terça-feira, janeiro 31, 2006

LIBERALISMO

Com vossa licença, uma observação sobre o liberalismo. Em percentagem do PIB, a sra. Thatcher aumentou, não diminui, a despesa com o Estado-Previdência. E não aumentou pouco, aumentou muito. George W. Bush, o próprio, foi, depois de Lyndon Johnson e da "Grande Sociedade", o presidente que aumentou mais, também em percentagem do PIB, a despesa com o Estado-Previdência. Conclusão? O liberalismo é belo, mas não há liberal praticante que seja eleito.
vpv

38 comentários:

Luis Gaspar disse...

O Bush e a Thatcher são conservadores, não são liberais. A moral custa dinheiro.

Rui Castro disse...

A Sra. Tatcher era liberal?

Manuel disse...

esta saiu um bocadinho ao lado... O problema do liberalismo é este muitas vezes ser confundido com o minarquismo. No tempos que correm um bom liberal é tão somente aquele que sabe exactamente qual a função e papel do Estado, e onde este deve começar e acabar. Um Estado forte, restrito ao essencial. Um bom debate - definir o que é de facto (em Portugal) verdadeiramente "o" essencial...

Flávio disse...

O que eu acho extraordinário no Pacheco Pereira e outros liberais é que esperam que não só aceitemos passivamente o desmantelamento do Estado social como ainda nos mostremos agradecidos por isso.

Arnaldo Madureira disse...

Quando Thatcher chegou ao governo em 1979 a receita corrente do estado era 39,5%PIB. Com crescimentos negativos do PIB atingiu 45,5%PIB em 1982. Saíu do governo em 1991 com 40,6%PIB e a dívida pública reduzida a metade. A receita corrente do governo aumentou 1%PIB. Mas manteve-se nos 40%PIB. Era baixa e manteve-se baixa. No mesmo ano de 1991, a da Suécia foi 62,6%PIB, da Noruega 58,6%PIB, da Finlândia 56,1%PIB, da Dinamarca 54,9%PIB, da Holanda 52,0%PIB, da Áustria 50,4%PIB, da França 49,0%PIB, da Bélgica 46,6%PIB, do Luxemburgo 44,0%PIB, da Alemanha 43,7%PIB, da Itália 43,5%PIB, e da Irlanda 40,3%PIB. A diferença é só esta.
Dados em http://www.ipw.unibe.ch

Francisco marques disse...

O Neo-liberalismo é emprego sem garantias, ou seja a empresa ganha porque tem sempre empregados ao preço da chuva e escravos dos seus designios.

Se puder visite meu site:

http://fmpoesias.no.sapo.pt

Atentamente
Francisco Marques

Arnaldo Madureira disse...

Caro Flávio:
Não tenho procuração de Pacheco Pereira. Falo só por mim.
O Estado não é todo ele social e o que é social é pouco eficaz. E está falido.
O Estado tem 3 funções: soberania; social; mama.
É preciso desmantelar a função mama do Estado, para que o Estado possa ser mesmo social.
Há um equívoco dentro do Estado social. Se o Estado convidar quem pode trabalhar a não trabalhar, não é Estado social, é Estado mama.

Arnaldo Madureira disse...

Neo-liberalismo não existe. Ou é liberalismo, ou não é liberalismo. Emprego sem garantias não é liberalismo, é selvajaria. Liberalismo é reduzir o Estado à estrita função de soberania, à função verdadeiramente social e pouco mais.

João Dias disse...

Para se poder ter uma discussão mais séria sobre o Estado e suas prioridades, era importante começar por discriminar as despesas que os respectivos Estados têm.
Assim falamos de liberalismo e de Estado de forma, ainda que interessante, algo superficial.

Nélson Faria disse...

Sempre que se fala de liberalismo há demasiados pré-conceitos (sim, queria mesmo escrever desta forma) e poucos conceitos. A maior parte das vezes fala-se do liberalismo que se houve num qualquer lugar, vulgo comício do BE ou do PCP, que produzem pérolas como: "Esta política neoliberal de aumento de impostos".
Essencialmente, onde existe economia de mercado (com muito ou com pouco Estado, é irrelevante) fala-se do liberalismo, ignorando-se a ideologia.

Nélson Faria disse...

