segunda-feira, janeiro 30, 2006

E A GUITARRA?

Lisboahead
Alegre criou o Movimento "Intervenção e Cidadania", "aberto, plural, transversal, sem estruturas rígidas", para discutir os grandes "temas" do "contrato presidencial" (?) dele mesmo, Alegre, com o país que o país, com é óbvio, rejeitou. Os "temas", que ninguém conhecia foram revelados por Ana Sara Brito, pensadora da campanha: a justiça, a desertificação, a corrupção, a igualdade de género" e "outros que surgirem". Além da originalidade genérica da coisa, o capítulo "outros que surgirem" mostra bem a falta que este movimento nos fazia. Se não abrange o universo, abrange com certeza a alma portuguesa tão cara ao poeta. Não quero ofender ninguém, mas desde o princípio que as façanhas de Alegre me cheiram desgraçadamente a Coimbra, à Coimbra da capa e da batina, da serenata, da caça ao caloiro, do folclore de "república". A essa Coimbra de que Junqueiro disse que só daria luz se lhe deitassem fogo. Ao coração das trevas. O Movimento "Intervenção e Cidadania" é uma trova que está a pedir guitarra.
vpv

55 comentários:

Paulo Pisco disse...

Comentários para quê? É de chorar a rir. Extraordinário!!!

Achador disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
Carlos Alberto disse...

Cara CCS,
Obrigado. Uma vez mais brilhante.
Surgiu uma nova classe em portugal, os Alegretes.
"outros que surgirem". isto só riso.

Carlos Alberto disse...

Queria dizer
Caro VPV.
Desculpe.

Funes, o memorioso disse...

Talvez não seja este o local ideal para referir o assunto, mas não conheço ainda o site do movimento "Intervenção e Cidadania". Assim, admitindo que a gente de Alegre passe por aqui, queria sugerir como uma das causas prioritárias que o movimento devia adoptar a luta contras as cheias do Rio Águeda. E já agora a designação da Igreja Matriz de Águeda como Património da Humanidade.
E o meu pai que mora em Barrô (uma das mais importantes freguesias do concelho de Águeda) e é doente também me pediu para ver se se podia pôr a farmácia da Dr.ª Júlia a abrir todos os Domingos.

Cavalo Marinho disse...

VPV:
Você entra a "pés juntos", como diz o povo da bola!
Porra, que categoria.
Bem vindo.

lusitânea disse...

vpv
Só me admiro que com tantas ideias brilhantes saidas dessa sua cabeçinha pensadora ainda ninguém tenha pegado nelas para resolver um enésimo dum qualquer problema.Tantos anos a escrever e NADA cada vez isto está pior ... embora para alguns comentadores nunca tenha estado melhor...
Olhe eu de antigo defensor da ordem cada vez estou melhor na posição de anarca!Será revanchismo?Dupla personalidade? Conversão tardia?
Tenho que consultar a JAD...

Carlos Indico disse...

O Manuel Alegre está a seguir a sua (de)rota normal. Deu uma corrida, pegou na bola, saltou mas não fez "chops" -a chuinga entende!
Como não Meteu, quer Meter á força , nem que seja com um Escadote: Cidadania. Despotismo pequeno-burguês, dos assentados, a trupe dos ávidos, os que falharam na negociata dos partidos, que em desespero da reforma querem mais 1.000,00 Euros.
São razoáveis e modestos, não querem uma reforma das Emp.Públicas.
Está de "baixa", coitado.

Afonso Henriques disse...

Eu avisei.
Aqui: http://portugraal.blogspot.com/2006/01/promessa.html

Robespierre disse...

O movimento de Alegre devia ter um lema depois do nome. "Desamordaçar Portugal" ou "Até que a voz me doa" ficariam bem a um homem que a única coisa que disse nos últimos três meses foi que não o calavam e que não tinha medo. Patético!

sniper disse...

O movimento, as movimentações do movimento, as declarações e as ambições deste movimento, a visibilidade dada ao movimento pela comunicação social, só é explicável pelo facto de Portugal se ter tornado num enorme manicómio.

