terça-feira, janeiro 10, 2006

Enfados

Atento, Pacheco Pereira detectou, nos blogues e nos jornais, um enfado crescente em relação às eleições presidenciais. Pack journalism, no seu pior, diz ele, do alto da sua sabedoria, acrescentando, como quem descobriu a pólvora, que "estas eleições são muito mais interessantes do que parecem e muito mais importantes do que se julga". Eu não sei que comentários anda PP a ler, nem ele se dá ao trabalho de os referir. Mas o enfado que eu detecto - e do qual, aliás, partilho - aplica-se não às eleições (ou aos resultados delas) mas à campanha propriamente dita. São coisas diferentes, como o próprio PP reconhece, quando afirma que "há tanta coisa por definir depois de dia 22, que só os desatentos podem estar enfadados". Desatento deve estar PP que, pelos vistos, não percebeu que, se essas tais coisas se definem depois de dia 22, é porque até dia 22 vamos ter um compasso de espera. Certo? É exactamente por isso e também pela qualidade do debate eleitoral que há quem se sinta enfadado com o andamento desta campanha. PP insinua que são pessoas que não simpatizam com a vitória de Cavaco Silva e que andam, sim, enfadadas com os resultados das sondagens. Curioso! Quando o próprio candidato, em causa, é o primeiro a reconher que "isto", por ele, podia já ter acabado.
Quanto à quantidade de coisas interessantes que se vão seguir a dia 22, estamos basicamente de acordo. Embora registe que PP, à selhança de muito bom "anti-cavaquista", considera também que estas eleições "vão mexer fundo no sistema político-partidário". Se PP estiver mais atento, registará, com certeza, que é disso mesmo que muita gente tem medo. Eu confesso que tenhos as minhas dúvidas sobre a profundidade destas "mexidas". Mas isso fica para outra altura! Para já, ficam os enfados.
ccs

27 comentários:

migas (miguel araújo) disse...

No seguimento do meu comentário no seu post 'olhos nos olhos' e já que se dá ao trabalho de repetir a noção da campanha enfadonha, parece-me que existe uma certa tentativa não conseguida de separar o enfadonho da resignação de muitos perante uma derrota anunciada.
E a derrota, essa sim 'enfadonha', tem razões óbvias:
Primeiro, o peso e o valor de Cavaco Silva.
Segundo, a desintegração da esquerda (agora não unida).
Terceiro, a clara divisão do PS.
Quarto, a ausência de projectos claros e propostas racionais dos candidatos da esquerda (eventual rasgos de excepção para Manuel Alegre): a obsessão por derrotar Cavaco, defenido como objectivo principal em vez de se centrarem objectvos relacionados com o papel presidencial. Por outro lado, a obsessão de Lousã e Jerónimo nos ataques ao governo.
Quinto, a necessidade do eleitorado em que o presidente seja alguém interventivo, que 'dinamize e provoque' o governo, que crie esperança.
E estes factos não t~em a haver com o pós 22 de Janeiro.
São uma realidade actual, fruto da campanha até agora desenvolvida.
É estranho que mentenha a convicção de que enfadonho é resultado da ausência da 'peixeirada' e do 'conflito' existente em outros debates eleitorais.
Pela primeira vez (ao contrário doq que RS afirma) pudémos ouvir, flitrar e escolher com clareza e convicção.
Isto não é enfadonha... é crescimento político.

Anónimo disse...

Por mim também já estou enfadado do Pacheco Pereira.

Musicologo disse...

Estou sinceramente a ficar enfadado com esta campanha no sentido que, de facto, sinto tratar-se de uma luta desigual e que isto tudo é uma grande fantochada. Desde logo os candidatos "menores" foram excluídos, alguns por razões mais que duvidosas. Depois, os outros, parece que não sabem o que querem. Numa coisa estão de acordo: sabem bem o que NÃO querem. Agora, quanto a mim nunca foi boa política, andar a apregoar o negativismo e fugir do diabo em lugar de se lutar por um objectivo sólido e positivo sem ser a mera destruição de um adversário.

Qualquer que seja o resultado final, temo que ninguém fique a ganhar e que dia 22, esse sim, seja um mero enfado de tentar contrariar o inevitável.

Anónimo disse...

entao temos JPP comentador

e MAIS UMA VEZ ccs comentadora dos comentadores.

Anónimo disse...

e mais uma vez CCS consegue ler num determinado post aquilo que o seu autor nao escreveu.

esta-se a tornar sintomatico

ccs disse...

Pois é, eu quando comento, comento, nomeadamente, aqueles que me comentam. E assino, claro.

Rui MCB disse...

Parece que estamos em sintonia.
Boas entradas na blogoesfera!

joao disse...

"Pois é, eu quando comento, comento, nomeadamente, aqueles que me comentam. E assino, claro."