Uma saudável descrição de liberalismo, por Jesús Huerta de Soto:
El liberalismo es una corriente de pensamiento (filosófico y económico) y de acción política que propugna limitar al máximo el poder coactivo del Estado sobre los seres humanos y la sociedad civil. Así, forman parte del ideario liberal:
- la defensa de la economía de mercado (también denominada "sistema capitalista" o de "libre empresa");
- la libertad de comercio (librecambismo) y, en general, la libre circulación de personas, capitales y bienes;
- el mantenimiento de un sistema monetario rígido que impida su manipulación inflacionaria por parte de los gobernantes;
- el establecimiento de un Estado de Derecho, en el que todos los seres humanos -incluyendo aquellos que en cada momento formen parte del Gobierno- estén sometidos al mismo marco mínimo de leyes entendidas en su sentido "material" (normas jurídicas, básicamente de derecho civil y penal, abstractas y de general e igual aplicación a todos);
- la limitación del poder del Gobierno al mínimo necesario para definir y defender adecuadamente el derecho a la vida y a la propiedad privada, a la posesión pacíficamente adquirida, y al cumplimiento de las promesas y contratos;
- la limitación y control del gasto público, el principio del presupuesto equilibrado y el mantenimiento de un nivel reducido de impuestos;
- el establecimiento de un sistema estricto de separación de poderes políticos (legislativo, ejecutivo y judicial) que evite cualquier atisbo de tiranía;
- el principio de autodeterminación, en virtud del cual cualquier grupo social ha de poder elegir libremente qué organización política desea formar o a qué Estado desea o no adscribirse;
- la utilización de procedimientos democráticos para elegir a los gobernantes, sin que la democracia se utilice, en ningún caso, como coartada para justificar la violación del Estado de Derecho ni la coacción a las minorías;
- y el establecimiento, en suma, de un orden mundial basado en la paz y en el libre comercio voluntario, entre todas las naciones de la tierra.

Anónimo disse...

o conceito é Estado-Providência outra coisa é a previdência social. até porque é o facto de ser Estado-Providência que explica a resistência institucional do tempo da Srª Thatcher e do Sr. Reagan.

BONIFÁCIO disse...

Há que cevar a canalha votante.

É que muitos são pobres e eleitores; poucos os ricos e eleitos...

Anónimo disse...

Eu peço a vossa atenção.

Por favor de não ateimar com o VPV.

Ele é um génio.

Se ele diz que isto é o liberalismo,
tem que ser, e mais nada.
Não existem nuanças.

E nem lhes perguntem, qual a verdadeira
intenção deste ser humano.

O liberalismo é mau, mau, mas
mesmo mau.

O VPV ocultou a fonte, donde ele retirou os dados, ... é impossível ele se ter enganado, impossível.

Ai, que eu desmaio.

Este homem, ele mede menos de dois metros e cinquenta, mas é um genio.

Este país tem tantos problemas,
e este VPV confunde eloquência,
mais uma vez, com a verdade.

No mundo do VPV é a realidade que deve obedecer às teorias e definições dele.

Só ele é que manda.

A irmã de Constança Cunha e Sá

P.S:
Ó Constança, o que tu fizestes. Ai, ai.
Eu desmaio, eu desmaio.

Mas o que é que este tipo sabe sobre o liberalismo? Que desastrosa e unilateral conclusão.

Carlos Indico disse...

A Despesa com o Estado-Previdência é uma coisa.
São montes de massa, mas vão parar aonde?
A Previdência que chega a cada cidadão é outra coisa.
Os Neocons são uns trapaçeiros exactamente por darem golpadas destas e sentirem-se abençoados por Deus.

libertas disse...

Liberal é aquele que acha que, depois de cumpridas as suas obrigações perante a sociedade, é capaz de investir, dispender ou gastar o seu próprio dinheiro que os outros, vulgo Estado.

Social democrata é aquele que acha que as pessoas mais activas da economia devem suportar umas centenas de milhares de ineptos.

É aceitável que uma professora primária, com 11 anos de estudo, aos 52 anos, aufira na reforma 2.500,00 euros/mês?.

Em portugal, chama-se liberal a quem não aceita tamanho saque.

Eu sou liberal pq não gosto de ser roubado.

libertas disse...

digo,

«é capaz de investir, dispender ou gastar o seu próprio dinheiro melhor que os outros, vulgo Estado.»

paulof disse...

a baronesa tatcher aumentou impostos onde e quando não devia - o que lhe custou uma derrota eleitoral, - e criou de facto mais estado e pior estado, veja-se as privatizações feitas em excesso e Á BALDA, o caSo dos caminhOs de ferro é um case study mundial do que... não se deve privatizar... neste caso não por razões ideológicas como defendem os social-marxistas,
mas por razões patrióticas, de mero bom senso e boa gestão.

Ricardo Francisco disse...

Arriscando-me a interpretar o que escreveu VPV de uma forma completamente diferente...

Liberais verdadeiros, poucos ou nenhuns foram eleitos. Alguns dos mais "famosos" governantes liberais, de facto não o eram. Mas existiram uns quantos liberais, vide exemplo Irlandes e Neo-Zelandes...