Mário Moreira disse...

«As pessoas que escrevem nos blogues, como muitas das que escrevem nos jornais, como as que falam na televisão, dão aquilo que elas julgam que serão opiniões. Políticos falhados, jornalistas frustrados e tanta outra gente completamente iletrada, que não conhece os assuntos, e podiam dizer aquilo, ou o contrário, que era igual ao litro.»
Vasco Pulido Valente ao "Notícias Magazine", Janeiro de 2004

Chegou mais um iletrado! Hic!

Mário Figueiredo disse...

Não deixo de ficar admirado pela expressão que o "movimento" de Alegre tem tido. Penso que se fez mais por ele (o movimento) nos media e nos blogs do que o próprio Alegre e companhia. Alegre e toda a sua campanha não foram mais do que um encapotamento eficaz do seu descontentamento pela opção presidencial do PS. De candidato politico para candidato cidadão, vai a mesma distância da de politico para cidadão; descontentamento e desilusão.

Anónimo disse...

A frase do Junqueiro é uma corruptela de incidência regional de uma frase original do Antero: a Universidade só iluminará algo quando arder.
O nosso VPV é um proeminente universitário - QED

crack disse...

Caro VPV (será bom habituar-se já a estas familiaridades da blogos), para quê a guitarra, se o vento da trova já passou? É deixá-la voar, para longe, discretamente.

Fungagueiro disse...

E uma guitarra bem afinada, porque ao minimo desafino, la se vai uma trova tão bem planificada.

Saloio disse...

Caro VPV: independentemente do que acertadamente diz, reconheça lá que a candidatura do Dr. Manuel Alegre (MA)animou estas presidenciais, e fez com que muita gente que não iria votar, se tivesse manifestado nas urnas. Dos candidatos, o único com um descurso verdadeiramente novo, foi exactamente o MA. De todos os outros - os que tiveram discurso - limitámo-nos a ouvir "mais do mesmo".

Tal como o Dr. Basílio Horta (agora em tão boas graças do governo PS), MA teve, no mínimo, a importância de se atrever a enfrentar o clã mais poderoso do país: a família Soares. E estou convencido que MA amealhou muitos votos simplesmente "anti-Soares".

Também acho que declarados simpatizantes do PS, apareceram nas "arruadas" e nas jantaradas ao lado de Mário Soares por razões de receio/servilismo (funcionários públicos, jornalistas, autarcas, subsídio-dependentes e outros "artistas"), e que no momento da verdade foram votar MA. Olhe que um milhão de votos, não são milhares, como disse o outro - e merecem algum respeito.

Para mim, MA foi uma boa surpresa nesta campanha, e na minha modesta e humilde opinião, acho que o Senhor (assim como a CCS) não simpatizam muito com a figura. Enfim...estamos num país livre, e cada um gosta do que quer.


Bem vindo aos blogs.
Estou certo que, sendo o comentador de Portugal, todos iremos aprender alguma coisa com o Senhor - o meu Muito Obrigado!

ana disse...

cidadania e espaço público não faz parte do dia a dia do povo que somos todos nós,nem das elites políticas, financeiras,empresariais e culturais. Esses, são os responsáveis pela miséria que somos e vivemos: cuspimos no chão, mijamos e cagamos, uns grunhos. O VPV é o herói das palavras descaradas, a personagem cigarra da fábula portuguesa.Por isso faz-me rir e rir é muito bom.

josé disse...

«As pessoas que escrevem nos blogues, como muitas das que escrevem nos jornais, como as que falam na televisão, dão aquilo que elas julgam que serão opiniões. Políticos falhados, jornalistas frustrados e tanta outra gente completamente iletrada, que não conhece os assuntos, e podiam dizer aquilo, ou o contrário, que era igual ao litro.»
Vasco Pulido Valente ao "Notícias Magazine", Janeiro de 2004"

Este texto de VPV que me lembro de ler, fez-me sorrir, porque é a verdade em estado puro.