Tem razão. Erro meu.

o autor dos dois comentários anteriores ao seu é o mesmo .
Que é : joao (o mesmo que por aqui já comentou )

Anónimo disse...

Constança Cunha e Sá
Se acha que os comentários devem ser assinados, tem bom remédio:não permita comentários anónimos no seu blogue.A decisão é inteiramente sua. Ao permiti-los, perde o direito a remoques sobre o anonimato, como faz num comentário de resposta a alguém que aqui, anonimamente, comentou.

joao disse...

Qt ao seu artigo :
Acho que, basicamente, ccs e jpp dizem o mesmo.
Dividindo o seu texto em 3partes :
1º- enfadados pelas "eleiçoes" ou pela " campanha propriamente dita" acho que ambos querem dizer exactamente o mesmo. Nao passa de uma questao semantica ( a ccs é mais precisa nesse aspecto sem duvida)
2- "se essas tais coisas se definem depois de dia 22, é porque até dia 22 vamos ter um compasso de espera. Certo?"
Não necessariamente ou até :Antes pelo contrário.
O debate faz-se perspectivando cenários futuros.(ainda mais quando a vitoria de Cavaco parece mais que certa).
3-estas eleições "vão mexer fundo no sistema político-partidário".
Desconhecendo o que jpp quererá dizer exactamente com isto.
Mas se é a possibilidade de se formar um sistema mais presidencial diria que as pessoas nao só nao têm medo como é isso -bem ou mal- que desejam.
-(embora eu ache que o Jpp ao escvrever isso pretendia abranger outro tipo de questões alem dessa já referida)

ccs disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
ccs disse...

Certo, não é anónimo. É joão. E comenta os comentadores que comentam outros comentadores que, por sua vez, comentam os primeiros comentadores. Muito esclarecedor!

Anónimo disse...

Constança Cunha e Sá
Com este estado de espírito sobre os comentadores, o anonimato e os comentários a comentários, só tem uma solução - não permitir comentários, de todo. Como JPP e mais uns quantos que se acham donos da verdade, ou, pelo menos, não querem ver a sua verdade questionada por aqueles que consideram ser-lhe intelectualmente inferiores.
Maus princípios, Constança, maus princípios. Mas a senhora é a dona do blogue, escolha, e seja consequente.

ccs disse...

Caro João
Li agora o seu ´´ultimo comentário. Acompnhando as suas três partes:

1. Não, não dizemos. A importância das eleições não é equivalente à importância da campanha. O "pack journalism" não é para todos.

2. "O debate faz-se perspectivando cenários futuros". Não necessariamente. E muito improvavelmente quando não se pode debater (nem falar) desses cenários futuros.

3. "...diria que as pessoas não só não têm medo (de um sistema mais presidencial) como é isso bem ou mal que desejam". Concordo. Embora "as pessoas" seja uma entidade demasiado vaga (qd falei de pessoas estava a referir-me a pessoas de sectores "anti-cavaquistas). Tb não sei o que PP quer dizer com a expressão que usa. E tb não me parece que esteja só a referir-se ao presidencialismo. de qq forma, é sobre isso que tenho as maiores dúvidas. Dez anos de "cavaquismo" não mudaram o sistema. Não vejo como é que CSilva pode (ou quer) corresponder a essas expectativas.

P.S. Posso ter uma opinião sobre comentários anónimos sem que isso me obrigue a proibi-los, ou não?

Anónimo disse...

Pergunta a Constança
«P.S. Posso ter uma opinião sobre comentários anónimos sem que isso me obrigue a proibi-los, ou não? »
Poder, no sentido de que nada a impede,pode, mas até mesmo a senhora consegue perceber que não é ética, tal atitude. E é suposto que uma jornalista profissional, comentadora de jornais e televisão, seja capaz de´proceder eticamente. É a sua credibilidade que está em causa, Constança, por muito que lhe pareça esta uma questão menor.

ccs disse...

Vamos lá a ver: 1)se eu não quisesse ler e responder a comentários não tinha uma caixa de comentários; 2) não fui eu que me critiquei por comentar um comentador. costumo comentar comentadores. concordando ou discordando; 3) O diálogo está um pouco confuso pq me desapareceu o texto (duas vezes) e as minhas duas respostas foram feitas antes dos últimos comentários; 4) Muito obrigada por todos os comentários. Ajudam-me a escrever. E a pensar.

ccs disse...

E, agora, apareceu-me a história da ética...e esse "até mesmo a senhora" que faz supor o pior...mas enfim! Qual é o problema ético de preferir comentários assinados a comentários anónimos sem que com isso me sinta obrigada a excluir liminarmente os segundos? Não vejo aqui qq contradição. Há comentários anónimos com interesse...embora sejam anónimos. o mundo não é a preto e branco. e esta, desculpe que lhe diga, parece-me, de facto, uma questão menor. Espero que não veja nisto mais um mau princípio.