---------
Eu sou liberal porque entendo que não devo tomar decisões pelos outros, nem quero que os outros (por mais iluminados que sejam) tomem decisões por mim. Isto dentro do respeito pelos direitos individuais fundamentais de todos e de cada um e de critérios de eficiência económica e social.
---------

Ricardo Francisco

Á tempo há aventura disse...

Ai ai ai. Com quem ele se foi meter...

Aposto que vem aí borrasca, melhor, burrasca. Vai ser pior que discussão adolescente sobre religião.

As conclusões antecipo-as já, em dois bullets:

. Tudo o que é mau não é Liberalsmo, ou não é verdadeiro Liberalismo.

. Tudo o que é bom, seja ou não dos outros ismos é Liberalismo.

Isto até vai contribuir para a minha cultura: enquanto durar vou ler um livro.

Anónimo disse...

«Liberalismo é reduzir o Estado à estrita função de soberania, à função verdadeiramente social e pouco mais.»

E felizmente é por essa mesma razão que não se elegem liberais, na esteira do que VPV disse...

E hão-de explicar o que é essa do verdadeiramente social. Já agora: num Estado Liberal (seja lá o que isso seja...) não há mama?

Deixem-se de idealismos, que essas frases feitas já têm barbas...

Jorge Nobre disse...

Citei seu post em meu blog. Espero que me perdoe pela ousadia. Saudações, do Brasil,
Jorge Nobre

joao disse...

Se bem me recordo o VPV disse-nos que a Iralanda é o que é e que o seu cresc.económico tem sido o que temos visto simplesmente e essencialmente por causa da Lingua. Sim por tbm eles falam inglês!!!.

Quando se esquece de tudo e mais alguma coisa....resta alguma credibilidade para falar de Liberalismo!?

P.S. Bush Liberal !?? ora essa. Sinceramente, leu isso num qq comício do PCP ,não foi?

P.S.2 Curioso, O VPV tem esta faceta .Por alguma "asneira" que diga, (e a prova é este post) por muitos artigos melhor ou pior conseguidos,o VPV tem sempre algo de fascinante e de cativante que nos faz nunca perder a sua próxima "escrita".
Por isso tudo o meu obrigado por ter chegado à blogosfera!!

Funes, o memorioso disse...

Ó anónimo das 5 e 46,

Quando se escreve o que V. Ex.ª escreveu, assina-se.
Caso contrário, ficamos a pensar que V. Ex.ª é um covarde.
António Cardoso da Conceição.

Mário Figueiredo disse...

Sr vpv,

Vamos lá ver se a coisa corre bem e não se espalha ao comprido.

Primeiro aconselho-o a ler a definição de liberal e liberalismo. Não somente na sua vertente económica, mas tambémpolitica. É fundamental que o faça se pretender continuar a opiniar sobre o tema.

Só não o aconselho a reler o seu post depois de o fazer. Acredite... vai se sentir mal.

SATANUCHO disse...

VALEU A PENA vpv TER FEITO UMA PERNINHA NA BLOGOSFERA só para ver as mulas e esquerda a espumar pela boca, se calhar estavam convencidas que isto era delas.....

Carlos Indico disse...

O Libertas é o caso clássico do burro, embora tenha marrado os catrapázios, que esta expansão da Opinião permite exprimir-se. Fazer um raciocínio preguiçoso, juntar substantivos e adjectivos em moda, aproveitar um Meio, fazer-se de Conteudo. Aí está um Párvulo que muito provávelmente fai fazer uma carreira brilhante no adro da Intelectualizada da Paróquia.

Anónimo disse...

A forte actuação social não contradiz os príncipios liberais. De acordo com a própria definição já aqui referida, segundo a doutrina liberal pós-moderna, a função administrativa reduz-se ao papel social do Estado, acompanhado de uma maior liberdade de concorrência e acção privadas, nas áreas económicas.
Acreditar que o Liberalismo actual é deixar cada um por si é a mais pura perversão, porque também esta doutrina defende os direitos dos cidadãos sem possibilidades, tais como a educação e a saúde.
A prova disso mesmo são os EUA, o país talvez mais liberal do mundo, e em que as pessoas sem emprego tem direito a casa, mesada e seguro-saúde pago da parte do Estado. Pode haver muita pobreza relativa, muito referida, mas normalmente as pessoas esquecem-se que a pobreza absoluta lá é das mais baixas do Mundo. Ou seja, muita gente não tem nada, mas o Estado como que empresta.
A acção social, digo eu homem como de Direita, não é da posse da Esquerda. É um bem, uma virtude dos governos verdadeiramente honestos, mais sérios e que se preocupam com o mais importante, independentemente das doutrinas: o Povo.
P.L.

Anónimo disse...

O sr. Ricardo Francisco é um génio. E um ermita moderno!