Torna-se difícil destrinçar entre tantos opinadores ( ou opinionistas como prefiro dizer) de ocasião, quem percebe suficientemente de certos assuntos para se poder seguir o que escreve sem receio de logro.

Na maior parte dos casos que tratam de Justiça, sendo essa a área que me diz respeito e que posso conhecer melhor um bocadinho, a quantidade de má informação, desinformação, ignorância crassa em algus casos, é tão grande que se podem contar pelos dedos de uma só mão, aqueles que escrevem em jornais com alguma propriedade sobre o tema e cuja escrita não merece reparos.
Dedos de uma só mão, disse?!
Nem sei tanto...

É um mistério para mim que isto seja assim.
Nos blogs , há meia dúzia deles que são absolutamente fiáveis nessa área. Mas não são muito lidos.

Isto tudo para dizer que é provável que o problema seja generalizável a outras áreas do conhecimento.
Logo, VPV terá toda a razão e percebo perfeitamente o que escreveu.

Anónimo disse...

Quero ver quanto tempo estará a caixa de comentários aberta...
Se for como a esquerda aristocrática nenhum. Se for como a direita conservadora-liberal(lol), só até o ofenderem.

Bem vindo ao Ágora!

Mortandela presidêncial disse...

Acho o texto excelente.
Mas questiono-me sempre que surgem estas modas. Certamente VPV não o saberá, mas este tema, este gracejo, já o são.

Se este pseudo-movimento não existisse, será que não haveria por aí uma outra moda blogueira a dizer que seria preciso congregar a desilusão portuguesa com os partidos políticos... Criar um movimento... Intervenção...
Que seria preciso surgir alguem... (nunca se aponta uma pessoa concreta, ninguém é suficientemente bom para nós)

L.Reis disse...

Mas Mário este SR escreveu em 2004!Não
percebe o SR Vasco?É um poço de ideias
para o País,ele é, aliás, a coerência em pessoa.Não existe um só dia em que o personagem, ao levantar-se,não pense que este povo não o merece. Anda um Homem
a eleger inimigos,a gritar, a tentar que o ouçam e pronto:acaba na ultima página de um jornal e agora num blog! Que nojo de País este!!!Não o merecemos,e ele, ao Vasco!!!
Parta poís, para as ilhas de Sua Magestade.
Com a minha benção...

Alexandre disse...

O que é mais interessante no "fenómeno Alegre" é que o Alegre, a sua pessoa, é completamente irrelevante. O que é realmente importante é a tal fasquia, a que é proferida à boca-cheia a torto e a direito, a do "milhão de votos". Nesse milhão, incluem-se o meu voto, o da minha mãe, o do meu pai, o da amiga, do amigo, dos pais da amiga, da minha irmã e muitos outros, de gente igualmente anónima que não quis abdicar do seu voto para poder exprimir algo que é tão simples quanto isto: estamos fartos dos vossos partidos, dos vossos esquemas, dos vossos compadrios, das negociatas, das prebendas, das alcavalas, da mediocridade, da feira de vaidades comezinhas, dos doutores e engenheiros lapuzes e boçais, do status quo, do bloco central, dos escandalos que, afinal, parem ratos e ratazanas por cissiparidade, estamos fartos de tudo menos de uma coisa: da democracia e do que ela poderá, eventualmente, um dia representar, se e quando este país puder ostentar sem muita vergonha o título de Estado de Direito.

E sim, estamos por cá e somos pelo menos um milhão. Com ou sem Alegre que, diga-se de passagem, se revelou como figura menor que é.

Anónimo disse...

vpv
Imagino o seu ar de gozo meio enjoado com tanta bajulice a seu respeito!É o que temos...

Anónimo disse...

Olhe que em Coimbra não houve só gente destas...eu andei por lá também,Mas não me dediquei à política nem nunca aceitei qualquer cargo d nomeação para candidata a qq.coisa ligada aao Paramento(vantagem não me ter desiludido ao fim de seis meses sem nada fazer e a receber para isso, inclusive parte do meu salrrio convertido em impostos)
ao nem vendimentos que não os do meu trabalhos de funcionária pública...Também nunca me dediquei ao of+icio, creio que bem pago, de comentador nos jornais ou TVs.Mas gosto no geral do você escreve, embora nem sempre concorde.E ainda bem que chegou à blogosfera.-francisca

Adriano Volframista disse...

