho disse...

Belo texto.

médica da alma disse...

Parabéns ccs por este magnífico texto.Exulto por ver uma mulher a escrever assim.