Ricardo disse...

Viva CCS,

A campanha está - vamos chamar os bois pelos nomes - uma enorme seca. Não há incerteza quanto ao resultado final e o candidato que já ganhou passeia o seu silêncio pela campanha.

Se os portugueses querem votar Cavaco - e alguns até clamam pelo regresso do D. Sebastião e do Salazar - e se esgrimir argumentos com Cavaco é atirar areia para uma parede então realmente a campanha já vai longa.

Cavaco Silva é um candidato que está tanrto mais como um peixe na água quanto piores foram os políticos que o sucederam e quanto mais certas as suas profecias da desgraça revelaram-se. E, nestes dois campos, o contexto é o ideal para ele. Até porque ele faz lembrar um certo tempo de prosperidade - real ou irreal - em que não faltava palha para o gado.

Cumprimentos,

Anónimo disse...

Constança Cunha e Sá
Chegou, finalmente, ao ponto:«se eu não quisesse ler e responder a comentários não tinha uma caixa de comentários».
A questão é essa: por um lado, os comentários estimulam-na e arrebitam-lhe o ego; por outro, permite todo o tipo de comentários, porque acha que podem ser interessantes, mas se não lhe agradam faz remoques sobre o anonimato. Há que ser consequente e ter fair play. Foi tudo o que lhe disse.
Quanto ao "até a senhora", foi simples forma de escrever, que se pretendia gentil e carinhosa, já que se falava de credibilidade. E não é que eu pressentia que a iria achar uma questão menor?!
:)

Anónimo disse...

O que eu penso que o JPP quis dizer, é que se Cavaco ganhar as eleições, dar-se-á uma recomposição das forças dentro dos partidos á esquerda e á direita. O PS não poderá fugir á evidência M.Alegre, e se não for capaz de se unir, os tempos poderão ser muito dificeis com as "batalhas" que estão pela frente, ie, governar á direita, sabendo que grande parte dos seus militantes e base social de apoio lhe tiram o tapete.
Marques Mendes no PSD, não terá espaço
para errar, pois com a figura de Cavaco em Belem, ninguem dentro do partido lhe perdoará um deslize, ou uma falha.A entrevista de Santana Lopes á SICN é evidente. E como sabem, todo o partido suspira por Borges. Não é inocente a sua participação em programas de debates na SICN, nem no Prós e Contras.
No PP (o outro partido), Ribeiro e Castro, não se pode subalternizar a Belem,embora parte do partido apoie Cavaco, o mal estar tem-se vindo a acentuar.Não esqueçamos (e muitos do PP não esquecem)o que Cavaco quis fazer ao PP quando foi 1º ministro.
Para o PP é uma questão de sobrevivência eleitoral,e não se prevê grande futuro ao "desajeitado" lider.
Isto tudo se...Cavaco ganhar as eleições.
Quanto ao anonimato, para mim uma pessoa que assina, Rui ou Manuel ou Tiago Lopes não é menos anonimo que alguem que não assine.Como se pode comprovar a identidade de alguem na net? pedindo-lhe o nº do BI?
Não perceber isto é não perceber a Net.Porque esta forma de interactividade (relacionamento) não é igual a qualquer outra, é diferente, com muitos aspectos positivos e alguns
negativos.

AC disse...

não trata de um comentário directo ao que a CCS escreveu, que vale o que vale, nem vou entar em polémicas. O que me parece interessante é o seguinte: a riqueza destes debates em torno das eleições só tem esta amplitude pelo o facto destas estarem (estou óbviamente a ler as sondagens)resolvidas. Embora seja apoiante de Cavaco reconheço, por isto mesmo,"a falta de um algum sal"...mas o país real que maioritáriamente irá votar nele agradece. Estão fartos de esperar!

Adriano Volframista disse...

Enfadonha ou não a campanha reflecte o país que temos: num momento importante,porque prelúdio de mundanças estruturantes, evitamos discuti-las fugindo ao debate.
A maioria do eleitorado, prefere en-comendar o destino, i.é, a solução nas mãos daquele em que deposita mais confiança.
O contrário seria de admirar, numa sociedade sem tradições de associativismo activo e pró activo.
Já repararam que, se irá votar e que não nos incomodem nos próximos quatro anos?
Se ACS e JS, respectivamente pututivo futuro presidente da republica e actual PM, não defraudarem as expectativas, serão reeleitos para novo mandato.

Por estas e outras, que irei emigrar brevemente..

Cumprimentos
Adriano Volframista

AM disse...

Cara Constança e caros restantes comentadores.