Já comentei o mesmo num post anterior:

Se
Diogo Pinto Freitas do Amaral alcançou 2.872.064 e é Ministro dos Negócios Estrangeiros de um governo PS
Basílio Adolfo Mendonça Horta Franca alcançou 696.379 e é Presidente de um instituto público

Manuel Alegre de Melo Duarte com 1.124.662 mereçe que lhe criem um instituto, proponho:
Instituto para a Pátria Cidadã e Sociedade Civil, entre as atribuições, para além do relacionamento com os irmãos da CPLP e os primos do Brasil, terá a seu cargo os monumentos Arquitectónicos Monumentais da Mátria.

Cumprimentos
Adriano Volframista

Anónimo disse...

VPV? Ai, é mesmo ele?
Ooooh... Posso tocar?

Anónimo disse...

caro VPV,

A sua verdadeira vocação é a de humorista. Pense nisso.
De quem aprecia as suas "tiradas".

Victor Lazlo disse...

Três textos do vpv sem a palavra "indígena"?!

Das duas, uma: ou os posts não são dele ou a blogosfera é mesmo um mundo à parte.

/me disse...

Aparentemente também Sócrates pensa o mesmo de Coimbra. Por isso é que quer lá a co-incineração (mas não o metro de superfície).

Daqui a 6 meses ninguém fala de Alegre. E mesmo agora que este anda na ribalta, ninguém fala de Coimbra.

Perdão, mas Alegre é mesmo de Lisboa. Da Lisboa do Parlamento, das obras megalómanas e do umbigo-centrismo.

Coimbra é outra coisa, afogada em excesso de identidade e esquecida do resto do País.

primo Sousa disse...

Ó dr. Vasco, olhe, eu entendo que só há duas formas sensatas de acabar com uma boa discussão: a taberna ou à bengalada, e o senhor está mesmo calhadinho para uma boa bengalada. Deixe lá o Alegre, porque, apesar de eu achar também que a coisa está mesmo precisadinha de uns acordes à coimbrã, é sempre possível, como possível foi ao PS ganhar as eleições mesmo ganhando o dr. Cavaco, que a cidadania de Alegre venha acompanhada de pandeireta, serenata e tudo incluso. O país precisa e agradece. Por falar nisso, ó dr. Vasco, há quanto tempo não salta de uma discussão para a taberna?? Olhe que é quase tão bom como dela sair á bengalada, embora não se lhe compare nos efeitos directos, vai muito mais além nos indirectos. Pense nisso.

abf disse...

ai Coimbra, ai Coimbra...que romântico... bahhhh.
Já nos cansa tanta nostalgia serôdia. Como a dos políticos-com-legitimidade-por-terem-sido-antifascistas...
Reconhecer (e conhecer, antes de mais) a História é óbvio que é da nossa responsabilidade comum, colectiva, é basilar além disso. Mas não se vive APENAS de passado e menos ainda, quando isso implica fechar os olhos ao presente- que nos passa à porta aqui ao lado, em Espanha (também carente de genuíno esprírito democrático enfim...)

Miguel disse...

portugal é pequenino de mais (em mais do que um sentido...) e lisboa demasiado grande, presunçosa, delambida e putativamente bem pensante, para podermos deixar de fora as coimbras desta vida, onde vive gente que merece respeito

não, este não é o discurso do outro que irrompeu contra o sulismo e o elitismo de certos lisboetas; porque esse cavalheiro nunca ultrapassou o provincianismo do "pequeno poder" de V.N. de Gaia à falta do que ele acha ser o "grande poder" da capital que continua a escapar-lhe

continuem a pensar (de preferência bem e sem demasiado combustível etílico) sem morder nos calcanhares de quem quer que seja e muito menos de um homem que nunca ninguém pôde acusar de desonesto, oportunista ou cobarde

ciao, ciao

Davide Estevão Figueiredo disse...