E já agora... previdência?! ou Estado-Providência? Welfare State, certo?!

Anónimo disse...

Todas as semanas, desde que conheci o Vasco Pulido Valente no Diário de Notícias, espero com ansiedade pela sexta-feira para desfrutar de um dos maiores prazeres da vida: ler a sua crónica. Mesmo que não concorde com o que lá se diz, saio sempre extasiado com o português. Ninguém escreve como Vasco Pulido Valente em Portugal, ninguém escreve tão bem como ele... Agora os meus dias serão melhores, mais preenchidos. Vou imprimir e arquivar os seus posts, como já faço religiosamente com as suas crónicas de jornal.

Nelson Bandeira

Riicardo Francisco disse...

Muito obrigado sr. anónimo das 2:32 AM pela tentativa de elogio que tenho a certeza foi sincero. Tenho que lhe dizer que infelizmente não sou um génio e que felizmente não sou um eremita.

No caso de não ter sido sincero...foram os exemplos Irlandes e Neo-Zelndês que o "picaram"?

PS: A prova que não sou um génio é não ter percebido nada da sua última frase...se mais prova faltasse está claro

rb disse...

libertas disse... "É aceitável que uma professora primária, com 11 anos de estudo, aos 52 anos, aufira na reforma 2.500,00 euros/mês?."

Não sei como pode estar regformada aos 52 a não ser que tenha 36 anos de serviço. Se é por aqui que vamos deixar de ser liberais, então, definitivamente, não sou liberal.

Arnaldo Madureira disse...

Caro atento:

Não confundamos liberalismo (que é uma predisposição relativamente à liberdade individual e ao poder do Estado) com sustentabilidade da segurança social (que é uma conta de mercearia de deve e haver).

Ninguém paga a sua própria reforma. O Estado não é uma sociedade de gestão de patrimónios. A SS não capitaliza os descontos que recebe dos trabalhadores e das empresas. Estes descontos servem para pagar as despesas actuais da SS e não são suficientes. Da restante receita do Estado sai para a SS uma quantia bastante importante. A receita do Estado já atingiu os 50% da riqueza nacional produzida anualmente.

Portanto, a reforma paga pela SS é uma solidariedade de todos com quem não tem condição física para trabalhar, por idade ou por saúde.

O problema não é se somos liberais ou estatistas. O problema é se queremos pagar impostos para pagar as reformas de pessoas novas e saudáveis que podem trabalhar e contribuir para aumentar a riqueza nacional.

Aumentar a riqueza nacional significa aumentar o nível de vida dos trabalhadores e das suas famílias e aumentar a solidariedade com quem não tem emprego, com quem não pode trabalhar, com quem não pode pagar os cuidados de saúde e a educação dos filhos, a que todos têm direito.

Quem quiser reformar-se, sendo ainda novo e capaz de trabalhar, deve fazer particularmente o seu próprio plano de descontos capitalizáveis. Se for estatista, pode fazer esse plano na CGD.

Resta um problema, que é a expectativa. Os professores do 1º ciclo tiveram sempre a expectativa de se reformarem confortavelmente aos 36 anos de serviço, independentemente da idade. E esta expectativa não pode ser defraudada de qualquer maneira.

Filipe Alves disse...

No caso da Grã-Bretanha, as despesas sociais aumentaram porque os anos de Tatcher foram de grande aumento do desemprego. Mas valeu a pena o "choque", e a performance da economia britânica desde 1990 comprova isso.

Angie disse...

Ó Libertas:

Essa da professora primária ficou-te atravessada...

E então:

- No dia 22 estavas em dia sim ou em dia não?

Albino M. disse...

DIz e repete "Estado-Previdência".
Erro. É "Estado-Providência".
Quer dizer, era.

Álvaro Mendes disse...

VPV

Muito é quanto?
Quando é que os comentadores apredem a quantificar o que comentam?

文章 disse...

AV,無碼,a片免費看,自拍貼圖,伊莉,微風論壇,成人聊天室,成人電影,成人文學,成人貼圖區,成人網站,一葉情貼圖片區,色情漫畫,言情小說,情色論壇,臺灣情色網,色情影片,色情,成人影城,080視訊聊天室,a片,A漫,h漫,麗的色遊戲,同志色教館,AV女優,SEX,咆哮小老鼠,85cc免費影片,正妹牆,ut聊天室,豆豆聊天室,聊天室,情色小說,aio,成人,微風成人,做愛,成人貼圖,18成人,嘟嘟成人網,aio交友愛情館,情色文學,色情小說,色情網站,情色,A片下載,嘟嘟情人色網,成人影片,成人圖片,成人文章,成人小說,成人漫畫,視訊聊天室,性愛,AV女優,美女,成人圖片區,080苗栗人聊天室