domingo, janeiro 22, 2006

O vício reformista

Estranho texto este de Henrique Raposo. Um arrazoado contra o sindicalismo, a favor de reformas essenciais ao sistema e em particular à Justiça, inspirado numas declarações de Proença de Carvalho. Com uma diferença em relação ao inspirador: as ideias de Proença de Carvalho existem, as reformas que defende na Justiça são conhecidas de todos, desde o tempo de Cunha Rodrigues. As de Henrique Raposo são uma incógnita que o texto (longo) não tenta sequer desvendar. Assim, somos todos grandes reformistas, sem saber bem o que queremos reformar.
P.S. Para que se saiba: a oposição às teses defendidas por Proença de Carvalho ultrapassa os limites do sindicalismo. De qualquer forma, talvez fosse mais apropriado falar de corporações e não tanto de sindicatos.
ccs

1 comentário:

RAF disse...

«De qualquer forma, talvez fosse mais apropriado falar de corporações e não tanto de sindicatos.».

Subscrevo. Em Portugal, o movimento sindical é relativamente fraco, quando comparado com o peso que tem noutros países europeus, como a França, a Alemanha ou mesmo o Reino Unido.

Já o peso das mais distintas corporações é desproporcionado, de tal forma que o modo como configuramos a Justiça, a Saúde e a Educação, a opção pelo betão e o funcionalismo público só são explicáveis neste contexto.