O senhor que aparece ao lado do calvin e do hobbes é uma pessoa a sério!?

fernando disse...

a blogosfera vai mudar.

fep disse...

a blogosfera vai mudar

Angie disse...

CCS:
Já sei que não queria ofender ninguém, mas realmente parece-me uma generalização abusiva a que faz, identificando Alegre (e o sentimento que ele lhe inspira ) com Coimbra.
Fiquei desgostosa pela vulgaridade da conotação e pela leviandade da convocação.
Não por bairrismo bacoco: desengane-se.
Pois terá (e tem) muitos defeitos esta terra, como cada qual sabe reconhecer na sua.

Sabe? É mesmo coisa de lisboeta (no mau sentido do termo), cujo mundo se resume à capital e aos quilómetros percorridos pelo mundo, sem ter nada mais do que uma vaguíssima ideia do que é o resto do seu País. E, de resto, para quê?! O país lamentável que somos não se deve senão a quem vive no Lisboa extra muros, não é? E é "tão horrrrroroso, tão horrorooooso" que nem vale a pena ir confirmar in loco: mantenhamos as ideias feitas, é tudo muito mais seguro e não há pa-cho-rra para mais!
- Sabe? Isso é a pior forma de provincianismo que conheço.
.....
E quanto a Alegre: sim, senhor, o homem é de cá.
Excepto pela lírica (e desta, a mais antiga) a personagem não me é especialmente simpática. Quando "virou" de carne e osso e saltou para fora dos livros (aind proibidos) ficou pior. Bastante mais desinteressante e falho de asas.

Não votei nele, sequer, votei em Cavaco, que em Coimbra teve uma apoteose nunca vista (para o distanciamento típico que todos alimentam por aqui em relação a estas coisas da "política menor").

-O que é que sabe de Coimbra para alinhar num "cromo" desses?

Nem parece seu.
-Ou parece?

Em Portugal adoramos rótulos,não é?
E epítetos bombásticos, desses que convocam as tais ideias feitas, fortes, bem populares,logo-logo homologadas pelos porta-vozes da inteligentsia, para valerem como norma.

Por essas e por outras é que somos um povo como somos: de um patriotismo notável; de um respeito e compreensão positiva pela diferença assinaláveis; de uma profundidade analítica honestíssima; de um espírito aberto e sentido de futuro sem igual.
Em suma: uma nação coesa, cheios de consciência das nossas potencialidades.
Unamuno conseguiu o que queria durante umas gerações, mas agora já não risca, não é?!

Triste, muito triste, CCS!

Davide Estevão Figueiredo disse...

angie, acho que foi o senhor Vasco que escreveu este texto. Não sei se isso muda alguma coisa. Eu também acho que se tem muitas vezes uma ideia errada da Lourinhã, não é só Coimbra. Às vezes tem-se a sensação que Portugal é só Lisboa, Porto e Coimbra. Mas a Lourinhã também é gente!

A República disse...

ó Angie, o post não é de CSS mas de VPV.

Quanto ao que está no post, não é a "cidade" que é criticada, mas o cliché que "de" Coimbra. Isso é que é parolo. Isso é que há em todo o lado. "Clichés" tótós. Tal como a visão que as cidades têm umas das outras. Mas também não é só cá.

Um beijo,

Robespierre disse...

Ó Angie,concentre-se antes de comentar textos. Dá ideia que não percebeu nada do que leu. Nem sobre quem escreveu.

Anónimo disse...

O Sr. VPV continua moído porque foi ele que " inventou" a candidatura de Soares, já lá vão dois anos.
Qual é a proposta de VPV? Copos e guitarradas?

Sílvia disse...

Não é nada! É uma trova do vento que passa...

BONIFÁCIO disse...

Uma palavra amiga ao Manuel Alegre, que uma velha doença, médicamente atestada, impede, por 2 semanas, a participação na vida pública, aspirada por 1.2 milhões doss seus eleitores

Com efeito, a preguiça recorrente é uma doença crónica, incapacitante na fase aguda, causada por um parasita que afecta o sistema nervoso central de milhões de seres humanos, por esse mundo fora e cuja divulgação ajuda a precaver manifestações mais exuberantes por parte dos infestados

BONIFÁCIO disse...