A campanha está como referem "uma seca" e está muito bem porque a maioria dos cidadãos com capacidade eleitoral não quer saber de política para nada, e por isso vota.
E vota (irá votar(?)) maioritáriamente em Cavaco Silva, como poderia votar e já votou em Mário Soares.
Porque não pensa, porque não quer pensar e, assim, prefere que pensem por eles.
A comunicação social escolheu (desta vez) Cavaco Silva, como antes, para PM, escolheu Sócrates, e antes Barroso e antes deste Guterres.
Naturalmente, após as eleições presidenciais, a comunicação social irá começar a sua tarefa de derrubar Sócrates (mais difícil que a que teve para derrubar Santana Lopes) mas equivalente à tida com Guterres.
Depois virá um outro "banana" qualquer do PSD (o nóia do MM ou o vegetal Borges) em quem a populaça irá votar, à falta de melhor, pastoreado pela Com. Social, apenas para que, mal eleito comece a tarefa da sua destruição.
Pois essa é a lógica actual da nossa comunicação social, um negócio extremamente lucrativo mas que vive e se alimenta da criação, engorda, matança, confecção e digestão de "figuras públicas".
Poderia (deveria) ser só de "starletes", "batanetes" e outras "celebridades" menores, como a chamada imprensa do "coração" (irra) mas a comunicação social dita "séria" alimenta-se de peixe mais grosso, para mal de nós e do país.
De dez em dez anos tem este desenjoo (neste caso enjoo) com a substituição do PR.
Logo após, regressa a normalidade, quem manda no circo e faz actuar os "palhaços" são os Balsemãos, os Amarais, os Oliveiras.... Sobre isto é que a Constança nos podia falar, já que a campanha vai chocha....

Obrigado
AMNM

(PS - Ao assinar AMNM (de António Moreira) e, apesar de esse ser na realidade o meu nome, não deixo por isso de ser um anónimo, o que permito é a quem comigo dialoga saber que sou o mesmo AMNM que afirmou isto aqui ou acolá, às tantas horas e não interrogar-se sobre se o anónimo das 20.30 será o mesmo que depois às 21.00 disse que...)

Adriano Volframista disse...

AMNM

Duas perguntas:

Qual a sua solução para o estado actual, se é que tem uma solução?
Como vai agir daqui em diante?

Cumprimentos
Adriano Volframista

Ricardo disse...

Adriano,

O que o anónimo AMNM defendeu só é possível porque há, de facto, um notório desinteresse da parte dos cidadãos com o seu destino colectivo. Este divórcio com os deveres da cidadania é que permite que a Comunicação Social tenha tanta influência.

Daqui a dias ainda vão inventar um arrastão e todos vão acreditar sem pestanejar! Espera! Afinal isso já aconteceu...

Convém não fazer da CS o bode expiatório. Se há distorção ela é, em primeiro lugar, uma culpa colectiva...

AM disse...

Caro Adriano

A MINHA solução para o estado actual, seria claramente a que o Adriano preconiza, EMIGRAR.
Faltam-me para isso diversas condições, reconhecendo, com vergonha, que a principal delas e que mais me falta é a coragem.

A solução que defendo para a nossa sociedade e penso que é a isso que o Adriano se queria referir, essa, do meu ponto de vista é muito mais complexa e, mesmo que fosse possível assumir que todos (ou uma maioria) partilhavam dos meus pontos de vista, ainda assim seriam necessários muitos anos para que a solução tomasse forma.

O problema, do meu ponto de vista, é fundamentalmente cultural, é fundamentalmente de valores, e a cultura para se alterar é necessário tempo (que não tenho), são necessário meios poderosíssimos (dos quais muito menos disponho) e, acima de tudo, é necessário LEGITIMIDADE (quem a teria??).

Houve quem, lamentavelmente o tentasse, mas nem Goering nem Ferro terão sido exemplos a seguir, mas mais lições a estudar e aprender.

Assim parece-me que a solução é uma miragem, que cada um de nós apenas pode tentar influenciar um bocadinho muito pequeno aqueles poucos que o ouçam ou leiam (a Constança por exemplo consegue muitíssimo mais que eu, e por isso aqui cheguei).

Pergunta como vou agir, daqui em diante
Não vou (por falta de coragem) emigrar :(
Vou continuar a tentar defender aquilo em que acredito e a não me calar na denúncia do que entendo ser a mentira, a demagogia, a falácia.
Vou manter a esperança de que, contra tantas evidências, o aumento no acesso à informação e à “instrução” vá conseguindo lentamente alterar para melhor (do meu ponto de vista) o conjunto de valores de que os mais jovens enformem.
Pela minha parte vou (com a minha mulher) tentar fazer com que a minha filha venha a ser uma cidadã responsável, ancorada com o conjunto de valores que eu (nós) reputo de fundamentais.
Se ganhar coragem entretanto (ou chegar à reforma) pode ser que emigre mesmo :)

Cumprimentos
AMNM

Anónimo disse...

E você, acredita nas sondagens?