POSTAL CORRIGIDO Q.B.

Dirijo esta palavra amiga a Manuel Alegre, que uma velha doença, médicamente atestada, impede, por 2 semanas, a participação na vida pública, conforme aspitração legítima de 1.2 milhões de eleitores

Com efeito, a preguiça recorrente é uma doença crónica, incapacitante na fase aguda, causada por um parasita que afecta o sistema nervoso central de milhões de seres humanos, por esse mundo fora e cuja divulgação ajuda a precaver manifestações mais exuberantes por parte dos infestados

douro disse...

Ó Vasco, ficamos à espera dos seus comentários sobre outras espécies coimbrãs, a ver se lhes topa o cheiro: isso parece-me Vital para se perceber quantas narinas tem o seu nariz.

josé disse...

Um dos melhores textos que li de VPV, foi um já antigo, com mais de vinte anos, se calhar, a propósito de uma certa elite que ocupa cadeiras centenárias ( onde as há) nos meios universitários das Faculdades de Direito: os catedráticos de Direito.

Dá a impressão de que são as cadeiras que regem a ocupação dos lugares. COmo há poucas ( et pour cause), também é mirrado o número de catedráticos de Direito.

O segredo da multiplicação parece que reside numa indústria mais protegida do que no antigo regime de condicionamento industrial: a do Parecer avulso e bem pago.

SATANUCHO disse...

ha ha ha he he he ,
descobriu-se em Portugal (terra dos fenómenos do Entroncamento) uma coisa que anda mais rapida que a luz, é a capacidade de VPV arranjar inimigos.....

Angie disse...

TSSS...TSSS...
Shame on me...
-Então não é mesmo que me fui enganar no autor da diatribe?!
Claro que seria um requisito elementar, esse de verificar a paternidade do post.
Por isso, Robespierre
(que raio de nick foi você arranjar)
...tem razão!
(e ainda sinto a dor no pescoço pela guilhotina em que me degolou).

Mas a gaffe não foi senão um efeito do passado "unipessoal" deste blogue.
Coisas de Pavlov.
E não que eu não tivesse dado pela (pré-anunciada) entrada em cena de VPV. Até estava felicíssima da vida com o acrescento da cadeira na távola redonda...confesso a minha fraqueza.

Mas, alto aí! Não há mais "meas culpas", nem sonhem!
As vezes diz-se que se perdeu uma boa oportunidade para estar calado.
Mas desta vez não é o caso.
Porque é claro que não se trata de não ter percebido que VPV se referia apenas a certa Coimbra.
Não estando a cidade propriamente em chamas, tivesse o menos bom gosto da prosa saído seja de CCS, seja de VPV, a qualquer leitor assistiria a luz suficiente para perceber.
Pereceber onde se queria chegar.

Por isso, mantenho o que disse.
Porque há um certo tipo de "bom pensamento" fácil (na sua aparente irrefutável solidez)que me irrita solenemente.
E que perpetua o disparate.

"Bocas" - nada mais do que isso.

Bocas tão passadistas, tão passadistas, quanto os atavismos que pretendem caricaturar.
E que cheiram desgraçadamente a mofo... e a folclore intelectual.

Afinal de contas, estão todos lá, fazem parte da etnografia nacional.
Só muda a dança e o nome do rancho.

E, pronto, chega.
Nada disto é VITAL...
E muito menos LEITÃO da Bairrada (que por acaso detesto).

CãoMacho disse...

Os comentadores e os comentadores dos comentadors levaram uma enrrabadela de cão que ainda não vos saíu do traseiro, por isso é que não param de se esganiçar. Queriam o quê? qua votássemos nessa abecola que vocês elegeram? Estamos fartos de lesmas a rastejar cá pelo quintal.

"iletrado" disse...

Será que este blog é a base de um futuro movimento de cidadania, que visa "educar" as grandes massas "iletradas", ao mesmo tempo que manda umas chalaças ao novo estilo stand-up comedy português? Podia-se chamar movimento "VPV avé!" fanclub.
Parece haver muita confusão nessa cabecinha, que também já pede uma reforma. A semelhança entre si e o Alegre é que estão ambos mais do que ultrapassados, mas ele apesar de tudo consegue ter um milhão de pessoas que lhe justificam essa persistência. A sua semelhança com Soares é uma memória traiçoeira, que no seu caso se poderia apelidar mesmo de ignorância (confunde um poema de Quental com Junqueiro, ao mesmo tempo que lhe subverte totalmente o sentido...).
A semelhança com Cavaco é que de cada vez que abre a boca, não diz nada...

Quase que poderíamos imaginar VPV a dizer para si mesmo "a mim
ninguém me cala, nem que me obriguem a vir escrever para a blogosfera..."

josé disse...

Iletrado:

Os blogs são um reduto de meia dúzia ( umas poucas centenas, vá lá...) de privilegiados pelo sistema educativo e pelo gosto em ler textos opinativos, com alguma informação à mistura.

Quanto à opinião, prescindo de ler a maioria da que se vai produzindo.
Presta pouco; é mal escrita e denota ignorância ou má-informação, numa boa parte dos casos. É fruto de diletâncias de indivíduos que em determinada altura, honrados pelos convites das luminárias que dirigem jornais, se julgaram aptos a catequisarem os indígenas.

Quanto à escrita e ao exercício prático, a qualidade é mediana com algumas excepções.

Uma delas, é exactamente a de VPV.
Escrever com estilo, não é o mesmo que debitar opiniões com outro estilo, mesmo caceteiro.

É pegar aí nos jornais e ler o que se produz no mercado da opinião.
Ler quem inventa novo uso para palavras esquecidas; quem adequa a semântica, tornando em moda certas expressões; quem sabe construir frases curtas e incisivas que dizem o que querem dizer e não se embrulham nas palavras.

Quem não aprecia isto, toma-me por mais um basbaque que vem para aqui tecer loas ao novo blogger, como se fosse o ídolo das matinées dos fim de semana em que se liam jornais.
Puro engano.
Escrever bem, é um dom. Não escreve bem quem quer, mas quem pode.
É uma arte, quoi!

isabel disse...

Da superioridade moral intelectual e cívica dos alfacinhas

António disse...

Escrever bem e ser inteligente são virtudes que só por si não garantem a omnipresença da razão.
Além disso, cada facto político pode ser visto, sentido e interpretado de múltiplas formas. Desejável seria que cada um se exprimisse com correcção, sem acinte nem a pretensão de possuir a verdade absoluta.
Ao dar a cara, desta maneira, à janela de um blog, VPV não ignora que se expõe. É coragem que merece respeito.
Quanto às reticências sobre a autenticidade de MA, apenas me interrogo sobre o que teria acontecido à cidadania e à Pátria se o PS tivesse escolhido apoiar Alegre.
Seja como for, ainda bem que ele avançou porque Soares mostrou que nem tudo brilha na verdadeira natureza da sua "fonte luminosa". Basta, realmente!
Espero que o VASCO não desista de escrever porque é inteligente no raciocínio, brilhante e POLIDO na forma e VALENTE ao enfrentar tanta gente que, anonimamente, o ataca.
Mesmo quando discordamos, não podemos negar-lhe o geniozinho recalcitrante e profiláctico...

Anónimo disse...

acho piada as pessoas tecerem comentários acerca da cidade de Coimbra, principalmente quando em tom pejorativo, quando o mais longe que se aventuraram da sua aldeia lisboeta foi para ir ao Algarve. Isto é apenas mais um sinal da macrocefalia medíocre de Lisboa, que esmaga o resto do País. Acerca do iluminar quando arde, Lisboa queima o dinheiro de todo o País e não consta que ilumine seja o que for. Conimbricence

Anónimo disse...

Se o VPV não está demente, então terá uma doença mais grave, volta para deputado do PSD, ou então vai ao médico.